O Deus que não se vê
por Equipe iPródigo
Continuamos com nossa série sobre o Decálogo, dessa vez tratando do Segundo Mandamento. O que significa essa ordem? Como quebramos ela? Podemos realizar nossos cultos do jeito que quisermos? É possível ensinar crianças usando figuras? E seria esse mandamento a base para a doutrina da maldição hereditária? Confira o que temos a dizer sobre esse assunto, em um dos temas mais difíceis já tratados no Pródcast. Escute e deixe sua opinião!
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Programação: 1ª Parte – Boas-vindas e apresentação (0’31”) | 2ª Parte – Indicações (6’05”) | 3ª Parte – Conversa: O Deus que não se vê (18’21”)
Confira, ouça, comente e critique. Queremos ouvir o que você pensa. Além disso, desejamos muito que você nos ajude a melhorar o Pródcast! Então, esperamos seu comentário aí embaixo!
Em Cristo,
Equipe iPródigo.
Textos bíblicos usados
Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam,mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e guardam os meus mandamentos. (Êxodo 20.4-6)
Ele os recebeu e os fundiu, transformando tudo num ídolo, que modelou com uma ferramenta própria, dando-lhe a forma de um bezerro. Então disseram: Eis aí os seus deuses, ó Israel, que tiraram vocês do Egito! (Êxodo 32.4)
Lembrem-se do dia em que vocês estiveram diante do SENHOR, o seu Deus, em Horebe, quando o SENHOR me disse: ‘Reúna o povo diante de mim para ouvir as minhas palavras, a fim de que aprendam a me temer enquanto viverem sobre a terra, e as ensinem a seus filhos… Vocês se aproximaram e ficaram ao pé do monte. O monte ardia em chamas que subiam até o céu, e estava envolvido por uma nuvem escura e densa. No dia em que o SENHOR lhes falou do meio do fogo em Horebe, vocês não viram forma alguma. Portanto, tenham muito cuidado, para que não se corrompam fazendo para si um ídolo, uma imagem de alguma forma semelhante a homem ou mulher, ou a qualquer animal da terra, a qualquer ave que voa no céu, a qualquer criatura que se move rente ao chão ou a qualquer peixe que vive nas águas debaixo da terra. (Deuteronômio 4.10,12,15-18)
Ele cresceu diante dele como um broto tenro, e como uma raiz saída de uma terra seca. Ele não tinha qualquer beleza ou majestade que nos atraísse, nada havia em sua aparência para que o desejássemos. Foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento. Como alguém de quem os homens escondem o rosto, foi desprezado, e nós não o tínhamos em estima. (Isaías 53.2,3)
Removeu os altares idólatras, quebrou as colunas sagradas e derrubou os postes sagrados. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés havia feito, pois até aquela época os israelitas lhe queimavam incenso. Era chamada Neustã. (2 Reis 18.4)
Deus é espírito, e é necessário que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade. (João 4.24)
Citados no Pródcast
- Trilha sonora: Elvis Presley - He Touched Me
- Indicado pelo Gustavo: Um Caminho Melhor, de Michael Horton
- Indicado pelo Josa: Igreja Emergente, de D.A. Carson
- Indicado pelo Bello:A Mortificação do Pecado, de John Owen
- Indicado pelo Daniel: Teologia Sistemática, de Wayne Grudem
- Indicado pelo Schulz: Ortodoxia, de G.K. Chesterton
- O Conhecimento de Deus, de J.I. Packer
- An Old Testament Theology, de Bruce Waltke
- Institutas, de João Calvino
- Doctrine – What Christians Should Believe, de Mark Driscoll
- Catecismo de Heidelberg
- A Cruz de Cristo, de John Stott
- Os Dez Mandamentos, de A.W. Pink
- Creio, de Michael Horton
- Mochila nas Costas e Diário na Mão, por Elben César
- Vídeo: Go Wayne Grudem
- Vídeo: A Cabana, por Mark Driscoll
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Próximo programa: Nome sobre todo nome
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Alexandre
30/07/2010, 09h44Está excelente essa série, me chamou muita atenção algumas questões, principalmente o fato do bezerro ter sido a tentativa de representação de Deus pelo povo de Israel.
