Católicos são irmãos e irmãs em Cristo?
por Chris CastaldoNota do tradutor: Geralmente os textos que postamos aqui estão totalmente de acordo com nosso entendimento da doutrina bíblica. No entanto, alguns assuntos permanecem nebulosos para mim, Josa. O texto a seguir é um exemplo disso. Estou postando, mas não tenho posição firme sobre o assunto. Assim, gostaria que os irmãos o lessem com muito carinho e comentassem, seja positiva ou negativamente, essa questão. O que achou da posição de Chris Castaldo? Fundamentalista demais, quase ecumênica ou uma visão equilibrada? Quero ouvir sua opinião!
Questão: Chris, em seu livro Holy Ground você claramente articula algumas das diferenças significantes sobre doutrina entre Evangélicos e Católicos Romanos, enquanto continua a chamar os Católicos Romanos de “irmãos e irmãs em Cristo” (p.163). Para muitos dos Reformadores, as diferenças doutrinárias levaram a conclusões bem diferentes sobre onde os católicos romanos estão em seu relacionamento com Deus. Me pergunto se você pode explorar mais o que crer na doutrina básica do Catolicismo Romano significa para o relacionamento com Deus do católico romano comum? Como podemos conciliar a importância de clamar aos nossos amigos católicos romanos que deixem as crenças e práticas católicas romanas com a realidade de que eles creem em Deus, que é Pai, Filho e Espírito santo?
Resposta: Em Holy Ground, eu uso a palavra “alguns”. Eu chamo alguns católicos de “irmãos e irmãs em Cristo”. No contexto, minha afirmação na página 163 é sobre meus colegas católicos do Boston College, que eram defensores ardentes da morte e ressurreição literais de Jesus, contra nossos colegas liberais, que pareciam ter se perdido no pântano chamado relativismo pós-moderno.
Eu também diria que muitos católicos não são irmãos e irmãs em Cristo (da mesma maneira que muitos protestantes falham em possuir fé genuína). Somente Deus conhece a condição do coração de alguém, mas eu iria mais além ao dizer que um católico que honestamente acredita no que a Igreja Católica ensina sobre justificação – que ela é baseada em uma mistura de fé e obras meritórias – provavelmente não é um irmão ou irmã em Cristo. Digo “provavelmente” porque existem alguns católicos que confiam totalmente em Cristo mesmo que sua confissão religiosa repouse sobre elementos não bíblicos da tradição católica. Em outras palavras, me parece que a Bíblia ensina que alguém deve acreditar com fé somente (Rm 4.4; Ef 2.8,9; Tt 3.5), mas não requer que ele ou ela creia na fé somente, como um corpo de doutrina. John Piper enfatiza esse ponto, por exemplo, citando John Owen, que escreveu: “’Homens podem ser realmente salvos pela graça que doutrinariamente eles negam; e eles podem ser justificados pela imputação desta justiça que em sua opinião eles negam ser imputada’… as palavras de Owen não significam que devemos ser descuidados com o conteúdo do Evangelho, mas que guardemos a esperança de que os corações dos homens frequentemente são melhores que suas cabeças”. Consequentemente, alguns católicos parecem confiar totalmente em Jesus, a despeito do ensino de sua igreja. (John Owen, The Doctrine of Justification by Faith, chapter VII, “Imputation, and the Nature of It,” [Banner of Truth, Works, Vol. 5], 163-164. in John Piper. The Future of Justification. [Wheaton: Crossway, 2007], 25).
Se isso soa anticatólico, por favor, não se esqueça de que a Igreja Católica diz essencialmente a mesma coisa sobre os protestantes. Do ponto de vista católico, a esperança evangélica da justificação é encontrada em sua observância do batismo, que reflete o sacramento católico do batismo. Nós protestantes podemos pensar que somos justificados somente pela fé, diz o católico, mas somos realmente por conta de nosso batismo, que encontra legitimidade na Igreja Única, Santa, Católica e Apostólica. Eu me ofendo com a visão católica? Bem, talvez um pouco. Mas eu posso lidar com isso porque eu percebo que não é pessoal, e que os católicos estão simplesmente expressando o ensino de sua igreja com honestidade. Esperançosamente, meus comentários serão lidos sob a mesma luz.
