A Cabana – O fim do discernimento evangélico
por Albert Mohler Jr.O mundo editorial vê poucos livros alcançarem o status de blockbuster, mas A Cabana, de William Paul Young já ultrapassou esse ponto. O livro, originalmente auto-publicado por Young e mais dois amigos, já vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi traduzido para em mais de trinta línguas. Já é um dos livros mais vendidos dois últimos tempos, e seus leitores são muito entusiasmados.
De acordo com Young, o livro foi escrito originalmente para seus filhos. Essencialmente, a história pode ser descrita como uma teodicéia narrativa – uma tentativa de responder às questões sobre o mal e o caráter de Deus por meio de uma história. Nessa história, o personagem principal está enfrentando grande sofrimento após o seqüestro e homicídio brutal de sua filha de sete anos, quando recebe um convite que se torna um chamado de Deus para encontrá-lo na mesma cabana onde sua filha foi assassinada.
Na cabana, “Mack” se encontra com a divina Trindade: “Papa”, uma mulher afro-americana; Jesus, um carpinteiro judeu; e “Sarayu”, uma mulher asiática revelada como sendo o Espírito Santo. O livro é na maior parte uma série de diálogos entre Mack, Papa, Jesus e Sarayu. Essas conversas revelam um Deus bem diferente do Deus da Bíblia. “Papa” é alguém que nunca faz algum julgamento e parece muito determinado em afirmar que toda a humanidade já foi redimida.
A teologia de A Cabana não é incidental na história. De fato, em muitos pontos a narrativa parece servir apenas como estrutura para os diálogos. E os diálogos revelam uma teologia que é, no mínimo, inconvencional e indubitavelmente herética sob alguns aspectos.
Enquanto o dispositivo literário de uma “trindade” incomum das pessoas divinas é em si mesmo sub-bíblico e perigoso, as explicações teológicas são piores. “Papa” fala a Mack sobre o momento em que as três pessoas da Trindade “se manifestaram à existência humana como o Filho de Deus”. Em lugar algum da Bíblia se fala sobre o Pai ou o Espírito vindo à existência humana. A Cristologia do livro é semelhantemente confusa. “Papa” diz a Mack que, mesmo Jesus sendo completamente Deus, “ele nunca dependeu de sua natureza divina para fazer alguma coisa. Ele apenas viveu em relacionamento comigo, vivendo da mesma maneira que eu desejo viver em relacionamento com todos os seres humanos”. Quando Jesus curou cegos, “Ele o fez apenas como um ser humano dependente e limitado, confiando em minha vida e meu poder trabalhando nele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder algum em si para curar qualquer pessoa”.
Há uma extensa confusão teológica para desbaratar aí, mas é suficiente dizer que a igreja cristã tem lutado por séculos para ter um
entendimento fiel da Trindade para evitar exatamente esse tipo de confusão – um entendimento que põe em risco a própria fé cristã.
Jesus diz a Mack que é “a melhor forma para qualquer humano se relacionar com Papa ou Sarayu”. Não o único caminho, mas apenas o melhor caminho.
Em outro capítulo, “Papa” corrige a teologia de Mack ao afirmar “Eu não preciso punir as pessoas pelo pecado. O pecado é a própria punição, te devorando por dentro. Não é meu propósito puni-lo; minha alegria é curá-lo”. Sem dúvida alguma, o prazer de Deus está na expiação alcançada pelo Filho. Entretanto, a Bíblia revela consistentemente que Deus é o santo e correto Juiz, que irá de fato punir pecadores. A idéia de que o pecado é meramente “a própria punição” se encaixa no conceito oriental de karma, não no evangelho cristão.
O relacionamento do Pai com o Filho, revelado em textos como João 17, é rejeitado em favor de uma igualdade absoluta de autoridade entre as pessoas da Trindade. “Papa” explica que “nós não temos nenhum conceito de autoridade final entre nós, apenas unidade”. Em um dos parágrafos mais bizarros do livro, Jesus fala para Mack: “Para está tão submisso a mim como eu estou a ele, ou Sarayu a mim, ou Para a ela. Submissão não tem a ver com autoridade e não é obediência; tem a ver com relacionamentos de amor e respeito. Na verdade, somos submissos a você da mesma forma”.
