Instinto assassino
por Equipe iPródigo
Estamos de volta com nossa série sobre os 10 mandamentos, e nessa edição falamos sobre o Sexto Mandamento. Contamos com a presença do presbítero Flávio Heringer e de seu filho Luis Felipe Heringer. Discutimos o que significa “Não matarás”. Somos todos potenciais assassinos? Falamos também sobre questões difíceis como pena de morte, aborto e suicídio. Muita coisa em pouco tempo! Mas confira o que temos a dizer sobre esse assunto aqui no Pródcast. Escute e deixe sua opinião!
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Programação: 1ª Parte – Boas-vindas e apresentação (0’39”) | 2ª Parte – Indicações (3’52”) | 3ª Parte – Conversa: Instinto assassino (14’25”)
Confira, ouça, comente e critique. Queremos ouvir o que você pensa. Além disso, desejamos muito que você nos ajude a melhorar o Pródcast! Então, esperamos seu comentário aí embaixo!
Em Cristo,
Equipe iPródigo.
Textos bíblicos usados
Não matarás. (Êxodo 20.13)
Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo. “Vocês ouviram o que foi dito aos seus antepassados: ‘Não matarás’, e ‘quem matar estará sujeito a julgamento’. Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento. Também, qualquer que disser a seu irmão: ‘Racá’, será levado ao tribunal. E qualquer que disser: ‘Louco! ’, corre o risco de ir para o fogo do inferno. (Mateus 5.21,22)
Pois se vocês viverem de acordo com a carne, morrerão; mas, se pelo Espírito fizerem morrer os atos do corpo, viverão. (Romanos 8.13)
Quem derramar sangue do homem, pelo homem seu sangue será derramado; porque à imagem de Deus foi o homem criado. (Gênesis 9.6)
Pois os governantes não devem ser temidos, a não ser pelos que praticam o mal. Você quer viver livre do medo da autoridade? Pratique o bem, e ela o enaltecerá. Pois é serva de Deus para o seu bem. Mas se você praticar o mal, tenha medo, pois ela não porta a espada sem motivo. É serva de Deus, agente da justiça para punir quem pratica o mal. (Romanos 13.6,7)
Se o ladrão que for pego arrombando for ferido e morrer, quem o feriu não será culpado de homicídio, mas se isso acontecer depois do nascer do sol, será culpado de homicídio. (Êxodo 22.2,3)
Seis das cidades que vocês derem aos levitas serão cidades de refúgio, para onde poderá fugir quem tiver matado alguém. Além disso, dêem a eles outras quarenta e duas cidades. (Números 35.6)
Não tenham piedade. Exijam vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé. (Deuteronômio 19.21)
Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. (Êxodo 21.22)
Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe. (Salmo 51.5)
Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá. (Deuteronômio 17.6)
Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno, e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas. Meus irmãos, não vos maravilheis, se o mundo vos odeia. Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte. Qualquer que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele. Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos. Quem, pois, tiver bens do mundo, e, vendo o seu irmão necessitado, lhe cerrar as suas entranhas, como estará nele o amor de Deus? Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade. (1 João 3.11-18)
Citados no Pródcast
- Trilha sonora: Lucas Souza Banda -site | blog | MySpace | Twitter
- Indicado pelo Schulz: Deuses Falsos, de Tim Keller
- Indicado pelo Luis Felipe: Think, de John Piper
- Indicado pelo Bello: Louco Amor, de Francis Chan
- Indicado pelo Daniel: Confissões de um Pastor da Reformissão, de Mark Driscoll
- Indicado pelo Flávio: A Lei da Perfeita Liberdade, de Michael Horton
- Institutas, de João Calvino
- Os Dez Mandamentos, de A.W. Pink
- Confissão de Westminster
- Vídeo Pense, com John Piper
- Vídeo Aborto em caso de estupro é errado?, com Mark Driscoll
- Todos os pecados são iguais aos olhos de Deus?, de C Michael Patton
- Randy Alcorn
- Russell Moore
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Próximo programa: Eu sou um adúltero
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Weliton
04/03/2011, 23h24Olá senhores, graça e paz.