Sua referência aos Reformadores é interessante. É indubitavelmente verdadeiro que muitos deles consideravam os católicos como sem salvação, ainda que nem todos eles entendessem assim. De fato, há uma tradição significante na teologia reformada daqueles que consideravam o Catolicismo uma expressão ortodoxa do Cristianismo, consistindo de irmãos e irmãs em Cristo, mesmo quando discordassem de maneira veemente de axiomas básicos como sola Scriptura e sola fide. Aqui estão alguns exemplos notáveis.
Apesar de todas as investidas afiadas que Martinho Lutero lançou contra o papado e o clero, ele não era tão duro em relação a todo o povo católico. Isso aconteceu porque, debaixo das crostas da tradição católica não bíblica, Lutero reconheceu um núcleo escriturístico que poderia confiavelmente gerar e nutrir a fé. Em suas palavras, “a Igreja Romana é santa, porque tem o nome santo de Deus, o evangelho, o batismo, etc.” (Gustaf Aulen, Reformation and Catholicity, trans. Eric H. Wahlstrom. Edinburgh: Oliver and Boyd, 1962. pg 76).
Calvino expressou um sentimento similar em sua carta a Sadoleto, em que, a despeito de diferenças sérias de doutrina, “[isto não significa] que os Católicos Romanos não são também cristãos. Na verdade, Sadoleto, não negamos que sejam igrejas de Cristo as igrejas que presides”.
Mais de trezentos anos depois, em 1869, o teólogo de Princeton Charles Hodge escreveu ao Papa Pio IX declinando um convite para participar do Vaticano I. Depois de citar as razões de porque sua participação e de seus delegados não aconteceriam, ele oferece a seguinte conclusão:
“Apesar disso, embora não possamos retornar à comunhão da Igreja de Roma, desejamos viver em caridade com todos os homens. Amamos todos aqueles que amam nosso Senhor Jesus Cristo em sinceridade.
Nós entendemos como família cristã todos aqueles que adoram, amam e o obedecem como seu Deus e Salvador, e esperamos estar unidos no céu com todos aqueles que se unem a nós na terra, ao dizer: ‘Aquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai; a ele glória e poder para todo o sempre. Amém.’ (Ap 1.6).”
Finalmente, depois de Charles Hodge, lemos essa afirmação de outro teólogo de Princeton, J. Gresham Machen. Escrevendo 50 anos depois sobre a relativa proximidade de católicos a evangélicos, comparada com o abismo que nos separa dos liberais, Machen enfatiza o terreno em comum em que nos firmamos:
“Ainda assim, quão grande é a herança comum que une a Igreja Católica Romana… a protestantes devotos hoje! [Quão grandes sejam nossas diferenças]… parecem quase frívolas se comparadas ao abismo que se coloca entre nós e muitos ministros de nossas próprias igrejas” (J. Gresham Machen, Christianity and Liberalism (New York: Macmillan, 1923), p. 52).
Isso me traz à parte final de sua questão: “Como podemos conciliar a importância de clamar aos nossos amigos católicos romanos que eles deixam as crenças e práticas católicas romanas com a realidade de que eles creem em Deus, que é Pai, Filho e Espírito santo?”
Em Holy Ground, eu desafio os leitores a seguirem os Reformadores Protestantes e, muito mais importante, ao próprio Jesus, expressando honestidade sobre onde nos diferenciamos e, ao mesmo tempo, estendendo verdadeiro amor e graça nas nossas áreas de discordância com os católicos. O principal critério bíblico para isso é João 1.14, onde fala-se que Jesus veio “cheio de graça e verdade”. Aqui está. Este é o como. Assim como nosso Senhor sustentou essas virtudes com um perfeito equilíbrio, devemos trabalhar para fazer o mesmo. Não temos como justificar, certamente não a partir da Bíblia, sermos irritados e caprichosos, como pitbulls cheios de espuma na boca, prontos para pular na jugular de todo católico que cruzar nosso caminho. Por outro lado, não devemos ter a mente tão aberta a ponto de nossos cérebros caírem de nossas cabeças, abandonando a coragem teológica para sermos honestos.