A submissão da trindade a um ser humano – ou a todos os seres humanos – teorizada aqui é uma inovação teológica do tipo mais extremo e perigoso. A essência da idolatria é a auto-adoração, e a idéia de que a Trindade é submissa (de qualquer forma) à humanidade é indiscutivelmente idólatra.
Os aspectos mais controversos da mensagem do livro envolvem as questões de universalismo, redenção universal e reconciliação total. Jesus diz a Mack: “Aqueles que me amam vêm de todos os sistemas existentes. São Budistas ou Mórmons, Batistas ou Muçulmanos, Democratas, Republicanos e muitos que não votam ou não fazem parte de qualquer reunião dominical ou instituição religiosa”. Jesus acrescenta, “Eu não tenho nenhum desejo de torná-los cristãos, mas apenas acompanhá-los em sua transformação em filhos e filhas do meu Papa, em meus irmãos e irmãs, meus Amados”.
Mack faz então a pergunta óbvia – todos os caminhos levam a Cristo? Jesus responde “muitos caminhos não levam a lugar algum. O que significa que eu vou caminhar por qualquer caminho para te achar”.
Dado o contexto, é impossível não tirar conclusões essencialmente universalistas ou inclusivistas sobre o pensamento de William Young. “Papa” diz a Mack que ele está reconciliado com todo o mundo. Mack questiona: “Todo o mundo? Você quer dizer aqueles que acreditam em você, certo?”. “Para” responde “O mundo inteiro, Mack”.
Tudo isso junto leva a algo muito parecido com a doutrina da reconciliação proposta por Karl Barth. E mesmo que Wayne Jacobson, colaborador de William Young, tenha lamentado que a “auto intitulada polícia doutrinária” tenha acusado o livro de ensinar a reconciliação total, ele reconhece que as primeiras versões dos manuscritos eram muito influenciadas pelas convicções “parciais, na época” de Young na reconciliação total – o ensino de que a cruz e a ressurreição de Cristo alcançaram uma reconciliação unilateral de todos os pecadores (e toda a criação) com Deus.
James B. DeYoung, do Western Theological Seminary, especialista em Novo Testamento que conhece William Young há anos, afirma que Young aceita uma forma de “universalismo cristão”. A Cabana, ele afirma, “está fundamentado na reconciliação universal”.
Mesmo quando Wayne Jacobson e outros reclamam daqueles que identificam heresias em A Cabana, o fato é que a igreja Cristã identificou explicitamente esses ensinamentos exatamente como são – heresia. A questão óbvia é: Como é que tantos cristãos evangélicos parecem não apenas serem atraídos para essa história, mas para a teologia apresentada na narrativa – uma teologia que em muitos pontos conflita com as convicções evangélicas?
Observadores evangélicos não estão sozinhos nessa questão. Escrevendo em The Chronicle of Higher Education (A Crônica da Alta Educação N. T.), o professor Timothy Beal da Case Western University argumenta que a popularidade de A Cabana sugere que os evangélicos talvez estejam mudando sua teologia. Ele cita os “modelos metafóricos não bíblicos de Deus” do livro, assim como o “não hierárquico” modelo da Trindade e, mais importante, “a teologia da salvação universal”.
Beal afirma que nada dessa teologia é parte da “teologia evangélica tradicional”, e então explica: “De fato, todas as três estão enraizadas no discurso acadêmico radical e liberal dos anos 70 e 80 – trabalho que influenciou profundamente a teologia da libertação e o feminismo contemporâneo, mas, até agora, teve pouco impacto nas conjecturas teológicas não acadêmicas, especialmente dentro do meio religioso tradicional”.
Ele então pergunta: “O que essas idéias teológicas progressivas estão fazendo dentro desse fenômeno evangélico pop?”. Resposta: “Poucos de nós sabemos, mas elas têm sido presentes nas margens liberais do pensamento evangélico por décadas”. Agora, continua, A Cabana tem introduzido e popularizado esses conceitos liberais mesmo em meio aos evangélicos tradicionais.