Com relação ao uso de imagens, existe o uso racional destas ferramentas. A consciência de que o evangelho puro é suficiente para circuncidar corações a Cristo me faz ter responsabilidade ao usar uma imagem, um teatro, etc. No entanto, usar tais coisas para mostrar-me eficaz na minha pregação me torna um descrente do próprio evangelho.
Parabéns pelo pródcast.
Graça e Paz!
Pedro
30/07/2010, 10h25As duas primeiras músicas do Elvis não foram nomeadas.
Dennis
30/07/2010, 10h38Pessoal… q bela surpresa a indicação do Elvis!!
Tenho favoritado mtas das indicações de vcs, principalmente dos livros. Tá difícil de ler tudo, mas vai ficando em estoque…
Sobre o tema desse pródcast, me arrisco em dizer que de fato a cultura contemporânea tem a sua satisfação na utilização exaustiva dos recursos tecnológicos disponíveis. A não muito tempo atrás não dispunhamos da maioria deles. Dessa forma, a pregação da Palavra falada era a única forma conhecida. (não quero aqui relativizar o momento e dizer que pelo avanço da sociedade não podemos ficar estagnados… pois a Palavra é para sempre, não passa).
Assim, tudo que puder ser objeto de criação audiovisual vai acabar impressionando. Acontece que a limitação desse e de outros recursos atuais, em relação ao Cristianismo, é evidente. Até para alguns eventos, como por exemplo o 11 de Setembro, quem vê as imagens ou até os filmes que saíram, se não for estudar a fundo a questão, vai achar que são só 2 prédios pegando fogo ao vivo.
Por isso, o seu uso deve ser repleto de cuidados e quanto mais textual possível melhor. Principalmente porque chama a capacidade da mente humana para uma compreensão mais rica da mensagem e não tão limitada.
Abraços e que Deus abençoe vcs todos!
iPródigo
30/07/2010, 11h16Oi Pedro
geralmente não colocamos o nome das músicas, mas aí vão:
1ª: Joshua fit the battle
2ª: Swing Down, Sweet Chariot
3ª: Milky White Way
4ª: Amazing Grace (vai que alguém não conhece!)
abraços
Josa
Vini
30/07/2010, 12h18Olha tenho algo em comum com o Gustavo kkkkkkk
Para quem não sabe já quebrei o fêmur!
Ri bastante com “a onda emergente invadindo o iprodigo” kkkkk
É não tenho uma posição ainda…
mas as vezes acho mais prejudicial
Daniel
30/07/2010, 12h33Mais um ótimo episódio!
Manual de doutrinas cristãs, Editora Vida, é uma versão condensada da Teologia de Wayne Grudem.
Para continuar a discussão, de acordo com a teologia ortodoxa (oriental), o ícone é o ponto essencial da doutrina da Encarnação. Toda a matéria foi santificada e é capaz de transmitir a graça de Deus. (?!)
Sobre estética litúrgica é interessante as posições luterana e anglicana contra a iconoclastia:
“Com a Reforma Protestante, foi no Luteranismo onde se expressou uma maior preocupação estética, com a preservação dos antigos templos, e a reelaboração de Símbolos, Cerimônias e Ritos, mantidos em sua beleza histórica, porém expurgados dos desvios doutrinários surgidos na Igreja de Roma no período anterior. A posição Luterana foi: “Devemos manter tudo aquilo que a Igreja Cristã elaborou, e que não se choque com a Palavra de Deus” . O Anglicanismo – como parte da mesma Primeira Reforma – seguiu a orientação Luterana. Isso contrastava com radicalismos encontrados entre Calvinistas: o culto como “quatro paredes caiadas e um sermão” , ou entre setores Anabatistas, que, adotando a incorreta teoria da “apostasia geral da Igreja” , negava toda criação de quinze séculos, e pretendia uma ahistórica reconstituição idealizada da Igreja Primitiva. Lutero sai do seu exílio, onde estava traduzindo a Bíblia, para combater a Iconoclastia (destruição das obras de Arte Sacra) empreendida pelo extremista Carlstad. O radicalismo iconoclasta surge sempre da generalizada identificação entre Arte Sacra e Idolatria, que não tem base nem no Judaísmo, nem no Cristianismo, mas que vai se instalar no Islamismo, e em setores do Protestantismo posterior.”
