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O deus re(l)acional

por Rafael Bello

Rafael Bello

Hb 13.9 Não se deixem levar pelos diversos ensinos estranhos…

Recentemente vimos catástrofes terríveis como a do terremoto no Japão, furacão Katrina, e o Tsunami no sul asiático. Provavelmente, se você é um cristão há muito tempo, já procurou respostas para cada uma dessas mega-catástrofes em outros blogs hoje ou em outros tempos. Mas o que me motivou escrever este artigo não foi dar uma resposta bíblica do porquê dessas coisas acontecerem para você que é um crente fiel, mas sim responder a algumas questões levantadas por pastores que, desviando o contexto e conteúdo da Bíblia, levam seu povo a um beco sem saída.

Apesar da minha pouca idade, não é de hoje que vejo algumas coisas apresentadas por Ricardo Gondim e me entristeço, ou até fico irado. Não o conheço, não posso e nem devo falar do seu caráter, até porque ele deve ser sim uma pessoa que tem suas boas intenções. Porém, a Bíblia faz diversas exortações contra ensinos estranhos na igreja, como em Hb 13.9, 2 Pe 2, 2 Tm 4.2-5 e Tt 3.9. Por isso, faz-se necessário dar uma resposta aos questionamentos feitos por este pastor que, infelizmente, é um dos expoentes dessa teologia chamada Teísmo Aberto, aqui no Brasil. E sempre que eventos catastróficos ocorrem, proeminentes nomes dessa corrente teológica se levantam para questionar o cristianismo ortodoxo.

O que diz o Teísmo Aberto?

1)Liberdade Libertária: Esse conceito contrasta com a doutrina bíblica do compatibilismo, que diz que nossas ações não são totalmente livres, pois estamos condicionados a uma causa(pecado), ainda que de certo modo livres. Para os teólogos da Liberdade Libertária, nossas ações, ainda que de certa forma não sejam totalmente arbitrárias, elas são livres.

Stephen Wellum ao descrever (combatendo) o Teísmo Aberto diz:

“David Basinger declara isso da seguinte maneira: para que uma pessoa seja livre para executar uma ação, ela precisa ter em seu  poder a opção de ‘escolher realizar a ação A ou escolher não realizar a ação A’. Tanto A quanto não A poderiam realmente ocorrer. O que realmente vai acontecer não foi determinado.”

Veja que essa afirmação tem implicações seríssimas sobre quem cremos ser o nosso Deus. Segundo Calvino, uma correta doutrina de Deus e uma boa compreensão de quem é Deus definirá toda nossa compreensão do mundo e de nós mesmos. Se cedermos às pressões da Liberdade Libertária, estaremos nos rendendo a um entendimento errado de quem é Deus, e isso afetará nossa compreensão do mundo e de nós mesmos.

Se Deus não determinou as coisas que aconteceriam, então realmente creremos como os teístas abertos. É uma implicação importante dessa teologia. Se nosso Deus não é soberano, se Deus não determinou que as coisas aconteceriam da forma que aconteceriam, então o homem é livre para tomar suas ações. Porém, existe um fator importantíssimo esquecido por tais teólogos: o pecado. O pecado não é simplesmente uma ação cometida pelo homem, mas é a força motriz por trás de cada ação tomada pelo homem. Ao negar a soberania de Deus, tais teólogos estão atacando um ponto importantíssimo que fala sobre a liberdade humana, mas não é o único ponto. Nós devemos ser gratos aos grandes reformadores que nos relembraram da condição pecaminosa humana – Sl 51.

Para Vincent Cheung:

Os cristãos devem rejeitar a defesa do livre-arbítrio simplesmente porque a Escritura rejeita o livre-arbítrio; antes, a Escritura ensina que Deus é o único que possui livre-arbítrio. Ele diz em Isaías 46:10, “O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade”. Por outro lado, a vontade do homem é sempre escrava, ou do pecado ou da justiça: “Mas graças a Deus que, embora tendo sido escravos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E libertos do pecado, fostes feitos escravos da justiça” (Romanos 6:17-18). O livre-arbítrio não existe — ele é um conceito assumido por muitos cristãos professos sem uma garantia bíblica.

Uma resposta bíblica:

Provérbios 21.1: O coração do Rei é como um rio controlado pelo Senhor; Ele o dirige para onde quer.