Timothy Beal não pode ser considerado apenas um “caçador de heresias” conservador. Ele está empolgado com a forma que essas “idéias teológicas progressivas” estão “se infiltrando na cultura popular por meio dA Cabana”.
De forma similar, escrevendo em Books & Culture (Livros & Cultura N.T.), Katherine Jeffrey conclui que A Cabana “oferece uma teodicéia pós-moderna e pós-bíblica”. Enquanto sua maior preocupação é o lugar do livro “em um cenário literário cristão”, ela não pode evitar o debate dessa mensagem teológica.
Ao avaliar o livro, deve manter-se em mente que A Cabana é uma obra de ficção. Mas é também um argumento teológico, e isso não pode ser negado. Um grande número de romances e obras de literatura notáveis contém aberrações teológicas e até heresias. A questão crucial é se a aberração doutrinária é apenas parte da história, ou é a mensagem da obra propriamente dita. Quando se fala em A Cabana, o fato mais perturbante é que muitos leitores são atraídos pela mensagem teológica do livro, e não enxergam como ela é conflitante com a Bíblia em tantos pontos cruciais.
Tudo isso revela um fracasso desastroso do discernimento evangélico. É difícil não concluir que o discernimento teológico é agora uma arte perdida entre os evangélicos – e essa perda só pode levar à catástrofe teológica.
A resposta não é banir A Cabana ou tirá-lo das mãos dos leitores. Não devemos temer livros – devemos lê-los para respondê-los. Precisamos desesperadamente de uma restauração teológica que só pode vir através da prática do discernimento bíblico. Isso requer de nós identificarmos os perigos doutrinários de A Cabana, para termos certeza. Mas nossa tarefa verdadeira é reaproximar os evangélicos dos ensinos da Bíblia sobre essas questões e cultivar um rearmamento doutrinário dos cristãos.
A Cabana é um alarme para o cristianismo evangélico. É o que dizem afirmações como as de Timothy Beal. A popularidade desse livro entre os evangélicos só pode ser explicada pela falta de conhecimento teológico básico entre nós – uma falha no próprio entendimento do Evangelho de Cristo. A perda trágica da arte do discernimento bíblico deve ser assumida como uma perda desastrosa de conhecimento bíblico. Discernimento não consegue sobreviver sem doutrina.
Traduzido por Filipe Schulz | iPródigo
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0gg
11/02/2010, 12h31Triste ver cristãos que não conhecem ao Deus revelado da bíblia, e buscam conhecer a um deus revelado por um livro tosco…
Helder Nozima
11/02/2010, 12h50Excelente!
Helio
11/02/2010, 14h54Excelente artigo, obrigado por compartilhá-lo conosco.
Fiquei feliz por ver que tive basicamente as mesmas impressões que o articulista, e me surpreendi por ver que no século II já havia uma seita judaizante que comparava o Espírito Santo a uma mulher, como comento no meu blog:
http://ocontornodasombra.blogspot.com/2009/12/o-encanto-do-desencanto.html
Graça e paz!
Cebola
11/02/2010, 17h17muito bom o texto… é bom alertar os cristões que também existem livros que se encaixam na analogia de “Lobos com pele de cordeiro”
Cebola
11/02/2010, 17h19corrigindo: “…EM pele de cordeiro” hehehe
clarisse
11/02/2010, 22h08Pois é…temos que estudar mais doutrina. Muito mais. E orar muito pra não cair nessas ciladas.
Diego
12/02/2010, 02h06Infelizmente essa critica, ao que me parece, tende pra um lado critico RELIGIOSO tradicionalista.. daquele tipo que atira pedras mesmo, e fala que o terremoto no Haiti foi castigo de Deus. Sou testemunha que esse livro alcançou muitas vidas pra Jesus. Em vez de julgar o livro como armadilha do Diabo, vamos deixar a religiosidade de lado e ver que apesar dos vacilos teológicos desse livro, ele foi com certeza instrumento evangelizador.
Graça e Paz a todos!
Diego
12/02/2010, 02h11Helio.. muito fera seu Blog irmão, recomendo! ;D
vou deixar o link do meu também!
http://subirquadrado.blogspot.com/
Um abraço.
