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	<title>iPródigo &#187; Traduções</title>
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	<description>Antes perdido, agora achado</description>
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		<title>Números na Igreja: mais é melhor ou pior?</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 02:28:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marianna Brandão</dc:creator>
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		<category><![CDATA[ministério]]></category>

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		<description><![CDATA[Kevin DeYoung nos mostra como não devemos usar o tamanho de uma igreja para julgar sua fidelidade ou seu trabalho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3308" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3308" title="Kevin DeYoung" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/09/3563806497_71f0a23230-300x199.jpg" alt="Kevin DeYoung" width="300" height="199" /><p class="wp-caption-text">Kevin DeYoung</p></div>
<p>Já ouvi os dois os lados, embora nem sempre abertamente.</p>
<p><em>“Quantas pessoas tem ido àquela igreja? É muita gente! Deve ser a música. Ou quem sabe eles possuem um jogo de luzes e uma maquina de fumaça. Eu espero que nós nunca nos vendamos como eles”</em></p>
<p>Ou,</p>
<p><em>“Quantas pessoas ainda vão àquela igreja? Ela é tão pequena! Há anos não batizam ninguém. Sua influência e importância são praticamente nulas. Espero que nunca sejamos irrelevantes como eles”</em></p>
<p>Eu percebo que as pessoas raramente opinam tão sinceramente, mas os sentimentos estão lá. E ambos os lados tem seu ponto. Algumas grandes igrejas têm mais shows do que substância. Devem ter milhares de membros, mas sacrificam a maturidade, profundidade, a pregação baseada na verdade, a eclesiologia bíblica e, talvez, até mesmo o evangelho, para chegar lá. Por outro lado, algumas igrejas pequenas estão atrasadas e isoladas. Eles podem falar sobre bastante sobre lutar pela verdade, mas seu pequeno tamanho fala menos sobre a coragem do evangelho do que, de fato, fala sobre serem supercríticos, retrógrados das piores maneiras e despreocupados com os perdidos.</p>
<p>As igrejas podem ser grandes ou pequenas por todas as razões corretas. Ou por todas as razões erradas. Nós simplesmente não devemos concluir que ser grande é melhor ou ser pequena significa mais santa. Aos olhos de Deus, o sucesso da nossa igreja, e de seu pastor, é mensurado por critérios mais importantes do que a frequência nos finais de semana. Enquanto não devemos ter medo ou sermos automaticamente céticos em relação ao números – eles, no melhor dos casos, representam pessoas, afinal de contas; pessoas que estão ouvindo o evangelho e dando frutos – também não devemos ser obcecados por eles. Toda igreja é diferente, com locais, dons, oportunidades, capacidades, facilidades, pessoas e contextos culturais dos mais variados, e não podemos ser tão grosseiros em pensar que grandes igrejas estão sempre fazendo coisas melhores do que as igrejas pequenas. Certamente a ênfase deve ser na fidelidade.</p>
<p>Se um abençoado esquecimento sobre o número de membros parece anti-missional, nós deveríamos ouvir Leslie Newbigin, ainda um dos melhores teólogos dos círculos missionais, quando ele resume a abordagem sobre números no Novo Testamento:</p>
<blockquote><p>Revendo, então, os ensinamentos do Novo Testamento, alguém poderia dizer que, por um lado, há alegria no rápido crescimento da igreja nos primeiros dias, mas, por outro lado, não há nenhuma evidência de quem o crescimento numérico é uma questão de preocupação primária.</p>
<p>Não há nenhum traço de evidência nas cartas de Paulo que sugerem que ele julgava as igrejas pela medida de seu sucesso no rápido crescimento numérico, nem há nada comparável aos gritos estridentes de alguns evangelistas contemporâneos de que a salvação do mundo depende da multiplicação dos crentes.</p>
<p>Há um sentimento incomparável de seriedade e urgência quando o apóstolo contempla o fato de que ele e todas as pessoas deverão “comparecer perante o tribunal de Cristo” e como ele reconhece o constrangimento de ser alvo do amor de Jesus e do ministério da reconciliação que ele recebeu (2 Coríntios 5.10-21). Mas em nenhum lugar isso se manifesta como ansiedade ou entusiasmo sobre o crescimento numérico da igreja.</p></blockquote>
<p>Sábias palavras. Nós amamos ver mais pessoas amando Jesus e vivendo em conformidade com os seus mandamentos, mas não devemos pensar que o tamanho da igreja, quando julgado pelo único Juiz que realmente importa, é a medida confiável do sucesso de uma igreja ou a fidelidade de um pastor.</p>
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		<title>Igrejas arruinadas</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Feb 2012 02:25:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Daher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
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		<category><![CDATA[ministério]]></category>

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		<description><![CDATA[Precisamos da graça de Deus para endireitar nossas vidas, nossos lares e nossas igrejas, manchados pela ruína do pecado. Por R. C. Sproul Jr.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5498" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2011/05/195876.jpg"><img class="size-full wp-image-5498" title="195876" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2011/05/195876.jpg" alt="" width="150" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">R.C. Sproul Jr.</p></div>
<p>Lares arruinados são criados por pessoas arruinadas. Por isso, antes de oferecermos o bálsamo de Gileade para aqueles que vivem em lares arruinados, precisamos ser perfeitamente claros em mostrar como eles chegaram lá. Apesar de todas as pressões que atacam a família, todas as fascinações do mundo e todas as tentações de Satanás, é a carne, nossa própria natureza pecaminosa, que destrói nossos lares. Somos tão iludidos sobre quem realmente somos, entretanto, que perdemos de vista o quão autodestrutivos somos. Achamos que somos as vítimas, quando a dura verdade é que somos os vilões.</p>
<p>A sabedoria nos diz, por exemplo, que a mulher sábia edifica sua casa, mas a mulher insensata com suas próprias mãos derruba a sua (Pv 14). Esposas, chamadas para serem protetoras no lar (Tito 2), muito frequentemente se tornam destruidoras de lares. De maneira semelhante, Provérbios também destaca pelo menos um modo dos homens destruírem suas próprias vidas. Loucura, como um mulher carnal, acena para nós, oferecendo todos seus prazeres. Mas, a Bíblia nos diz, a sua casa é caminho para a sepultura e desce para as câmaras da morte (Pv 7.27).</p>
<p>Não fazemos isso de propósito, é claro. Ninguém planeja alegremente destruir seu próprio lar. Nenhum homem, quando começa a permitir seus olhos vaguearem, decide que quer destruir não somente sua própria vida como também a vida de sua esposa e filhos também. Ninguém, conscientemente, joga uma bomba dentro de casa quando começa a olhar fotos na Internet. O que estamos fazendo, na verdade, é dizer que Deus é mentiroso.</p>
<p>Ele nos diz, afinal de contas, não apenas o que devemos fazer e o que não devemos fazer; Ele também nos diz os frutos de nossas ações. Ele nos diz que, à medida que amamos nossas esposas e filhos, nos regozijaremos com eles à mesa, nossos filhos serão como rebentos de oliveira (Sl 128). Ele também nos diz que homens infiéis odeiam a si mesmos, que nosso pecado nos encontrará, e que quando semeamos o vento, certamente colheremos a tempestade. Deus nos diz e mostra o caminho em direção a benção e alegria, e orgulhosamente trilhamos nossos próprios caminhos. Então, ficamos imaginando porque estamos destruídos e ensanguentados depois de cair de um penhasco.</p>
<p>Nossos lares, entretanto, só podem começar a ser curados de sua ruína à medida que aceitamos e entendemos nossa própria ruína. Quando encaramos a realidade de nosso pecado, quando confessamos o tipo de pessoas que somos, Deus em Sua bondade se aproxima. Ele, afinal de contas, dá graça aos humildes. Essa graça não virá provavelmente na forma de erradicação de todas as nossas tentações. Ela deve vir, porém, para nos ajudar a ver o que elas realmente são – convites para a morte.</p>
<p>Elas podem também tomar uma forma totalmente diferente. Quando reconhecemos nosso pecado, percebemos que não podemos confiar em nós mesmos. Quando deixados a nossa mercê, escolhemos por nós mesmo e, em fazendo isso, escolhemos de forma tola. Essa é a razão de Deus ter ordenado a igreja a nos chamar a fidelidade. Através da correta pregação da Palavra, somos lembrados da Sua sabedoria. Através do correto exercício dos sacramentos, somos lembrados não apenas de nossa pecaminosidade, mas de Sua fidelidade. Não apenas olhamos para trás para nosso Esposo morrendo por nós no Calvário, Seu corpo moído e seu sangue derramado, mas olhamos para frente, para as bodas de casamento do Cordeiro. Entramos na eternidade e provamos que Ele é bom.</p>
<p>Disciplina eclesiástica, entretando, é outra graça vinda da mão de Deus para nos ajudar a não destruir nossos lares. Os presbíteros da igreja são chamados para falar em nossos lares arruinados, para chamar maridos infiéis ao arrependimento, para admoestar esposas extraviadas a voltarem para casa. É tarefas deles lembrar toda a congregação que aqueles que praticam essas coisas de nenhum modo herdarão o reino de Deus (Gl 5). É o papel deles exercer o poder das chaves.</p>
<p>Infelizmente, é muito comum as igrejas falharem com as famílias nesse aspecto. Eles cobrem levemente as feridas e deixam os arruinados arruinados porque não disciplinam quando deveriam. Eles temem os homens, seja na forma de perda de reputação ou de repercussões civis. Frequentemente, aqueles que são chamados para pastorear o rebanho provam ser mercenários que desviam o olhar quando lobos aparecem e destroem os lares. Ser “legal” é muito mais fácil que ser os primeiros socorristas quando lares estão sendo destruídos. É mais seguro fugir do problema do que correr em direção a ele.</p>
<p>Nosso chamado, porém, é deixar de lado nossas preocupações e buscar em primeiro lugar o reino de Deus e Sua justiça. Ele é o verdadeiro Pastor. Ele guarda a porta do reino. E somos chamados para cumprir Suas ordens, não importa o custo. Meninas estão olhando para nós, homens, para serem resgatadas de pais infiéis. Meninos estão aprendendo que homens fogem quando os tempos são difíceis, primeiro observando seus pais infiéis, e depois vendo seus presbíteros infiéis. Maridos são deixados sem ninguém e sem apoio para corrigir esposas obstinadas. E esposas não têm homens para cuidar delas. Tudo porque a igreja está arruinada. Arrependa-se, e busque Seu reino, Sua justiça.</p>
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		<title>Razões para não se casar com um não crente</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 02:18:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Schulz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[aconselhamento]]></category>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Kathy Keller, esposa do pastor Tim Keller, dá alguns conselhos sobre o casamento com pessoas que não compartilham a fé cristã.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7890" class="wp-caption alignleft" style="width: 134px"><img class="size-full wp-image-7890" title="Kathy Keller" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/02/Keller-Kathy.jpg" alt="Kathy Keller" width="124" height="185" /><p class="wp-caption-text">Kathy Keller, esposa do pastor Tim Keller</p></div>
<p>Ao longo de nosso ministério, a questão pastoral mais comum que eu e Tim confrontamos provavelmente é a do casamento – atual ou futuro – entre cristãos e não cristãos. Muitas vezes penso que seria muito simples se eu pudesse simplesmente me retirar da conversa e convidar aqueles que já casaram com não crentes para falarem aos solteiros que estão buscando desesperadamente alguma brecha que os permita casar com alguém que não compartilham de sua fé.</p>
<p>Assim, eu poderia pular toda a parte de citar as passagens da Bíblia que chamam os solteiros a casar “contanto que ele pertença ao Senhor” (1 Coríntios 7.39), a não se submeterem ao “jugo desigual com descrentes” (2 Coríntios 6.14) e as prescrições do Antigo Testamento contra o casamento com o estrangeiro seguidor de outros deuses além do Deus de Israel (veja que em Números 12, Moisés se casa com uma mulher de outra raça, mas da mesma fé). Você encontra passagens assim em abundância, mas quando alguém já permitiu ao seu coração um laço com uma pessoa de outra fé, tenho visto que a Bíblia já foi diminuída de seu papel de regra não negociável de fé e prática.</p>
<p>Ao invés disso, as variações da pergunta da serpente para Eva – “Foi isto mesmo que Deus disse?” – surgem aos montes, como se, por acaso, esse caso específico pudesse ser algum tipo de exceção, levando em conta o quanto eles se amam, o quanto o não crente apóia e entende a fé cristã e como eles são almas gêmeas apesar da falta de uma fé que una as duas almas.</p>
<p>Já ficando velha e impaciente, às vezes tenho vontade de simplesmente falar “não vai dar certo, a longo prazo. O casamento já é difícil o bastante quando é entre dois crentes em perfeita harmonia espiritual. Se poupe da dor de cabeça e parta pra outra”. Entretanto, tal grosseria não está de acordo com o espírito pacificador de Cristo e nem é convincente.</p>
<h3>Mais triste e mais sábia</h3>
<p>Se eu pudesse apenas reunir aquelas mulheres mais tristes e mais sábias (e homens também) que se encontraram em casamentos desiguais (seja por sua própria tolice ou por um cônjuge que encontrou Cristo após o casamento) com os casais otimistas e radiantes que estão convencidos de que a sua paixão e o seu compromisso irão superar todos os obstáculos. Até o obstáculo da desobediência descarada. Apenas dez minutos de conversa – um minuto, se a pessoa for muito sucinta – seria o suficiente. Nas palavras de uma mulher que estava casada com um homem muito bom e gentil que não compartilhava de sua fé: “se você pensa que está sozinha antes de se casar, não é nada comparado à quão sozinha você ficará APÓS o casamento!”.</p>
<p>Na verdade, talvez essa seja a única abordagem pastoral eficaz: achar um homem ou uma mulher que estejam dispostos a conversar honestamente sobre as dificuldades de sua situação e convidá-los para uma sessão de aconselhamento com o casal prestes a cometer o grande erro. Um alternativa, talvez, seria algum diretor criativo que estivesse disposto a percorre o país filmando indivíduos que estão vivendo as dores de um casamento com um não crente, e criar um documentário de uns 40 ou 50 depoimentos curtos (menos de 5 minutos). Talvez o peso coletivo dessas curtas histórias seja mais poderoso do que qualquer lição requentada possa ser.</p>
<h3>Três saídas</h3>
<p>Por enquanto, entretanto, não temos essa opção. Há apenas três caminhos que um casamento desigual pode seguir (e por desigual, estou disposta a flexibilizar ao ponto de incluir cristãos genuínos que desejam casar com um cristão nominal ou talvez algum cristão completamente imaturo e desprovido de crescimento e experiência):</p>
<ol>
<li>Para estar em maior sintonia com seu cônjuge, o cristão terá que empurrar Cristo para as margens de sua vida. Isso talvez não envolva repudiar diretamente a fé, mas em assuntos como vida devocional, hospitalidade com os crentes (reuniões de grupos pequenos, receber pessoas necessitadas em caráter emergencial), apoio a missões, dízimo, educação dos filhos, comunhão com outros crentes – tais coisas deverão ser minimizadas ou evitadas para preservar a paz do lar.</li>
<li>Por outro lado, se o crente do casamento mantém uma vida cristã firme e sólida, o cônjuge não cristão será marginalizado. Se ele/ela não entende o propósito de estudos bíblicos e oração, viagens missionárias ou hospitalidade, então ele/ela não poderá ou não irá participar dessas atividades junto com o cônjuge crente. A unidade e a união profundas do casamento não florescerão quando um cônjuge não pode participar completamente dos compromissos mais importantes da outra pessoa.</li>
<li>Então, ou o casamento sofre até o ponto de acabar, ou o casal sofre junto, vivendo em algum tipo de trégua que envolve um ou outro abrindo mão de algumas coisas, de forma que ambos viverão sentindo-se sozinhos e infelizes.</li>
</ol>
<p>Isso soa como o tipo de casamento que você quer? Um casamento que sufoca seu crescimento em Cristo ou sufoca o crescimento como casal, ou as duas coisas? Pense na passagem já citada de 2 Coríntios 6.14 sobre o jugo desigual. Muitos de nós já não vivem em culturas agrícolas, mas tente imaginar o que aconteceria se um fazendeiro ata à carroça, digamos, um boi e um jumento. O jugo pesado de madeira, projetado para se aproveitar das forças do conjunto, ficaria torto devido às diferenças de peso, altura e velocidade dos dois animais. O jugo, ao invés de aproveitar as forças do conjunto para completar a tarefa, iria incomodar e machucar OS DOIS animais, já que o peso do fardo não estaria igualmente distribuído. Um casamento desigual não é tolice apenas para o Cristão, mas é injusto também com o não cristão, e acabará sendo um tormento para os dois.</p>
<h3>Nossa experiência</h3>
<p>Para fechar: um de nossos filhos começou a passar algum tempo, alguns anos atrás, com uma moça não crente, vinda de uma família de judeus. Ele nos ouviu falar sobre o sofrimento (e a desobediência) de um casamento com um não cristão por anos, então ele sabia que essa não seria uma opção (algo que reforçamos várias vezes de forma enfática). De qualquer forma, a amizade deles cresceu e se transformou em algo mais. Para dar algum crédito, nosso filho disse a ela: “eu não posso me casar com você a não ser que você se torne cristã, e você não pode se tornar cristã só para se casar comigo. Eu vou com você à igreja, mas se você deseja seriamente descobrir o cristianismo, você terá que fazer por conta própria – encontrar um pequeno grupo, ler livros e conversar com outras pessoas além de mim”.</p>
<p>Felizmente, ela é uma moça de muita integridade e coragem, e começou uma busca pelo entendimento das afirmações de exclusividade da Bíblia. Conforme ela crescia em direção à fé, para nossa surpresa, nosso filho também começou a crescer em sua fé, para manter o mesmo ritmo dela! Ela me disse certa vez “como você bem sabe, seu filho nunca deveria estar saindo com uma mulher como eu!”.</p>
<p>Ela eventualmente veio à fé, e ele segurou a água com a qual ela foi batizada. Na semana seguinte, ele a pediu em casamento, e eles já estão casados há dois anos e meio, ambos crescendo, ambos lutando, ambos se arrependendo. Nós amamos os dois e somos muito gratos por ela pertencer à nossa família e ao corpo de Cristo.</p>
<p>Eu só menciono essa história pessoal porque muitos de nossos amigos no ministério já viram resultados muito diversos – filhos que se casam com alguém de outra fé. A lição da história para mim é que, mesmo em lares pastorais &#8211; onde as coisas de Deus são ensinadas e discutidas e onde os filhos têm uma grande oportunidade de acompanhar os conselhos que seus pais dão a casais &#8211; filhos crentes brincam com relacionamentos que se desenvolvem mais do que esperam, terminando em casamentos que não têm finais felizes. Se isso é verdade nas famílias dos líderes cristãos, o que dirá nas famílias do rebanho?</p>
<p>Precisamos ouvir as vozes de homens e mulheres que estão em casamentos desiguais e aprender, com seus sofrimentos, porque não essa não é uma escolha não só desobediente como muito tola.</p>
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		<title>A humanidade de Cristo é importante</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Feb 2012 02:21:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Schulz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[doutrina]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma reflexão de Russell Moore sobre como a humanidade de Cristo nos leva a enxergar o escândalo da cruz, e o real significado da nossa própria humanidade.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3693" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3693 " title="Russell Moore" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/11/moorepo-300x207.jpg" alt="Russell Moore" width="300" height="207" /><p class="wp-caption-text">Russell Moore</p></div>
<p>Alguns anos atrás, um forte vírus estomacal tomou conta do campus universitário onde trabalho como deão. Um dia, sabendo que a maioria dos alunos da minha classe ainda estavam se recuperando da enfermidade, lancei a pergunta “<a href="http://iprodigo.com/traducoes/jesus-teve-indisposicao-estomacal.html">será que Jesus sofreu de indisposição estomacal?</a>”</p>
<p>Em um dia mais rotineiro, em que questões sobre esse mal talvez fossem uma realidade mais abstrata, eu duvido que houvesse qualquer coisa além de consenso nas respostas. É claro, esses futuros pastores teriam afirmado com muita certeza que Jesus assumiu todos os aspectos da natureza humana, fora o pecado.</p>
<p>Mas essa não era uma questão abstrata. Aqueles estudantes ainda sofriam não só do desconforto da doença, mas também da indignidade consequente. Eles haviam sido molestados por vômito, diarréia, febre e calafrios. Eles ainda enfrentavam a sensação de não ter qualquer controle sobre as funções fisiológicas mais repugnantes.</p>
<p>Então, quando lancei a pergunta, aqueles ministros do evangelho hesitaram. O vírus estomacal não era simplesmente prejudicial, era humilhante. E pensar em Jesus relacionado aos piores e mais embaraçosos aspectos da existência humana parecia beirar o desrespeito, se não a blasfêmia.</p>
<p>Por que é tão difícil para nós imaginar Jesus vomitando?</p>
<p>A resposta para essa questão tem muito a ver, antes de todo, com a figura unidimensional de Jesus que foi ensinada a (ou assumida por) muitos de nós. Muitos de nós vemos Jesus ou como o amigo espiritual que mora em nosso coração, nos prometendo o céu e nos guiando pelas dificuldades, ou o vemos simplesmente nos termos de sua soberania e poder, com uma grande distância entre nossas realidades. Não importa o quão ortodoxa seja nossa doutrina, todos tendemos a pensar em Jesus como uma figura estranha e imaterial.</p>
<p>Mas o encurtamento dessa distância é precisamente o cerne do escândalo do próprio evangelho. Simplesmente não parece certo que imaginemos Jesus com febre, vomitando, chorando durante a amamentação ou estudando para aprender hebraico. Desde o início da era cristã, aqueles que buscaram redefinir o evangelho argumentaram que não é correto pensar em Jesus como carne e osso, cheio de sangue, intestinos e urina. Não parece correto pensar em Jesus crescendo em sabedoria e conhecimento como Lucas nos diz que ele fez. De alguma forma, isso parece diminuir sua divindade e sua dignidade.</p>