Quando um católico confessa o Evangelho e vive por Jesus, estou aplicando o amor que 1 Coríntios fala, o amor que “tudo suporta, tudo crê e tudo espera”, um amor que estende o benéfico da dúvida, põe o braço em volta do amigo católico e o chama de irmão. Eu também irei proclamar o Evangelho e estender o discipulado de forma que eu e meu amigo católico alcancemos juntos um estágio maior de santificação. Eu gostaria de ver esse amigo eventualmente deixando a Igreja Católica? Sim, é claro. Sou um pastor protestante que acredita que em questões de autoridade e soteriologia cristã, os protestantes estão fundamentalmente certos. Dizer outra coisa seria dissimulação. E mais: eu não vou insistir que o abandono da Igreja Católica aconteça no meu tempo. O Senhor é o pastor do meu amigo tanto quanto ele é o meu. De fato, eu devo aplicar meu calvinismo nesse momento preciso, ao confiar fiel e alegremente no governo soberanamente cronometrado de Deus. Portanto, em uma análise final, devemos nos aproximar dessa obra da maneira que Pedro diz em sua primeira carta: “santificai ao Senhor Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós” (1 Pedro 3.13,14).
Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | Texto original aqui
Home


Helio
02/03/2010, 07h24Caro irmão Josaías,
Eu também sou ex-católico convertido há quase 27 anos. No começo fui radical em considerar os católicos como não-cristãos. O tempo me fez mudar de opinião, pois conheci católicos a quem considero irmãos em Cristo, assim como conheci evangélicos que reputo como não-cristãos, o que me faz ter uma opinião muito parecida com a do autor do texto.
Graça e paz!
Marcelo Andrade
02/03/2010, 09h42Olá galera!
Analisando o artigo percebi um teor de “visão equilibrada” de Chris Castaldo. E assim como o Helio, conheço e creio que há muitos “católicos*” que vivem o Evangelho em sua intensidade, principalmente aqueles que o buscam (na verdade somente estes).
As crenças complementares do “Catolicismo*” que estão em desacordo com a doutrina bíblica considerada padrão só são mais “famosas”. Explico: pode-se observar em todo e qualquer movimento congregacional certas anomalias que contrariam o evangelho, seja ele no Catolicismo*, nos Tradicionalistas, nos Pentecostais e Neo-Pentecostais (do qual faço parte e tenho contemplado milhares de milhares dessas anomalias).
Mateus 12:50 – “Porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai celeste, esse é meu irmão, irmã e mãe.”
Nossa atitude, independente de seguimento religioso, deve estar centrada na realidade de Jesus e em Sua Vontade. Creio que as divisões (no sentido ortográfico da palavra apenas), nada mais são do que separações que são e serão totalmente ignoradas por Jesus.
Um grande abraço!
Marcelo Andrade
02/03/2010, 09h43Legendando:
* Romanismo
0gg
02/03/2010, 10h00Existem católicos mais crentes em Jesus que muitos evangélicos por aí. Acho que podemos chamar de irmão todo aquele que segue e tem a Jesus no coração do que simplesmente aquele que professa tal coisa. Mas assumo que tenho preconceito contra muitos católicos por conta deles praticamente ignorarem o que está na bíblia e não querer lutar dentro de sua própria doutrina contra coisas como idolatria a outros “santos”, crer que somente o batismo é suficiente para a salvação, existência do purgatório, entre outras coisas.
Oro por aqueles que preferem seguir a Lei de Cristo do que seguir a Lei da Igreja.