Graça e Paz!
Filipe Niel
12/02/2010, 10h03Passando só pra agradecer aos amigos do iprodigo por terem traduzido este texto.
iPródigo
12/02/2010, 10h33Diego,
é curioso você citar o Haiti porque é justamente um autor que escreveu um excelente artigo contra a ideia de que o terremoto foi algum tipo de castigo (e está aqui no site). Quanto a ter alcançado vidas, não duvido que aconteça, mas a questão do texto não é se Deus pode usar ou não um livro ruim (ele usa coisas bem piores, como eu, por exemplo), mas que os evangélicos não conseguem mais discernir o certo e o errado. Note que o autor não disse pra nos livrarmos do livro, mas questiona a falta de discernimento, que transformar em best-seller algo que mal ensina o Evangelho. Se depender de “resultados”, as igrejas tradicionais conservadoras alcançaram muitas vidas – e usarão esse argumento, como se fosse o único válido.
Quanto a criticar teologia ser algum tipo de “religiosidade”, acredito que muito dos homens que mudaram o mundo eram aqueles que mais conheciam a Palavra e mais se dedicaram ao ensino, e a rebater falsas doutrinas. Infelizmente, hoje coloca-se o rótulo de “religioso tradicionalista” em todo mundo que é conservador sem conhecer a vida da pessoa a fundo. Ao menos o Al Mohler leu o livro e pesquisou o autor antes de criticar.
um abraço.
Josa.
Filipe Bento
12/02/2010, 11h00A Bíblia do evangélico contemporâneo. Suficientemente superficial para amar a Deus sem fé ;)
Filipe Guerra
12/02/2010, 11h58Excelente texto. Não perdi o meu precioso tempo lendo o livro, mas pelo que eu ouvia sobre ele já tinha percebido que algo não batia. Quem dera todos os que leram o livro vissem o texto de Al Mohler.
Os cristãos dos nossos dias têm preguiça mental para conhecer a Palavra e as principais doutrinas cristãs. De outra forma teriam refutado o livro e não chamariam aqueles que prezam pela pureza da exposiçao da pessoa de Cristo (e da Trindade) de religiosos tradicionalistas.
É preciso conhecer a bíblia. Se não for assim, como ter discernimento?
Ricardo PinGuiM
12/02/2010, 14h24Realmente concordo com a galera, o problema não é o livro (otimo, mas com algumas mancadinhas teologicas[assim como todos nós]) mas o problema real sao os cristãos que nao tem discernimento e/ou conhecimento biblico para se proteger contra argumentos infundados.
O esquema é: VAMOS LER A BIBLIA GALERA!!!!! XDDD
Cebola
12/02/2010, 14h25Retificando: * Cristãos
hehehe
Marcos
12/02/2010, 14h26“Suficientemente superficial para amar a Deus sem fé.”
Que descrição precisa do “evangélico” comum!!! Evangélico (sem aspas, agora) é difícil de encontrar… e não sou eu quem está dizendo, foi Jesus quem disse:
“Porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.” (Mateus 7:14)
Diego
12/02/2010, 17h51Aew galera.. perdão, eu tava lendo meu comentário de novo e não foi bem o que eu quis dizer.. deu margem de interpretação de radical anti-tradicionalista.
Com certeza o livro tem muitos vacilos que vão contra a Palavra de Deus, me exaltei um pouco, perdão, pois tinha acabado de ler esse artigo (que o Josa falou) e fiquei revoltado como alguem pode ficar falando que o terremoto no Haiti foi castigo de Deus, não quis criticar o autor desse texto (na verdade achei muito bom o texto) mas estava falando dos comentários que estavam, ao meu ver, tentando taxar o livro como tipo “armadilha do Diabo”. Só orar e ler com discernimento!
Deixar um abração pro Josa.. amo esse blog!;D
Graça e Paz galera!
iPródigo
12/02/2010, 18h16Oi Diego, sem problemas.