<p>Mas o ponto é exatamente esse.</p>
<p>O próprio começo da história de Cristo nos mostra que parte dos sinais do Messias é que ele estaria coberto em panos (Lucas 2.12) Por que você cobre um bebê com panos? Pela mesma razão que talvez você tenha botado fraldas nos seus filhos, ou envolto em lençóis. A ideia é manter o bebê aquecido e limpo das sujeiras. Desde o começo, Jesus era como um de nós, compartilhando do mesmo sistema nervoso, digestivo e, como veremos, cada aspecto da natureza humana.</p>
<p>Não parecia correto ao mundo imaginar o único eterno filho do Pai se retorcendo de dor na cruz, gritando ao se afogar no próprio sangue. Isso é humilhante, indigno. E é esse o ponto. Jesus se uniu a nós na nossa humilhação, nossa falta de dignidade. Nisso, Jesus, como nos diz a Escritura, não tem vergonha de nos chamar de irmãos (Hebreus 2.11).</p>
<p>Eu pensei muito nisso quando fui chamado para ler (e escrever um prefácio) para novo livro do meu amigo Patrick Henry Reardon sobre a humanidade do Senhor, “The Jesus We Missed: The Surprising Truth About the Humanity of Christ” [O Jesus que esquecemos: a surpreendente verdade sobre a humanidade de Cristo]. Foi o melhor tratamento contemporâneo desse assunto que eu já vi.</p>
<p>Esse livro me levou a pensar e ponderar. Mas, mais que isso, esse livro me levou a orar e adorar, a ver o Jesus que tão facilmente me esqueço: o Jesus que real e verdadeiramente foi um de nós para que nós, com ele, fôssemos feitos herdeiros do Pai e filhos de Deus. Aquele que tomou sobre si cada aspecto da nossa carne e sangue para nos redimir dos poderes do diabo (Hebreus 2.14-15).</p>
<div class="tweet-text"><p>Nós definimos “humanidade” à luz de nosso irmão, à luz do alfa e ômega da humanidade – Jesus de Nazaré</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=Nós definimos “humanidade” à luz de nosso irmão, à luz do alfa e ômega da humanidade – Jesus de Nazaré http://is.gd/fSwniu"></a><div style="clear:both"></div>
<p>Refletir sobre a humanidade de Jesus sempre me leva a enxergar o que eu esqueci sobre a minha própria humanidade. Muitas vezes, somos tentados a justificar nossa amargura, raiva, cobiça, inveja e partidarismo por sermos “apenas humanos”. O mistério de Cristo nos mostra que tais coisas não são nada humanas, mas satânicas. Nós definimos “humanidade” à luz de nosso irmão, à luz do alfa e ômega da humanidade – Jesus de Nazaré.</p>
<p>Refletir na humanidade do nosso Senhor pode te levar ao Jesus que talvez você tenha esquecido, ou talvez nunca encontrado. Também pode te impulsionar com a esperança pelo dia em que as mãos perfuradas limparão suas lágrimas e uma voz com sotaque do norte da Galiléia se apresentará a você como seu Senhor, seu Rei, mas também seu irmão.</p>
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		<item>
		<title>De que adianta “não se preocupe” em tempos como estes? (4)</title>
		<link>http://iprodigo.com/traducoes/de-que-adianta-nao-se-preocupe-em-tempos-como-estes-4.html</link>
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		<pubDate>Tue, 31 Jan 2012 02:06:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Schulz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A última parte dessa série começa com a última razão de Jesus para não viver uma vida de ansiedade. Por fim, veremos seis aplicações que nos ajudam a lidar com os problemas que nos preocupam. Por David Powlison.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3146" class="wp-caption alignleft" style="width: 275px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/08/david1-265x300.jpg"><img class="size-full wp-image-3146" title="David Powlison" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/08/david1-265x300.jpg" alt="David Powlison" width="265" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">David Powlison</p></div>
<p>A última parte dessa série começa com a última razão de Jesus para não viver uma vida de ansiedade. Por fim, veremos seis aplicações que nos ajudam a lidar com os problemas que nos preocupam.</p>
<p>Veja as outras partes da série: <a href="http://iprodigo.com/traducoes/de-que-adianta-nao-se-preocupe-em-tempos-como-estes.html">Parte 1</a> | <a href="http://iprodigo.com/traducoes/de-que-adianta-nao-se-preocupe-em-tempos-como-estes-2.html">Parte 2</a> | <a href="http://iprodigo.com/traducoes/de-que-adianta-nao-se-preocupe-em-tempos-como-estes-3.html">Parte 3</a></p>
<p>******</p>
<p>Finalmente, após dizer tudo isso, Jesus dá uma sétima razão para não viver uma vida temerosa. É uma razão e, ao mesmo tempo, uma alternativa. Tendo te dado tanto, seu Pai o chama para a liberdade radical de entregar sua vida. Antes, tudo era uma questão de conseguir, alcançar. Ficamos ansiosos porque queremos obter algo. Não queremos perder o que já conseguimos. Cobiçamos nossa herança porque desejamos alcançá-la. Ficamos presunçosos, nos acomodamos com uma vida de conforto e nos vemos como gatos gordos porque achamos que já alcançamos o que precisávamos. Tudo é querer, conseguir, alcançar, desejar, talvez não ter, querer obter. Mas aqui, quando você chega ao fim da mensagem de Jesus para você, é só sobre dar. Porque lhe foi dado, porque lhe tem sido dado, porque lhe será dado, algo tão certo e maravilhoso, não há mais incerteza, não há mais talvez, porque não há mais nada para se preocupar, então dê. É por prazer que Ele lhe dá, então você pode dar também. Pense nisso.</p>
<p>O que acontece quando isso se torna uma realidade, homens de pouca fé, é uma transformação maravilhosa na sua vida. Você tem ótimas razões para deixar para trás a ansiedade. Nós – que temos uma forte tendência a sermos como as pessoas dos jornais, tão focadas no que nós vamos ganhar, em ficarmos ansiosos pelo futuro, em lutarmos para garantirmos o nosso – somos capacitados para abrirmos nossas mãos.</p>
<p>Jesus diz “Vendei o que tendes, e dai esmolas”. Ele não está dizendo que você deve viver exatamente como Francisco de Assis viveu, mas ter a mesma motivação dele. É algo para se morrer e se viver. É a única liberdade verdadeira e a única felicidade verdadeira. É uma atitude de confiar no seu Pai e ser capaz de viver uma vida que vale alguma coisa. “Eu posso me entregar, e posso usar meus dons. Minha vida agora é de entrega”. Há um mundo para ser alcançado, pessoas para serem amadas e trabalhos a serem feitos. Nós temos um propósito e podemos nos entregar a esse propósito. Seu Pai sabe do que você precisa. Ele vai lhe acrescentar essas coisas conforme for necessário. Você sabe. Prioridade ao que é prioritário. Viva para o reino. O que Jesus diz aqui é maravilhoso: vai ao encontro das nossas incertezas com as quais nos preocupamos.</p>
<p>Note como Jesus fala: “Fazei para vós bolsas que não se envelheçam”. Você pode possuir algo que nunca envelhecerá. Nunca se desgastará. Nunca perderá a qualidade. Nunca terá furos ou precisará de remendos. Um tesouro infalível. Você pode viver por ele e entregar tudo o que tiver, pois ele nunca acaba. Sim, a crise financeira pode afetar suas receitas, e elas podem se esgotar. Mas existe um tesouro que é inesgotável. A fonte está sempre jorrando. Sempre tem mais. Nenhum ladrão pode roubar de você. Nenhuma traça pode corroê-lo. Essa “bolsa” nunca será furtada, corroída ou perdida.</p>
<p>Jesus diz “eu lhe prometo, a melhor coisa que você poderia desejar, você nunca vai perder”. Isso é fantástico! Tudo o que nos preocupa é aquilo que queremos, mas podemos perder. É por isso que nos preocupamos. A melhor coisa que você poderia desejar, você nunca irá perder, e pode sempre entregá-la. “Se você morrer por mim, viverá” – isso é uma promessa. É a forma fundamental da redenção. Se você morrer por Cristo, viverá. Seu Pai está provendo, então você pode dar generosamente.</p>
<h3>Como manter o controle quando os vândalos estão tomando o controle da sua mente?</h3>
<p>Eu quero que você imagine isso. Você deseja ouvir uma boa descrição do que acontece durante a ansiedade? “Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se”. Provérbios 25.28. Como manter o controle quando bárbaros invadem as ruas da sua mente? Ataques terroristas, gangues de criminosos, homens-bomba, incêndios, até os leões correm soltos nas ruas. Caos. Você perde o controle. O medo e a ansiedade comandam. Nada é certo ou está a salvo.</p>
<p>Ansiedade é uma experiência humana universal, e você precisa de um plano para lidar com ela. Note que isso não é uma fórmula. Quando Andy Reid, técnico do <em>Philadelphia Eagles</em> [time de futebol americano], vai para um jogo, ele não faz ideia do que acontecerá após o apito inicial. Ele não sabe nem quem vai começar o jogo até que joguem o “cara ou coroa”. Mas ele não está despreparado. Ele tem um plano de jogo, uma orientação básica para o que pode acontecer. Eu quero fazer uma lista de 6 coisas que compõe um plano para quando você começa a se preocupar e ficar obcecado.</p>
<p>Primeiro, dê nome à tentação. Você sempre se preocupa com algo. O que normalmente te leva a isso? Quais “boas razões” você tem para se preocupar? O simples ato de listar essas coisas pode ser muito útil. No meio de uma crise de ansiedade, pode parecer um milhão de coisas. Você parece estar fazendo malabarismo com mil facas, segurando de um lado e empurrando de outro. Mas na verdade, são apenas três bolinhas – talvez seja apenas uma coisa que te preocupa. É de grande ajuda dar nome àquilo que sempre te volta à mente para atormentar. A ansiedade parece sem fim, infinita – mas elas são finitas e específicas.</p>
<p>Segundo, identifique como você expressa sua ansiedade. Veja os sinais. Como a ansiedade se mostra na sua vida? Para alguns, é um sentimento de pânico entalado na garganta, ou apenas um leve mal estar. Que grande avanço é poder dar um passo atrás e dizer “A-ha! Um pontinho vermelho no radar!”. Ao invés de apenas ir engolindo as preocupações, você pode identificar a aproximação delas. Para algumas pessoas, são pensamentos obsessivos repetitivos “Já é a quarta vez que imagino toda essa história novamente”. Para algumas pessoas, o sinal é a raiva. Elas ficam irritadas, mas quando se acalmam, percebem: “eu estava temeroso e ansioso por algo específico”. Para outras, a preocupação tem sinais físicos (como dores de cabeça) ou se mostra nos remédios baratos que o pecado fabrica para nos relaxar (como mastigar gelo ou roer as unhas). Identifique os sinais. Como essas coisas podem te ajudar? “Eu estou perdendo o controle, Deus, as pilhas da minha lanterna estão acabando”.</p>
<p>Terceiro, se pergunte “por que estou ansioso?”. A preocupação sempre tem uma lógica. Pessoas ansiosas são “homens de pouca fé”. Se você se esqueceu de Deus, quem, ou o que, o afastou da sua mente e começou a reinar no lugar dEle? Identifique o sequestrador. Pessoas ansiosas ficam presas em algum tipo de ganância. O que eu quero, preciso, desejo, demando, cobiço? Ou o que eu tenho medo de perder ou de nunca conseguir? Identifique a cobiça específica. Pessoas ansiosas buscam mais as coisas criadas que o Criador. Elas tratam como tesouro as coisas erradas. O que está me preocupando, me fazendo buscar com todo o meu coração? Identifique o objeto da sua obsessão.</p>
<p>Quarto, qual razão Jesus te dá para não se preocupar? Quais daquelas promessas que acabamos de conversar? Volte e escolha uma para guardar no coração. Eu listei 7 promessas para você, 7 formas que garantem que Deus está governando Seu universo. Eu dei destaque para a sexta, “Seu pai é Deus”, porque é a melhor dessas razões. Mas todas elas são boas razões. É por isso que Jesus menciona todas elas. Nós somos pessoas muito simples. É difícil se lembrar de todas as sete, então escolha uma. Para mim, no último mês, a mais útil tem sido “se Deus alimenta os corvos, por que ele não cuidaria de mim?”. Tenho vontade de rir só de pensar nisso, e a ansiedade não é capaz de coexistir com uma risada sincera. Aquela gangue de corvos me fez identificar muitas tentações no meu coração; eles me ajudaram. Agarre uma dessas promessas e trabalhe em cima dela.</p>
<p>Quinto, vá ao seu Pai. Converse com Ele. Não é como se seu Pai não se importasse com as coisas com as quais você se preocupa: seus amigos, sua saúde, seu dinheiro, seus filhos, etc. Seu Pai sabe o que você precisa. Você pode ir até ele, levar as coisas que te preocupam. Deixe aos pés dele as suas ansiedades, porque ele cuida de você. Todas essas coisas estão além do seu controle! Como seus filhos serão? Se você vai ter Alzheimer? O que vai acontecer com a economia? Se você vai se casar? Se haverá um ataque terrorista na sua cidade? Se o seu pai vai ter um encontro com o Senhor? Se você terá dinheiro para as contas do mês que vem? Você tem muitas razões para se preocupar com essas coisas, mas você tem razões melhores ainda para deixá-las aos pés de Alguém que te ama. Como aquela garotinha que a mãe ajudou a caminhar, a sua vida está completamente nas mãos do Senhor.</p>
<p>Finalmente, dê. Diga e faça algo construtivo. Se importe com alguém. Supra as necessidades de alguém. No mais escuro, quando o mundo está mais confuso, quando há vândalos nas ruas, quando a vida parece impossível, sempre há a coisa certa a fazer. Sempre há alguma forma de se entregar. O problema pode parecer insuportável. Você se preocupar. Mas você é chamado a fazer algo pequeno, insignificante. Sempre há algo pela qual se entregar, e alguma forma de fazê-lo. Jesus disse muito sobre isso em Mateus 6, uma passagem paralela a essa que estamos estudando:  “Basta a cada dia o seu próprio mal”. Se dedique a lidar com os problemas de hoje. Deixe as incertezas do amanhã para o seu Pai.</p>
<p>Irmãos e irmãs, aprouve ao seu Pai lhes dar o reino. Deus é o seu pai. Não se preocupe.</p>
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		<title>8 maneiras proveitosas de ler a Bíblia</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Jan 2012 02:11:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Daher</dc:creator>
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		<description><![CDATA[J.C. Ryle apresenta oito conselhos valiosos para desfrutarmos mais da leitura da Palavra de Deus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1485" class="wp-caption alignleft" style="width: 178px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/01/JCRyle.jpg"><img class=" wp-image-1485 " title="J. C. Ryle" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/01/JCRyle-240x300.jpg" alt="J. C. Ryle" width="168" height="210" /></a><p class="wp-caption-text">J. C. Ryle</p></div>
<p><strong>1. Comece a ler sua Bíblia hoje mesmo.</strong> A maneira de se fazer algo – é fazendo; e a maneira de se ler a Bíblia – é realmente lendo-a! Não é meramente querendo, ou desejando, ou decidindo, ou pretendendo, ou pensando sobre isso – assim você só avançará um passo. Você deve de fato ler. Não há um “caminho dourado” para esse assunto, assim como não há para a oração. Se você não sabe ler, convença alguém a lê-la para você. De uma maneira ou de outra, através dos olhos ou ouvidos – as palavras das Escrituras precisam passar pela sua mente.</p>
<p><strong>2. Leia a Bíblia com um desejo profundo de entendê-la.</strong> Não pense, nem por um momento, que a grande questão é virar certa quantidade de papel impresso, sem importar se você entende ou não. Algumas pessoas ignorantes parecem imaginar que se eles avançaram tantos capítulos por dia, sua tarefa está feita, apesar de não terem noção sobre o que foi lido. Só sabem que avançaram o marcador de livros algumas páginas para frente. Isso é transformar a leitura da Bíblia em um mero ritual. Guarde isso na sua mente como um princípio geral: uma Bíblia que não é entendida é uma Bíblia que não faz nada em sua vida! Diga a você mesmo constantemente enquanto você lê, “De que se trata tudo isso?”. Busque o significado como um homem busca por ouro.</p>
<p><strong>3. Leia a Bíblia com a fé e humildade de uma criança.</strong> Abra seu coração à medida que você abre o livro de Deus e diga: “Fala, Senhor, pois teu servo está ouvindo!”. Decida implicitamente acreditar em qualquer coisa que você encontre lá, não importa o quanto seja contrário aos seus próprios desejos e preconceitos. Decida receber no coração cada afirmação da verdade, quer você goste ou não. Fique atento àquele hábito miserável no qual alguns leitores da Bíblia caem – eles aceitam algumas doutrinas porque gostam delas, e rejeitam outras porque elas os condenam, ou condenam algum parente ou amigo. Dessa forma, a Bíblia é inútil! Somos juízes sobre o que deve estar na Palavra de Deus? Sabemos melhor do que Deus? Guarde em sua mente: você receberá tudo e crerá em tudo, e aquilo que você não for capaz de entender, você aceitará que é verdade mesmo assim. Lembre, quando você ora, você está falando com Deus, e Deus o ouve. Mas lembre também, quando você lê as Escrituras, Deus está falando com você, e você não deve “ordenar”, mas ouvir!</p>
<div class="tweet-text"><p>Lembre-se: quando você lê as Escrituras, Deus está falando com você, e você não deve “ordenar”, mas ouvir!</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=Lembre-se: quando você lê as Escrituras, Deus está falando com você, e você não deve “ordenar”, mas ouvir! http://is.gd/Hbi1cH"></a><div style="clear:both"></div>
<p><strong>4. Leia a Bíblia com um espírito de obediência e autoaplicação.</strong> Sente para estudá-la com uma determinação diária de que você viverá por suas regras, descansará em suas afirmações e agirá de acordo com seus mandamentos. Considere, à medida que navega por cada capítulo. “Como isso afeta meu pensamento e minha conduta diária? O que essa passagem me ensina?”. É um trabalho pobre ler a Bíblia por mera curiosidade e propósitos especulativos para encher sua mente com meras opiniões, porque você não permite que o livro influencie seu coração e sua vida. A Bíblia que é mais bem lida é aquela que é mais praticada!</p>
<p><strong>5. Leia a Bíblia diariamente.</strong> Faça com que a leitura e meditação de algum trecho da Palavra de Deus sejam parte do seu dia a dia. Meios particulares de graça são tão necessários diariamente para nossas almas como alimento e vestimenta são para nossos corpos. O pão de ontem não alimentará o trabalhador hoje; e o pão de hoje não alimentará o trabalhador amanhã. Faça como os Israelitas no deserto. Pegue o seu maná fresco a cada manhã. Escolha a parte do dia e os horários. Não atropele sua leitura, apressadamente. Dê a sua Bíblia a melhor e não a pior parte do seu tempo! Mas qualquer que seja o plano que você use, faça da visita ao trono da graça e a Palavra de Deus uma regra da sua vida para todos os dias.</p>
<p><strong>6. Leia toda a Bíblia – e a leia de uma maneira ordenada.</strong> Temo que haja muitas partes da Palavra que algumas pessoas nunca lêem. Para dizer o mínimo, isso é um hábito muito presunçoso. “Toda a Escritura é útil” (2 Timóteo 3.16). Esse hábito é o causador da falta de uma visão balanceada da verdade, tão comum hoje em dia. Algumas pessoas lêem a Bíblia como um perpétuo sistema de “mergulhar e pegar”, como aperitivos. Eles parecem desconsiderar a possibilidade de avançar regularmente por todo o Livro.</p>
<p><strong>7. Leia a Bíblia de forma justa e honesta.</strong> Decida considerar tudo em seu significado claro, óbvio, e considere com muita suspeita todas as interpretações forçadas. Como uma regra geral, o que um verso da Bíblia parece significar – é o que ele significa! Uma regra bastante valiosa é: <em>“A maneira correta de se interpretar a Escritura é considerá-la como a encontramos, sem nenhuma tentativa de forçá-la a um sistema teológico particular.”</em></p>
<p><strong>8. Leia a Bíblia com Cristo continuamente em perspectiva.</strong> O grande e primário objeto de toda a Escritura é testificar sobre Jesus! As <em>cerimônias</em> do Antigo Testamento são sombras de Cristo. Os <em>juízes</em> do Antigo Testamento são tipos de Cristo. As <em>profecias</em> do Antigo Testamento estão cheias dos sofrimentos de Cristo e de Sua Glória ainda porvir. A primeira e a segunda vinda, a humilhação do Senhor e Seu reino glorioso, Sua cruz e sua coroa brilham intensamente em toda a Bíblia. Segure-se firme nisso, e você lerá a Bíblia corretamente.</p>
<p>Eu poderia facilmente adicionar mais dicas, se mais espaço fosse permitido. Apesar de poucas e curtas, você perceberá que elas são mais proveitosas quando postas em prática.</p>
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		<title>Por que você deveria tornar-se membro de uma igreja?</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 02:09:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Fernanda Vilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja]]></category>
		<category><![CDATA[Membresia]]></category>

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		<description><![CDATA[Por que formalizar sua união a uma igreja? Erik Raymond apresenta 5 motivos importantes para essa decisão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_5319" class="wp-caption alignleft" style="width: 170px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2011/05/Eric-Raymond.jpg"><img class="size-full wp-image-5319 " title="Erik Raymond" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2011/05/Eric-Raymond.jpg" alt="Erik Raymond" width="160" height="200" /></a><p class="wp-caption-text">Erik Raymond</p></div>
<p style="text-align: left;" align="center">Como uma igreja, nós, recentemente, fizemos a transição para uma membresia mais formalizada. Uma das questões é “por quê?”. <em>Por que eu deveria me tornar membro de uma igreja?</em> A seguir, estão cinco razões que eu gostaria de fornecer. Existem mais, mas esse já é um bom começo.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>1) Isso reflete o evangelho:</strong> A membresia da igreja é, essencialmente, a demonstração aparente da realidade espiritual de estar unido com Cristo e com seu corpo. Ser parte do corpo de Cristo significa que nos identificamos com outros discípulos, aprendemos as Escrituras, submetemo-nos à estrutura de autoridade de Deus, e servimos aos outros. A membresia da igreja demonstra abertamente a realidade do Corpo de Cristo.</p>
<p> <strong>2) Isso segue o padrão do Novo Testamento: </strong>Apesar de ser verdade que o termo “membresia” não é usado explicitamente no NT, ele é, certamente, inferido. Lembre-se de que muitos livros do NT foram escritos por pessoas que escolheram identificar-se com um grupo de pessoas em uma comunidade local. A estrutura ministerial estabelecida em 1 Timóteo e Tito pressupõe pastores e membros que estão em comunidade juntos. Considere o número dos que foram computados (Atos 1.15, 2.41, 4:4), os pastores sabiam por quem eles eram responsáveis (Hb 13.17), o papel das viúvas foi mantido (1 Timóteo 5.9) e a disciplina formal entre os membros era praticada (1 Co 5.12-13).</p>