Paulo Fagundes
02/03/2010, 13h03Católicos sãos irmãos e irmãs em cristo?? O que diz a Palavra??
Hoje em dia seguir o evangelho se torna um desafio dentro das próprias igrejas evangélicas e ditas evangélicas ou tradicionais etc., pois a doutrina costuma ser moldada aos tempos modernos em busca de novos adeptos, novas teorias e novos conceitos aparecem e costumamos esquecer até dos profetas como Jeremias que tanto alertou sobre o pecado abominável da idolatria. E qual deve ser o testemunho de um católico que está em Cristo? Sou um ex-católico casado e pai de um casal de filhos, que foi convertido sozinho dentro do meu quarto, porque o Senhor teve misericórdia e me fez ler uma bíblia com fé, costume que não tem na minha família que ainda acha que a bíblia é só para bispos e papas. Mas naquela noite destruí ídolos em minha casa, pois o Espírito Santo me tomou e fez saber que só um coração purificado de toda e qualquer idolatria pode seguir e se tornar um discípulo de Jesus. É lógico que devemos amar e querer que os católicos sejam salvos, e sei também que muitos católicos podem ser considerados irmãos em Cristo uma vez que sabemos que pessoas serão salvas apesar de lideranças corruptas atuando em grande parte das igrejas, e não somente da igreja católica. Mas não podemos jamais ferir a verdadeira doutrina, o verdadeiro evangelho. Não podemos agir como “os mercadejadores modernos da igreja”
(ext. de: http://www.josemarbessa.com/2010/03/contextualizacao-e-corrupcao-da-igreja.html).
Devemos ter cuidado com o que pregamos pois a palavra nos diz:
“prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. (2Tm.4.2-4).
Tenho orado pela minha família católica, sei que não posso dizer a eles que mesmo vivendo uma vida dita cristã, mas que não abre mão de seus confortos e tradições, ou seja uma vida em desobediência, ainda assim estão no caminho correto diante de Deus, pois agora leio a bíblia e me baseio na vontade revelada de Deus, mas sei também que muitos católicos serão salvos, como muitos evangélicos e católicos também não serão, pois a porta é larga. Mas vejo que mesmo aquele católico que é uma pessoa cuidadosa na sua vida cristã, merece a nossa ajuda e apoio na sua caminhada, mas para o bem do seu testemunho, deveria largar tradições de igrejas e religiosidades, sair da sua área de conforto, assumindo a sua fé no único e suficiente salvador que é o nosso Senhor Jesus Cristo. Não seria muito mais fácil eu continuar sendo católico e falando de Jesus, pois assim não seria perseguido e repudiado pela minha familia? Pois o problema está em que deixei de ser católico. Mas prefiro o caminho da cruz, não de uma nova cruz qualquer que surge para que eu viva sem conflitos com o mundo, mas o caminho da velha e verdadeira cruz de Cristo:
“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós.” (Mt:5.11)
“Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens.”
(Mt:5.13)
E também oro para que todos nós possamos seguir a Lei de Cristo do que seguir uma nova lei mais agradável e aceitável aos nossos ouvidos.
Gostaria de divulgar aqui para os irmãos em Cristo:
http://grupovencedoresporcristodaimi2.blogspot.com/
Helder Nozima
02/03/2010, 16h47Josa,
Sou ex-católico e confesso que, pela minha própria experiência e análise da de outros, parto do pressuposto de que católicos não são salvos ou regenerados. Um católico que não reze a Maria ou não confie em imagens, que creia que apenas o sacrifício de Jesus é necessário e não considere necessária a comunhão ou a penitência ou o batismo como complementos obrigatórios…ainda estou para conhecer. Se Paulo condenava os judaizantes por exigirem a circuncisão, como devemos nos portar diante de pessoas que consideram o batismo, a penitência ou a comunhão como essenciais? Como dar a mão a pessoas que se ajoelham, em adoração, diante da hóstia consagrada, porque ela é Cristo? Como enxergar a regeneração em pessoas que dão a santos honras que são devidas somente ao Senhor?
