Em defesa da fé
por Equipe iPródigo
Fala, galera! Nesse episódio do Pródcast, nós falamos sobre a Apologética – a defesa da fé. Conversamos com Felipe Sabino, o fundador do site Monergismo e gigante/arcipreste da fé reformada. Ouça conosco como ele responde questões difíceis como: O que é apologética? Por que defender a fé e não apenas evangelizar? Qual a abordagem reformada para a apologética? No fim, uma bibliografia comentada de 20 livros pra você começar a estudar o assunto. Então, não perca tempo – dê o play e aprenda conosco!
Duração: 67:22 | Aperte play ou clique com o botão direito em Download | Versão zipada aqui
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Programação: 1ª Parte – Boas-vindas e apresentação (0’39”) | 2ª Parte – Conversa: Em defesa da fé (3’52”) | 3ª Parte – Pequena bibliografia de Apologética (54’45”)
Confira, ouça, comente e critique. Queremos ouvir o que você pensa. Além disso, desejamos muito que você nos ajude a melhorar o Pródcast! Então, esperamos seu comentário aí embaixo!
Em Cristo,
Equipe iPródigo.
Textos bíblicos usados
Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós. (1 Pedro 3.15)
Destruindo os conselhos, e toda a altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo. (2 Coríntios 10.5)
Citados no Pródcast
- Trilha sonora: Palavrantiga -site | blog | twitter
- Congresso Vida Nova
- Van Til’s Apologetics – Greg L. Bahnsen
- Ao Senhor pertence a Batalha – K. Scott Oliphint (a ser publicado) – versão em inglês
- Apologética Cristã – Cornelius Van Til
- Apologética para a Glória de Deus – John Frame
- Persuasões – Douglas Wilson
- O Cristianismo é bom para o mundo? - Douglas Wilson e Christopher Hitchens
- Por que creio em Deus – Cornelius Van Til (a ser publicado) – versão em inglês
- Sempre Pronto - Greg L. Bahnsen (a ser publicado) – versão em inglês
- Apologética no Diálogo – Vincent Cheung
- Questões Últimas - Vincent Cheung
- Confrontações Pressuposicionais - Vincent Cheung
- Deus e o Mal, o Problema Resolvido – Gordon Clark
- Sócrates e Jesus, o debate – Peter Kreeft
- A Veracidade da Fé Cristã – William Lane Craig
- Cristianismo Puro e Simples – CS Lewis
- A Abolição do Homem – CS Lewis
- Obras de Francis Schaeffer
- Ortodoxia – GK Chesterton
- O Homem Eterno – GK Chesterton
- Por que a ciência não consegue enterrar Deus - John C. Lennox
- A Prova Definitiva – Jason Lisle (a ser publicado) - versão em inglês
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Thiago Dylan Ferreira Pinto
16/12/2011, 05h42Só faltou a inclusão do livro “Em Guarda”", de William Lane Craig, recém lançado.
Emilio
16/12/2011, 06h07Excelente discussão. Só fera. Amo vocês. Tema importantíssimo para a igreja brasileira!
Davidson Luna
16/12/2011, 15h35Acho que faltou mencionar o Tim(othy) Keller, particularmente o livro “A Fé na Era do Ceticismo” da Editora Elsevier/Campus que achei excelente e bem intelegível. Parabéns ao iPródigo pelo nível do debate. Apenas sinto falta de uma beligerância, posições contrária ou apresentações delas, para um maior enriquecimento do debate em si.
Matheus Mendes
16/12/2011, 16h59Há uma versão de Por que creio em Deus no site da editora Refúgio.
http://www.coramdeo.com.br/biblioteca.html
Thiago Ibrahim
16/12/2011, 18h09Fala, pessoal!
O Pod de vocês não tem feed? Costumo baixar no smartphone pra ouvir a caminha do trabalho. Curto muito os temas de vocês e tenho certeza de que esse não vai ser diferente.
Abraço!
Thiago do Podcast No Barquinho
weliton borges
16/12/2011, 19h09Alister McGrath argumenta em seu livro “Apologética cristã no século XXI” que a apologética de Calvino é clássica…
Dizer que todo reformado é pressuposicionalista é muita forçação, até pq o principal autor desta proposta apologética é do século XX. Pq o pressuposicionalismo não é baseada em autores clássicos como Calvino e Edwards e os puritanos?
Mesmo assim gostei do prodcast pq aprendi bastante sobre o pressuposicionalismo muito bom… agora sobre o evidencialismo acho que as informações passadas foram bem superficiais e generalista..