<p><strong>3) Isso mostra que você não está com vergonha de se identificar com Cristo ou com seu povo. </strong>Esse mundo é duro e torna-se tentador recuar para dentro de uma fortaleza de desânimo pessoal. A membresia de uma igreja te faz lembrar do fato de que você não está sozinho, do valor de Cristo, e da prioridade da fidelidade a Ele.</p>
<p><strong>4) Isso enfraquece a independência e o cristianismo sem compromisso. </strong>A responsabilidade de um pelo outro, a submissão à autoridade bíblica, e a prática dos “uns aos outros” são todos os elementos de uma igreja unida a Cristo e a seu evangelho (Hb 10.19-25, Mt 18.15-20).</p>
<p><strong>5) É um contexto para usar seus dons espirituais. </strong>A igreja local é a comunidade de crentes que visam viver de forma fiel a Cristo. É nesse contexto que servimos uns aos outros de acordo com os dons concedidos por Deus. Deus usa esse serviço, por meio da e na igreja local, para edificar o corpo de Cristo em maturidade (Ef 4.11-15, 1Co 12-14).</p>
<div class="tweet-text"><p>A membresia de uma igreja lembra que você não está sozinho, o valor de Cristo e a prioridade da fidelidade a Ele.</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=A membresia de uma igreja lembra que você não está sozinho, o valor de Cristo e a prioridade da fidelidade a Ele. http://is.gd/ah4ry2"></a><div style="clear:both"></div>
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		<title>Ministério diante de nossos olhos</title>
		<link>http://iprodigo.com/traducoes/ministerio-diante-de-nossos-olhos.html</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 02:09:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Daher</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>
		<category><![CDATA[ministério pastoral]]></category>
		<category><![CDATA[Pastor]]></category>

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		<description><![CDATA[Jason Helopoulos fala sobre a importância do pastor lidar com suas ovelhas no "aqui e agora", fugindo do erro de tratá-las como assuntos menos importantes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7837" class="wp-caption alignleft" style="width: 156px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/01/images.jpg"><img class=" wp-image-7837 " title="images" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/01/images.jpg" alt="" width="146" height="221" /></a><p class="wp-caption-text">Jason Helopoulos</p></div>
<p>Quantas vezes você já ficou “preso” em uma conversa com alguém no domingo de manhã e percebeu que estava pensando na pessoa que você precisava conversar &#8220;lá”? Nossas mentes começam a vaguear e nossos olhos vão pelo mesmo caminho. Conheço os pensamentos: “preciso me encontrar com aquele homem lá nessa manhã”, &#8220;se ela for embora antes de eu conseguir encorajá-la, uma oportunidade será perdida”, &#8220;ninguém está conversando com aquele visitante, preciso ir até lá”. Quando nos damos conta, a pessoa diante de nós e o ministério que o Senhor nos deu naquele momento estão perdidos.</p>
<p>O seminário que frequentei tinha um capelão. Um comentário que foi feito sobre ele sempre ficou comigo. Foi um comentário despretensioso, mas ele tem muitas vezes servido como uma repreensão gentil e um convincente encorajamento para mim. Foi um de meus professores que fez o comentário. Ele recorda de um dia, quando estava conversando com o capelão, e o presidente do seminário entrou na sala. Esse presidente era e é uma pessoa carismática e tempestuosa. Quando ele entra em uma sala, sua atenção é voltada para ele. E o professor recorda como o presidente se aproximou deles, mas os olhos do capelão não se desviaram do professor nem por um momento. O presidente do seminário ficou esperando o fim da conversa, e somente depois que o capelão havia encerrado completamente a conversa com o professor, ele se voltou para o presidente. Não foi um ato de grosseria ou poder que levou o capelão a deixar o presidente esperando. Foi um ato de amor e verdadeira humildade. Ao recontar essa história, o professor disse: “quando o capelão está com você, é como se você fosse a pessoa mais importante do mundo&#8221;. O professor era o campo do ministério naquele momento. O Senhor os levou a estarem juntos e ele seria fiel naquele momento.</p>
<p>Imagino quantas vezes perdemos o ministério diante de nós para o ministério “lá”? Quantas vezes negligenciamos a oportunidade que temos agora, porque pensamos que há algo mais importante que precisamos fazer do outro lado da sala, no escritório, ou em nosso telefone que está tocando? E mais importante, imagino quantas vezes magoamos nossos irmãos e irmãs em Cristo ou nossas testemunhas do amor de Deus, tratando outros como insignificantes ou pessoas que não merecem nossa atenção?</p>
<div class="tweet-text"><p>Quantas vezes negligenciamos a oportunidade de agora porque pensamos que há algo mais importante que precisamos fazer?</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=Quantas vezes negligenciamos a oportunidade de agora porque pensamos que há algo mais importante que precisamos fazer? http://is.gd/tB8aPq"></a><div style="clear:both"></div>
<p>O ministério mais importante que fazemos como cristãos acontece “no momento”. E esse momento em geral não é planejado, previsto ou percebido. Reflita sobre sua vida cristã. Se eu te perguntasse: “Quais foram os momentos mais importantes de encorajamento, conselho, palavras de alguma outra pessoa que você recebeu durante o ministério? Que momentos moldaram sua busca por Cristo e o ministério para os outros?” A maioria de nós apontaria para momentos “insignificantes”: um momento quando alguém oferece uma ou duas frases curtas – como meu professor sobre esse capelão. Ou então não é nem mesmo o que eles disseram, mas a maneira como eles ouviram – como o modo que aquele capelão influenciou esse professor. Ele apenas mostrou a ele amor e graça. Um amor de Cristo, que está disposto a tratar o aparentemente insignificante como um filho de Deus.</p>
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		<title>Insatisfação garantida: Sartre, Sísifo e Salomão</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Jan 2012 02:48:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Schulz</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Cosmovisão]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[O mundo prega que a vida não faz sentido. Veja como a sabedoria de Salomão no livro de Eclesiastes salvou a vida de Clint Archer e pode salvar a sua.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_6969" class="wp-caption alignleft" style="width: 209px"><img class="size-medium wp-image-6969" title="Clint Archer" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2011/11/ClintPicPortrait-199x300.jpg" alt="Clint Archer" width="199" height="300" /><p class="wp-caption-text">Clint Archer</p></div>
<p>O ícone <em>pop</em> dono da maior e mais reconhecida proporção boca/rosto, Mick Jagger, resumiu a essência de Eclesiastes com a precisão característica da poesia duradoura: “<em>I can’t get no </em>[riff de guitarra] <em>satisfaction”</em>. E uma das mais elásticas e generosas rimas do repertório de Elvis Presley, “<em>A little less conversation, a little more action / All this aggravation ain’t satisfaction in me.</em>” Estou na metade de uma série de sermões na introspectiva e aparentemente cínica obra-prima de Salomão, e tenho me mantido resoluto na decisão de não cortar meus pulsos. Semana passada, alcancei o marco da metade – capítulo 6, de 12. Basicamente, nosso autor emo está murmurando sobre a vida, o universo e tudo mais, e sobre como nada dessa nossa existência banhada pelo Sol traz felicidade ou realização.</p>
<p>Tudo isso me traz memórias dos meus estudos de graduação sobre existencialismo. Se você perguntasse a Ernest Hemingway por que a galinha atravessou a rua, ele responderia rapidamente “Para morrer. Na chuva. Sozinha”. Então ele pegaria uma espingarda e apontaria para si mesmo. Se você perguntasse para Jean-Paul Sartre, ele ofereceria “A galinha está tentando escapar das companhia que a cercam, e o tentará <em>ad nauseum</em> até que se contente com o truísmo inevitável de que o inferno são as outras galinhas”. Então sairia correndo da lagosta gigante, na alucinação em que passou a maior parte de seus últimos e paranóicos anos antes de se matar também. Parece que o suicídio é comum entre os existencialistas, e não é difícil ver o porquê. Quem quer viver em um mundo sem propósito? Mas o existencialismo incipiente de Salomão não é o resultado de uma senilidade debilitante ou de pessimismo mórbido. Ele sabe onde está a felicidade, e que ela não está nessa vida.</p>
<p>Eclesiastes torna clara essa ideia: Deus (o Criador) deixa um rastro de “migalhas” (sua criação) para nos guiar à alegria que só pode ser encontrada nele. Nós passamos nossas vidas frustrados porque as migalhas não nos satisfazem, porque não entendemos o propósito; elas estão nos levando para o banquete da satisfação somente em Deus. Eu sei que isso soa <em>à là</em> Piper, “Somos mais satisfeitos em Deus quando ele é mais glorificado em nós”. Mas Piper não esconde que se achou essa pérola em Jonathan Edwards, que a adquiriu do Apóstolo Paulo, que aparentemente a recuperou dos bolsos de Salomão. Ela parece ter passado pelas mãos de Agostinho, em certo ponto: “Formaste-nos para ti, Senhor, e nosso coração não terá sossego enquanto não encontrar descanso em ti”.  Hoje em dia, qualquer pastor de jovens fala aquela coisa do vazio do tamanho de Deus em nossos corações e nós achamos que é a última novidade. Mas pense nisso. Somente os cristãos conseguem ter acesso à essa ideia, pela fé. Se você não crê em Deus, você não tem acesso ao banquete, só à trilha de migalhas. Os não crentes bebem da água salgada, mas sua sede não é saciada.</p>
<p>Nós nunca devemos subestimar o poder desse livro de sabedoria em nosso evangelismo. O Senhor usou Eclesiastes para salvar minha vida. Quando estava estudando filosofia na faculdade, eu não era crente em Cristo ainda. Eu bebia da fonte da filosofia secular para a nutrição do meu intelecto. E isso não acabou bem para mim. Eu nunca me tornei suicida, mas não tenho certeza do porquê de isso não ter acontecido. Nesse sentido, eu estava refletindo as lutas de Albert Camus. Em toda sua carreira, Camus lutou para achar uma razão para não cometer o suicídio. Ele escreveu o seminal artigo “O Mito de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADsifo">Sísifo</a>”, destacando a futilidade da vida, concluindo que “há apenas um problema filosófico verdadeiramente sério, e esse é o suicídio”. Dar cabo da própria vida era a única saída para a tarefa Sisifica da vida, para ele. Se um homem entende que sua vida não faz sentido, ele pode continuar empurrando a pedra para o topo do monte sabendo que, ao fim do dia, ela vai rolar para baixo novamente, ou ele pode matar a si mesmo e acabar com o sofrimento. Esse era o caminho que trilhavam os existencialistas. Se um restaurante só tem Coca-cola ou Sprite, você pode escolher tomar um dos dois, ou se matar. Pelo menos esse controle você tem. Ironicamente, Camus morreu jovem, em um acidente de carro, antes de decidir se iria se matar.</p>
<p>Eu não gostava dessa filosofia, mas não via como poderia discordar dela, já que tantas pessoas inteligentes acreditavam nela. Ignorar parecia ingenuidade, mas refutar estava além do alcance do meu QI.</p>
<p>Então eu perguntei ao meu professor se alguém havia refutado essa filosofia. Ele me disse para ponderar sobre uma frase de Herbert Marcuse, que aparentemente havia desconstruído o existencialismo com essas palavras: “[O existencialismo] hipostatiza condições específicas e históricas da existência humana em características ontológicas e metafísicas”. Eu não inventei isso. Se eu conseguisse ao menos entender essa frase, eu poderia deixar o existencialismo para trás e continuar com a minha vida. Marcuse foi um cara inteligente o suficiente para derrubar minha pose intelectual, mas inteligente demais para que eu pudesse entendê-lo, o que é mais um tipo diferente de depressão. Mas então eu encontrei o Salomão de Eclesiastes.</p>
<p>A igreja que eu vinha visitando estava pregando sobre Eclesiastes. Eu fiquei surpreso por descobrir que a mesma filosofia que estava sendo ensinada na minha classe universitária de ponta havia sido publicada 5 mil anos antes. Mas com uma única e MASSIVA diferença. O autor ofereceu uma solução compreensível. Não é óbvia, Salomão exige de você algum trabalho para entendê-la, mas quando você consegue, tudo se encaixa e a vida, de repente, faz sentido, tem propósito e direção definidas.</p>
<p>Resumidamente, Eclesiastes salvou minha vida.</p>
<p>Eu recomendo fortemente o estudo desse livro. Mas esteja preparado. Salomão, o autor filosófico, vai puxar de seu cachimbo teológico e soprar a fumaça na sua cara. Essa brisa sufocante virá na forma do pessimismo (Capítulo 1), hedonismo (2), fatalismo, niilismo, absurdismo e existencialismo (capítulos 3 e 4), agnosticismo (6) e outros –ismos que já deveriam ter passado.</p>
<p>Aqui estão algumas gotas da toxina tóxica que te aguardam&#8230;</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Niilismo</span>: <em>O destino do homem é o mesmo do animal; o mesmo destino os aguarda. Assim como morre um, também morre o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida o homem não tem vantagem alguma sobre o animal. Nada faz sentido! Todos vão para o mesmo lugar; vieram todos do pó, e ao pó todos retornarão</em>. (Ec 3.19-20)</p>
<p>Não há sentido em nada, todos nós morreremos.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Fatalismo</span>: <em>O que é torto não pode ser endireitado; o que está faltando não pode ser contado</em>. (Ec 1.15)</p>
<p>Não podemos mudar nada sobre nada.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Existencialismo</span>: <em>Concluí que o rir é loucura, e a alegria de nada vale.</em> (Ec 2.2)</p>
<p>Ou seja, não significado real em nada que fazemos, e mesmo o que nos alegra, nos alegra por negar a realidade e pela loucura.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Hedonismo</span>: <em>Para o homem não existe nada melhor do que comer, beber e encontrar prazer em seu trabalho. E vi que isso também vem da mão de Deus</em>. (Ec 2.24)</p>
<p>Já que nada faz sentido, vamos, pelo menos, aproveitar nossa curta vida. Não me venha com filosofia, me passe a lata de cerveja e o cigarro. Isso não soa muito cristão. Mas, a não ser que você rasgue algumas páginas da sua bíblia, no caminho até o picotador de papel, considere a rica teologia e o otimismo esperançoso dessas páginas aqui:</p>
<p>“<em>A sabedoria é melhor que a insensatez, assim como a luz é melhor do que as trevas</em>” (Ec 2.13)</p>
<p>Sem Deus não há prazer (Ec 2.25)</p>
<p>Tudo que Deus faz permanece para sempre (Ec 3.14)</p>
<p>“<em>Agora que já se ouviu tudo, aqui está a conclusão: Tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos, porque isso é o essencial para o homem. Pois Deus trará a julgamento tudo o que foi feito, inclusive tudo o que está escondido, seja bom, seja mau</em>” (Ec 12.13-14)</p>
<p>Salomão é o rígido mestre que ensinará essa lição para que possamos aplicá-la em nossa caminhada cristã. Ele te emancipa do cinismo. Ao fim do livro, você estará convencido que a vida em um mundo caído não vale a pena ser vivida sem um relacionamento com Jesus Cristo, que trás significado à vida, prazer ao descanso, realização ao trabalho e significado aos nossos legados. Essa é uma verdade que liberta.</p>
<p>A vida debaixo do Sol é algo depressivo. Mas a vida no Filho de Deus, Jesus, traz esperança e alegria profunda e eterna.</p>
<div class="tweet-text"><p>A vida debaixo do Sol é algo depressivo. Mas a vida no Filho de Deus, Jesus, traz esperança e alegria profunda e eterna</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=A vida debaixo do Sol é algo depressivo. Mas a vida no Filho de Deus, Jesus, traz esperança e alegria profunda e eterna http://is.gd/l04Yhb"></a><div style="clear:both"></div>
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		<title>Devo me casar com um homem que luta contra a pornografia?</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 02:28:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Schulz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>
		<category><![CDATA[arrependimento]]></category>
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		<description><![CDATA[Russell Moore aconselha uma jovem noiva que descobriu que seu futuro marido batalha contra o vício da pornografia. Ela deve se casar com ele, ou não?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_792" class="wp-caption alignleft" style="width: 170px"><img class="size-full wp-image-792" title="Russell Moore" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2009/12/rdm-about.jpg" alt="Russell Moore" width="160" height="239" /><p class="wp-caption-text">Russell Moore</p></div>
<p><em>Alguns meses atrás, eu postei no meu blog uma pergunta sobre um dilema ético que uma mulher que acabou de noivar estava enfrentando. Ela havia acabado de descobrir que o seu noivo tinha “constantes batalhas contra a pornografia”. Ela não tem certeza do que fazer ou como se certificar de que está lidando com a questão da melhor forma. Aqui está a minha resposta:</em></p>
<p>Cara noiva confusa,</p>
<p>Muitas mulheres estão assistindo “<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/The_Notebook">Diário de uma paixão</a>” ou “<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Crep%C3%BAsculo_(filme)">Crepúsculo</a>” como referência do tipo de homem com quem deveriam se casar. Ao invés disso, você provavelmente deveria assistir “<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Wolf_Man_(1941_film)">O lobisomem</a>”.</p>
<p>Você já viu algum daqueles filmes antigos de lobisomem? Você sabe, aqueles em que o homem aterrorizado, encharcado de suor, se acorrenta no porão e diz aos seus amigos “o que quer que aconteça, não importa o que eu diga ou o quanto eu implore, não me deixem sair daqui”. Ele sabe que a lua cheia se aproxima e está tomando providências para proteger todos de si mesmo.</p>
<p>De uma forma bem real, a vida cristã é semelhante a isso. Todos nós temos pontos de vulnerabilidade, áreas de suscetibilidade ao erro e à autodestruição. Há seres soltos no universo que observam essas áreas e sabem como colaborar com a nossa fisiologia e o nosso ambiente para nos aprisionar.</p>
<p>A sabedoria reside em saber quais são essas áreas, saber reconhecer as armadilhas que aparecem e tomar os cuidados necessários para manter a fidelidade a Cristo e àqueles quem Deus nos deu.</p>
<p>O que me preocupa mais na sua situação não é que o seu potencial marido tenha uma fraqueza por pornografia, mas que você só tenha descoberto ela agora. Isso me diz que, ou ele não enxerga isso como o horror matrimonial que é, ou ele estava muito paralisado pela vergonha.</p>
<p>O que você precisa não é de um homem sem pecado. Você precisa de um homem profundamente consciente de seus pecados e de seu potencial para pecar mais ainda. Você precisa de um homem que enxerga o quanto é capaz de destruir a si mesmo e a sua própria família. Você precisa de um homem com a sabedoria para, como Jesus diz, arrancar e lançar fora qualquer coisa que o leve ao caminho da autodestruição.</p>
<div class="tweet-text"><p>O que você precisa não é de um homem sem pecado. Você precisa de um com a sabedoria para lançar fora o que o leva a pecar</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=O que você precisa não é de um homem sem pecado. Você precisa de um com a sabedoria para lançar fora o que o leva a pecar http://is.gd/bXxIKY"></a><div style="clear:both"></div>
<p>Isso significa um homem que sabe como subverter a si mesmo. Eu, no seu lugar, iria querer saber quem, na vida dele, sabe sobre esse problema da pornografia e como essas pessoas, juntamente com ele, tem trabalhado para impedi-lo de pecar, sem expô-lo. Eu iria querer saber, dele, como ele planeja agir de forma que não consiga esconder de você essa tentação após o casamento.</p>
<p>Pode ser que, por conta da natureza dessa tentação, vocês dois não possam ter um computador em casa. Talvez signifique que você deva receber relatórios em tempo real de toda a atividade dele na internet. Há uma série de obstáculos que podem ser colocados no caminho. O ponto é: como forma de demonstrar amor por você, ele deve lutar (Efésios 5.25; João 10), e parte dessa luta será contra si mesmo.</p>
<p>Pornografia é uma tentação universal precisamente porque provoca exatamente o que os poderes satânicos desejam provocar. Ela agride a natureza trinitariana da realidade, a comunhão em amor de pessoas, substituindo por um unitarianismo masturbatório.</p>
<p>E a pornografia também agride a figura de Cristo e sua igreja ao interromper a união de um só corpo, deixando os casais em situação semelhante à dos nossos ancestrais, escondendo-se um do outro e de Deus, por conta da vergonha.</p>
<p>E a pornografia ataca, como Satanás sempre faz, a Encarnação (1 João 4.2-3), ao substituir a intimidade corporal do casal pela ilusão de intimidade remota.</p>
<p>Não há garantia que você possa manter seu marido longe da infidelidade, seja digital ou carnal, mas você pode se certificar que o homem que você está prestes a seguir sabe o que está em risco, sabe como se arrepender e sabe o que significa lutar contra o mundo, a carne e o Diabo por todo o caminho até a cruz.</p>
<p>Resumindo, encontre um homem que sabe qual é a sua “lua cheia”, o que o leva a ficar vulnerável à sua fera interior. Encontre um homem que saiba lutar consigo mesmo e saiba buscar ajuda de outras pessoas para isso.</p>
<p>Você não vai encontrar uma bala de prata para esse caso, mas talvez você encontre um lobisomem que vive pelo evangelho.</p>
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		<title>Jesus nunca disse isso</title>
		<link>http://iprodigo.com/traducoes/jesus-nunca-disse-isso.html</link>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 02:20:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>
		<category><![CDATA[autoajuda]]></category>
		<category><![CDATA[evangelho]]></category>

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		<description><![CDATA[Bryon Yawn analisa a tendência das igrejas de ensinarem autoajuda e autoaperfeiçoamento, ao invés de pregarem o verdadeiro Evangelho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7788" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/01/Byron_2011-08-25_at_09.33__2.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-7788" title="Byron_2011-08-25_at_09.33__2" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/01/Byron_2011-08-25_at_09.33__2-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Byron Yawn</p></div>