Enquanto possibilidade teórica, concordo com o autor, a visão dele é equilibrada. O problema é que eu não conheci ninguém que tenha permanecido na Igreja Católica sem incorrer nos erros acima. O único que conheci saiu e está frequentando uma igreja presbiteriana. Mas, não vejo como não imaginar, a princípio, que os católicos romanos brasileiros sejam salvos. Primeiro, o considero não salvo e prego. Depois (se encontrar um algum dia), ouvindo o pensamento dele, posso chamá-lo de irmão. Mas a minha primeira impressão sempre será de não convertido.
E você, Josa, no que discorda do autor?
Emerson Costantini
03/03/2010, 00h28Caros hermanos,
Eu penso que a questão não é a Igreja Romana e sim o romanismo, o catolicismo romano é vil, antibíblico tanto quanto a edirmacedianismo e outras coisas feias que tem por aí. Dentro da estrutura da igreja romana há sim crentes, mas é muito difícil ser crente salvo na igreja romana, tanto é que não conheço pessoalmente alguém que é cristão verdadeiro e frequenta essa igreja. Mas conheço muitos evangélicos que não são convertidos.
Creio que haja mais crentes convertidos na igreja romana em países onde ela seja majoritária, ainda assim são extremamente poucos. Por falta de opção os crentes não sairiam. Quanto aos Estados Unidos, o catolicismo de lá é diferente do catolicismo dos países tradionalmente católicos, assim como nós evangélicos brasileiro temos alma católica, os católicos de lá muitas vezes tem alma protestante. Lá tem um movimento conhecido por católicos evangélicos, nada a ver com os carismáticos, eles são evangélicos dentro da igreja romana, não aceitam santos e outras doutrinas características católicas sua única regra de fé é a Bíblia mas vivem na comunhão da igreja romana.
Enfim, eu diria parafraseando o Mestre: é mais fácil um camelo passar por um fundo de uma agulha do que um romanista entrar no reino do céu…mas a Deus tudo é possível!
Emerson Costantini
Filipe Bento
04/03/2010, 15h13Usamos o mesmo critério ao chamarmos de irmão um colega de igreja?
Leco
04/03/2010, 19h09Assim como muios espírias fazem muia coisas que os evangélicos devriam fazer, os caólicos fazem muias coisas que os evangélicos fazem. Visão quilibrada das coisas é bom, mas, na minha opinião,a posição tem que ser radical. Pior que um católico que ama Jesus sobre odas as coisas(embora eu não conheça nenhum) e se ajoelhe diante da imagem de maria, é o Cristão que, alegando amar Jesus se ajoelha diante de muiotos outros pecado. Quem deve ser chamado de irmão? Eu chamo aqules que estão dispostos a ser diferente te tudo o que o mundo ensina, e seguir os passos de Jesus. Como diz Poul Washer, fazer uma oração não significa ser salvo. A questão é: Somos nós dignos de nos chamarmos de irmãos em Cristo?
Feijão
08/03/2010, 12h20Quando um grupo chamado “protestantes” fala que um grupo chamado “católicos romanos” com um teor de não-salvação e idolatria, me lembro de um dos ensinamentos que Jesus deu à uma grande multidão em Mateus 7, 3-5:
“E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu?Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.”
Lembremos que assim como no grupo dos “protestantes” estão batistas e presbiterianos, estão também as teologias da prosperidade, os 318, as rosas amarelas, as bíblias de R$ 900,00, as unções do pilão-rodado, dentre outros…
Pedro Cibulska
12/03/2010, 19h08Josa,
ainda nao terminei de ler o texto, e parece q nao vou conseguir termina-lo agora, entao aqui vai minha postura.
Desde que comecei a fazer evangelismo em outras cidades comecei a ver catolicos com doutrinas tao cristocentricas quanto os reformados. Sobre a exaltacao à maria, varios a chamavam de dadivosa (e de fato ela é!).