Primeiro parabéns pelo “pródcast” os temas são bem interessantes e realmente edificantes.
Sobre a questão da pena de morte.
Fico a vontade de citar, pois percebi que vocês dão bastante valor à confissão de fé de Westminster. Pois é nesta mesma confissão que os puritanos dividiram a lei em três enfoques, (1) Lei Moral, (2) Lei Cerimonial e (3) Lei Civil.
Nesta mesma confissão foi estabelecido que os reformados entendem que a permanência é apenas da lei Moral, as outras não tem continuidade no Novo Testamento.
Os versículos citados para justificar a pena de morte são da chamada Lei Civil de Israel. Lembremos que Israel era um estado Teocrático onde o poder Legislativo era o próprio Deus, isso muda drasticamente a forma de aplicarmos estas leis ao nosso contexto Democrático.
Outra coisa que gostaria de ressaltar é a própria aplicação que Jesus faz desta lei. Jesus diz que no lugar de matar alguém (olho por olho, dente por dente) devemos amar nossos inimigos. Se esta era uma lei que definia o comportamento do estado (Lei Civil), por que Jesus a usa diante de uma multidão de civis? Será que realmente podemos dizer que a bíblia trata o Estado de maneira diferente da pessoa?
A final de contas o estado não é formado de pessoas?
Concordo com a lei de morte se o Brasil fosse Teocrático, porém somos Democráticos e o poder legislativo se quer leva em consideração a bíblia ao formular suas leis.
A pena de morte apenas institucionaliza nosso pecado, assim conseguiremos estar mais aliviados.
Acho que seja importante entendermos que Deus é rei soberano sobre todos, convertidos ou não, instituição ou pessoa. Todos devem glorificá-lo e respeitá-lo, por isso o sermão do monte também se aplica ao Estado.
Graça e paz!
Daniel
04/03/2011, 23h41ótimo pródcast.adorei
iPródigo
05/03/2011, 06h52Oi Weliton, obrigado pelo comentário
sobre o que você disse a partir da Confissão de Westminster é verdade, mas não utilizamos apenas versos da Lei. Usamos o texto de Gênesis 9.6, onde Deus renova sua aliança com Noé, representando o novo começo da humanidade e dando essa ordem para a humanidade, não a um povo específico. As leis para Israel existem e são baseadas nesse princípio. Embora existam aplicações (lei civil) que não nos servirão (como pena de morte para aquele que quebrar o sábado), o princípio é válido. A questão não era ensinar a usar a Lei como feita em Israel, mas mostrar que a Bíblia apoia essa ideia. Além disso, usamos também Romanos 13, em que Paulo fala do papel do Estado em carregar a espada. Isso significa que não é mera lei de um estado teocrático.
Você perguntou se a Bíblia trata o Estado de maneira diferente de pessoas, e a resposta é sim. Como cristãos temos obrigações e o Estado, algo instituído por pessoas, porém diferente do indivídulo, tem outras. Assim como a igreja tem obrigações e a família também tem. Existem princípios em comum, mas existem atribuições e papéis diferentes. Um exemplo: a igreja pode disciplinar alguém e retirá-lo do meio da igreja, mas o indivíduo por si só não.
Quanto ao Sermão do Monte, vejo um equívoco. Embora a mensagem seja para todos, muitas seções não se aplicarão a essa instituição “Estado”. Por exemplo: a questão da candeia e do sal da terra ou mesmo do adultério. É um texto sobre como os cidadãos do Reino dele devem viver, não como um país deve se governar.
Sobre a questão das leis, é verdade que muitos deputados não levam em consideração a Bíblia, mas outros o levam. E a questão não é impormos leis, mas anunciar ao mundo o que a Bíblia ensina. Mesmo que o governo considere o casamento gay correto, continuaríamos anunciando que não é.
um abraço
Equipe iPródigo
Leonardo Costa
09/03/2011, 22h54Olá,
Vocês poderiam colocar este podcast no iTunes.