<p>Vamos ser honestos – o desejo por realização pessoal é o que enche muitas igrejas e motiva a maioria dos livros cristãos. É uma sedução sempre presente. É um <em>coach</em> pessoal disfarçado de pregador, uma balada romântica disfarçada de música cristã, e um seminário de autoajuda disfarçado de sermão. Está em toda parte. Alcança a todos nós. “<em>Você </em>também pode ter uma vida influente e de impacto”. “<em>Você</em> pode fazer algo grandioso”. Alguns autores e pastores surgem e garentem. “Faça essas pequenas coisas e sua vida mudará”.</p>
<p>Mesmo naqueles exemplos em que os autores saem de sua rota para enfatizar que a questão não é você, eles caminham por duzentas páginas falando sobre você. Mesmo se o assunto for o céu, a questão não é desfrutar da glória de Deus e do Cordeiro por toda eternidade. É sobre como <em>nós</em> escaparemos de nossas condições insatisfatórias e de todos os pagãos aqui da terra. Mesmo se for sobre encontrar a vontade de Deus, não é realmente sobre a vontade de Deus. É sobre Deus reconhecer quão úteis <em>nós</em> somos para Ele. Quando enfatizam a importância do serviço, não é realmente sobre os outros. É sobre a satisfação que <em>nós</em> alcançamos ao servir aos outros. Quando te encorajam a orar, não é tanto sobre a comunhão de Deus quanto sobre a coceira espiritual da <em>sua </em>alma. Mesmo quando enfatizam a comunidade, não é sobre um grupo de pessoas sofrendo por amor ao Evangelho. É sobre encontrar um lugar de significância. Palavras como <em>melhor</em>, <em>propósito</em>, <em>autêntico</em>, <em>influência</em>, <em>intencional</em> são deliberadas. Elas são chavões para os cristãos nominais de classe média. Nós as devoramos. Nós as amamos.</p>
<p>Existe uma boa razão. Esses temas tocam fundo na profunda <em>ferida</em> de que todo ser humano nesse planeta sofre. Um vazio que todos conhecemos e não podemos ignorar. Um gemido em nossa alma em gastamos nossas vidas, tentando satisfazer com todas as coisas erradas. Pessoas. Dinheiro. Sucesso. Posses. Aparência. Sexo. Mas nada disso preenche esse espaço. Então passamos para a próxima opção. Vagamos pelo planeta sem saber quem realmente somos, ou que deveríamos estar fazendo. Nosso legado é composto de tarefas, rotinas, as últimas séries da TV, futebol e lista de compras. Somos nômades e desabrigados. Vazios. Logo, <em>sofremos</em>. Não era isso que Deus queria. Fomos feitos para muito mais. Acredite, há algo que preenche esse buraco em sua vida. Está lá fora e você pode encontrar. Quando acontecer, você saberá. É um encontro que nos muda para sempre. Um ponto sem retorno. Um marco. Nunca mais seremos os mesmos. Assim como Moisés vagou em direção à sarça ardente, as coisas mudarão. Naquele momento ele descobriu a si mesmo e quem deveria ser. Sua sarça ardente te aguarda.</p>
<p>Veja como foi fácil. Admita! Você foi sugado pelo furacão das listas de <em>Best-sellers.</em> Eu ganhei você. Abra sua boca e coloque o anzol. Você estava pensando: “Minha vida vai mudar. Eu não serei mais medíocre. Vou começar um diário”. Você estava prestes a comprar um produto de que não precisava. Sem mesmo perceber que viramos 180 graus da nossa felicidade. Deepak Chopra poderia ter escrito isso. Provavelmente escreveu em algum lugar. Não há nada de cristão nisso. O quê? Você estava simplesmente engolindo isso? Isso não é Cristianismo. É “Classemedismo”.</p>
<p>“Classemedismo” é a convicção geral entre evangélicos professos de que o alvo principal da morte de Cristo foi nos providenciar uma vida realizada. É sutil, mas alcança tudo. Vem em praticamente quase todas as formas de mídia cristã – de livros a canções. Deus tem grandes planos para você. Você é importante. Você não deveria estar descontente. Há muito mais para você. Esse é o evangelho suburbano. Com ele, estamos salvando incontáveis pecadores de uma péssima autoimagem e de uma falta de realização, mas não de um Deus Santo.</p>
<div class="tweet-text"><p>Estamos salvando incontáveis pecadores de uma péssima autoimagem e da falta de realização, mas não de um Deus Santo.</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=Estamos salvando incontáveis pecadores de uma péssima autoimagem e da falta de realização, mas não de um Deus Santo. http://is.gd/ljsv1c"></a><div style="clear:both"></div>
<p>Essa mensagem tem sido reciclada e reembalada tantas vezes que é impossível contar as versões. É fácil ser pego. Está por aqui desde o começo dos tempos. Satanás usou em Eva. Você é importante. Sua felicidade é essencial. Não deixe nada te segurar. Blá, blá, blá! A única diferença entre Eva e nós é que ela foi convencida de que Deus não queria sua felicidade. Hoje em dia, é tudo o que Deus quer!</p>
<p>Cristianismo nada tem a ver com esse <em>nonsense</em> ridículo. Na verdade, essa mensagem está roubando a Igreja de seu poder. Não é nem mesmo bíblica. Você não encontra em qualquer lugar da Bíblia. Mesmo se você citar Moisés e seu encontro com uma planta em chamas, ele ficaria chocado com o que fizemos com sua história. Ainda que você faça Jesus dizer coisas desse tipo, ele não disse. Jesus nunca ordenou nada disso. Nós inventamos tudo. “Mas”, alguém responderá, “Deus quer que sejamos felizes. Jesus diz em João 10.10 que veio para nos dar ‘vida em abundância’”. Porém, esse é exatamente meu argumento. Isso é o que presumimos porque lemos a Bíblia usando as lentes do eu. Esses tipos de concessão são produtos de uma hermenêutica narcisista. Não há como ler os Evangelhos e as Cartas como eles são e chegar à conclusão de que Jesus caminhou por essa terra dando um seminário de autoaperfeiçoamento. Isso nunca aconteceu.</p>
<p>Agora, admitidamente, eu sou um cético. Sou um inimigo perpétuo do status quo. Isso pode soar como se eu estivesse jogando todo o ensinamento prático no lixo. Mas, eu não estou. O que faria com o livro de Provérbios? Não quero sugerir que felicidade e propósito não são efeitos do Evangelho. De fato, são. Mas, a felicidade e o propósito bíblicos são contraintuitivos e distintos de nossas versões suburbanas. Mais claramente, felicidade e contentamento não são os alvos da expiação.</p>
<div class="tweet-text"><p>Não há como ler os Evangelhos e chegar à conclusão de que Jesus caminhou por essa terra ensinando autoaperfeiçoamento.</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=Não há como ler os Evangelhos e chegar à conclusão de que Jesus caminhou por essa terra ensinando autoaperfeiçoamento. http://is.gd/ljsv1c"></a><div style="clear:both"></div>
<p>O perigo real em todo esse ruído branco narcisista é um Evangelho presumido. Um Evangelho presumido é a maior toxina do Classemedismo. Pense sobre isso. Quantos sermões você ouviu que ofereceram princípios para uma mudança de vida, ou para uma vida cristã melhor, mas que sem mencionarem o Evangelho ou qualquer de seus elementos como base para ambos? Quantos livros você leu sobre vida espiritual que nunca mencionam a cruz. Incontáveis. Eu também. Isso é realmente perigoso? Afinal, não temos o Evangelho na mente pelo fato de sermos cristãos? Exatamente. Essa é a questão!</p>
<p>Existem incontáveis membros decentes de igreja que presumiram por décadas que “bom” é igual a “piedade”. Somente quando alguém parou de presumir o Evangelho e confrontou “pessoas boas” com a cruz, elas descobriram a verdade. Elas precisavam arrepender-se de sua bondade.</p>
<p>Não podemos assumir se seremos fieis a isso. Sem uma ênfase constante do Evangelho, todos os nossos princípios de uma vida melhor tornam-se moralismo. Moralismo condena. Se você diz a um homem como ele pode ser um marido melhor, você também deve dizer que a justiça de Cristo o livrou do peso de ser um marido perfeito.</p>
<p>O Evangelho propriamente dito é o chiado constante, ao fundo, do evangelicalismo<wbr>. É o ruído branco do Cristianismo. Presumimos que as pessoas são salvas porque fomos condicionados a isso. Ouvimos algo “espiritual” e presumimos Cristão. Vemos “moralidade” e presumimos regeneração. Vemos “bom” e presumimos piedade. Vemos “frequência à igreja” e presumimos fé em Cristo. Em tudo isso, nunca fazemos a questão principal do Evangelho – “em que você confia para a salvação de sua alma?”. Não podemos presumir o Evangelho.</wbr></p>
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		<item>
		<title>De que adianta “não se preocupe” em tempos como estes? (3)</title>
		<link>http://iprodigo.com/traducoes/de-que-adianta-nao-se-preocupe-em-tempos-como-estes-3.html</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 03:37:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Schulz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
		<category><![CDATA[Traduções]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
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		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
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		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Seguindo na série sobre ansiedade, David Powlison nos dá mais cinco razões, conforme dadas por Jesus, para não nos preocuparmos.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3146" class="wp-caption alignleft" style="width: 275px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/08/david1-265x300.jpg"><img class="size-full wp-image-3146" title="David Powlison" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/08/david1-265x300.jpg" alt="David Powlison" width="265" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">David Powlison</p></div>
<p>Nas primeiras duas partes dessa série sobre preocupações financeiras, exploramos o ensinamento de Jesus em Lucas 12.22-34, refletimos sobre como a instabilidade das nossas vidas nos dá boas razões para nos preocuparmos e então olhamos para a primeira das razões de Jesus, melhores ainda, para não nos preocuparmos. Nessa terceira parte, veremos mais cinco razões que Jesus nos dá para abandonarmos nossas ansiedades.</p>
<p>*******</p>
<p>Aqui está a segunda razão. Jesus pede que as pessoas olhem ao redor. Que abram seus olhos. Olhem para o mundo. Nesse caso, olhe para o corvos. Reparem esses pássaros nos sobrevoando. É como se ele dissesse “reparem nos coelhos, nos pombos, nos vira-latas” – animais comuns que você não se importa muito. Jesus diz “considerem os corvos. Vejam, Deus os alimenta. Ele cuida deles mesmo que não coloquem uma única semente no solo. Eles jamais esperam uma colheita. Eles não armazenam nada para o próximo ano – nem mesmo para amanhã. Eles vivem o momento, o dia a dia, mas Deus provê para eles”.</p>
<p>Como Deus os alimenta? Pense nisso por um minuto comigo. Não é algo nem um pouco romântico. Os corvos são animais carniceiros. Jesus não está pintando uma bela figura de Deus alimentando pobres passarinhos. Esses não são pequenos passarinhos filhotes esperando que a mamãe pássaro lhes dê uma minhoca. Corvos são durões. São pássaros sujos. Agressivos. Espertos. Barulhentos. Teimosos. Pestilentos. Carniceiros. Como Deus alimenta os corvos? Atropelamentos nas estradas. Restos de lixo. Restos de colheitas. É por isso que existem os espantalhos. Deus alimenta os corvos pelo fato de que eles roubam sua comida e fuçam seu lixo!</p>
<p>Eu preciso contar a história de como isso se tornou muito vívido para mim, recentemente. Um lindo pessegueiro cresce no meu quintal. Esse ano, foi a única árvore das cinco que temos que deu frutos, por conta do clima estranho da última primavera. No começo no verão, não menos que quarenta lindos e doces pêssegos (eu contei!) estavam amadurecendo no pé. Mal podia esperar!</p>
<p>Um dia eu cheguei em casa, havia apenas vinte pêssegos na árvore. Um bando de corvos estavam fazendo um banquete com meus preciosos pêssegos! Mais cedo naquele ano, um bando de corvos se mudou para a vizinhança. Seis corvos. Eu os chamava de “gangue”. Eles eram barulhentos, intrometidos e agressivos. Faziam todo tipo de arruaça logo cedo. Eles faziam o que os corvos fazem. Estavam sempre fuçando. A gangue encontrou meu pé de pêssego. Você pode imaginar que eu não fiquei muito feliz. Era minha árvore preferida! Nós plantamos essa árvore em família. Eu a podava regularmente e regava fielmente. Eu estava aguardando ansiosamente por aqueles quarenta pêssegos suculentos. E agora só havia vinte. Eu mobilizei nossas defesas. Joguei cubos de gelo nos corvos, bati tampas de lixeira e corri para a loja de ferramentas mais próxima para comprar uma rede para cobrir a árvore. Quando voltei, só havia uns doze pêssegos ainda inteiros. Joguei a rede em cima da árvore. Quando algum corvo tentasse pousar, teria uma surpresa nada agradável. Eu me senti um pouco mais seguro. Alguns minutos depois, eu assistia pela janela, um corvo desceu para pegar mais um pêssego. Ele bateu na rede, se enroscou e se enrolou. Batia as asas e cacarejava. Pensei comigo “ganhei!”.</p>
<p>Mas ao fim do dia, não havia mais nenhum pêssego na minha árvore! Essa gangue era muito esperta. Eles descobriram como descer e atacar a árvore por baixo. Eles pousavam no chão e iam pulando de galho em galho pelo miolo da árvore, onde a rede não protegia. Eles me tapearam. Quem me dera um rifle .22, uma caixa de munições e uma permissão para caça silvestre no subúrbio!</p>
<p>O senso de humor de Deus é muito interessante: é uma boa coincidência que eu tenha que pregar nessa passagem apenas um mês depois desse ocorrido. Jesus me diz “David, falando nisso, veja como Deus alimenta os corvos”. Sim, vejam. Ele provê usando os frutos da minha árvore! Mas aqui está a promessa: vocês são muito mais importantes que os corvos. Sim, os carniceiros são alimentados. Mas muito mais ele se importa com vocês. Você enxerga o que Jesus está dizendo aqui? Deus alimenta um pássaro, um pássaro sujo, um dos animais impuros do Antigo Testamento, um pássaro que vive de roubo e carniça. Pessoas são muito mais importantes para Deus. Essa é uma promessa para você guardar no coração.</p>
<p>Jesus continua. Ele acrescenta uma terceira razão, de um tipo diferente. Uma razão simplesmente lógica. Quem de vocês, se preocupando, poderia acrescentar uma única hora à sua vida? É uma frase difícil de traduzir. Literalmente, Jesus diz “Qual de vocês, ao se preocupar, consegue acrescentar um côvado ao seu alcance?”. O que isso significa? Um côvado é uma unidade de distância: dezoito polegadas, a distância da ponta de seus dedos até o cotovelo. Eu penso que ele diz o seguinte. A Bíblia retrata a vida como uma “caminhada”. Você caminha pela vida, passo a passo. Jesus está dizendo “você não vai chegar nem mais 18 polegadas mais longe por se preocupar. Você se preocupa mas não avança nem mais meio passo”. Pense nisso. Se preocupar&#8230; não leva a lugar algum. Te acrescenta&#8230; nada. Eu te prometo, se preocupar não te leva 18 polegadas mais longe no caminho da sua vida.</p>
<p>Nossa primeira promessa: há algo maior na sua vida do que as coisas que você se preocupa. Segunda promessa: você é mais importante que os corvos. Deus os alimenta e certamente vai te alimentar. Terceira promessa: não adianta nada se preocupar. Não se engane achando que se preocupar pode te trazer algum benefício.</p>
<p>Aqui está a quarta promessa de Jesus, uma quarta razão muito boa para não se preocupar. “Continue olhando ao redor. Agora, reparem nos lírios do campo, na forma como crescem. Eles não trabalham nem costuram, mas eu digo a vocês que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como um deles”. Novamente, como eu disse antes, ele não está falando de orquídeas ou rosas. Ele não está falando nem daqueles lírios campestres coloridos que  florescem no verão. Jesus está falando daquelas florezinhas que crescem perto das pedras, cores em meio a campos pedregosos e grama dura. Deus faz belas as flores que crescem ao longo das estradas, que não recebem nenhum tipo de cuidado; flores que ninguém plantou e ninguém colherá – exceto Deus. Pense naquelas florezinhas azuis que crescem em meio ao asfalto nas rodovias. Pense em flores selvagens: rústicas, grosseiras e belas.</p>
<p>Jesus começa com a mesma lógica dos corvos. Ele diz “olhe ao redor, olhe bem”. Mas Jesus eleva o nível agora. Se Deus faz meras flores do campo tão gloriosas que ofuscam a beleza de Salomão, o homem mais rico do Antigo Testamento, quão mais você não vai ofuscar os lírios, homens de pouca fé! Você consegue ver? Você entende? Essa promessa vai muito além de “Deus vai cuidar de você”. Isso é “Deus vai te revestir de nada menos que Sua radiante glória!” Eu te prometo. “Por que se preocupam com o que vestir? Eu lhes vestirei com a minha própria glória! Por que se preocupam com a saúde? Eu lhes levantarei dos mortos para a vida eterna. Por que se preocupam com alguns dólares? Eu lhes darei toda a terra por herança. Por que se preocupam quando alguém não gosta de vocês? Eu lhes farei viver no reino do meu amor!”</p>
<p>Essa é a quarta promessa. Quando você entende, é uma razão espetacular para não se preocupar. Isso vai muito além de ter boas roupas para vestir. Deus está te dando uma vida radiante, indestrutível e cheia de glória. Você chega a ficar tonto. Se Deus adorna de glória de tal maneira meras flores silvestres, quão mais ele não irá te fazer radiante como Ele mesmo!</p>
<p>Vamos para a quinta razão. “Não busquem o que comer e beber. Não se preocupem com essas coisas” – a palavra aqui para preocupação não significa se sentir ansioso; significa estar obcecado e obstinado, estar preocupado – “Todas essas coisas que as nações buscam”. Podemos enxergar isso da seguinte forma: olhe para o que todo mundo está buscando. Você quer ser uma “maria vai com as outras”? Você vai na multidão? Vai dançar conforme o ritmo só porque todo mundo também o faz?</p>
<p>Veja esse exemplo: o jornal de Domingo, <em>“The Philadelphia Inquirer”</em>. Um jornal bem grande. Qual porcentagem dele fala sobre dinheiro? 90%? Provavelmente. Não falo só da seção de negócios e finanças. Veja a seção de automobilismo, de imóveis, os classificados, os empregos e todas as propagandas. Mesmo nas páginas de esportes: as contratações, os salários. E a maior parte da página principal e dos artigos – greves, crimes, leis, impostos – são sobre dinheiro. O jornal fala daquilo que diz respeito a todos. 90% sobre dinheiro.</p>
<p>Assim, o mundo inteiro corre atrás de dinheiro. É isso que se exige da vida, de acordo com o <em>Inquirer</em>. É isso que faz o jornal vender. É nisso que as pessoas estão interessadas. Mas e aquele livro, a Bíblia? Ela também fala muito sobre dinheiro – talvez 5% fale diretamente de dinheiro e posses. Mas a Bíblia fala 100% sobre o que realmente importa, como “qual é a sua atitude para com o dinheiro? Já que as pessoas vivem ou para Deus ou para o dinheiro, como vai ser?”.  Esse livro fala do que realmente é duradouro. O que não é passageiro. O que é certo. É 100% sobre o Deus vivo, Aquele que nos criou à Sua imagem, que nos fez para vivermos nossas vidas para algo maior e melhor que as coisas que normalmente nos preocupamos e definimos nossas vidas.</p>
<p>Claro, você tem as suas necessidades financeiras. Não vivemos nos alimentando de luz solar. Jesus diz “eu te prometo, seu Pai sabe que você precisa dessas coisas”. Você precisa, sim, de um trabalho. Não é errado se preparar para a aposentadoria, pagar a hipoteca e as outras contas, ter um carro. Seu Pai sabe que você precisa disso tudo. Mas o que você vai perseguir? Sua vida é só sobre dinheiro? A vida de todo mundo é: “as nações do mundo, as pessoas de todos os lugares, buscam ansiosamente essas coisas”. Jesus diz “seu Pai vai te dar o que você precisa”. Se você entender direito as GRANDES coisas, você terá o que precisa nas coisas pequenas, as quais todo mundo parece tomar nas proporções erradas. Eu prometo a você, o que todos no mundo estão obcecados para conseguir, Deus coloca em um segundo lugar bem distante. Ele te dará o que você precisa para viver se você PRECISAR dEle para viver.</p>
<p>Jesus está incansável. Ele dá razão atrás de razão. Aqui está a sua sexta promessa. Essa é a razão mais significativa de todas.  Parte do que Jesus tem dito até agora talvez você entenda apenas por ler o jornal, observar os corvos, as flores ou pensar um pouco sobre como é inútil se preocupar. Senso comum: o mundo é de Deus, então a vida funciona da forma como ele deseja. Mas você jamais veria como Deus relaciona os corvos e as flores caso ele mesmo não lhe dissesse.  E essa sexta razão é a principal, e é toda sobre Deus. É o clímax do argumento de Jesus. É a melhor de todas essas “boas razões para não se preocupar”. Deus lhe promete&#8230; Ele mesmo. Na essência, o que Jesus diz é “o seu Pai sabe que você precisa dessas coisas. Se você está preocupado com Seu reino, então todas as coisas serão acrescentadas. Faça sua vida de acordo com o que o seu Pai deseja”.</p>
<p>Essa promessa leva em conta a nossa tendência à ansiedade. Nós já vimos o que acontece quando vivemos por dinheiro, saúde, sermos bonitos, termos um(a) namorado(a) ou sucesso no trabalho. Mas que garantia você tem de que o reino de Jesus não será mais uma aposta infundada, mais um desapontamento? Então Jesus realmente firma seu pé. Ele é bem carinhoso: “Seu Pai sabe o que você precisa&#8230; Não tema, meu rebanho, porque o seu Pai lhes escolheu de bom grado para viverem&#8230;”. Você pode se firmar nisso. Jesus fala da forma mais pessoal, íntima e generosa possível. Ele quer que você realmente entenda isso. Nisso você pode apostar sua vida e nunca se desapontar. Ele te dará algo que você<em> </em>nunca precisará se preocupar. Como dissemos antes, o pastor de um “pequeno rebanho” conhece cada uma das ovelhas por nome. Ele conhece suas preocupações. Ele conhece sua situação. Ele conhece sua personalidade. E é por prazer que ele lhe dá o reino. Ele te convida “deixe sua ansiedade sobre qualquer coisa, e busque outra coisa”. Ele está mais do que disposto a te dar tudo o mais. Nós poderíamos falar centenas de coisas sobre o que “reino” significa. Vou mencionar algumas.</p>
<p>Recentemente, eu estava conversando com uma grande amiga. Algumas coisas muito difíceis haviam acontecido com ela. Ela estava descrevendo uma série de experiências dolorosas e como ela havia ficado muito desencorajada, preocupada, murmurante. Ele não conseguia botar a vida nos trilhos. A vida não estava funcionando. Ela se sentia jogada de um lado para o outro pelas tensões e confusões. Ela estava buscando Deus, mas não parecia encontrá-lo. Então, como um relâmpago, o pensamento lhe veio à mente “Seu pai&#8230; é Deus. Seu pai é Deus”. Ela me descreveu como suas preocupações mudaram. Elas não foram embora: a criança com necessidades especiais, o marido com problemas financeiros, incertezas sobre sua saúde, incertezas e conflitos em outras partes de sua família e mágoas do passado. Mas a promessa tinha muito mais peso: “Seu pai&#8230; é Deus”. Essa promessa simples e suprema veio e rearranjou a mobília da sua mente, de como ela via a vida e como ela vivia. Drenou a vida de preocupações. Pense nisso. Você pode dizer “Meu pai é Deus. Ele está mais que disposto a me dar Seu reino. É Seu prazer. Ele decidiu me amar livremente”. Um elemento do que o reino significa é você saber que “meu pai é Deus”.</p>