Às vezes na internet a gente acaba sendo mal compreendido por ser um meio apenas escrito.
um abração, e obrigado pelos comentários! :)
Josa
Polliana Carolina
13/02/2010, 10h23Nossa…infelizmente eu não conheço profundamente teologia, pós ou pré-bíblica e também não sou capaz de fazer uma avaliação tão bem articulada. O que posso dizer,parte da minha experiência pessoal, de quem leu o livro, encontrou nele algumas metáforas fantasiosas sim, mas não viu nele perigo ou ameaça idólatra. Na verdade, pra mim, é um livro fantástico, mas só um livro. E sim, por mais incrível que possa parecer, eu tive uma experiência extremamente marcante ao lê-lo. E tenho colocado isso em oração porque me confunde, confesso, discernir Jesus de uma maneira tão delicada durante a leitura e relendo as críticas perceber que os que não gostam do texto sequer encontram Jesus nele. Eu me proponho a ler mais uma vez, talvez agora, com maiores informações a respeito eu possa vê-lo de outra forma, porque nós que amamos ao Senhor não queremos “aparência de verdade” e sim, a VERDADE, que é revelada através do Espírito Santo na forma de Jesus. Ler mais uma vez e orar! Só me intriga o fato de ver tantas pessoas voltando ao Senhor, com verdadeiro coração, após a leiura deste livro…
Paulinho
22/02/2010, 19h19Penso assim, sou conservador em minha fé e em verdades biblicas, e nao em legalismo inventado por homens. Mas sei que muitas vezes julgamos coisas ao nosso ponto de vista, ou em verdades pré estabelecidas dentro da gente. Ha muita coisa confusa no livro ao nosso ponto de vista, mas acho muito dificil julgarmos a real intencao do autor, ou se ele realmente conseguiu expressar o que ele queria, afinal de contas ele é Humano. Pelo que vi todos aqui escrevem muito bem e possuem blogs, quantas vezes ja nao foram mal entendidos ou mal interpretados? Nao estou protegendo o livro ou o que foi escrito, pq pessoalmente tb acho que em muita coisa o autor viajou. Acho que em todas as areas da vida e inclusive nos livros do Albert Moller que conheco muito bem (por ter sido aluno do seminario dele), devemos julgar o que é bom e reter, e confiar que o Espirito santo o guiara em toda verdade, como a Biblia diz em Joao 16:13.
Mas se decidirmos julgar o Autor, deveriamos julgar essas palavras tiradas do Blog dele também:
“For me, everything is about Jesus and Father and the Holy Spirit, and relationships, and life is an adventure of faith lived one day at a time. Any aspirations, visions and dreams died a long time ago and I have absolutely no interest in resurrecting them (they would stink by now anyway). I have finally figured out that I have nothing to lose by living a life of faith. I know more joy every minute of every day than seems appropriate, but I love the wastefulness of my Papa’s grace and presence. For me, everything in my life that matters, is perfect!
Pra quem nao sabe ingles, Wisdom pode te ajudar, hehehehe.
Sirlei
09/03/2010, 11h36Olá! Pesquisando sobre antinomismo, acabei parando nos comentários do livro A Cabana neste site… Quero dizer que lí o livro e achei-o exelente! Concordo com a opinião da Polliana e do Paulinho e realmente acredito que o perigo não está no livro apesar de , como já foi dito , o livro dar uma viajadas fantásticas biblicamente falando mas mesmo assim não entendo o porquê de tanta discussão a respeito desse livro. Àqueles que conhecem a Jesus, tem a ajuda preciosa do Espírito Santo de Deus que discerne bem todas as coisas e que faz da Cabana apenas um livro – um bom livro, volto a dizer – e mais nada. A paz do senhor Jesus Cristo a todos.
???????????????????
11/03/2010, 09h24Ola, nasci p adorar e servir a Jesus, tenho dissernimento, utilizo da palavra e da minha fé como manual da minha vida e da minha familia, li o livro e apesar de tantas contradiçoes, fantasias relacionadas a Biblia, a Trindade especificamente,, nao seria tao radical ao ponto de dizer q o livro, ficçao ou romance, nao vem ao caso, é uma heresia pois pode sim e trouxe, resgatou muita gente, ou mesmo levou muita gente a conhecer a Trindade, mesmo q por palavras distorcidas, conceitos fanatasiosos mas enfim, ja é um inicio de evangelização sim, sendo q nós mesmos q vivemos dentro do evangelho e saboreamos da graça de sermos abençoados com o Espirito Santo temos a missão de corrigirmos, de simplesmente sermos verdadeiros passando p os leitores q nao fazem parte do ciclo religiosos e nao entendem bem a questao colocada no livro q nem tudo é como se leu mas q podemos tirar algum proveito sim da obra e nao só críticas. Enfim, basta filtrar o q nao tem fundamento e aproveitar o q faz do livro, só um livro!