Varias outras coisas contribuiram tambem para eu criar uma classificacao minha que é assim:
Existem os Catolicos de Maria
e
existem os Catolicos de Jesus!
Ja diz tudo, ne?
(espero que sim, pq eu to me desconectando aqui! hehehehehe)
Abracos,
Pedro Cibulska
Luan
18/03/2010, 13h00Bem, se é católico, e quando eu digo católico eu digo alguém que crê em todos os dogmas que Roma defende, então não é cristão, mas se vc crê na Bíblia e apenas na Bíblia (Sola Scriptura)como autoridade em fé, vc não é mais católico e sim um Cristão.
ASSIS FERRIRA
06/07/2010, 11h56Vejo este assunto da mesma forma que o carrissimo Luan descreveu e acrescento: Todo católico que chegou a crê e aceitar a Escritura, com certeza hoje não é mais Católico, isto serve para os que ainda irão crê.
Assis Ferreira
Márcio
23/07/2010, 04h03A Salvação vem do Senhor! Porém como regenerados e anunciadores das boas novas, não podemos expor por aos católicos uma visão de ecumenismo, devemos sim fazer como o próprio Cristo fazia e depois seus apóstolos: denunciar os erros (pecados) dizendo da condenação que há em tais práticas para que se arrependam e sigam somente ao único Senhor e mediador. Se tivermos uma opção mais branda e chamarmos mesmo os católicos que aparentemente são “mais cristocêntricos” de irmãos estaremos fazendo um deserviço ao evangelho.
Sou também um ex-católico, fui coroinha e quando adulto fazia leituras no altar durante a missa e após o Senhor ter me dado nova vida pude ver o quão as doutrinas católicas obscureciam minha visão da glória de Deus e da graça de Nosso Senhor Jesus Cristo. Temos que denunciar o pecado e os erros para que o véu que ainda cobrem a visão de muitos católicos piedosos venha ser tirado através da pregação do evangelho que é poder de Deus para salvação,
Alex Borges
16/12/2010, 00h28Se um dia eu encontrar um católico romano que professa os cinco solas, eu o chamarei de irmão em Cristo com a maior satisfação.
solange
16/12/2010, 08h28Eu gosto da visão do autor quando diz que não conhecemos o coração dos cristãos, só Deus. Não devemos julgar.
Assim como evangélicos têm feito todo tipo de heresia, como podemos criticar os católicos? Nunca vi esse tipo de pergunta entre protestantes e pentecostais.
Uma coisa constrangedora é quando limitamos a ceia do Senhor aos “membros de igreja, genuinamente cristã, e que estejam em comunhão” e mesmo assim presbíteros e diáconos fazem distinção entre as pessoas da casa e os “de fora”.
Fabio
12/01/2011, 17h03Dividindo a questão:
1 – No que concerne à instituição “Igreja Católica Apostólica Romana”, não se pode chamá-la de cristã, pelos muitos erros e enganos que propaga, conhecidos de todos. Em verdade é uma das mais nefastas ciladas que o Inimigo já armou para conduzir almas ao engano. Isso eu creio que é consensual entre todos, certo?
2 – A segunda queztão, e mais delicada, é: pode alguém que congrega em tal instituição ser genuinamente nascido de novo (i.e. salvo e, portanto, irmão em Cristo)? Se pratica ou ainda que apenas consinta com os ensinamentos, logo se faz um com a instituição e, de forma alguma, pode ter parte verdadeiramente com Cristo pelos problemas expostos no item “1″ acima.