<p>Eu estava no clube, no último verão. Enquanto esperava minha esposa, reparei em uma garotinha de talvez dois anos de idade. Ela entrou na piscina das crianças pela parte rasa e ia corajosamente em direção à parte mais funda. Sem medo, cheia de determinação. Lá foi ela. Afundou os pés. Os joelhos. Então a cintura. Em pouco tempo, a água estava em seus ombros. Ela era corajosa e continuou indo para o fundo. E se ela escorregasse? Ele não tinha muita estabilidade nos pés. Mas logo atrás dela, veio sua mãe, caminhando com as mãos estendidas, duas mãos alertas a alguns centímetros de distância dos ombros da garotinha. Em certo momento, a garota desequilibrou um pouco. Acho que ela nem percebeu, mas sua mãe se esticou e a endireitou. “Seu pai é Deus”. Alguém está lá, assim como aquela mãe e sua filhinha.</p>
<p>O que mais reflete receber o reino? É poder dizer o Salmo 121: “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra”. Tente entender isso! Pense assim também: “Meu resgatador é o Messias esperado, Jesus”. Ou, “Meu salvador, que levou sobre si a ira, em sacrifício substitutivo, é o Cordeiro de Deus, o único Bom Homem, o único Salvador do mundo”.</p>
<p>Ou “o Senhor é o meu pastor”. Como aquela mãe caminhando atrás de sua filha. “O Senhor é o meu pastor. Nada me faltará. Por que terei medo? Por que estou tão preocupado?”. Se a vida é como o espectro eletromagnético, do infravermelho ao ultravioleta, com todas as variações desse intervalo, por que ficamos obcecados e temerosos, como se a vida fosse apenas a faixa verde, a faixa do dinheiro, ao invés de todo o espectro? O dinheiro faz parte da vida, claro, mas acorde! O Sol está brilhando sobre todo o espectro. Há coisas muito mais importantes, presentes muito melhores que dinheiro. Seu pai é Deus. Te dar o reino lhe apraz, pequeno rebanho, filhos amados.</p>
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		<title>A origem do Calvinismo</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Jan 2012 02:14:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alex Daher</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Escrituras]]></category>
		<category><![CDATA[João Calvino]]></category>

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		<description><![CDATA[John Piper escreve uma pequena meditação sobre a vida de João Calvino e ser amor pelas Escrituras.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1025" class="wp-caption alignleft" style="width: 220px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2009/12/john-piper112.jpg"><img class=" wp-image-1025 " title="john-piper112" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2009/12/john-piper112-300x200.jpg" alt="" width="210" height="140" /></a><p class="wp-caption-text">John Piper</p></div>
<p>Claro, assim como qualquer homem com exceção de Jesus Cristo, João Calvino era imperfeito. Sua reputação não se deve à infalibilidade, mas à sua incansável submissão às Escrituras como a Palavra de Deus em uma época em que a Bíblia havia sido praticamente engolida pela tradição da igreja. Ele nasceu em Julho de 1509, em Noyon, França, e estudou nas melhores universidades de Direito, Teologia e Línguas Clássicas. Aos vinte e um anos de idade, foi dramaticamente convertido de um Catolicismo medieval centrado em tradições para uma fé evangélica bíblica e radicalmente centrada em Cristo e Sua Palavra. Ele disse:</p>
<blockquote><p><em>Deus, através de uma repentina conversão, subjugou e levou minha mente para um estado em que agora ela podia ser ensinada, e ela estava mais endurecida em relação a esses assuntos do que já estivera em fases anteriores de minha vida. Tendo, pois, recebido um pouco do gosto e conhecimento da verdadeira piedade, fui imediatamente inflamado por um desejo tão intenso de entender melhor que, apesar de não ter abandonado completamente os outros estudos, passei a buscá-los com menor entusiasmo.</em></p></blockquote>
<p>Há uma razão de por que Calvino afastou-se de seus outros estudos para ingressar em uma vida dedicada a Palavra de Deus. Algo dramático aconteceu em sua percepção da realidade conforme ele mesmo lia as Escrituras. Ele ouviu nelas a voz de Deus e viu a majestade de Deus:</p>
<blockquote><p><em>Assim sendo, esse poder que é peculiar às Escrituras se torna claro a partir do fato de que, dentre todos os escritos humanos, embora artisticamente belos, não existe um único capaz de nos afetar como as Escrituras o fazem. Leia Demóstenes ou Cícero; leia Platão, Aristóteles e outros desse porte. Eles irão, admito, encantá-lo, agradá-lo, emocioná-lo, entusiasmá-lo de uma maneira maravilhosa. Mas lance mão deles e vá para a leitura sagrada. Então, seja você quem for, elas irão te impactar tão profundamente, penetrarão tanto seu coração e se fixarão no âmago de seu ser que, considerando as impressões mais profundas delas, o vigor dos oradores e filósofos praticamente desaparecerão. Consequentemente, é fácil perceber que as Sagradas Escrituras, que em muito ultrapassam todos os dons e graças do empreendimento humano, sopram algo divino.</em></p></blockquote>
<p>Após essa descoberta, Calvino foi completamente “aprisionado” pela Palavra de Deus. Ele foi um pregador em Genebra por vinte e cinco anos até sua morte, aos cinquenta e quatro, em Maio de 1564. Seu costume era pregar duas vezes no domingo e uma vez todos os dias em semanas alternadas; ou seja, pregava, em média, dez vezes a cada duas semanas. Seu método era pegar poucos versículos, explicá-los e aplicá-los para a fé e vida do povo. Trabalhou dessa forma livro após livro. Por exemplo, ele pregou 189 sermões no livro de Atos, 271 em Jeremias, 200 em Deuteronômio, 343 em Isaías e 110 em 1 Coríntios. Uma vez ficou exilado por cerca de dois anos. Retornando à Genebra, foi para seu púlpito na Igreja de São Pedro e retomou os sermões a partir do texto em que havia parado.</p>
<p>Essa incrível devoção à exposição da Palavra de Deus ano após ano foi devido a sua profunda convicção de que a Bíblia é a própria Palavra de Deus. Ele disse:</p>
<blockquote><p><em>A lei e as profecias não são ensinamentos que provêm da vontade humana, mas decretados pelo Espírito Santo&#8230; Devemos às Escrituras a mesma reverência que é devida a Deus, porque ela procede dEle somente, e não tem nada do homem misturado nela.</em></p></blockquote>
<p>O que Calvino viu na Bíblia, acima de tudo, foi a majestade de Deus. Ele disse que através das Escrituras, “de um modo que excede o julgamento humano, somos completamente convencidos, como se contemplássemos nela a majestade do próprio Deus”</p>
<p>A Bíblia, para Calvino, era acima de tudo um testemunho de Deus sobre a majestade de Deus. Isso levou inevitavelmente ao que é o coração do Calvinismo. Benjamin Warfield coloca da seguinte maneira:</p>
<blockquote><p><em>Calvinista é a pessoa que vê Deus por trás de todos os fenômenos, e em tudo que ocorre reconhece a mão de Deus&#8230; ‘que faz da atitude da alma voltada a Deus em oração uma atitude permanente&#8230;’ e se lança na graça de Deus somente, excluindo qualquer traço de dependência em si próprio em todo o processo de salvação.</em></p></blockquote>
<p>É isso o que quero ser: alguém que exclui todos os traços de dependência em si mesmo em todo o processo de salvação. Dessa maneira, desfrutarei da paz que reside em Deus somente, e Deus receberá toda a glória como aquele do qual e através do qual e para o qual são todas as cosias, e a mensagem da igreja ressoará para todas as nações.</p>
<div class="tweet-text"><p>É isso o que quero ser: alguém que exclui todos os traços de dependência em si mesmo em todo o processo de salvação. </p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=É isso o que quero ser: alguém que exclui todos os traços de dependência em si mesmo em todo o processo de salvação.  http://is.gd/tqGVTc"></a><div style="clear:both"></div>
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		<title>Como conduzir o funeral de um incrédulo</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 02:24:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Vilela</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
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		<category><![CDATA[ministério pastoral]]></category>
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		<description><![CDATA[Jared Wilson fala sobre com o culto fúnebre de um incrédulo pode ser cheio de falsas afirmações sobre salvação e condenação, mas pode ser uma boa oportunidade para a proclamação do evangelho de Jesus.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3042" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/07/jaredwilson1.jpg"><img class="size-full wp-image-3042" title="Jared C. Wilson" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/07/jaredwilson1.jpg" alt="Jared C. Wilson" width="200" height="260" /></a><p class="wp-caption-text">Jared C. Wilson</p></div>
<p>Embora eu esteja no ministério profissional (entre idas e vindas) por 15 anos, quando eu me mudei para a zona rural de Vermont em 2009, eu nunca tinha conduzido um funeral. Casamentos, sim. Funerais, não. Mas eu fui rapidamente tive um batismo de fogo nessa pequena cidade, e nos últimos dois anos ou mais como pastor da Igreja Comunitária de Middletown Springs, eu perdi a conta dos funerais que participei ou que conduzi. E a maioria desses funerais foi daqueles que não tinham professado a sua fé publicamente em Jesus Cristo para perdão dos pecados e o recebimento da vida eterna.</p>
<p>Acontece que até na irreligiosa região de New England, onde uma grande porcentagem da população não pisa em uma igreja por décadas, e uma crescente porcentagem nunca pôs o pé em uma igreja a vida inteira, a tradição vence quando um ente querido morre. Você pode ignorar a religião a sua vida inteira, mas nunca na morte. E porque sou pastor da única igreja protestante em nossa cidade, recebo na maioria das vezes o chamado de abençoar aqueles que estão de luto.</p>
<p>Conduzi funerais de homens velhos que morreram dando tchau (metaforicamente) pra Deus, de homens de meia-idade bem vistos, mas sem muito costume de religião, de jovens que tiveram overdose e se suicidaram. (Na providência de Deus, eu também presidi funerais de santos queridos &#8211; todos de mulheres idosas até agora &#8211; e eu sou grato pelo tom de vitória que mais acompanha esses cultos.) Cada um destes funerais tem seus desafios únicos. Como eu tenho pregado em muitos funerais de uma grande família nos últimos dois anos, eu tenho até apresentado o evangelho de diferentes ângulos e com textos bíblicos diferentes das referências habituais de funerais.</p>
<p>Eu ainda estou aprendendo como fazer isso. Eu não acredito que eu descobri tudo. Mas eu tenho pensado muito nesse tipo de culto e nos riscos envolvidos. Enquanto eu não diria que todos deveriam fazer desse jeito, aqui estão alguns pensamentos nascidos de muita reflexão e experiência contínua com a pregação em funerais de incrédulos.</p>
<h3>Presença antes de Profissionalismo</h3>
<p>Quando os diretores de funerária ligam para perguntar sobre a disponibilidade de conduzir um funeral de um ou ente querido de uma família que não vai à igreja, a última coisa que eu quero pensar é em fazer negócios. Nenhuma família quer que o pastor que eles contataram lide com esse aspecto do seu ministério como o florista faz com as flores. Muitas vezes eles não sabem o que perguntar e o que esperar. Então depois de dizer sim ao responsável por fazer o arranjo fúnebre, eu faço contato com um membro da família para eles saberem que eu estou pensando neles, orando por eles, e que gostaria de conhecer um representante da família o mais rapidamente possível para falar sobre o culto.</p>
<p>Geralmente as famílias não se preocupam em me encontrar, e tudo bem. Mas quase sempre eu recebo um parente ou dois no meu escritório, ou eu vou à casa deles para discutir os arranjos. Mas a primeira coisa que sempre conversamos é o falecido. Normalmente peço para ver fotos. Pude perceber que, em um encontro particular na mesa da cozinha da família, foi especialmente proveitoso para eles, principalmente porque em um ponto, cada um deles começou a lembrar histórias engraçadas sobre o seu filho/irmão, algo que eu tinha facilitado, mas depois eu somente observava. Eu até não disse muito nesse encontro, mas depois eles contaram para um membro da igreja como eles estavam impressionados pela minha presença e quanto isso significava para eles.</p>
<p>Eu já sentei com moribundos nos hospitais e funerárias, compartilhando a alegria de Jesus com eles em suas horas finais. Eu já aconselhei membros revoltados da família em meu escritório, que procuravam honrar o seu ente querido enquanto tentavam lidar com a hostilidade de longa data entre eles. Já estive de mãos dadas em uma cena de crime e no necrotério enquanto uma mãe esperava para identificar o corpo de seu filho. Quando um ente querido morre, não é um negócio comum para a família, então não deve ser também um negócio de costume para o pastor.</p>
<p>Quando possível, eu também participo das recepções e reuniões pós-funeral. Eu sou introvertido por natureza, então geralmente é difícil começar conversas com estranhos, mas eu me adapto muito bem nesse aspecto com os moradores de Vermont. Não é esperado que eu esteja cumprimentando, me inserindo nas conversas familiares e compartilhando. Mas eu fui avisado que estar disponível é muito útil. Nunca subestime o poder da presença. Chegar ao lado de uma família, mesmo em silêncio &#8211; às vezes, especialmente em silêncio &#8211; já basta pra não fazer as necessidades deles parecerem como algo que você está riscando da sua lista de afazeres.</p>
<p>No entanto, há um sentido em que o profissionalismo pode ser esperado, necessário e bastante útil.</p>
<h3>Profissionalismo pode ser pastoral</h3>
<p>É verdade que, <a href="http://www.vidanova.com.br/produtos.asp?codigo=429">irmãos, não somos profissionais</a>. Porém, tenho aprendido com as visitas às famílias em profundo luto que assumir o fardo do planejamento do culto fúnebre sem deixar muito para eles pode ser muito confortante. Poucos costumam pensar muito nos detalhes desse momento. E muitas famílias que não frequentam a igreja não tem muita ideia sobre o que o pastor faz, como um culto deve parecer ou o que é apropriado incluir. Sou exigido um pouco sobre leituras das Escrituras e reflexões; apesar da inclinação irreligiosa de Vermont, ainda há respeito e consideração pela tradição. Famílias cujo luto é respeitado normalmente confiam a mim o planejamento do culto.</p>
<p>Quando reviso a liturgia de um culto fúnebre com as famílias, muitas vezes eles simplesmente balançam a cabeça e respondem com alguma variação de “O que você achar vai ficar bom.” Aprendi a um tempo que uma das melhores coisas que posso fazer por essas famílias é entrar no “modo profissional”. Enquanto eles estão tratando a vinda da família e amigos à cidade, lidando com todos os outros andamentos decorrentes da perda de um ente querido e lidando com os seus próprios sentimentos, tirar “pensar sobre o culto fúnebre” de sua lista de afazeres pode ser um grande alívio. E tenho percebido como o profissionalismo de bons diretores de funerárias e de coveiros pode ser um serviço confortante nesse momento também. A maioria das famílias não sabe o que deve acontecer, então contar que o pastor sabe e que vai tomar conta é uma benção.</p>
<h3>Proclamação vence presunção</h3>
<p>Aqui está o mais perigoso aspecto de pregar em um funeral de um (aparentemente) incrédulo. Funerais estão repletos de segurança confortante. “Ele está em um lugar melhor agora.” “Ela está lá em cima dançando com Jesus.” “Ele era uma boa criança, e agora ele é um dos anjos de Deus.” Quando você abre a palavra para compartilhamento daqueles que estão reunidos, o resultado pode ser uma mistura de sentimentalismo pseudo-religioso e histórias explícitas sobre quão santo era o velho rabugento que às vezes beira a heresia.</p>
<p>Quando famílias irreligiosas que respeitam a religião perdem um ente querido, eles não se preocupam se o falecido agora encara um julgamento eterno. Eles assumem que ele não está. Ele ou ela era uma “boa pessoa.” Minha opinião sobre esse costume – e mentes pastorais melhores que a minha podem e vão discordar &#8211; é que é trabalho do pastor aliviá-los dessas hipóteses de um <em>jeito circunstancialmente apropriado.</em></p>
<p>Ninguém nunca me perguntou “O meu ente querido está no céu?” porque todos assumem que ele ou ela está. Nesses momentos eu me lembro que eu sou um convidado no luto dessa família. É melhor eu falar a minha parte acerca do evangelho verdadeiro e confiar no Espírito para trabalhar a lógica internamente contra hipóteses de parentes do que contradizer direta e pessoalmente com um “Bom, na verdade&#8230;” as pessoas que estão lidando com seu sofrimento e tentando oferecer conforto. Há momentos apropriados para correção pessoal sobre estas questões, mas eu não estou convencido que esse tempo deve vir no meio de um culto fúnebre.</p>
<p>Ao mesmo tempo, eu não posso afastar a realidade de que ninguém realmente sabe, da maneira que Deus sabe, qual é o destino eterno de cada um. A salvação para o ladrão na cruz é um precedente suficiente para nos mantermos humildes nessa questão. Acredito em conversões no leito de morte, não porque a graça é barata, mas precisamente porque é profunda o bastante para cobrir a longa vida de desobediência de uma pessoa pecadora. Portanto, eu tenho a perspectiva de que recusar-se a declarar que o falecido está no inferno não é a mesma coisa que negar a realidade do inferno.</p>
<h3>A Proclamação confia na providência</h3>
<p>Ainda assim, a lealdade primordial do pastor é com Jesus Cristo, não com qualquer família. Eu habitualmente não aceito pagamento de famílias incrédulas para realizar os seus funerais porque eu nunca quero involuntariamente atar minha mensagem às ordens daqueles que estão pagando.</p>
<p>Eu nunca disse em um funeral de alguém que não viveu uma vida de fé pública algo sobre ele estar no céu, jogando uma partida de golfe com Deus, ou algo do tipo. É tão importante evitar falsa segurança quanto evitar condenações presunçosas. Em vez disso, eu tipicamente descrevo de maneira resumida o que a Bíblia diz sobre o sofrimento, demonstro pelas Escrituras que o próprio Jesus experimentou sofrimento e então apresento a narrativa bíblica de onde a morte surge, o que ela significa para nós que estamos vivos, e o que ela significa para nós na morte. Faço questão de dizer que aqueles que rejeitam Jesus vão morrer eternamente enquanto aqueles que se arrependeram dos seus pecados e confiam em Jesus vão viver eternamente, vão para o céu quando morrerem e desfrutarão os novos céus e a nova Terra no dia futuro das suas próprias ressurreições corporais. (Essa última parte tem funcionado quase sempre como um “vamos conversar mais depois”, pois muitas pessoas nunca ouviram a promessa da Bíblia de “vida após a vida após a morte” desse jeito, e a noção de uma Terra restaurada é muito apelativa aos moradores de Vermont que já amam bastante a Terra criada.</p>
<p>Ao negar assumir onde o falecido está, mas me comprometendo em proclamar as realidades eternas de cada pessoa falecida em relação a Jesus, eu estou me entregando à soberania de Deus, que vai usar o seu evangelho para acordar espiritualmente seus filhos para desejarem o seu Filho.</p>
<p>Existem outras oportunidades para os pastores de permanecem em contato com as famílias enlutadas para compartilharem mais direta e pessoalmente o evangelho de Jesus depois, mas no culto fúnebre em si, uma proclamação clara, concisa e inequívoca das boas novas desconectada das condenações presunçosas ou de falsa segurança sobre o falecido é o curso mais sensato. Vou até fazer destacar que confiar somente Jesus é o único caminho para o céu, pois aqui na região, certo tipo de “pluralismo Nova Era” é comum e prevalecente.</p>
<p>Essas são regras básicas para um funeral. Elas podem mudar dadas as necessidades do seu contexto ou da sua comunidade, mas eu acredito que elas apresentam uma forma fiel a Jesus Cristo e ao ministério da sua Palavra entre incrédulos no campo missionário de New England.</p>
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		<title>De que adianta “não se preocupe” em tempos como estes? (2)</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jan 2012 02:26:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Schulz</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na segunda parte desse sermão continua na discussão de que temos muito para nos preocupar e então prossegue para listar as razões de Jesus para não nos preocuparmos. Por David Powlison]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3023" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-3023" title="David Powlison" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/07/sovereign.grace_.ministries.powlison-300x201.jpg" alt="David Powlison" width="300" height="201" /><p class="wp-caption-text">David Powlison</p></div>
<p>Em Lucas 12.22-34, Jesus fala com as pessoas que viviam em uma cultura de subsistência. Sua providência diária de comida e água não era certa, e Jesus ainda lhes disse para não se preocuparem com o eles haveriam de comer ou beber. De fato, ele empilhou razões para se desapegar do dinheiro e das coisas que o dinheiro compra, mesmo quando a sobrevivência está em jogo. Ele deu para as pessoas algo melhor para se preocupar. Ele ofereceu um tesouro melhor, que dura mais que comida e bebida, algo indestrutível e seguro – o seu reino. Se as palavras de Jesus foram verdade para os agricultores, pescadores e donas-de-casa da Palestina – então elas são verdade para nós que vivemos em uma relativa abundância. Mas nós continuamos a nos preocupar, não é mesmo?</p>
<p>A segunda parte desse sermão continua na discussão de que temos muito para nos preocupar e então prossegue para listar as razões de Jesus para não nos preocuparmos.</p>
<p>*****</p>
<p>Uma das coisas que faz do dinheiro uma razão para nos preocuparmos é que ele possui um componente de obsessão. Ele está sempre lá. Ele te dá “boa noite”, e te acorda no meio da noite para dizer “olá”. Ele te cumprimenta pela manhã, dizendo “oi, estou aqui, pense em mim”. Ele te importuna na volta do trabalho para casa: “só para te lembrar que eu ainda estou aqui”. Preocupações financeiras mexem com a nossa cabeça. Dela tiramos exemplos para todas as outras preocupações que operam da mesma forma. O que você vê em comum em todas as coisas com as quais nos preocupamos – cada uma delas – é que são incertezas. São todas meio nebulosas. Eu vou conseguir aquilo? Talvez sim, talvez não. Se eu conseguir, posso perder depois? Talvez sim, talvez não. Nós nos preocupamos com coisas inerentemente incertas. Você tem boas razões para se preocupar, pois nunca tem certeza. O dinheiro é um bom ponto de partida – mas talvez haja outras coisas que te afligem.</p>