2)A Soberania de Deus: Para a grande maioria dos teólogos do Teísmo Aberto, Deus se limita em sua soberania para dar vazão à vontade humana de forma que o homem e Deus possam construir o futuro de forma conjunta. Dessa forma, Deus nunca pode garantir que aquilo que Ele quer será realizado. Clarck Pinnock afirma que “o que Deus quer que aconteça nem sempre se realiza por causa da liberdade humana.”

Ora, vejamos se isso não é um deísmo disfarçado. Se Deus não pode realizar seus propósitos, por que ele se relacionaria com os homens? É interessante perceber que os teólogos do Teísmo aberto, principalmente Ricardo Gondim, apelam para esse caráter relacional de Deus para que possam justificar um Deus que nunca determina as coisas. Porém, um Deus que não realiza seus propósitos será sempre um fraco. Peguemos a ilustração do casamento e transportemos para o próprio Deus, no seu relacionamento com sua igreja. Existe um líder, a parte forte (Ef 5, 1 Pe 3) e uma parte mais frágil (1 Pe 3.7). Se esse líder se torna a parte mais frágil, como garantir o prosseguimento feliz da história? É certo que os conflitos surgirão aos montes. Apelar para pensamentos como o de um Deus que não controla é, em ultima instância, apelar para um Deus que não se relaciona de forma alguma.

E as tragédias?

Já que para os teólogos aqui combatidos Deus é limitado e não pode garantir nada no futuro, então as tragédias sempre pegam Deus de surpresa. Mas será que é assim que a Bíblia fala que o mal acometeria à humanidade? Será que os males que nos assaltam são sempre frutos de causas inesperadas até para o Senhor?

Para John Piper:

“Seus propósitos [Deus] não são simples. Jó era um homem piedoso e suas misérias não eram uma punição de Deus (Jó 1:1,8). O desígnio delas era purificação, não punição (Jó 42:6). Mas nós não conhecemos a condição espiritual dos filhos de Jó. Jó certamente estava preocupado com eles (Jó 1:5). Deus pode ter tirado as suas vidas em julgamento. Se isto for verdade, então a mesma calamidade prova ser, no fim, misericórdia para Jó e julgamento para os seus filhos. Esta é a verdade de todas as calamidades. Elas são um misto de julgamento e misericórdia. Elas são tanto punição como purificação. O sofrimento, e até mesmo a morte, pode ser um ou outro.”

O problema do mal

Rm 8.19-13

A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à futilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo.

Rm 5. 10-12

Se quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com ele mediante a morte de seu Filho, quanto mais agora, tendo sido reconciliados, seremos salvos por sua vida! Não apenas isso, mas também nos gloriamos em Deus, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo, mediante quem recebemos agora a reconciliação. Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram;

No primeiro texto, entendemos que o mal existe, mas, no segundo texto, entendemos que se negamos a imputação do pecado de Adão sobre nós, estaremos negando a imputação da justiça de Cristo sobre nós do mesmo modo. Teólogos do Teísmo Aberto diversas vezes não querem ser culpados por Adão e não querem a maldição que Ele traz. Mas compreender a maldição – que é a causa do mal no mundo – nos faz entender a graça de Deus em Jesus.

O propósito de Deus sempre foi revelar ao mundo seu Filho! Deus não foi pego de surpresa nem quando Adão e Eva pecaram. Ele sempre teve tudo sob seu controle, e a Glória do Unigênito precisava ser revelada ao mundo para julgamento e para salvação.

Pensar em tragédias a parte de Deus como um mal que não merecemos é minimizar o pecado. Nós cristãos ortodoxos somos acusados de diminuir o Deus de amor da Bíblia e aumentar o caráter julgador dEle. Mas veja se não é exatamente o contrário: temos uma consciência enorme do pecado, porém a graça de Deus é ainda maior. Isso só nos faz exultar ainda mais no amor de Deus, mesmo em meio a tragédias como no Japão. É claro que não estou dizendo que fico feliz ao ver pessoas morrendo, mas sei que um Deus soberano exerce sua vontade exercendo juízo e misericórdia.

Conclusão

Diminuir Deus não faz do homem um ser livre. Diminuir o poder e a influência do pecado original nos livra da salvação em Cristo. Como então crer nessa doutrina? Como crer que um Deus pequeno e um homem maior do que o homem bíblico pode ser levado à salvação? A única resposta só pode ser encontrada ao analisar a doutrina das Escrituras no Teísmo Aberto. Infelizmente, mesmo que de forma velada, se existe alguma simpatia pelo Teísmo Aberto, a Palavra de Deus será menosprezada em algum sentido, ainda que eles mesmos não saibam explicar muito bem.