Agora, a derradeira questão dentro deste item “2″, que é o ponto crítico da questão, é acerca das pessoas que se identificam como católicas mas não concordam com os ensinos anti ou extra bíblicos, não os praticam e buscam apenas a Jesus. Neste ponto, por mais que eu queira expressar algum pensamento ou opinião pessoais, não tenho como. É tema que concerne à relação daquela alma com o Senhor e, neste ponto, só o Espírito do Senhor e o espírito da própria pessoa tem conhecimento sobre o que vai em seu íntimo. Todavia, acredito que se tal pessoa genuinamente for salva, com o passar do tempo, pela própria habitação do Espírito Santo em seu íntimo (pois esse é o penhor dos salvos), será conduzida para oara fora do catolicismo e buscará congregar com outros irmãos que possuem a mesma fé. Afinal de contas, fomos constituídos como Corpo, como uma família de muitos irmãos semelhantes a Jesus, e não podemos olvidar o mandamento de que devemos nos reunir, ser igreja, enfim… Esse foi o caso do meu pai, que se converteu dentro da igreja católica e com o tempo passou a congregar em uma igreja cristã, se batizando e se tornando um ministro de Cristo e evangelista.
Penso que nesse tema, como em todos os outros, devemos ser totalmente e estritamente bíblicos. A Palavra de Deus é tudo que temos. Sem Ela, caímos no mar do subjetivismo, das visões individuais, que nada têm de inspiradas, ao contrário das Sagradas Escrituras.
O que se vê atualmente nos arraiais evangélicos é o relativismo, o humanismo, o subjetivismo e outras tantas doenças grassando livremente. Por quê? Porque o povo do Senhor não conhece, não ama, Sua Palavra.
Há os que acreditam que alguém pode ser salvo por possuir boa vontade, por ter afeições por “Jesus”, mesmo que praticam idolatria e façam rogos a pessoas mortas para que intercedam por elas. Ora, acredito que há adeptos de outras religiões também se emocionam ao falar de seus falsos deuses, chorando e demonstrando em seu comportamente grande devoção, por meio de atitudes humanamente louváveis.
Como pode o povo que se chama pelo nome do Senhor esquecer que a salvação é somente pela obre redentora de Cristo na cruz do calvário, e que nossas intenções e boas ações, à parte da obra da cruz, não tem qualquer efeito perante o Senhro? Como esquecem que nossas justiças são, perante o Senhor, como “trapo de imundícia”?
Ao Senhor pertence a salvação. Nós a acessamos pela fé, mediante Sua graça, que em Cristo Jesus expiou nossos pecados e abriu para nós um novo e vivo caminho. E aquele que professa o nome do Senhor, faça também a Sua vontade, apartando-se dos ídolos e de tudo o mais que ofende Sua santidade.
SANTIDADE E SALVAÇÂO AO SENHOR!
Em Cristo,
Fabio Diniz
Felipe(soldado de cristo)
06/03/2011, 05h21Se um dia eu encontrar um católico romano que professa os cinco solas, eu o chamarei de irmão em Cristo com a maior satisfação.(2)
o problema é que isto NOH ECXISTE!
Felipe(soldado de cristo)
06/03/2011, 05h23Feijão
é mais no reformado estão somente os presbiterianos, batistas e congregacionais…(são basicamente essas 3 mais tem igrejas intedenominacionais, e grupos metodistas calvinistas)
Gabriel Remington
25/10/2011, 20h30Cara, não para dizermos que um católico não pode ser salvo. Entretanto, fica difícil pensar nisso quando vemos pessoas que se dobram diante de imagens, rezam terços, cultuam Maria, creem em purgatório, fazem rezas que parecem mantras etc!
Eu acredito, particularmente, que chamar os Adventistas de irmãos em Cristo seria menos estranho.
Quando ao comentário do rapaz que disse que entre os protestantes há também “as teologias da prosperidade, os 318, as rosas amarelas, as bíblias de R$ 900,00, as unções do pilão-rodado”, acho interessante frisar que tais doutrinas não são protestantes, visto que não defendem os preceitos da Reforma. Nem mesmo pentecostais!
As técnicas de rosas amarelas, água ungida, nada mais são do que heranças da ICAR, que não fica atrás com suas águas bentas, medalhas milagrosas, medalhas de São Bento(para manter Satanás longe), pílulas milagrosas etc.