<p>Quais são os carrapatos que sugam sua mente? Eu gostaria que você personalizasse isso. Quais são as duas, três, seis ou doze coisas que tendem a te perseguir? O que te faz se preocupar?</p>
<p>Talvez não seja a questão financeira, talvez sejam outras coisas além dela.</p>
<ul>
<li>“Meus amigos são verdadeiros?”</li>
<li>“E se não me escolherem para o time? E se eu esquecer as falas da peça? E se outra pessoa for escolhida para essa comissão? E se&#8230;?”</li>
<li>“Será que um dia encontrarei um marido/ uma esposa?”</li>
<li>“Se eu encontrar, será que ele/ela será fiel a mim?”</li>
<li>“Eu sirvo para casamento?”</li>
<li>“Será que sou estéril?”</li>
<li>“Se eu tiver filhos, como vou educá-los?”</li>
<li>“E a minha saúde? Alguns dos meus amigos morreram de câncer. É muito doloroso. Será que vou morrer assim? Será que terei forças para enfrentar esse tipo de luta? E se eu tiver Alzheimer? O que fazer com o medo de terminar minha vida sem reconhecer as pessoas que eu amo?”</li>
</ul>
<p>E por aí vai: saúde, dinheiro, relacionamentos, conquistas… Todas essas coisas podem tomar o controle da sua vida. Você se preocupa, fica ansioso, paralisa de medo. O fato é: tudo isso é nebuloso. Você tem boas razões para se preocupar com essas coisas. Nenhuma delas é garantida. Você pode ficar doente. O Mercado financeiro pode quebrar. Você pode ficar desempregado. Seus filhos podem ser fracassados. Você pode acabar solteiro. Você pode falhar em algo e ser excluído. Tudo isso é incerto, por natureza. Há todas as razões do mundo para se preocupar com isso. Peço que você seja bem específico ao responder a si mesmo: com o que você se preocupa?</p>
<p>Mas há uma segunda pergunta que você deve ser específico ao responder. No fim das contas, por que você se preocupa? Por que você treme quando pensa nessas coisas, para início de conversa? Por que você fica obcecado? Por que rói as unhas? Por que você fica nervoso, ansioso, com medo e até pânico (ou qualquer outra forma com que você manifeste sua ansiedade)?</p>
<p>A resposta mais fácil é apontar o dedo para a resposta anterior sobre o que te leva a ficar preocupado e achar que isso responde a pergunta. “Estou preocupado porque não sei se conseguirei emprego. Estou preocupado porque não sei se tenho uma poupança suficiente para me aposentar. Estou preocupado porque tenho um histórico familiar de câncer.” Mas Jesus não faz isso. Ele explica nossas preocupações não ao apontar para a incerteza da vida, mas apontando para algo em nós. Por toda a passagem que estamos estudando Ele diz “vocês se preocupam por conta de algo em vocês, não por causa das coisas que te preocupam?”. É isso que ele coloca na mesa durante o diálogo anterior à passagem: “Preserve sua vida de toda a forma de ganância”.</p>
<p>“Eu quero a minha parte devida” era uma forma de ganância. A ganância que cobiça te fará nervoso e manipulador. Você pode chegar ao ponto de interromper Jesus quando ele está falando!</p>
<p>“Estou bem. Tenho tudo que eu preciso!”. Esse é outro tipo de ganância. A ganância da satisfação pode te pegar em relação ao dinheiro ou qualquer outra coisa da vida. Você acaba não se preocupando com o que realmente importa simplesmente porque consegue dormir tranquilamente à noite.</p>
<p>Na passagem que estamos estudando, quando Jesus está conversando com seus discípulos, seus amigos, sobre não ficar ansioso, ele fala de uma terceira forma de ganância. “E se eu não tiver o suficiente? E seu eu ainda não tenho o que eu realmente preciso?”. É a ganância ansiosa. Eu quero algo que talvez eu não consiga ter, então me preocupo.</p>
<p>Mais tarde, na mesma passage, Jesus retrata essa mesma situação de uma forma diferente: “homens de pouca fé!”. O que ele quer dizer com isso não é que você não tenha fé. Lembre-se, ele está falando com Seus discípulos. Pense nessa metáfora: é como uma lanterna com as pilhas acabando. Ela ainda produz luz, mas a luz é fraca e falha. A fé está como que morrendo. Não há muita energia restante nas baterias. Perdemos Deus de vista porque o que nós queremos (e nos preocupamos) é só aquilo que enxergamos. O que Jesus está fazendo aqui é nos ajudar a enxergar melhor as coisas. “Onde eu tenho falhado? Por que eu me preocupo? O que me deixa ansioso? Por que estou temeroso?” Quando a fé começa a falhar, a ganância e as preocupações tomam conta da sua vida. Quando a ganância ansiosa aparece, ela mata a fé.</p>
<p>O meio da passagem nos dá outro ângulo do porquê de nos preocuparmos. “Qual de vocês é capaz de adicionar uma mera hora à sua vida?” Se você não consegue fazer uma coisa tão pequena, por que está se preocupando com o resto?”. Pessoas preocupadas agem como se pudessem controlar o incontrolável. Isso é algo central no problema da preocupação. A ilusão de que podemos controlar as coisas. “Se eu pudesse garantir a minha aposentadoria, eu poderia controlar o futuro”. “Se meus pais me dessem 10 reais a mais de mesada, eu não estaria sem dinheiro no Sábado quando meus amigos vão ao cinema, já que eu gastei meu dinheiro comprando doces no começo da semana”. “Se eu pudesse acertar na minha dieta, eu não terei câncer”. “Se eu descobrir a técnica certa de educação de filhos, eu consigo garantir que meus filhos crescerão bem”. Controle. A preocupação assume a possibilidade de controle – sobre o incontrolável. A ilusão do controle habita no centro da sua ansiedade. Você encontrará isso em você e nas pessoas que Deus te dá para você ajudar. Ansiedade e controle são dois lados da moeda. Nós queremos controlar algo. Como não podemos controlá-lo, nós nos preocupamos.</p>
<p>O comentário final de Jesus nos dá mais uma pista do porquê de nós nos preocuparmos. O ansioso está acumulando “tesouros” no lugar errado. Se o que você mais valoriza pode ser levado ou destruído, então você se dispõe a se preocupar. Dinheiro? Saúde? Uma amizade particular? O sonho do casamento? Sucesso nos esportes ou nos negócios? O future dos seus filhos? Mesmo quando você se sente bem, quando tudo parece estar dando certo, você está construindo sua casa sobre a areia. Seu tesouro é vulnerável. E sempre que o que te é precioso é ameaçado, você temerá. Com certeza. Onde você guarda seu tesouro? Nas coisas nebulosas ou nas certezas?</p>
<p>Jesus desconstrói nossa preocupação. Então por que nos preocupamos? O que você deseja com ganância? Que objetivos de vida te tiram o foco de Deus? Que desejos te fazem querer controlar o seu mundo? Abra mão dessas coisas, e a alternativa que Jesus oferece será muito, muito preciosa para você.</p>
<h3>Você tem muitas razões para NÃO se preocupar!</h3>
<p>Jesus não tem interesse em só ficar falando sobre o que há de errado conosco. Ele sempre vai na direção do que é melhor. Ele faz referência às tentações que você enfrenta durante a ansiedade, e à algumas das coisas que te tiram do rumo, e a como sua fé falha quando você cai na ganância. Mas essa passagem é sobre te dar muitas e sólidas razões para não se preocupar. Claro, há muitas razões para se preocupar, porque muitas coisas são incertas. Mas você tem muito mais razões para não se preocupar!</p>
<p>Algumas coisas são certas!</p>
<p>É aqui que Jesus quer chegar e aonde ele planeja te levar. É uma grande e encorajadora história que ele está contando. Jesus é direto com seus discípulos. Ele empilha razões, informando, acalentando e encorajando-os. Eu desejo que você seja persuadido da mesma forma. “Não se preocupe” não é uma utopia moral no horizonte! Jesus te dá razões sólidas para viver sem temor – mesmo quando você está enfrentando justamente as coisas que são incertas e incontroláveis. Eu fiz uma lista de sete promessas a partir do que Jesus diz – sete razões para não se preocupar.</p>
<p>Novamente, eu quero que você leve isso para o lado pessoa. Qual dessas você acha mais confortante? Qual delas você acha mais necessária e útil, ao ponto de dizer “Se eu me lembrar de _______________, eu serei uma pessoa melhor essa semana”? Qual delas faz mais diferença pra você? “Se eu pelo menos pudesse me lembrar de ___________, eu me preocuparia menos com dinheiro, saúde, amizades, etc. Qual dessas boas razões você mais precisa?</p>
<p>Jesus começa dizendo “Sua vida é muito mais do que comer ou ter o que vestir”. Há muito mais que te define do que o que você tem ou não tem. Jesus fala da história do homem rico e tolo: “por essa razão”, ele diz. A vida daquele homem não era definida pela grande quantidade de dinheiro que ele tinha. O dinheiro não dava a ele identidade, significado, segurança ou vida. Assim, Jesus acrescenta, “se é assim, então sua vida não pode ser destruída porque você está apertado nas finanças”. O que você tem ou não tem não define a história da sua vida. Sua vida vai muito além da comida e das roupas.</p>
<div class="tweet-text"><p>Sua vida é muito mais do que comer ou ter o que vestir. Há muito mais que te define do que o que você tem ou não tem</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=Sua vida é muito mais do que comer ou ter o que vestir. Há muito mais que te define do que o que você tem ou não tem http://is.gd/JYnQtS"></a><div style="clear:both"></div>
<p>Você provavelmente conhece pessoas, como eu conheço, que obviamente estão vivendo por todo tipo de coisa vazia e tola. Você já conheceu alguma moça de 23 anos que estava vivendo por conta de sua beleza? Você provavelmente pensa “Essa é a coisa mais idiota do mundo! Se você vive pela beleza, o máximo que você vai conseguir é envelhecer e ficar enrugada. Por favor! Viver assim é começar uma luta sabendo que vai perder!”</p>
<p>E se você vive para sua saúde, para esportes ou para aventura? Inevitavelmente, você terá lesões nos joelhos após os 35. Seus reflexos ficarão lentos. Você ficará velho. O sistema começa a falhar. E, mais cedo ou mais tarde, você vai morrer. “Seu tolo! A vida não é mais que saúde, esportes e férias?”.</p>
<p>É assim com tudo que vivemos – e nos preocupamos. Se você vive pelo dinheiro, está apostando em um perdedor. Seu carro vai para o ferro velho, mas você gasta tudo que tem nele. Ele vai acabar quebrando e te dando razões para se preocupar além das que você já tem. Sua vida é muito maior que isso. Há coisas melhores para viver e gastar suas energias. Isso é certo. Eu garanto que há algo muito mais importante na sua vida do que as coisas com as quais você se preocupa. Caminhe pela sua lista de preocupações, item a item. Para cada um deles, Jesus promete: “Sua vida vale mais do que ____________”. Há algo muito maior que isso. Essa é a primeira promessa. Jesus não nos dá muitos detalhes sobre o que é mais importante (veremos isso mais para frente), mas Ele promote que a vida é muito mais do que as suas preocupações.</p>
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		<title>Jesus odeia religião? Talvez&#8230; na verdade, não</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 02:13:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Kevin DeYoung faz uma grande análise do popular vídeo "Jesus > Religião", de Jefferson Bethke. Confira!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3385" class="wp-caption alignleft" style="width: 226px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/09/kevin1.jpg"><img class=" wp-image-3385  " title="Kevin DeYoung" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/09/kevin1-300x199.jpg" alt="Kevin DeYoung" width="216" height="143" /></a><p class="wp-caption-text">Kevin DeYoung</p></div>
<p><em>Obs.: Para ver a resposta de Jeff Bethke aos comentários de Kevin DeYoung, <a href="http://iprodigo.com/?p=7673" target="_blank">clique aqui</a></em></p>
<p>Há um novo vídeo no Youtube virando um viral e ele é sobre Jesus e religião.</p>
<p>Especialmente sobre como Jesus odeia religião.</p>
<p>O vídeo – que em poucos dias foi de centenas de visitas a milhares e milhões – mostra Jefferson Bethke, que vive em Seattle, recitando uma poesia bem elaborada e acuradamente produzida. O argumento, de acordo com Bethke, é “enfatizar a diferença entre Jesus e a falsa religião”. Nos últimos dias, vi esse vídeo aparecer por todo Facebook. Vi algumas pessoas da minha igreja que gostaram. Algumas perguntaram o que eu acho. Outros me disseram que há algo estranho sobre o poema, mas não souberem articular muito bom o que é. Tentarei explicar o que é isso em um momento. Mas primeiro assista o vídeo você mesmo.</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/NGXZq5QBQlI" frameborder="0" width="759" height="386"></iframe></p>
<p>Antes de dizer qualquer coisa, permita-me dizer que Jefferson Bethke parece ser um jovem sincero que deseja que as pessoas conheçam a escandalosa graça de Deus. Estou certo de que ele diz a verdade quando fala em sua página no Facebook: “Eu amo Jesus, sou viciado na graça, e sou apenas um cara bagunçado tentando torná-lO conhecido”. Se eu o encontrasse face a face, aposto que eu gostaria de Jefferson e de sua honestidade e paixão. Aposto que ficaria encorajado por sua história e seu desejo de libertar pessoas das garras da religião de auto-ajuda e auto-justificação.</p>
<p>Ainda assim (você sabe que ia chegar nisso), em meio a tantas coisas verdadeiras nesse poema, há muito que é enganoso ou pouco proveitoso</p>
<p>Esse vídeo é o tipo de coisa que muitos cristãos mais jovens amam. Ele soa bem, bem feito e nos faz sentir-nos bem. Mas é verdadeiro? Essa é a questão que devemos sempre perguntar. E para responder essa questão, quero caminhar pelo poema lentamente, verso por verso. Não porque eu acho que essa é pior coisa de todos os tempos. Certamente não é. Não porque  acho que esse vídeo gerará uma revolução mundial. Quero gastar algum tempo nisso porque Bethke capturou perfeitamente o temperamento e, em minha mente, a confusão de muitos dos jovens cristãos mais sinceros.</p>
<h3><strong>Verso 1</strong></h3>
<p><em>E se eu lhe disser que Jesus veio para abolir a religião?</em><br />
<em>E se eu lhe disser que votar num partido conservador não realmente era a missão dele?</em><br />
<em>E se eu lhe disser que ser conservador não significa que automaticamente você é um cristão?</em><br />
<em>E só porque você chama algumas pessoas de cegas</em><br />
<em>Isso não lhe dá visão automaticamente</em></p>
<p>Ok, a linha sobre os conservadores é um golpe baixo (se você votar neles) ou uma declaração profética (se você gosta de Jim Wallis – NT.: conselheiro espiritual de Barack Obama). Embora seja verdade que “conservador não signifique automaticamente cristão” e, em algumas partes dos EUA, essa pode ser uma palavra que os membros de igreja devem ouvir, duvido que colocar os direitistas em seu lugar é a questão mais séria de Seattle.</p>
<p>Mais importante é a abertura de Bethke: “Jesus veio abolir a religião”. Esse é o argumento central do poema. O argumento – e muitos poemas estão argumentando sobre algo – repousa na distinção rígida entre religião de um lado e Jesus do outro. Se esse argumento é justo vai depender de sua definição de religião. Bethke vê a religião como a tentativa do homem de merecer o favor de Deus. Religião é igual a autojustificação, orgulho moral e hipocrisia. Religião é totalmente Lei e nada Evangelho. Se isso é religião, então Jesus certamente é contrário.</p>
<p>Mas, não é isso que religião é. Podemos dizer que é o que <em>se tornou</em> para algumas pessoas ou o que <em>entendemos</em> que ela seja. Mas palavras ainda importam e não devemos simplesmente defini-las da maneira que quisermos. “Jesus odeia religião” comunica algo que “Jesus odeia a autojusticação” não diz. Dizer que Jesus odeia orgulho e hipocrisia não é novo. Dizer que ele odeia religião – ah, isso é legal. As pessoas ouvem “religião” e pensa em regras, rituais, dogma, pastores, sacerdotes, instituições. As pessoas amam Oprah, <em>A Cabana</em> e adesivos “tenho um lado espiritual, independente das religiões” porque o clima de nosso país é de que quer-se Deus, mas sem as estruturas que vêm com o cristianismo tradicional. Amamos o Jesus que odeia religião.</p>
<p>O único problema é que ele não odiava. Jesus era um judeu. Ele participou de cultos na sinagoga. Ele obedeceu os dias santos. Ele não veio abolir a Lei e os Profetas, mas cumpri-los (Mt 5.17). Ele fundou a igreja (Mt 16.18). Ele estabeleceu a disciplina eclesiástica (Mt 18.15-20). Ele instituiu uma refeição ritual (Mt 26.26-28). Ele ensinou seus discípulos a batizar pessoas e ensinar os outros a obedecer tudo que ele ordenou (Mt 28.19,20). Ele insistiu que as pessoas cressem nele e em certas coisas sobre ele (João 3.16-18; 8.24). Se religião é caracterizada por doutrina, mandamentos, rituais e estrutura, então Jesus não é seu garoto-propaganda do ódio à religião. Esse é o argumento central do <a href="http://www.mundocristao.com.br/produtosdet.asp?cod_produto=10728" target="_blank">livro que eu e Ted Kluck</a> escrevemos anos atrás.</p>
<div class="tweet-text"><p>Se religião é caracterizada por doutrina, rituais e estrutura, Jesus não é seu garoto-propaganda do ódio à religião.</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=Se religião é caracterizada por doutrina, rituais e estrutura, Jesus não é seu garoto-propaganda do ódio à religião. http://is.gd/EPCK3G"></a><div style="clear:both"></div>
<p>A palavra “religião” aparece cinco vezes na versão ESV da Bíblia. É, em si mesma, uma palavra inteiramente neutra. Religião pode referir-se ao Judaísmo (At 26.5) ou à fé judaico-cristã (At 25.19). Religião pode ser ruim quando é fabricada (Cl 2.23) ou falha em domesticar a língua (Tg 1.26). Mas religião também pode ser boa, quando preocupa-se com viúvas, órfãos e pratica a pureza moral (Tg 1.27). A não ser que definamos a palavra para encaixar-se a nossos propósitos, simplesmente não há base bíblica para dizer que Jesus odiava a religião. O que se ganha ao usar esse palavreado, sem uma explicação ou alertas cuidadosos, será superado pelo que se perde quando damos a impressão de que religião é mistura que corrompe um relacionamento com Jesus.</p>
<h3><strong>Verso 2</strong></h3>
<p><em>Quero dizer, se a religião é tão boa, por que causou tantas guerras?</em><br />
<em>Por que constrói igrejas enormes, mas não consegue alimentar os pobres?</em><br />
<em>Diz às mães solteiras que Deus não as ama se elas já estão divorciadas</em><br />
<em>Mas no Velho Testamento, Deus realmente chamou pessoas religiosas de prostitutas</em></p>
<p>Essas alegações dizem muito pouco porque tentam dizer demais. Aconteceram guerras religiosas nos últimos dois mil anos? Sim. Aconteceram guerras por dinheiro, terra, egos, mulheres, escravidão, democracia, liberdade, comunismo, fascismo, nazismo, terrorismo e qualquer outra coisa que você imaginar? Sim. Mais ainda, se você quer culpar a religião pelos conflitos, não pode retirar Jesus facilmente da equação. Você pode não gostar das Cruzadas, mas muitos dos cruzados pensavam que estavam sinceramente lutando por Jesus ao tentar retomar a Terra Santa das mãos dos muçulmanos.</p>
<p>Mais importante, os cristãos precisam parar de perpetuar o mito de que nós basicamente grandes fracassos no mundo. Isso pode ganhar alguma atenção dos não-cristãos, mas não é verdade. Somos pecadores como todos os outros, portanto nosso registro é variado. Fomos estúpidos e egoístas por vários anos. Mas também temos sido o sal da terra. O avivamento evangélico na Inglaterra, no século XVIII, é grandemente reconhecido por evitar o tipo de banho de sangue que foi derramado na França durante a “iluminada” Revolução Francesa. Cristãos (e conservadores em geral) dão mais para causas de caridade que suas contrapartes seculares. Cristãos administram incontáveis abrigos, centros de gravidez, missões de resgate e estoques de alimentos. Cristãos cuidam de orfanatos, ajudam clínicas, cavam poços, plantam lavouras, ensinam crianças e combatem a AIDS por todo globo. Embora é sempre possível que façamos mais e possamos estar cegos para as necessidades ao nosso redor às vezes, não existe grupo de pessoas que fez mais pelos pobres que os cristãos. Se você souber de uma igreja com um monte de elevadores, mas nenhum dinheiro e nenhum coração junto aos feridos, então ataque <em>essa</em> igreja. Mas, precisamos parar com a autoflagelação e a difamação de que cristãos nada fazem pelo pobre. Quanto ao divórcio, isso é frequentemente (mas nem sempre) errado. Mesmo quando foi feito errado, há perdão quando as pessoas se arrependem. Que qualquer igreja que não pense ou demonstre haver espaço na cruz para mães solteiras ou divorciadas envergonhe-se.</p>
<p>E sobre a linguagem dura do Velho Testamento – fere dos dois lados. Todas as pessoas no Antigo Testamento, e em toda a área do antigo Oriente, eram pessoas religiosas. Alguns deles eram falsos e hipócritas e prostituídos. Alguns eram idólatras e adúlteros. Alguns realizam seus rituais e ignoravam as questões mais importantes da Lei. E alguns desses religiosos eram o remanescente de Deus, o povo santo de Deus e amigos de Deus. Nos dois testamentos, Deus não tem problema em repreender os religosos e nem problema em amá-los.</p>
<h3><strong>Verso 3</strong></h3>
<p><em>A religião pode pregar sobre graça, mas o que pratica é uma outra coisa</em><br />
<em>Tendem a ridicularizar o povo de Deus, como fizeram com João Batista</em><br />
<em>Eles não podem corrigir os seus problemas, e tentam apenas mascará-lo</em><br />
<em>Sem perceber que a religião é como jogar perfume sobre um caixão</em><br />
<em>O problema com a religião é que ela nunca chega no centro do problema</em><br />
<em>É apenas modificação de um comportamento, como uma longa lista de tarefas</em><br />
<em>É como se vestir bem por fora, parecendo bonito e arrumado</em><br />
<em>Mas é engraçado que eles faziam isso com as múmias</em><br />
<em>Enquanto o corpo apodrecia por baixo daquilo tudo</em></p>
<p>Já comentei que não acho que “religião” é o termo certo para o que Bethke está comentando. Mas ele fez um ótimo trabalho em descrever a <em>falsa </em>religião. Jesus recriminou os fariseus por serem “sepulcros caiados”, por parecerem-se belos por fora e cheios de pessoas mortas por dentro, por parecerem justos, mas serem cheios de hipocrisia e impiedade (Mt 23.27,28). É possível que igrejas e frequentadores tenham a reputação de estar vivos, mas na verdade estarem mortos (Ap 3.1). Algumas igrejas alegam amar a graça, mas tudo que elas te dão é legalismo. Bethke está atacando um problema real.</p>
<h3><strong>Verso 4</strong></h3>
<p><em>Não estou querendo julgar ninguém</em><br />