Em fim… parabéns, estes assuntos são muito bom para se pensar… :D
iPródigo
16/12/2011, 23h49Welinton, o que acontece é que todo mundo sempre que pegar Calvino para seu lado. Heheh
Não sei quais eram as posições de Edwards e dos Puritanos. Mas sei que Calvino foi aquele que colocou os fundamentos do pressuposcionalismo. A epistemologia de Calvino claramente serve com base para o que Van Til, Clark e outros diriam mais tarde. É um caso semelhante a Agostinho. Podemos podemos dizer (em um sentido amplo) que Agostinho era calvinista, mesmo tendo nascido antes do maior sistematizador. Creio que é o caso aqui. Se você abrir Van Til, Bahnsen, Clark e outros vai ver Calvino sendo citado o tempo todo.
Creio que um dos motivos para não vermos outros atores antigos pensando tanto sobre esse assunto pelo próprio contexto histórico em que viveram – a fé cristã só sofreu ataques maiores em relação a sua base a partir do século XIX. Para responder esses nossos desafios são necessárias novas elaborações. Dificilmente a maioria dos puritanos preocupou-se com evidências a favor da Evolução, ou viu a sociedade ser tragada pelo secularismo. Querendo ou não, os pressupostos ainda eram cristãos (mesmo que nem todos fossem praticantes). Diferente do que os reformados do século XX passaram a observar. Não é que as respostas eram diferentes dos anteriores, mas suas aplicações são. Enquanto alguns respondiam usando os pressupostos do incrédulo, outros foram mais a fundo e questionaram os próprios pressupostos.
A gente não disse que todo reformado é pressupocionalista, mas que essa é a posição coerente com a teologia reformada, por levar em consideração a doutrina da depravação total.
abraço
Josa
weliton borges
17/12/2011, 00h27Valeu Josa pela atenção…
Minha dificuldade com o pressuposicionalismo é que este “método” ignora (ao que parece) a utilidade da lógica e das evidencias naturais.
Você pega o livro do Edwards, “o fim para o qual Deus criou o mundo” e o autor utiliza metade do livro (a primeira parte) para argumentar a partir da lógica (filosofia) apenas. A segunda parte é claro a argumentação é bíblica.
Mas a lógica e as evidencias naturais não são também revelação (geral) de Deus? Não se valer delas na apologética não seria ignorar esta expressão da revelação de Deus?
A depravação total de fato afetou todo o ser humano. Porém isso quer dizer que o homem é totalmente incapaz de ter pressupostos mudados pela argumentação lógica e científica? Não estou falando de ser regenerado, mas de ter pressupostos (por exemplo a existência de Deus) mudados (talvez pela graça comum). Afinal é justamente por Deus ser proclamado pela criação (evidencia) que o impio será considerado indesculpável, ou seja, a evidencia pode levar o indivíduo ao conhecimento (em algum nível) da existência de Deus.
Pelo pouco que li um evidencialista não desconsidera a exclusividade da pregação das escrituras para alguém ser convencido (pelo Espírito Santo) ao cristianismo, porém acha que é válido o uso da logica e da evidencia na defesa da fé e na argumentação inteligível da cristandade.
Em fim… é isso ai.. eu gostei bastante do prodcast e confesso que fiquei em crise… hehehe
ps.: desculpa do tando de parênteses.. hehe
abraço,
Weliton Borges
iPródigo
17/12/2011, 00h57Weliton, a gente não chegou a falar da questão das evidências naturais, mas essa é uma questão onde os representantes têm posições diferentes. Alguns acham que devem ser usadas (debaixo dos pressupostos bíblicos), enquanto outros vão dizer que elas nada valem, pois o não-regenerado interpretará de maneiras errôneas. Vai de autor para autor. Como sou iniciante, não sei quem defende qual, mas a gente perguntou isso para o Sabino antes da gravação e ele deu essa resposta.
Sobre a lógica, a maioria entende que ela deve ser usada, mas ela não é um terreno neutro, mas algo que a Bíblia nos fornece, pois afirmações como, por exemplo, “O verbo era Deus” são verdadeiras e eu não posso ao mesmo tempo afirmar, no mesmo sentido, “o verbo não era Deus”. A lógica não seria autônoma, mas algo que Deus criou ou uma expressão da mente de Deus (os autores vão se dividir sobre até onde isso vai). Ou seja, eles não são contra o uso da lógica, mas contra a ideia de que ele é um terreno neutro, autônomo. Alguns pressuposcionalistas inclusive são acusados de racionalismo pelo seu uso da lógica.
Como disse, também não entendo tudo do assunto, então vou apenas dar uma resumida (e pode ter algum erro) sobre o conhecimento de Deus e a revelação geral. Os pressuposicionalistas entendem que o homem tem esse conhecimento, inato ao ser humano (Romanos 1) e observável pela criação. Ele tem evidências e pode ter alguns pressupostos corretos. Mas Romanos também ensina que o homem deliberadamente suprime esse conhecimento, finge que ele não existe, vive em contradição, nega o que vê e por isso é indesculpável. Alguns talvez neguem menos, outros negam mais esse conhecimento. Mas eles não conhecem verdadeiramente a Deus, e isso só vem por meio do Evangelho.