A paz de Jesus esteja c tds vcs e o dissernimento tbm galera!
iPródigo
11/03/2010, 16h34A respeito dos últimos comentários (em especial os últimos três):
Pessoal, a questão do texto é justamente a falta de discernimento evangélico, algo que vocês comprovam que têm – afinal, estão claramente fazendo críticas ao livro e não engolindo todos os ensinamentos dele.
O problema é que nem todos os evangélicos são assim, e esse é o motivo do sucesso do livro: as pessoas acham bom demais, e a maioria não questiona.
Se ele serve como evangelização ou faz as pessoas se sentirem abençoadas, é uma questão mais complicada, não pode se basear apenas em números, em “decisões por Cristo” ou experiência. lembrem-se que não é saudável, na verdade é bastante perigoso, evangelizar ou pregar com meias-verdades. O Espírito Santo usa para o bem, claro, mas é uma estratégia longe do ideal.
um abraço, e obrigado pelos comentários ao debate.
Josa
Pedro Cibulska
12/03/2010, 18h26Olha quem voltou! hehehehe
Esse post, como era de se esperar foi bem polêmico, hein!
22 posts (sem contar com o meu).. Nem me animei de ler todos.. hehehehe
Mas vi alguns e quero falar.
Galera que não leu o livro:
Cuidado com ao criticar o que você não sabe por completo.. Se você resolver ler o livro (sem ficar procurando palavras escondidas – como aquelas palavras-cruzadas) você vai ver que o Young também quer anunciar a Deus. Se não fosse ele nao teria escrito um livro como esses. Então, cuidado para nao mirar um Herege e acabar acertando um irmão..
Assim como na biblia, pegar partes de um livro que voce nao leu e dizer algo sobre ele pode ser Beeem perigoso.
Eu concordo com o autor do texto. Precisamos ter DISCERNIMENTO. (Ponto).
Costumo dizer que uma das melhores formas de consolidarmos nossas doutrinas é confrontá-las nos pontos dificeis.
Isso faz vc firmar ainda mais as suas bases,
ou mudar para as bases corretas!
Se voce ler o livro e nao se sentir incomodado a buscar mais a Deus, entao voce nao tava querendo saber de Deus e sim de como se beneficiar ao ler o livro.. E se voce nao estava querendo saber de Deus, entao voce podia estar lendo a biblia que nao seria diferente..
MAS nao me venha querer usar esse meu ultimo paragrafo para dizer que eu considero a biblia irrelevante.. “Sentir incomodado a buscar a Deus” NÃo é igual “a buscar a Deus”, certo?
Todos os pontos que o autor do texto colocou eu concordo. Concordo que o Young pecou em algumas doutrinas apresentadas. Mas confronto a doutrina nao o escritor. É o Young, mas podia ser o João, o Carlos ou o Paulo lá da igreja..
Nao seria pq ele ainda nao tem o entendimento claro sobre o assunto que eu vou deixar de respeita-lo ou critica-lo aos ‘quatro ventos’…
Vamos tomar cuidado para nao comecarmos a julgar as pessoas por coisas que soubemos delas… Vamos ter Discernimento para “retermos o que é bom”!
=)
Bem, ‘em suma’ (hehehe) é isso!
#ficaadica
Cibulska
Rodrigo Ramos
18/03/2010, 10h21Gostei do último comentário.
Estou terminando o livro e até aqui, consegui ver algumas mudanças que já posso fazer na minha vida. Eu consegui ver um Deus mais próximo. Se era esse o objetivo do livro, eu não sei. Se o publico desse livro eram os crentes, eu não sei tb. Mas sempre considero discussões que não convertem/desconvertem almas como sendo irrelevantes. Qual o objetivo do cristão senão apresentar o guia para a salvação?