http://www.dar.org.br/biblioteca/65-doutrina-anglicana/553-doutrina-anglicana-viii-o-anglicanismo-e-sua-liturgia.html
Encontrei um bom texto sobre a teologia do culto reformado, em “monergismo”, onde se lê:
“Os resultados das reformas litúrgicas luteranas e calvinistas foram reconhecidamente diferentes. Como essas diferenças deveriam ser levadas em consideração? É insuficiente explicar estas diferenças assumindo que Lutero era um conservador e cauteloso reformador enquanto que Calvino era lógico e radical. A diferença real entre a reforma luterana e calvinista no culto pode ser disposta como o seguinte: Lutero ficaria com o que não era especificamente condenado nas Escrituras enquanto Calvino iria ficar apenas como o que era ordenado por Deus nas Escrituras. Este era o seu fundamental desacordo. Isto é de vital importância na historia do culto Puritano, desde que os Puritanos aceitavam o critério Calvinista, enquanto que seus oponentes, os Anglicanos, aceitavam o critério Luterano.”
http://www.monergismo.com/textos/adoracao/teologia_culto.htm
Obs: J.I. Packer é um anglicano e grande divulgador dos puritanosa. Packer agora trabalha em estreita colaboração com a Missão Anglicana nas Américas (AMIA), um grupo de anglicanos teologicamente conservador que se separou da Igreja Episcopal. Recentemente, a AMIA se uniu a outros grupos anglicanos biblicamente ortodoxos para formar a Igreja Anglicana da América do Norte.
http://anglicanchurch.net/
Vini
30/07/2010, 13h55Lembrando: quero a versão bruta rsrs
Carlos Jr
31/07/2010, 11h39Gostaria de parabenizar vocês.
O que o 2º mandamento faz por nós:
Protege-nos de adorarmos alguma coisa que no final das contas é menor do que nós.
Protege-nos de sermos enganados pelas nossas próprias projeções e caricaturas de Deus, o que na verdade não prejudica a Deus, mas a nós mesmos.
Protege-nos firmando as nossas reflexões e o nosso pensamento em Deus e na Sua Palavra, na qual Ele mesmo se apresenta a nós.
Leo Umberto
02/08/2010, 10h09Uma dica: disponibilizem o podcast zipado também. Facilita em ambientes com restrições a downloads de áudio (.mp3).
Osvaldo Rafael
02/08/2010, 11h03Gostaria de parabenizar a equipe do Ipródigo. Estou iniciando na Fé Reformada e procurando informações encontrei o site. Acompanho o Ipródigo já algum tempo, mas ainda não tinha comentado.
Escutei toda a serie acerca dos 5 pontos do calvinismo e fui muito enriquecedor, me esclareceu muitas dúvidas, quanto ao tema deste prodcast, realmente algo muito difícil de se chegar a um consenso, tenho a opinião de que devemos ser cautelosos quanto ao uso de imagens, não vejo problemas por exemplo em uma peça teatral, mas tudo deve ser feito com responsabilidade, e não algo como vemos hoje no evangelicalismo com seus atos proféticos e afins.
iPródigo
02/08/2010, 11h12Oi Leo, obrigado pela sugestão. Faremos isso no próximo programa
um abraço
Pedro Cibulska
05/08/2010, 11h04Faaaaaalaaaa Galera!
Depois de muito tempo longe daqui, eu voltei!
Gostei bastante do podcast, mas o finalzinho do podcast me fez brotar uma dúvida:
O que voces acham sobre os símbolos do cristianismo (como o peixe, o triangulo com um circulo dentro, triangulo com um circulo fora, a cruz vazia, o circulo e por ai vai…)?
Abracao,
Pedro Cibulska
Robson Cota
09/08/2010, 16h46Chesterton não era católico conservador?
iPródigo
09/08/2010, 18h54oi Robson
Chesterton era católico. não sei se era conservador (talvez o Schulz possa informar melhor).
Mas ele tem ótimo material apologético e reflexivo, para aqueles que procuram crescer em suas convicções e responder ao questionamento do mundo
abraços
Josa
Felipe Mendes
01/07/2011, 06h44Iniciei o Pródcast com menos dúvidas que no final. Agradeço a vocês por isso. E é sério, muito bom!.
Abraço.