Obrigado,
Leonardo
Anelise
18/03/2011, 04h15Muito bom o prodcast. Tem sempre me ajudado a aprofundar meu relacionamento com Deus.
Uma questão que gostaria de lembrar, é que o Brasil é considerado hoje como um dos países que tem a pena de morte, mas se aplica a crimes de guerra.
Que Deus abençoe os tempos de estudo de vocês rapazes!!
[]s
André
22/03/2011, 21h22Amigos, como sempre, excelentes debates.
Começaram falando de “não matarás” e acabaram falando de “Estado, matarás”, eheheh. Tudo bem, o assunto do monopólio da violência pelo Estado moderno tem sua relevância. Coloco dois itens para os quais não pretendo ter respostas, mas que, penso, servem para refletir:
1. Ao mencionarem a pena de morte, e confirmarem que o Novo Testamento referenda aquilo que o Antigo estabelece, me pergunto: a mulher que viria a ser apedrejada por adultério, trazida perante Jesus, estava sendo legitimamente acusada – ela teria mesmo que ser executada, segundo a Lei (a judaica, pelo menos; na romana, já seria diferente). Jesus não desviou o assunto e acabou desautorizando, de certa maneira, a aplicação da pena? E este desvio da função do Estado não foi motivado pela compaixão pessoal?
2. Digamos que a questão anterior não se aplica. Sendo a conclusão de que a pena de morte deve mesmo ser implantada, consideraríamos os mesmos casos que a Bíblia estabelece (necromantes, adúlteros, etc, além dos assassinos)? Ou seja, selecionaríamos o conceito de pena de morte como desejável, mas não os seus casos específicos?
Não é para criar caso, mas se não estamos falando apenas hipoteticamente, então a aplicabilidade também entra em pauta.
Abraço e continuem que está muito legal.
André Reinke
Bruno
16/04/2011, 22h15Olá galera,
A questão do suicídio é interessante. Pena que muitas pessoas ainda se mantém presas em “tabus”, e não o discutem. Enfim..
Eu concordo plenamente sobre o que vocês disseram do suicídio não ser algo do tipo “pecado imperdoável”. A graça da cruz de Cristo perdoa TODOS os pecados. Tanto os cometidos no passado, como os que serão cometidos no futuro.
Como disseram, haverá pecados não arrependidos. Seja pela a falta de tempo (o cara discute com a mae no transito, bate o carro e morre) ou a nossa própria ignorância em não ver que pecamos, em certos momentos.
Mas também nos faz novas criaturas. E sendo novas criaturas, não pensaremos em tirar a própria vida. Assim, o suicídio se enquadra, geralmente, em pessoas não regeneradas. Essa é a lógica de muitas pessoas, e aparentemente correta.
Realmente, é difícil imaginar porque uma pessoa verdadeiramente cristã se mataria. Mas vamos lembrar que depois da colisão dos aviõe no Word Trade Center, algumas salas ficaram em fogo. E por essa razão, algumas pessoas pularam do prédio, afim de não serem consumidas viva pelo o fogo. E assim, poderia haver cristãos entre os suicidas.
Então, o suicídio se aplica entre os pecados futuros, e que não puderam ser arrependidos.
Abraços!
Alberto
31/07/2011, 01h00Olá, pessoal,
Estou dando um estudo sobre os Dez Mandamentos na minha Igreja e achei interessante esse prodcast.
A Confissão de Fé de Westminster não trata tanto da questão dos Dez Mandamentos, mas quem os expõem detalhadamente é o Catecismo Maior de Westminster. Sugiro que vocês o incluam nos links desse prodcast.
Tenho o livro do Pink como um dos principais livros para dar meus estudos, mas na questão do suicídio ele pisou na bola, afirmando que é um pecado imperdoável.
Se vocês tiverem recomendações de livros para o assunto dos Dez Mandamentos, favor me indiquem, a fim de enriquecer meus estudos.
No mais, parabéns pelo prodcast e que Deus continue a abençoar vocês.