Acabei de ler um texto neste site: http://www.ariovaldo.com.br/2010/a-igreja-emergente-em-que-creio
Gosto de ler, e como o Cibulska disse: “Vamos tomar cuidado para nao comecarmos a julgar as pessoas por coisas que soubemos delas… Vamos ter Discernimento para “retermos o que é bom”!” e “…cuidado para nao mirar um Herege e acabar acertando um irmão..”
João 8 . Alguém jogaria pedra?
Delma
15/04/2010, 12h59Talvez, o que tem causado tanta polemica entre os que desaprovam este livro é o fato dessas mesmas pessoas conhecerem o Deus da Bíblia e não o Deus pessoal, presente. Conhecem ou pensam que conhece.Com certeza, essas pessoas não tem intimidade com Deus o suficiente para percebe-lo e senti-lo em toda a nossa volta. Ele se manifesta do jeito que quer e se revela aqueles que o buscam. Talvez o distanciamento do real para o teórico, tenha causado essa insensibilidade
Lamentavel.” Serei achado de vós, quando me buscarem de todo o coração”
Roney Sousa Leão
29/04/2010, 09h51Ainda assim, nenhum livro, sob qualquer hipótese, pode ser comparado com a simples leitura da Bíblia. O livro aqui em discussão, seja lá o que for a sua classificação, simplesmente ultrapassa as fronteiras do cristianismo e caiu muito bem ao gosto do espírito deste século. Para não ir muito longe, apresenta sim um deus que não tem controle de todas as coisas e sofre junto com sua criatura caída os ataques do mal e do sofrimento. Podem ler o livro quantas vezes quiserem, e verão tais raciocínios lá.
Samuel
12/05/2010, 11h36Pessoal, a base que o cristão tem que ter é a Palavra de Deus, se um livro vai de encontro à Palavra não pode ser levado em consideração em nada.
Li um comentario que ele tem “um vacilo teológico”!? , outro “instrumento evangelizador”!? ( qual evangelho?).
Em outro blog alguém comentou que o Deus apresentado pelas religiões é muito distante e que o apresentado no livro é íntimo. A Palavra de Deus não basta?
O livro é uma obra de FICÇÃO e tem uma visão totalmente distorcida da Palavra de Deus, pra dizer o mínimo, e quem o achou ótimo nunca leu a Bíblia ou não acredita em sua santidade a ponto de precisar de uma ficção para “completá-la”.
A Palavra de Deus é suficiente para o verdadeiro cristã. Deus não está distante, o homem é que tem de se achegar a Ele e “Ele se achegará a vós”.
Rm 15:4:”Pois tudo quanto,outrora,foi escrito para o nosso ensino foi escrito, afim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança”
Delma, não existe essa de Deus da Bíblia ou Deus dos crentes, existe um único Deus.
Quem busca evangélho em outros lugares está totalmente perdido e sem rumo, Jesus disse “Eu sou o caminho a verdade e a vida ninguém vem ao Pai senão por mim”.
É inconcebível que um cristão só passe a entender Deus depois de ler o livro, e a Bíblia, é insuficiente?! e o sangue que Jesus derramou na cruz, é insuficiente?!
Será que é preciso um livro de ficção para convencer alguém sobre Deus,Jesus e o Espírito Santo ?! que foram retradados da forma mais bizarra possível.
É cego guiando cego e juntos vão ao precipício. É o sinal da apostasia.