 



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14 comentários em O deus re(l)acional

  1. Jônatas Cunha

    15/03/2011, 07h26

    Muito esclarecedor , parabéns , realmente nos abre a mente para a soberania de Deus.

    1
  2. Bruno Valente

    15/03/2011, 16h46

    Caro Rafael,

    Ótimo texto, quase que um desabafo! A soberania de Deus para muitos é incompreensível. “Deus não é um Deus frustrado”, e Seus planos serão realizados.
    Um grande abraço.

    2
  3. Vini

    15/03/2011, 19h31

    Rafa,

    Ótimo texto! Postagem simultânea no VE sobre o assunto. Posso postar o seu depois?

    Abraço

    3
  4. Rafael Bello

    15/03/2011, 19h36

    Claro! Fique a vontade….será um prazer. Obrigado!

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  5. Bryan

    15/03/2011, 20h55

    Há um certo tempo(a muito tempo) meu irmão levantou a questão sobre livre arbitrio e oniciência de Deus. Ele esta fazendo matemática e infelizmente não é muito ligado nas coisas de Deus. Tento falar a verdade para ele mas le sempre ignora ou leva perguntas que não vão levar a lugar nenhum ou que satisfaça o ego dele.
    Mas mesmo para ele é ambiguo demis liberdade humana e soberania de Deus. Quando eu falo que Deus é acima de todas as coisas e que ele é mais que os mortais podem entenderem ou tentar comprenderem, e que ele controla tudo não sendo de modo algum pecaminoso e sendo todos culpados, aí ele vem com a grande maxima das igrejas de hj: E o seu Deus de amor onde fica em todas estas afirmações e o assunto sempre se encerrava aqui.
    Agora que sei que sempre temos que voltar para cruz de Crito, da proxima vez vai ser mais fácil de esclarecer pois não conhecia a terrivel soberania de Deus de uma maneira tão explicita.
    Bom texto Rafa. A paz do Senhor Jesus para a galera do iprodigo.

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  6. Destaques On-line da semana – 02/mar 2011 « Conexão Conselho Bíblico

    16/03/2011, 04h19

    [...] dois artigos publicados durante a última semana: Deus está no controle -  Milton Coutinho Jr. O deus re(l)acional - Rafael Bello Devemos orar pelo povo japonês, que esse desastre possa ser usado para que [...]

    6
  7. Victor Ferreira

    16/03/2011, 18h44

    Graça e Paz, irmão.
    Belo texto e ótima explicação, Que o Senhor continue usando-o!

    Em Cristo
    mpurificacaoemcristo.blogspot.com

    7
  8. Luiz Carlos Jr.

    17/03/2011, 18h46

    Prezado Rafael,

    ontem em minha aula de Teologia Sistemática I discutimos exatamente a declaração dada por Ricardo Gondim sobre a catástrofe no Japão. Concordo no aspecto de que ele sem dúvida não foi feliz em sua declaração e desde já me posiciono totalmente contra qualquer tipo de teologia que não declare a soberania de Deus. Porém acredito que apesar de o homem sem Cristo ser escravo do pecado e agir sempre em função dessa condição, acredito também que todo o homem possui livre arbítrio para decidir permanecer em sua condição pecaminosa ou se arrepender de seus pecados e subjulgar sua vida a Cristo. Isso porém não elimina a soberania de Deus quanto ao controle total da história do mundo e da humanidade, pois Deus é soberano e o homem é totalmente responsável por suas decisões. As catástrofes no Japão são consequências de várias intervenções do homem ao longo da história, sejam intervenções políticas, naturais, habitacionais, etc. Mas sem nenhuma dúvida, Deus não foi pego de supresa por esta catátrofe, pois antes da fundação do mundo já as tinha contemplado e projetou-as como instrumento de graça, amor e julgamento.
    Deus é soberano e o homem totalmente consciente e responsável dos e por seus atos.

    Fica na paz!

    8
  9. Rafael Bello

    17/03/2011, 19h59

    Olá Luiz.

    Muito bem. Algumas coisas precisam ficar claras em nossa conversa. Algumas delas se devem a nossa compreesão das Escrituras. Como não planejo fazer uma exposição das doutrinas da graça aqui, sugiro qu escute nossos podcasts sobre os 5 pontos do calvinismo. Neles abordamos desde questionamentos sobre o arbítrio do homem, até a segurança eterna da sua salvação.

    Nosso site é confessionalmente um site calvinista. Nós entendemos que as doutrinas explanadas pelos teólogos Reformados valem ainda hoje. Se você passear por nosso site, verá que temos vários textos e vídeos explicando a relação da soberania de Deus x Responsabilidade do homem.