<em>Só estou dizendo que não adianta sair na rua com cara de crente, porque há um problema</em><br />
<em>Se a pessoas só sabem que você é cristão pelo seu Facebook</em><br />
<em>Quer dizer, em todos os outros aspectos da vida, você sabe que não tem lógica</em><br />
<em>É como dizer que você joga para um time só porque você comprou uma camisa oficial</em><br />
<em>Eu sei como é, pois já passei por isso, mas ninguém parecia se importar comigo</em><br />
<em>Agir como um garoto crente, enquanto é viciado em pornografia</em><br />
<em>No Domingo vai para a igreja, mas no sábado fica bêbado</em><br />
<em>Vivendo como se tivesse sido criado apenas para transar muito e se acabar na balada</em><br />
<em>Eu passei minha vida inteira construindo essa fachada bonita</em><br />
<em>Mas agora que conheço Jesus, me vanglorio em minha fraqueza</em></p>
<p>Eu queria que Bethke, e críticos como ele, admitissem que eles estão “julgando”. Ele está avaliando o cristianismo. Ele está criticando a igreja enquanto a examina. O poema inteiro é um julgamento duro sobre pessoas religiosas. Claro, julgar não é o mesmo que realizar um julgamento farisaico. Afinal, eu estou julgando esse poema. Logo, não acho que o Bethke está fazendo é errado. Só queria que ele não tentasse alegar um nível moral mais elevado.</p>
<p>Fora isso, esse é outro bom verso. Bethke conta sua própria história para provar que podemos ser realmente bons em enganar alguém incluindo a nós mesmos. Precisamos perceber que existem muitas pessoas em muitas de nossas igrejas que parecem ter tudo certo, mas não têm. Elas estão brincando consigo mesmas e não deveríamos encorajá-las a essa auto-ilusão.</p>
<h3> <strong>Verso 5</strong></h3>
<p><em>Porque se a graça é como água, então a igreja deveria ser um oceano</em><br />
<em>Não é um museu para pessoas boas, é um hospital para doentes de alma</em><br />
<em>Isso significa que eu não preciso esconder meus erros, eu não preciso esconder meu pecado</em><br />
<em>Porque não depende de mim, eu é que dependo dEle</em><br />
<em>Veja bem, porque quando eu era inimigo de Deus, certamente não era um fã</em><br />
<em>Ele olhou para baixo e disser “eu quero esse cara”</em><br />
<em>É por isso que Jesus odiava religião, e chamou-os de “tolos”</em><br />
<em>Você não vê que seguir a Ele é melhor que seguir algumas regras</em><br />
<em>Agora vou deixar bem claro: Eu amo a igreja! Eu amo a Bíblia! E sim, eu acredito no pecado!</em><br />
<em>Mas, se Jesus fosse até a sua igreja, vocês o deixariam entrar?</em><br />
<em>Vale lembrar que ele foi chamado de glutão e beberrão por homens religiosos</em><br />
<em>Mas o filho de Deus nunca suportou autojustificação. Nem então e nem agora</em></p>
<p>Há muita coisa boa e umas poucas confusas nesse verso. A igreja deve ser um oceano de graça. Nós não temos de esconder nossos pecados diante de Deus. Isso não depende de nós. Deveríamos amar a igreja e a Bíblia, e acreditar que o pecado existe. Jesus morreu por nós enquanto ainda éramos pecadores. Jesus nunca apoiou a autojustificação. Tudo isso é maravilhosa e poderosamente verdadeiro.</p>
<p>Porém, permita-me levantar alguns pontos.</p>
<p>Primeiro, precisamos nos lembrar de que o propósito de um hospital é ajudar pessoas doentes <em>a melhorarem</em>. Tenho certeza de que Bethke concordaria com isso. Mas, não há indicação nesse poema de que a graça que perdoa é a graça que transforma. Seguir Jesus é mais que guardar regras, mas não é menos. Em um sentido, amar Jesus também <em>é</em> guardar regras. (João 14.15,21,23,24). Não estou certo de como o Jesus de João 14 se encaizaria no mundo do poema de Bethke.</p>
<p>Segundo, não há dignidade inerente em estar doente. Jesus ama a honestidade que reconhece o pecado, o odeia e abandona, mas ele não ama a autenticidade por si mesma. Temos de ser mais cuidadosos com nossa linguagem. Quando Paulo gloriou-se em sua fraqueza, ele gloriava-se em seu sofrimento, sua falta de grandeza e as provações que suportou (1 Co 2.3; 2 Co 11.30, 12.9). Ele nunca gloriou-se em sua tentação ou em seus pecados – passados ou presentes. Não foi isso que ele quis dizer com fraqueza. Ser doente não é a questão, mas ser perdoado e transformado.</p>
<p>Terceiro, os líderes religiosos odiavam Jesus, primeira e principalmente porque pensavam que ele era um blasfemo que ousou fazer-se igual a Deus (Mt 26.57-68; Mc 14.53-65; Lc 22.66-71; e menos claro em Jo 18.19-24). É verdade que muitos da elite religiosa acharam Jesus muito liberal em relação a suas refeições e conhecidos. Eles o chamaram de “glutão e beberrão” (Lc 7.34), embora não fosse nenhum dos dois. Mas eles também disseram que João Batista “tinha demônio” (Lc 7.33). Eles eram tão contrários ao asceticismo de João quanto estavam furiosos com a liberdade de Jesus. Mais que odiar a graça, os líderes judeus odiavam a verdade sobre Cristo e encontraram maneiras de rejeitar os mensageiros de Deus.</p>
<h3><strong>Verso 6</strong></h3>
<p><em>De volta ao assunto, uma coisa é vital mencionar: Jesus e a religião estão de lados opostos</em><br />
<em>Ele é obra de Deus, mas ela uma outra invenção de homens</em><br />
<em>Ele é a cura, mas ela é a infecção</em><br />
<em>A religião diz o que você deve fazer, Jesus diz o que Ele já fez</em><br />
<em>A religião diz “escravo”, Jesus diz “filho”</em><br />
<em>A religião coloca você em uma prisão, enquanto Jesus liberta você</em><br />
<em>A religião te deixa cego, mas Jesus faz você ver</em><br />
<em>E é por isso que a religião e Jesus são coisas tão diferentes</em></p>
<p>Não repetirei meus comentários iniciais sobre religião e Jesus, e se eles estão em “lados opostos”. Não creio que eles estejam. Fora esse ponto, Bethke fala a verdade nesse trecho. A diferença entre escravidão e filiação, prisão e liberdade, cegueira e visão são temas bíblicos.</p>
<h3><strong>Verso 7</strong></h3>
<p><em>Religião é o homem procurando Deus, o cristianismo é Deus procurando o homem</em><br />
<em>É por isso que a salvação é de graça e o [eu?] recebi o perdão</em><br />
<em>Não por causa dos meus méritos, mas apenas pela obediência de Jesus</em><br />
<em>Porque ele recebeu uma coroa de espinhos, e o sangue escorreu do seu rosto</em><br />
<em>Ele sofreu o que todos nós merecíamos, acho que é por isso que chamamos de “graça”</em><br />
<em>Ao ser assassinado, ele gritou: “Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem”</em><br />
<em>Porque quando estava pendurado na cruz, Ele estava pensando em você</em><br />
<em>Ele pagou por todos os seus pecados, e os levou com ele para o túmulo</em><br />
<em>É por isso que pra quem se ajoelha diante da cruz, Ele diz: “Vem, tem espaço pra mais um”</em><br />
<em>E a religião? Não, eu odeio isso. Na verdade, eu literalmente não suporto mais isso</em><br />
<em>Porque quando Jesus disse “está consumado”, eu acredito que estava mesmo</em></p>
<p>Há muita coisa boa nessa seção final. Ótima afirmação da obediência ativa de Jesus.  Ótimo foco na cruz. Ótimo convite para pecadores virem a Cristo. Creio que Bethke compreende a justificação pela fé somente por meio da graça somente em Cristo somente. Gostaria de ter ouvido algo sobre a ira de Deus ser derramada na cruz em oposição a simplesmente “absorveu todo seu pecado”. Mas, dado o vídeo anterior de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=pDLCN8GwBHE&amp;list=UUc4yillQaNo6a-iG2PYbbrA&amp;index=12&amp;feature=plcp" target="_blank">Bethke criticando <em>Love Wins</em></a> <em>(NT: livro de Rob Bell que questiona os conceito cristão ortodoxo de inferno)</em>, é melhor dar o benefício da dúvida. Similarmente, não estou certo de que o melhor é enfatizar o que Jesus pensou sobre nós na cruz. A “alegria diante dele” em Hebreus 12.12 foi a alegria de estar sentado à destra de Deus, não a alegria de estar conosco, como Bethke defende em <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YjmnoUKXaZM&amp;list=UUc4yillQaNo6a-iG2PYbbrA&amp;index=6&amp;feature=plcp" target="_blank">outro vídeo</a>. Mas, esses pequenos pontos não negam a forte mensagem de graça e perdão.</p>
<h3><strong>Conclusão</strong></h3>
<p>Sei que escrevi um monte de palavras sobre um vídeo de YouTube que talvez ninguém esteja mais comentando daqui a um mês. Mas, como disse no início, há muita coisa útil no poema, misturado com muita coisa inútil – e algumas tão comuns – que achei válido o esforço de examinar a teologia em detalhe.</p>
<p>Os pontos fortes desse poema são os pontos fortes que vejo em muitos jovens cristãos – uma fé apaixonada, um foco em Jesus, um amor pela graça e um ódio por qualquer coisa falsa ou cheia de justiça própria. Os pontos fracos podem ser os pontos fracos da minha geração (e das mais recentes) – não falar o suficiente de arrependimento e santificação, uma tendência de subestimar a importância da obediência na vida cristã, uma visão unidimensional da graça, pouca consciência de que nosso Pai celestial talvez discipline seus filhos ou se entristeça por suas contínuas transgressões, e uma atração por frases de efeito ao invés de atenção às sutilezas.</p>
<p>Sei que a internet é um lugar gigante, mas um monte de pessoas estão conectadas a um monte de outras pessoas. Assim, quem sabe, talvez Jefferson Bethke leia esse texto. Se você o fizer, irmão, quero que saiba que eu amo o que você ama nesse poema. Eu assisti <a href="http://www.youtube.com/watch?v=YjmnoUKXaZM&amp;list=UUc4yillQaNo6a-iG2PYbbrA&amp;index=6&amp;feature=plcp" target="_blank">o seu testemunho</a> e dou graças a Deus por Sua obra em tua vida. Eu amo o humilde desejo de ser honesto a respeito de suas falhas e de levar pessoas a Cristo. Eu amo o que você ama na igreja e na Bíblia. Amo que você deseje que as pessoas realmente entendam o Evangelho. Você tem coisas importantes a dizer e milhões de pessoas estão ouvindo. Apenas, esteja certo de que, sendo um mestre, você precisa de cuidado e precisão extras (Tiago 3.1). Se você não recebeu treinamento teológico, te encorajo que o faça. Seu ministério será fortificado e enriquecido e durará mais. Eu te encorajo a falar a partir da Bíblia antes de falar a partir de sua própria experiência. Eu te encorajo a amar o que Jesus ama sem destruir o que ele também ama. Eu te encorajo a cavar profundamente todo o conselho de Deus.</p>
<p>Obrigado por nos lembrar de Jesus. Mas tente ser mais cuidadoso quando falar sobre religião. Afinal, há uma religião cujo objetivo é adorar, servir, conhecer, proclamar, crer, obedecer e organizar-se ao redor desse Jesus. E, sem todos esses verbos, não resta muito desse Jesus.</p>
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		<title>Jeff Bethke responde Kevin DeYoung</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Jan 2012 02:11:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Josaías Jr</dc:creator>
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		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[farisaísmo]]></category>
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		<category><![CDATA[religião]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja a graciosa reação de Jeff Bethke à crítica que Kevin DeYoung fez a seu vídeo "Jesus > Religião".]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_3308" class="wp-caption alignleft" style="width: 190px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/09/3563806497_71f0a23230.jpg"><img class=" wp-image-3308 " title="3563806497_71f0a23230" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/09/3563806497_71f0a23230-300x199.jpg" alt="" width="180" height="119" /></a><p class="wp-caption-text">Kevin DeYoung</p></div>
<p><em>Obs.: Para saber de que vídeo e comentário esse post fala, <a href="http://iprodigo.com/?p=7668" target="_blank">clique aqui</a></em></p>
<p>Bem , a internet é um lugar estranho. Com todo o entusiasmo pró e contra o vídeo viral de Jeff Bethke e agora todo o entusiasmo pró e contra minha crítica, parece até que tudo que temos aqui é som e fúria que nada significam.  Talvez outro belo blábláblá se formando.</p>
<p>Mas, algumas vezes, coisas boas acontecem na internet, mesmo trocas como essa. Jeff me enviou um e-mail ontem, e trocamos alguns e-mails desde então. Eu tenho permissão de postar parte da discussão.</p>
<p>Esse foi o primeiro e-mail dele pra mim:</p>
<blockquote><p>Eu queria dizer que realmente gostei do seu artigo, cara. Me acertou em cheio. Serei honesto e posso dizer que concordo 100% com ele. Deus trabalhou minha vida nos últimos 6 meses quanto a amar Jesus E amar sua igreja. Nos primeiros anos de caminhada com Jesus (começou em 2008), tive um paradigma distocido/fraco da igreja e isso não edificou, uniu ou glorificou Sua esposa (a Noiva). Se eu puder ser brutalmente honesto, não achava que esse vídeo conseguiria mais que umas poucas mil visitas talvez e, por isso, meus argumentos e teologia não foram tão robustos como eu gostaria. Se eu refizesse o vídeo amanhã, manteria a mensagem geral, articularia, elaboraria e expandiria as partes em que minhas palavras e exposição foram mal escolhidas&#8230; Minha oração é que minha geração represente Jesus fielmente e não mova-se para o outro lado&#8230; grato por suas palavras e, mais importante, grato pelo seu tom e graça paternal sobre mim, como meu presbítero. Humilhado. Abençoado. Grato pelo doloroso crescimento. Deus te abençoe.<br />
&nbsp;<br />
Graça e paz,<br />
&nbsp;<br />
Jeff.</p></blockquote>
<p>Eu escrevi isso em resposta:</p>
<blockquote><p>Obrigado por seu e-mail. Confirma minha impressão de você – humilde, sincero, um amor verdadeiro por Deus e pelo Evangelho. Não me lembro de receber uma resposta tão ensinável a uma crítica. Sou grato por você e por sua coração em gastar tempo me escrevendo uma nota. Realmente grato.<br />
Eu sei que críticas podem ser duras. Você provavelmente está recebendo da direita, esquecer, do meio, de cristãos e não-cristãos. Tenho certeza de que está recebendo muito apoio também, e isso traz seus próprios desafios. Tentei escrever meu texto como amigo, não como inimigo. Faço isso por você, não contra você. Queria que a abordagem fosse semelhante a Atos 18.26. obrigado por receber isso nesse espírito&#8230;<br />
&nbsp;<br />
O que eu poso fazer para te ajudar? Já pensou em postar uma sequência esclarecendo o vídeo? Ou talvez escrever algo sobre “o que eu queria que fosse dito diferentemente?”. Seria um poderoso exemplo das coisas que você disse retornar e falar “Ei, não entendi tudo aqui. Não quero que as pessoas entendam isso de maneira errada”. Você quer que eu poste uma parte do seu e-mail no meu blog, para que as pessoas vejam seu coração nisso? Deixe-me saber se há algo que eu possa fazer.<br />
&nbsp;<br />
Seu amigo,<br />
&nbsp;<br />
Kevin.</p></blockquote>
<p>Mais tarde, Jeff me respondeu. Essa é uma parte da resposta:</p>
<blockquote><p>Não estava esperando uma resposta tão rápida. Gostei do seu tom e suas palavras realmente acertaram o alvo&#8230; Meu maior medo é de que eu diga algo e fique na internet para sempre. Mas aprendi rapidamente que todo louvor vai para Jesus e o mesmo com a crítica&#8230; Sinta-se a vontade de compartilhar partes do meu email, se você quiser! O tom já é gracioso, mas seria legal mostrar que tivemos alguma correspondência e isso significou muito.</p></blockquote>
<div id="attachment_7680" class="wp-caption alignright" style="width: 264px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/01/jeffbethke.png"><img class=" wp-image-7680   " title="jeffbethke" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/01/jeffbethke.png" alt="" width="254" height="173" /></a><p class="wp-caption-text">Jeff Bethke</p></div>
<p>Os e-emails são maiores, mas esses trechos te dão o tom deles. Sou imensamente grato pela resposta de Jeff e sinto que fiz um novo amigo no processo. Nós conversamos no telefone esta manhã e tivemos uma chance de nos conhecermos melhor. Falamos sobre as maravilhas e provações da internet, e a dificuldade de receber críticas. Falamos sobre o que poderíamos ter feito diferente.</p>
<p>Um amigo me escreveu ontem e disse: “Esse é um bom teste para você e Jefferson. Ele é o tipo de cara que gostaria de escrever a um crítico com humildade? E você escreveu o artigo de uma maneira que aquele que foi criticado sinta-se confortável em conversar com você?”. Eu espero que tenhamos passado nesse teste. Durante os anos, nem sempre passei facilmente nesse tipo de exame.</p>
<p>Espero que todos lendo esse blog compartilhem do meu desejo e de Jeff de entender o Eangelho tanto quanto possamos e tão corretamente quanto possamos. Estou ansioso pelo próximo vídeo de Jeff.</p>
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		<title>Sal da terra</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 02:50:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Filipe Schulz</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos]]></category>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[humildade]]></category>
		<category><![CDATA[Jesus]]></category>
		<category><![CDATA[vida cristã]]></category>

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		<description><![CDATA[Ser sal da terra não significa ter poder ou influência política, mas ser um seguidor fiel de Jesus. Por Phil Johnson.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1627" class="wp-caption alignleft" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-1627" title="Phil Johnson" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2010/02/phil-johnson.jpg" alt="Phil Johnson" width="200" height="232" /><p class="wp-caption-text">Phil Johnson</p></div>
<p><em>&#8220;Vocês são o sal da terra&#8230; Vocês são a luz do mundo&#8230; Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.”</em> Mateus 5.13-16</p>
<p>Esse texto muitas vezes é citado como se fosse um mandato para a igreja se engajar em ativismo político – fazendo lobby, juntando eleitores, organizando protestos e mobilizando o movimento evangélico para a atividade política. Recentemente ouvi um líder evangélico bem conhecido dizer “precisamos fazer as nossas vozes ouvidas pela urna eleitoral, ou não seremos sal e luz como Jesus mandou”.</p>
<p>Essa visão é bem comum. Diga a frase “sal e luz”, e o evangélico típico vai começar a falar de política como se por instinto e/ou reflexo.</p>
<p>Mas olhe com atenção para a afirmação de Jesus dentro de seu contexto. Ele não estava organizando um boicote, protestou ou campanha política. Ele estava chamando seus discípulos para uma vida de santidade.</p>
<p>O discurso do sal-e-luz é o parágrafo decisivo da introdução de Jesus ao Sermão do Monte. Ele vem logo após as Bem-Aventuranças.  Jesus vinha propondo formalmente várias bênçãos para aspectos-chave de uma piedade autêntica.</p>
<p>O que é mais notável nas Bem-Aventuranças é que as qualidades que Jesus abençoa não são os mesmos atributos que o mundo normalmente considera dignos de louvor. O mundo glorifica o poder e o domínio, a força física, o status e a classe. Por outro lado, Jesus abençoa a humildade, o pacifismo, a misericórdia, o choro, a pureza de coração e até mesmo a perseguição por causa da justiça. Coletivamente, essas qualidades estão no extremo oposto do poder político e partidário.</p>
<p>Em outras palavras, Jesus abençoou as pessoas que estavam dispostas a serem oprimidas e desprovidas por causa da justiça – pacificadores, não protestantes; pobres de espírito, não orgulhosos; pessoas que são perseguidas, não os ambiciosos e pomposos.</p>
<p>Isso é consistente com o ensinamento de Jesus por todo o Novo Testamento. Ele disse:</p>
<p><em>Jesus os chamou e disse: &#8220;Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos&#8221;</em>. Mateus 20.25-28</p>
<p>Note, mais ainda, que as afirmativas “Vocês são o sal da terra” e “Vocês são a luz do mundo” são afirmações de fatos, não imperativos. Ele não nos ordena que sejamos sal; Ele diz que somos sal e nos alerta contra a perda do sabor. Ele não nos ordena que sejamos luz; Ele diz que nós somos luz e nos proíbe de nos escondermos.</p>
<p>Jesus estava dizendo que uma sociedade corrupta e manchada pelo pecado é abençoada e influenciada para o bem pela presença da igreja quando os crentes são servos fiéis de seu Mestre. A chave para entender o que Jesus queria dizer é o verso 16: “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus”. A santidade pessoal, não o domínio político, é o que leva os homens a glorificarem nosso Pai que está no céu.</p>
<p>O sal tem muitas propriedades. Talvez a mais importante delas seja o de agir como conservante. A carne crua pode ser curada e preservada com o sal. Cristãos em meio ao mal e à sociedade decaída têm um efeito conservante e purificador semelhante. Deus disse a Abraão que preservaria Sodoma do julgamento se houvesse apenas dez justos lá – um pouco de sal – no meio deles.</p>
<p>O sal também é anti-séptico, e pode ser usado no tratamento de ferimentos. Água salgada é um bom remédio – apesar de dolorido – para bolhas e calos abertos. Pode ser que haja um pouco dessa ideia também, na metáfora de Jesus. A presença dos crentes no mundo aflige a consciência dos incrédulos porque é um doloroso lembrete de que Deus requer santidade e que o salário do pecado é a morte.</p>
<p>Mas o sal também dá sabor à comida, e causa sede – e eu acredito que essa é a principal ideia que Jesus tinha em mente quando usou essa metáfora, por ele fala do “sabor”. Lembre-se, Jesus havia acabado de abençoar aquele que “têm fome e sede de justiça” (v. 6), e essa figura sugere que a presença de pessoas genuinamente piedosas na sociedade terá um efeito natural de estimular o apetite por Deus e a sede de justiça.</p>
<div class="tweet-text"><p>A presença de pessoas genuinamente piedosas na sociedade terá um efeito natural de estimular o apetite por Deus</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=A presença de pessoas genuinamente piedosas na sociedade terá um efeito natural de estimular o apetite por Deus http://is.gd/br0TSR"></a><div style="clear:both"></div>
<p>A luz, é claro, simultaneamente, afasta as trevas e ilumina o que estiver ao seu alcance. Quando deixamos corretamente nossa luz brilhar sobre os outros, eles vêem nossas boas obras e glorificam a Deus.</p>
<p>Então isso não tem a ver com poder político. Não tem a ver com organizar protestos contra a impiedade. Não é sobre como podemos fazer a sociedade mais justa através da legislação. Tem a ver com nosso viver. Tem a ver com demonstrar os mesmos traços que Jesus abençoou nas Bem-Aventuranças. É assim que deixamos nossa luz brilhar, e é assim que salgamos uma sociedade outrora apodrecida e sem gosto.</p>