Jonathan
22/10/2010, 16h28Otimo comentário
Gaby Branda
26/01/2011, 21h43é impressionante como um cara consegue criar uma groselha dessas e vender milhões de livros. e os cristãos, que deveriam se manifestar contrários, são os primeiros a adotarem essa picaretagem.
eu só tenho uma explicação para o sucesso desse livro: muitas pessoas amam um Deus que elas inventaram e não o Deus da Bíblia. não é possível! porque você não precisa ser um teólogo para reparar que o deus de Willian P. Young não é o Deus único e verdadeiro descrito nas Escrituras. ainda assim, multidões se apaixonaram pelo deus dele. não se sabe se é porque o autor as enganou ou se é porque muitos leitores de A Cabana querem o mesmo que Young quer. um Deus que massageia os pés de seus filhos, que no dia do julgamento não vai julgar ninguém e que se materializa em forma de uma mulher chamada Papa que cozinha coisas deliciosas.
eu me sinto ridícula citando apenas esses três trechos do livro.
aí muita gente dá esse livro pra outras pessoas dizendo “esse livro faz uma coisa muito positiva: ele ajuda as pessoas a perderem aquela imagem que elas tem de Deus, de que Ele é punitivo, que Ele é rígido, de que Ele é distante” etc etc etc. gente, Deus é Deus, Ele não precisa ser justificado e ninguém precisa ficar distorcendo o que Ele é para soar mais bacaninha para as pessoas que não gostam dEle. também não recebemos a incumbência de ficar amenizando a ira santa dEle, que é sim um de Seus atributos, queiramos nós ou não, e isso não deveria embaraçar tanto os cristãos como embaraça. Deus é amor, é misericórdia, mas é também soberano, é justo, é um Deus que se ira com a injustiça (e não libera assassinos de criancinhas por causa de um suposto amor injusto que sente, como aparece no livro; a não ser que esse assassino se arrependa). puxa, como Ele é maravilhoso. desnecessário inventar uma baboseira dessa cheia de heresias, história para boi dormir, como se a Bíblia precisasse de ajuda pra ter mais adeptos, como se a Palavra de Deus não fosse “simpática” o suficiente. é o fim da feira.
é triste ver como um autor consegue ficar milionário as custas da nossa miséria espiritual. isso não aconteceria se nós conhecêssemos um pouco melhor (apenas um pouco, não muito, já que o livro de William Young é tão raso) o Deus que dizemos priorizar. lendo a Bíblia com um mínimo de atenção é possível ver que A Cabana é formada por muitas heresias.
a história de Young é muito sedutora. mas uma armadilha. fica o alerta para você que leu ou que pretende ler A Cabana.
lixo de auto-ajuda.
pregue o Evangelho e assista vidas serem transformadas. Deus é infinito em glória, é a fonte de toda virtude, é Soberano, é o Todo-Poderoso, é infinito em amor. não me faça Deus virar uma mulher-mãe chamada Papa pra que todo mundo se apaixone por Ele. é absurdo.
ou escreva um livro falando do deus Bob. pronto.
Charles Spurgeon e J.C. Ryle chorariam angustiados se pegassem um exemplar desse livro na mão.
Raquel
10/03/2011, 23h23Eu gostei muito do livro,é uma ficção que trouxe coisas muitas boas para eu reter.Quem não gostou do livro, paciência(gosto não se discute)…E quem achou o livro uma heresia, o livro nem religioso é! Como as Cronicas de Narnia, que também são uma ficção, “a cabana” traz mensagens com a qual pude me identificar e, por isso, ambos foram importantes p/ mim e, até certo ponto, edificantes tb. Recomendo a leitura de ambos os livros como um lazer edificante, mas alimento real é a Biblia e esta sim, deve ser lida, estudada e vivida.
Shalom uvrachot
Raquel
10/03/2011, 23h28“Para não ir muito longe, apresenta sim um deus que não tem controle de todas as coisas e sofre junto com sua criatura caída os ataques do mal e do sofrimento. Podem ler o livro quantas vezes quiserem, e verão tais raciocínios lá.”
Bom, eu retive o que é bom desta ficção…e não tive este olhar sobre o livro. O livro pode ser bom p/ uns e, talvez, ruim p/ outros. P/ mim, o livro foi ótimo!
Gerson
28/10/2011, 05h24Muito bom o site! Até que em fim um site que tem por intuito remover “as escamas” dos olhos dos Cristãos superficiais. Jesus disse pra nós que deviamos orar e vigiar constantemente, sem cessar. E muitos “ditos” evangélicos erram por não conhecerem as escrituras sagradas. Preferem consolidar sua fé num livro de ficção, e não na bíblia que é a própria boca de Deus. É absolutamente inadmissível…