    Mas pra que você não pense que estou sendo totalmente evasivo, além dos textos e vídeos do site, vou colocar alguns versículos que espero fazerem-no pensar:

    Eu anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas
    que ainda não sucederam; Eu digo: O meu conselho será firme, e farei
    toda a minha vontade (Isaías 46:10).

    Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? e nenhum deles cairá em
    terra sem a vontade de vosso Pai (Mateus 10:29).

    >>>Deus controla não somente os eventos naturais, mas Ele controla também todos os assuntos e decisões humanas:

    Bem-aventurado aquele a quem tu escolhes, e fazes chegar a ti, para
    que habite em teus átrios; nós seremos fartos da bondade da tua casa e
    do teu santo templo (Salmos 65:4).

    O SENHOR fez tudo para seus próprios fins; sim, até o ímpio para o dia
    do mal (Provérbios 16:4).

    O coração do homem planeja o seu caminho, mas o SENHOR determina os
    seus passos (Provérbios 16:9)

    Os passos do homem são dirigidos pelo SENHOR; como, pois, entenderá o
    homem o seu caminho? (Provérbios 20:24).

    Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR; Ele
    o inclina a todo o seu querer (Provérbios 21:1)

    Visto que os seus dias estão determinados; tu tens decretado o número
    dos seus meses; e tu lhe puseste limites, e não passará além deles (Jó
    14:5).

    E todos os moradores da terra são reputados em nada, e segundo a sua
    vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não
    há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: Que fazes? (Daniel
    4:35).

    Antes se despediu deles, e prometeu: Se Deus quiser, outra vez
    voltarei a vós. E navegou de Éfeso (Atos 18:21)

    Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar,
    segundo a sua boa vontade (Filipenses 2:13).

    Eia agora vós, que dizeis: Hoje, ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá
    passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos; Digo-vos que não
    sabeis o que acontecerá amanhã. Porque, que é a vossa vida? É um vapor
    que aparece por um pouco, e depois se desvanece. Em lugar do que
    devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou
    aquilo (Tiago 4:13-15)

    Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu
    criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas
    (Apocalipse 4:11)

    Se Deus realmente determina todos os eventos naturais e assuntos
    humanos, então, segue-se que Ele também decretou a existência do mal.
    Isto é o que a Bíblia explicitamente ensina:

    E disse-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou
    o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR? (Êxodo 4:11).

    Quem é aquele que diz, e assim acontece, quando o Senhor o não mande?
    Porventura da boca do Altíssimo não sai tanto o mal como o bem?
    (Lamentações 3:37-38).

    Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o
    SENHOR, faço todas estas coisas (Isaías 45:7).

    Tocar-se-á a trombeta na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá
    algum mal na cidade, sem que o SENHOR o tenha feito? (Amós 3:6).

    O maior ato de maldade e injustiça moral na história humana é dito ter
    sido ativamente executado por Deus através dos Seus agentes
    secundários:

    Todavia, foi da vontade do SENHOR esmagá-lo, fazendo-o enfermar;
    quando a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua
    posteridade, prolongará os seus dias; e a vontade do SENHOR prosperará
    na sua mão (Isaías 53:10)

    Porque verdadeiramente contra o teu santo Filho Jesus, que tu ungiste,
    se ajuntaram, não só Herodes, mas Pôncio Pilatos, com os gentios e os
    povos de Israel; Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho
    tinham anteriormente determinado que se havia de fazer (Atos 4:27-28).

    Em todo caso, Deus decretou a morte de Cristo por uma boa razão, a
    saber, a redenção dos Seus eleitos. Da mesma forma, Seu decreto para a
    existência do mal é para um propósito digno de Sua glória. Os eleitos
    e os réprobos são ambos criados para esta razão:

    Direi ao norte: Dá; e ao sul: Não retenhas. Trazei meus filhos de
    longe e minhas filhas das extremidades da terra — a todo aquele que é
    chamado pelo meu nome, e que criei para minha glória, e que formei e
    fiz. (Isaías 43:6-7).

    Nele, digo, em quem também fomos escolhidos, havendo sido
    predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas,
    segundo o conselho da sua vontade; Com o fim de sermos para louvor da
    sua glória, nós os que primeiro esperamos em Cristo (Efésios 1:11-12).