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		<title>Bajulação pode matar</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Jan 2012 02:29:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Vilela</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Após uma experiência traumática, Daniel Darling mostra como a bajulação tem um efeito nocivo no ministério pastoral.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_7594" class="wp-caption alignleft" style="width: 199px"><a href="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/01/8495c060ada0c28cee753210.L._V192274269_.jpg"><img class=" wp-image-7594  " title="8495c060ada0c28cee753210.L._V192274269_" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2012/01/8495c060ada0c28cee753210.L._V192274269_.jpg" alt="" width="189" height="169" /></a><p class="wp-caption-text">Daniel Darling</p></div>
<p>Ela era uma mulher bem vestida de meia-idade. Chegou um pouco mais cedo em um dos meus primeiros cultos como pastor sênior da Igreja <em>Gages Lake Bible</em>. Imediatamente meu radar de “pessoa nova” apitou. Todos os pastores têm esse sexto sentido, mas para os pastores jovens de pequenas igrejas em primeira viagem os níveis de alerta estão sempre no máximo.</p>
<p>Andei até ela e conversei brevemente antes do culto começar. Descobri que ela dirigiu uma grande distância e ouviu alguns de meus sermões online antes de decidir nos visitar.</p>
<p>Depois do culto, propositadamente escolhi a nova mulher (vamos chamá-la de Rose). Rose estava transbordando de elogios. “uau! Eu não ouvia uma pregação como essa há muito tempo. Você é um sopro de ar fresco nessa comunidade.” Respondi com uma fala de pregador, “Não, tudo foi Deus”.</p>
<p>Mas, dentro de mim, meu coração estava dançando. A bajulação de Rose parecia um tranquilizante para minha alma inquieta. Pastorear era algo novo pra mim, e eu estava bem inseguro quanto à minha pregação. Ainda tinha que encontrar a minha voz. Aqui estava uma crente experiente cuja opinião importava para mim. Ela provavelmente frequentava a igreja mais tempo do que eu estava vivo.</p>
<p>A bajulação continuou. “Vocês são a única igreja dessa área que pregam a verdadeira mensagem do evangelho”. Eu tinha certeza de que isso não era tudo verdade, mas deixei passar. Por que estragar uma coisa boa? Talvez todos os outros pastores evangélicos na cidade adotaram totalmente a heterodoxia. Eu ainda tinha que desenvolver relacionamentos com outros pastores locais, então sua avaliação parecia tão boa quanto outras.</p>
<p>Ingenuamente, minha esposa e eu recebemos Rose e sua família. Rapidamente os colocamos em posições-chave do voluntariado. Eu fui para essa igreja em um momento de declínio, então a energia de pessoas como Rose poderia dar início a um renascimento.</p>
<p>Ou assim eu pensava.</p>
<h3><strong>Rachaduras à mostra</strong></h3>
<p>Num primeiro momento, Rose parecia ser alguém que iria se comprometer com a nossa igreja a longo prazo. Ela reuniu um estudo bíblico de apologética nas noites de quarta-feira e recrutou pessoas da comunidade para juntarem-se a nós. Rose ofereceu tempo em alguns projetos importantes e até alistou o seu marido, um descrente, para um projeto de remodelação.</p>
<p>Minha esposa e eu aprendemos a amar a Rose e sua família. Nós frequentemente os recebemos em nossa casa ou saíamos para almoçar. Parecia que estávamos crescendo juntos.</p>
<p>Mas logo as rachaduras na amizade começaram a aparecer e aquelas palavras de bajulação que tanto extasiaram a minha alma quando Rose entrou pela primeira vez na <em>Gages Lakes</em> iriam voltar para me perseguir.</p>
<p>E eu aprendi uma poderosa lição no ministério pastoral. Bajulação, especialmente a variedade pastoral, é um assassino de ministério (Provérbios 26.28).</p>
<h3><strong>Armando a rede</strong></h3>
<p>Eu sempre entendi a bajulação como um pecado pequeno. Claro, eu tinha lido os alertas bíblicos contra a bajulação, mas parecia bastante inofensivo, talvez nada mais sinistro do que alguns elogios exagerados.</p>
<p>Porém,  minha experiência com Rose e outros confirmou que a bajulação, quando direcionada a um líder, pode ser uma armadilha. Provérbios 29.5 diz que uma pessoa que lisonjeia seu vizinho “arma-lhe uma rede em seus passos”. Enquanto uma afirmação merecida é sempre direcionada para outra pessoa, bajulação é em última análise direcionada para si mesmo. As Escrituras atribui a isso motivos egoístas (1 Tessalonicenses 2.5)</p>
<p>Bajulação é uma armadilha escondida para pastores, especialmente homens novos na liderança. Pressionados a crescer e cercados pelas nossas próprias inseguranças, permitimos que a bajulação molde a forma como fazemos o ministério.</p>
<p>Por um lado, a bajulação pode alimentar um desejo natural e humano de competir com os outros ministérios na cidade. Fazemos isso de forma sutil. Algumas pessoas  lançam certas palavras hiperbólicas e de repente começamos a pensar que talvez preguemos mais biblicamente ou com mais relevância do que outras congregações evangélicas na cidade. Esquecemos que nosso corpo de crentes é apenas uma expressão do corpo de Cristo em nossa comunidade.</p>
<p>Por um momento podemos construir seguidores leais com base em nosso estilo e na nossa abordagem aparentemente única às Escrituras. Mas, mais tarde, a mesma bajulação que leva as pessoas a nós começa a afastá-las.</p>
<p>Isso aconteceu, depois de um tempo, com a Rose. Sua avaliação hipercrítica de todas as outras igrejas foi, no fim, aplicada a nós. Se eu tivesse prestado mais atenção em sua história instável de frequência a igrejas, teria percebido que Rose teve problemas para se estabelecer em uma congregação por um longo período de tempo. E, com certeza, quando Rose saiu de nossa igreja, as razões  para ela sair lembravam as críticas que expressou sobre as outras congregações evangélicas da cidade.</p>
<p>Rose e eu continuamos amigos até hoje, e desejo-lhe bem. Ela é uma mulher realizada que sabe muita coisa das Escrituras. Eu odiei perdê-la, especialmente quando os seus dons eram tão benéficos para a nossa congregação. Mas até ela mudar a sua abordagem para a igreja, nunca seria o tipo de compromisso, o membro de longo prazo que poderia servir como um líder em nosso ministério.</p>
<h3><strong>Combatendo a bajulação</strong></h3>
<p>Então, o que um pastor deve fazer com a bajulação?</p>
<p><em>Primeiro, temos de isolar a bajulação. </em>Desde Rose, outros visitaram com histórias similares. Eles frequentaram várias congregações diferentes, mas nenhuma delas boas o bastante quanto a nossa. Porque somos um pouco mais tradicionais que outros, geralmente ouvimos algo semelhante a isso: <em>Nenhuma igreja prega mais o evangelho. Todo sermão está enfraquecido. Vocês são um oásis em um deserto árido evangélico.</em></p>
<p>Eu aprendi a medir minha resposta e fazer algumas perguntas. Tento discernir onde eles frequentaram antes. Se o nome de uma igreja evangélica vizinha surge, sempre elogio o pastor e o ministério. Desde a minha experiência com a Rose, tive a oportunidade de desenvolver relacionamentos com a maioria dos pastores evangélicos da nossa área. É seguro dizer que nem todos concordam sobre a metodologia ou eclesiologia, mas se eles estão pregando Cristo, sinto a responsabilidade de apoiá-los publicamente.</p>
<p><em>Segundo, devemos ser cautelosos sobre construir a nossa igreja com descontentes. </em>Algumas semanas atrás, tive a visita de um homem se gabava dos seus envolvimentos em várias igrejas da área dizendo. “Sim, eu sei onde todos os corpos são enterrados nessa região.” Eu sorri, depois falei da minha admiração pelos pastores que ele estava prestes a criticar. Também fiz uma nota mental e sussurrei uma oração silenciosa ao Senhor. <em>Não me deixe ser o próximo corpo dele.</em></p>
<p>Agora alguns importantes avisos. Existem muitas vezes boas razões para deixar uma igreja para outra. Alguns sentem Deus os chamando para ajudar a liderar um trabalho menor e mais necessitado. Outros deixam por divergências teológicas legítimas. E existem casos que, muitas vezes, difíceis situações pessoais que exigem uma mudança de cenário. Entretanto, em todo caso, sempre os encorajo a deixar qualquer descontentamento com as suas outras igrejas para trás. E tipicamente permito que a nossa relação se desenvolva antes de considerá-los para qualquer posição de liderança.</p>
<p><em>Terceiro, devemos pregar muitas vezes sobre a abordagem adequada à igreja. </em>A abordagem consumidora aflige cristãos de todas as persuasões, do conservador ao progressista, do Reformado ao evangélico de um modo geral. É nossa incumbência diariamente relembrar nossas pessoas que até mesmo as melhores igrejas vão nos desapontar. Nenhuma igreja vai satisfazer todas as nossas preferências. Nosso propósito em unir-se é glorificar Cristo e servir os outros.</p>
<p>Bajulação sempre vai ser uma parte da condição humana, mas com o discernimento das Escrituras, podemos sobriamente evitar sua rede traiçoeira.</p>
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		<title>De que adianta “não se preocupe” em tempos como estes?</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 02:45:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marianna Brandão</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em tempos de crise e instabilidade financeira, será que é possível não se preocupar? Na primeira parte de uma série, David Powlison começa a expor Lucas 12, e nos mostra como estamos sempre preocupados.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1282" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-1282" title="David Powlison" src="http://iprodigo.com/wp-content/uploads/2009/12/david-powlison-300x200.jpg" alt="David Powlison" width="300" height="200" /><p class="wp-caption-text">David Powlison</p></div>
<p><em>Jesus disse aos Seus discípulos,</em></p>
<p><em>“Portanto vos digo: Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes.</em></p>
<p><em>Considerai os corvos, que nem semeiam, nem segam, nem têm despensa nem celeiro, e Deus os alimenta; quanto mais valeis vós do que as aves? E qual de vós, sendo solícito, pode acrescentar um côvado à sua estatura? Pois, se nem ainda podeis as coisas mínimas, por que estais ansiosos pelas outras?</em></p>
<p><em>Considerai os lírios, como eles crescem; não trabalham, nem fiam; e digo-vos que nem ainda Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. E, se Deus assim veste a erva que hoje está no campo e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé?</em></p>
<p><em>Não pergunteis, pois, que haveis de comer, ou que haveis de beber, e não andeis inquietos. Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas; mas vosso Pai sabe que  precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.</em></p>
<p><em>Não temais, ó pequeno rebanho, porque a vosso Pai agradou dar-vos o reino.</em></p>
<p><em>Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.”</em></p>
<p>Lucas 12.22-34</p>
<p>Vamos imaginar a cena. Jesus está conversando com uma enorme multidão de pessoas – eram tantas que estavam pisando umas nas outras. Elas estavam a céu aberto, em uma encosta com vista para o lago, o Mar da Galileia. É uma cena formidável, o lago se estendendo ao fundo da paisagem, reluzente, situado entre as colinas secas; pescadores saindo para pescar em seus pequenos barcos. Em volta deles, o trigo está crescendo nos pequenos campos, entre o terreno rochoso e a terra não cultivada. A multidão é principalmente constituída por pessoas simples: agricultores sujos, pescadores e camponesas. Veja como a conversa começa. Jesus estava falando com eles sobre duas coisas: de quem eles têm mais medo – de Deus ou das outras pessoas; e no que suas atitudes estão de acordo com as Dele.</p>
<p>Um rapaz o interrompe: “Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança.” (Lucas 12.13). Jesus corta logo o rapaz – nada de “Jesus paz e amor”. Ele, basicamente, diz “olha cara, eu não vou entrar aí. Eu não vim para dividir heranças por vocês. Eu tenho um plano diferente. Eu vim para outra coisa”. Mas a interrupção do homem leva o assunto da conversa para dinheiro e bens: “Eu quero o que é meu! Eu quero a minha parte do que é justo”. Então Jesus se voltou para a multidão e disse, “Cuidado com qualquer forma de ganância. Você não é aquilo que você possui”. Dinheiro é um dos melhores problemas para mostrar o que as pessoas mais querem e como elas vêm Jesus.</p>
<p>Então Jesus conta uma historia sobre um homem que tinha muito dinheiro (12.16-21). Ele viveu uma vida confortável. Ele poderia descansar e relaxar. Sem preocupações, ele pensava. Mas Deus disse para aquele homem, “Seu tolo! Você vai morrer essa noite. De que vai adiantar tudo isso pelo que você trabalhou a sua vida inteira? Você não tem nada. Sua vida é um total desperdício”.</p>
<p>Jesus teceu um aviso por toda a história, “Preserve sua vida de toda a forma de ganância”. Esse tema permeia toda a seção anterior (versos 13-21) até chegar ao verso 22: “Se afaste de qualquer tipo de ganância, de qualquer forma de ‘eu quero o que é meu’, e até de ‘porque eu tenho o que é meu, posso sentar e relaxar’”.</p>
<p>Então Jesus avança o próximo passo no assunto. Ele estava conversando com a multidão, e agora começa a falar diretamente com as pessoas que estão sentadas próximas a Ele. E é aqui que a nossa passagem começa. Ele fala diretamente com os discípulos – seus amigos, as pessoas que o amam e o conhecem.</p>
<p>“Por esta razão eu vos digo, não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis”. Ele se refere ao que disse anteriormente, mas muda a aplicação. Em outras palavras, ele tinha dito que se você não tem nada, então não seja ganancioso. E se por acaso você tem muita coisa, isso não é a sua vida, então não confie nessas coisas. Agora Jesus aplica esses princípios a um problema diferente. Mesmo que você não tenha muito dinheiro, ou o tanto que você acha que precisa, dinheiro continua não sendo a sua vida. Então, não fique ansioso.  Dinheiro não pode fazer ou desfazer você. “Não estejais apreensivos pela vossa vida, sobre o que comereis, nem pelo corpo, sobre o que vestireis. Mais é a vida do que o sustento, e o corpo mais do que as vestes”</p>
<div class="tweet-text"><p>Se você não tem nada, não seja ganancioso. E se você tem muito, isso não é a sua vida, então não confie nessas coisas</p></div><a class="tweet-link" target="_blank" href="http://twitter.com/?status=Se você não tem nada, não seja ganancioso. E se você tem muito, isso não é a sua vida, então não confie nessas coisas http://is.gd/MOuzZ6"></a><div style="clear:both"></div>
<p>Temos que lembrar que Jesus está falando em uma cultura de subsistência: camponeses lavradores, pescadores pobres, pessoas que vendem alguns poucos itens no mercado da cidade. Imagine algo como uma vila de Terceiro Mundo. A maioria de nós não leva comida e roupas a sério – mas nos preocupamos com dinheiro também. Jesus estava falando sobre as necessidades básicas: comida, vestimentas, abrigo. Você vai viver ou morrer de fome amanhã? Embora nossa situação seja diferente, os problemas, atitudes e tentações são os mesmos. “Sua vida é mais do que comida. Sua vida é mais do que dinheiro”. Foi assim que Jesus começou.</p>
<p>Então Ele lista razões após razões do porquê você não deve ser dominado pelo medo e pelas preocupações. Primeiramente, Ele diz, “Considerai os corvos”. Lembre-se que Jesus estava falando a céu aberto. Ele não está utilizando nenhum dispositivo literário ou uma ilustração de sermão que Ele pensou em seu estudo! Ele estava em um lugar aberto, na Palestina. E havia corvos lá, assim como aqui em Glenside, Pennsylvania. Aqueles corvos eram do tipo gralha cinzenta. Estavam voando acima de todos, grasnando, ou ciscando no chão. “Olhem para esses corvos! Pense sobre eles. Eles não semeiam ou ceifam. Eles não possuem armazéns ou silos. Eles não se preparam nem fazem estoque. No entanto, Deus os alimenta. Quanto você é mais valioso do que esses pássaros?”</p>
<p>Ele ainda acrescenta uma segunda razão: “Quais de vocês, por meio de suas preocupações, podem adicionar uma única hora à sua vida? Se você não pode fazer isso sequer, porque você se preocupa com o restante?”</p>
<p>Jesus dá outra razão.  Ele continua empilhando. “Olhem para os lírios”. Ele não está falando sobre flores sofisticadas. Ele está falando sobre um tipo de flor silvestre que cresce em um terreno baldio ou na beira das estradas, entre as ervas daninhas. Lembrem-se, essas pessoas eram pobres. Eles não possuem jardins de inverno em suas casas. Jesus está apontando para o tipo de flor que cresce em qualquer tapera, com uma cor exuberante. “Olhem para aquelas flores ali, como elas estão crescendo. Eles não trabalham nem fiam” – Eles não fazem nada para serem mais bonitas. “Mas eu vos digo que nem Salomão em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo” (aqui hoje, amanhã se foi), “que hoje existe e amanha será lançada no fogo” (será queimado no fogo junto com o mato), “quanto mais Ele vai vestir você, homem de pequena fé?”</p>
<p>Então Jesus nos dá a quarta razão. Seu próximo comentário não tem tanto a ver com os sentimentos de ansiedade, mas com sobre a forma que você vive. Jesus descreve aquele estado compulsivo e obsessivo, a preocupação com dinheiro e bens. “Não procure o que você vai comer ou beber, e não se preocupe”. Ele não diz que você não deva ter um emprego que ganhe dinheiro. Mas sim que não faça disso seu objetivo de vida. Não se mantenha preocupado e obcecado. Não seja conduzido por isso. “Porque as nações do mundo buscam todas essas coisas;” Em outras palavras, este é o negócio deles. No qual todos no mundo estão incluídos. “Mas vosso Pai sabe que precisais delas. Buscai antes o reino de Deus, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” Deus disse, não vivam para a mesma coisa que todos vivem. Não se preocupem com isso, pois “Eu vou te dar algo melhor – e ao longo do caminho vou cuidar de você financeiramente”.</p>
<p>Finalmente, não devemos duvidar (“Ele realmente vai nos dar o melhor?”). Jesus empilha mais uma razão. Ele diz, “Não temais, ó pequeno rebanho”. Esta é uma imagem vívida: “pequeno rebanho”. Esta é a única passagem da Bíblia em que esta expressão é usada, que dá uma ideia de um rebanho de ovelhas pequeno o suficiente para que o pastor soubesse os seus nomes; Ele conhece a situação de cada uma. Ele conhece as suas personalidades. Ele sabe como elas são. E Jesus garante que nós sabemos que ninguém pode enganar a Deus.  Ele não é relutante em te amar. “A vosso Pai agradou dar-vos o reino.”</p>
<p>Jesus acumula razões para não ficar preso ao dinheiro, mesmo quando a sobrevivência está em jogo. O que leva a radicais implicações para o seu estilo de vida.  “Vendei o que tendes, e dai esmolas.” Em vez de qualquer forma de ganância – O que eu vou ganhar com isso? Eu quero a minha parte! Eu ganhei muito, então eu posso estar bem confortável! E se eu não tiver o suficiente? Pode ser que eu não consiga algo que eu preciso! – em vez de obter, alcançar, ter mais, manter o que eu tenho, querer ter, e se preocupar se não conseguir – em vez de tudo isso, você pode dar por conta do que já lhe tem sido dado. Aqui está a lógica. Seu Pai, que te ama, te deu uma vida que você pode dar e não perder. “Vendei o que tendes, e dai esmolas. Fazei para vós bolsas que não se envelheçam; tesouro nos céus que nunca acabe, aonde não chega ladrão e a traça não rói. Porque, onde estiver o vosso tesouro, ali estará também o vosso coração.”</p>
<p>Ate aqui, a Palavra de Deus, com uma pequena extensão!</p>
<h3>1. Você tem uma imensidão de boas razões para se preocupar!</h3>
<p>Vamos avançar para o primeiro ponto. Quando você pensa um pouco, você tem boas razões para se preocupar. Eu não vou dizer que não há motivo para se preocupar. Por exemplo, as pessoas com quem Jesus estava falando eram pessoas pobres. Eles possuem saneamento primitivo, sem cuidados de saúde e correm risco de vida quando chove. Quando a seca chega em aqui Glenside, é apenas um incômodo. A grama fica marrom. Mas lá, quando chegava a seca, eles morriam.</p>
<p>Essas são coisas preocupantes. De fato, essa é uma das coisas que torna um prazer falar sobre essa passagem. Este é um assunto que eu sei que cai como uma luva para você. Eu sei de algo sobre você: você se preocupa. Você certamente sabe algo sobre mim – exatamente a mesma coisa.  Nós todos colocamos na nossa cabeça a tentação de nos preocuparmos. É universal.</p>
<p>Nós acabamos nos obcecando pelas coisas erradas. Se você tem seis anos de idade, talvez seja este o nível que essa vem: “meu irmão mais velho ganha cinco reais a mais de mesada. Se eu tivesse esses cinco reais a mais. Ah se eu ganhasse um pouco mais&#8230;”. Então você é o irmão de dez anos de idade, “Minha irmã tem dezesseis anos. Ela tem tanta sorte, porque ela tem um trabalho. Ah se eu tivesse um trabalho, isso seria demais!” Então você consegue um trabalho – e tem contas para pagar. Você acha que ter um trabalho vai acabar com suas preocupações, mas agora você tem contas para se preocupar e tudo que você quer, ou precisa, custa mais.</p>
<p>Então agora você tem o seu primeiro estágio e pode por algum dinheiro para gastar em seu bolso. Você continua preocupado, “Eu vou entrar na faculdade? Como nós vamos pagar pela faculdade? Que tipo de trabalho de meio período ou estágio eu vou precisar?” Se você está na faculdade ou apenas se graduando, “Eu vou conseguir um emprego? E se não tiver nenhum trabalho? Meus pais possuem trabalhos, e por isso eles são estáveis. Mas não há muito lá para mim.” Você se preocupa em conseguir um emprego. Então, quando você consegue um, “Será que algum dia terei dinheiro suficiente para comprar uma casa? Como vamos ter recursos para sustentar as crianças? Vamos ter como pagar escola?” Mesmo com um emprego, você procura vários outros motivos para se preocupar. Eu não te conheço, mas eu passei por uma experiência assim: mesmo quando temos dinheiro suficiente para pagar as contas, eu termino de pagar as contas com um leve e vago senso de ansiedade. Meia hora atrás eu tinha uma quantidade suficiente de dinheiro, mas, agora, depois de pagar tudo, não sobrou muito, e outro grau de preocupação surge sorrateiramente. Talvez você possa identificá-la. No nosso orçamento, é sempre o dentista ou mecânico. De alguma forma, nunca consigo gastar menos de R$500,00 com o freio ou R$1500 para fazer um canal de reconstrução do molar inferior direito. Nunca coloco no orçamento, mas facilmente entram na lista de preocupações.</p>
<p>Então você fica velho como eu e começa a fazer o planejamento financeiro para a aposentadoria – coisa que deveria ter sido pensada ha uns vinte anos atrás (outra preocupação). Os consultores mostram seu diagrama de ativos programados. O valor sobre um pouco, e então despenca depois dos 75 anos. É melhor morrer antes de chegar aos 82 anos – ou você vai acabar em algum asilo, ou dependendo da ajuda de seus filhos. Então chega o seu plano privado de aposentadoria: o mercado de ações quebra.</p>
<p>Sempre há algo para se preocupar.</p>
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