O Gustavo está escrevendo um post sobre essa situação do homem – ele conhece a Deus (no sentido não salvífico) ao mesmo tempo em que não conhece. Deve sair em breve.
Não sei se respondi tudo (e nem sei se sou capaz), mas vamos tentando…
Abraço
Josa
Emilio
17/12/2011, 01h02Sugiro o livreto “Van Til and the use of evidences”de Thom Notaro. Onde ele mostra que Van TIl tinha uso para evidencias, mas nunca como a base de sua apologética e sim como uma ferramente útil dentro de uma abordagem pressuposicional.
O seguinte link trata de diversas má-compreensões dos que l6eem Van TIl: http://www.vantil.info/articles/vtfem.html
Felipe Sabino
19/12/2011, 06h48Como Van Til demonstrou em vários dos seus livros, o nosso chamado não é defender alguma forma geral de teísmo, mas sim defender uma fé específica – a fé reformada.
Não sei se o McGrath alega que a posição de Calvino é similar à sua, mas se o fizer, isso é patético. McGrath compromete desde o princípio a Escritura, concordando com o evolucionismo e outros pressupostos anti-cristãos.
Eu quase vomitei ao ver o “debate” dele com o Dawkins (há um vídeo mal legendado na internet, para quem não sabe inglês). Parecia dois ateus conversando: um ateu que não acredita em Deus e outro ateu que acredita.
Leitura recomendada, para quem quiser realmente entender o que está em jogo:
http://monergismo.com/v1/?p=3144
http://monergismo.com/v1/?p=3130
Felipe Sabino
Ivan
19/12/2011, 18h38“Tem-se feito uma analogia com o selvagem que achou um relógio e que, depois de um detido exame, inferiu a existência de um. relojoeiro. Até aqui, tudo bem. Tentemos ir mais longe, porém. Suponhamos que o selvagem procure formar uma concepção pessoal desse relojoeiro, de seus afetos pessoais, de suas maneiras; de sua disposição, conhecimentos e caráter moral – de tudo aquilo que se junte para compor uma personalidade. Poderia ele chegar a imaginar ou pensar num homem real – o homem que fabricou o relógio – de modo que pudesse dizer: “Eu o conheço”? Fazer perguntas como esta parece fútil, mas estará o eterno e infinito Deus tanto mais ao alcance da razão humana? Realmente, não. O Deus das Escrituras só pode ser conhecido por aqueles a quem Ele próprio Se dá a conhecer.”(Arthur W. Pink)
Essa fala de Pink explica bem a falha da apologética clássica.
Fonte: http://www.monergismo.com/textos/atributos_deus/solidao_deus_pink.htm
Bryan
19/12/2011, 22h04Ótimo podcast.
Ja vi em algum fórum uma pessoa questionar o pq da SOLA SCRIPTURA que os protestantes tanto defendem se os mesmo utilizam apologética. Agora vi como o mesmo argumento estava equivocado vislumbrando somente uma linha de pensamento e ignorou que existe o pressuposicionalismo.
Continuar este assunto sera muito bom.
Paz.
Leo Umberto Barbosa
21/12/2011, 16h11O que acham do livro A Confissão de Fé de Westminster?
iPródigo
21/12/2011, 18h34Leo, pode ler a Confissão de Fé tranquilamente. É uma ótima sistematização da fé cristã!
weliton borges
21/12/2011, 20h39Obrigado, Josa, Emilio e Felipe…
Josa sua explicação ajudou a entender melhor o pressuposicionalismo e reduzir meus pressupostos preconceituosos do assunto… hehehe
Emílio irei ler o seus links bem como os do Felipe..
Valeu galera. Confesso que estou balançado depois de destas discussões (mesmo com as influência “Lobanicas” no meu pensamento)… hehehe
weliton borges
21/12/2011, 20h42Só pra completar… acreditar num terreno neutro é estranho, nunca tinha reparado que geralmente os evidencialistas acreditam nisso…
Ninguém é neutro ou somos escravos de Cristo ou somos do pecado, acreditar em um terreno neutro na mente humana beira pelagianismo… :-/
No nosso Senhor.
Weliton Borges
Daniel
17/01/2012, 16h21Olha só: http://theresurgence.com/2012/01/17/the-great-debate-does-god-exist
Sérgio Fiuza
24/01/2012, 20h05Em minha humilde opinião, ao falar de apologética critã devemos citar William Lane Craig (com sua obra “Em guarda”) e Norman Geisler (com sua obra “Não tenho fé suficiente para ser ateu”). Ambas obras são fenomenais.