    E eu endurecerei o coração de Faraó, para que os persiga, e serei
    glorificado em Faraó e em todo o seu exército, e saberão os egípcios
    que eu sou o SENHOR… (Êxodo 14:4)

    Porque diz a Escritura a Faraó: Para isto mesmo te levantei; para em
    ti mostrar o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a
    terra… E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a
    conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira,
    preparados para a perdição; Para que também desse a conhecer as
    riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já
    dantes preparou (Romanos 9:17, 22-23).

    9
  10. Bryan

    17/03/2011, 20h08

    Aceitar o livre arbitrio do ser humano e a mesma coisa que não aceitar a Regeneração. Então de alguma maneira o homem escolhe a hora em que vai nascer de novo? O Espirito Santo espera a hora e o caprichoo do ser humano? Deus neste mundo moderno não pode agir efetivamente onde ele quer, esquecemos que a revelação do Filho, para a Glória do Pai e´ a forma graciosa que Deus se relaciona com qualquer um. Deus deixou de ser uma pessoa, em que o mesmo não possa ter desejos. É mais assombrso achar que Deus não esta por tras dos eventos catastroficos, pois ai eu estou a mercer deles de maneira aleatória. Loucura!
    Esse assunto é tenso. O ser humano não aceita nada que venha que não passe por alguma obr que o mesmo tenha feito.

    10
  11. Luiz Carlos Jr.

    17/03/2011, 20h55

    Queridos irmãos,

    eu não concordo com a veemência escrita em frases como por exemplo: “Aceitar o livre arbitrio do ser humano é a mesma coisa que não aceitar a Regeneração”. Acredito que existam formas mais equilibradas, até mesmo como o Rafel Bello as fez de se debater qualquer tipo de assunto, até porque não me considero alheio aos assuntos concernentes a regeneração só porque não sou calnista, calvinista moderado, armínio-wesleyano ou pertencente a outra linha qualquer. Portanto Bryan respeito a sua posição calvinista, gosto muito do site e o acomopanho desde o início, assim como o VE, mas isso não significa que concordo com tudo o que dizem e também não significa que sou louco pela forma que penso. Como o Rafael argumentou, o site expressa a forma como vcs interpretam as escrituras, e acredito que estão corretos em defenderem através do conteúdo do site, aquilo que vcs acreditam, porém, repito, o fato do homem ter livre arbítrio não retira de forma alguma a soberania de Deus e o controle de Deus em todos os fatos, sejam eles quais forem, inclusive na catástrofe no Japão.
    Vocês estão de parabéns pelo trabalho que estão desempenhando, mas lembrem-se, em especial você Bryan, nem todos são obrigados a pensarem como você e isso não faz de mim um cristão menos ou mais alienado sobre qualquer assunto sistemático da teologia do que você.
    Fiquem na Paz!

    11
  12. Rafael Bello

    18/03/2011, 14h14

    Primeiramente eu gostaria de corrigir um erro grotesco que cometi em meu último comentário. Onde se lê explanadas, leia-se esplanadas. Hhaishiahsiaushasha

    Em segundo lugar, preciso dizer que nem sempre a posição dos comentários publicados aqui no site refletem nossas posições. Nós não concordamos com tudo que permitimos ir “ao ar”. Mas de forma salutar, por vezes deixamos para que o debate se desenvolva.

    Enfim, não precisamos dizer que nossa compreensão da ação monergistica de Deus na nossa salvação influi na nossa compreensão de regeneração. Porém, precisamos deixar claro que a fé não é um consentimento intelectual. Dessa forma, torna-se incoerente e até deselegante falar que aceitar o livre-arbítrio é a mesma coisa que não aceitar a regeneração. Somos regenrados pelo poder de Deus atuando em nós e não simplesmente por termos a melhor teologia.

    Enfim, este debate teria muuuuuuito que avançar, mas não creio que teremos tanto proveito dele aqui. É só minha humilde opinião

    Abraços.

    12
  13. Luiz Carlos Jr.

    18/03/2011, 16h13

    Querido irmão Rafel,

    parabéns pelo belo trabalho que o Iprodigo tem desenvolvido e que Deus continue a renovar as forças de toda a equipe por meio de sua graça sustentadora.

    Fiquem na Paz de Jesus, O Cristo!

    13
  14. R. Barbosa

    08/04/2011, 07h47

    Muito bom o texto. Parabéns.

    Hoje li um texto muito esclarecedor, do pr tiago, no blog da Fiel http://blogfiel.com.br/2011/04/tudo-o-que-e-e.html) . Justo num dos dias mais tristes da história recente do Brasil tive a oportunidade de entender um pouco mais sobre a loucura da teologia relacional. Obrigado.

    14

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