A celebração do Natal é um ritual pagão?
por R.C. SproulEssa questão surge todo ano na época de Natal. Em primeiro lugar, não há mandamento bíblico direto para celebrar o nascimento de Jesus em 25 de dezembro. Não há nada na Bíblia que indicaria que Jesus nasceu em 25 de dezembro. Na verdade, há muito nas narrativas do Novo Testamento que indicaria que o nascimento de Jesus não ocorreu durante esse tempo do ano.
Acontece que no vigésimo quinto dia de dezembro no Império Romano havia um feriado pagão que estava ligado a religiões misteriosas; os pagãos celebravam o seu festival em 25 de dezembro. Os Cristãos não queriam participar disso, então eles dizem, “Enquanto todo mundo está celebrando essa coisa pagã, vamos ter nossa própria celebração. Vamos celebrar a coisa mais importante em nossas vidas, a encarnação de Deus, o nascimento de Jesus Cristo. Então esse será um tempo de festividades alegres, de celebração e adoração do nosso Deus e Rei.”
Eu não consigo pensar em algo mais agradável a Cristo do que a igreja celebrando seu nascimento todo ano. Tenha em mente que todo o princípio de festa e celebração anual está profundamente enraizado na antiga tradição Judaica. No Velho Testamento, por exemplo, houve vezes quando Deus enfaticamente ordenou as pessoas a lembrarem de certos eventos com celebrações anuais.
Eu não consigo pensar em algo mais agradável a Cristo do que a igreja celebrando seu nascimento todo ano.
Enquanto o Novo Testamento não requer que celebremos o Natal todo ano, certamente não vejo nada de errado com a igreja entrar neste momento alegre de celebração à Encarnação, que é o ponto divisor de toda história humana. Originalmente, sua intenção foi honrar, não Mithras (N.T.:deus persa do sol) ou qualquer um dos outros cultos religiosos misteriosos, mas o nascimento de nosso Rei.
Traduzido por Pedro Vilela | iPródigo.com | Original aqui
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Armando Marcos
22/12/2011, 05h56Spurgeon diz algo semelhante em sermões pregados na época de Natal:
Não temos um respeito supersticioso pelos tempos e as estações. Certamente não cremos na presente disposição eclesiástica chamada Natal – primeiro, porque de nenhuma maneira cremos na Missa, mas a aborrecemos, seja ela falada ou cantada, em latim ou inglês. E em segundo lugar, porque não encontramos nenhuma base nas Escrituras para guardar algum dia como o dia do nascimento do Salvador.
Então, como não é por autoridade divina, sua observação é uma superstição. A superstição fixou da maneira mais concluinte o dia do nascimento de nosso Salvador, ainda que não exista a possibilidade de se descobrir quando realmente ocorreu. Fabrício nos fornece um catálogo de 136 diferentes opiniões de eruditos sobre o assunto. E diferentes teólogos inventam diversos argumentos de peso para advogar por uma data em cada mês do ano.
Não foi senão até meados do terceiro século que uma parte da igreja celebrou a natividade de nosso Senhor – e não foi senão muito tempo depois que a igreja do ocidente tinha dado o exemplo, que a igreja oriental adotou essa celebração. Posto que o dia é desconhecido, a superstição o determinou. Apesar de que o dia da morte de nosso Salvador poderia se determinar com muita certeza, a superstição move a data de sua observância a cada ano. Por acaso existe um método na loucura dos supersticiosos? Provavelmente os dias santos foram estabelecidos para se ajustarem aos festivais pagãos. Aventuramos-nos em afirmar que se existe algum dia do ano do qual podemos estar muito certos de que não foi o dia que o Salvador nasceu, é o dia 25 de dezembro.
No entanto, como a corrente dos pensamentos das pessoas já está direcionada por esse caminho e eu não vejo nenhum mal nessa corrente em si mesma, orientarei o barco de nosso sermão até essa correnteza e farei uso desse fato, que não irei justificar nem condenar, intentando assim conduzir os pensamentos de vocês na mesma direção.
Posto que é legitimo e digno de elogio meditar na encarnação do Senhor em qualquer dia do ano, não está no poder das superstições de outros homens converter tal meditação imprópria no dia de hoje. Então, sem importar a data, demos graças a Deus pelo dom de Seu Filho amado.
Sermão “A Alegria Nascida em Belém”
e tambem no sermão “A Encarnação e o Nascimento em Cristo” , diz logo de inicio tambem
Essa é a época do ano quando, querendo ou não, estamos obrigados a pensar no nascimento de Cristo. Considero que é uma das coisas mais absurdas debaixo do céu pensar que existe religião quando se guarda o dia de Natal. Não há nenhuma probabilidade de que nosso Salvador Jesus Cristo tenha nascido nesse dia, e a observância dele é puramente de origem papal – sem dúvida os que são católicos tem o direito de reivindicar-lo – mas não posso entender como os protestantes consistentes podem ter-lo de alguma maneira como sagrado. No entanto, eu desejaria que houvesse dez ou doze dias de Natal ao ano – porque há suficiente trabalho no mundo e um pouco mais de descanso não faria mal ao povo trabalhador.
O dia de Natal é realmente uma benção para nós, particularmente porque nos congrega em redor da lareira de nossas casas e nos reunimos uma vez mais com nossos amigos. No entanto, ainda que não seguimos os passos de outras pessoas, não vejo dano algum em pensarmos na encarnação e no nascimento do Senhor Jesus. Não queremos ser classificados entre aqueles que:
“Colocam mais cuidado em guardar o dia de festa
De maneira incorreta
Que o cuidado que outros têm
para guardar-lo de maneira correta”
Os antigos puritanos faziam ostentação do trabalho no dia de Natal, só para mostrar que protestavam contra a observação desse dia. Mas nós cremos que protestavam tão radicalmente, que desejamos como descendentes seus aproveitar o bem acidental conferido há esse dia, e deixar que os supersticiosos sigam com suas superstições.
Abraço
Armando Marcos
Projeto Spurgeon
Luiza
22/12/2011, 22h09Esclarecedor. Acho que nunca me senti tão tranquila em celebrar o Natal como vou me sentir nesse próximo dia 25 ^^
Alex
23/12/2011, 00h42Muito bom
Jane
27/12/2011, 00h44Não importa na verdade, se Jesus nasceu no dia 25 de dezembro ou em outro qualquer dia do ano. Importa sim que Jesus nasceu! Importa que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.” João 1:14. Comemoremos o Natal com alegria, porque foi aí que o milagre começou a acontecer e o Anjo assim anunciou:”Não temais: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria,…é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o Salvador que é Cristo, o Senhor.”Lucas 2:10 . Mas sem esquecer que foi por sua morte que Jesus nos pediu para ser lembrado, ao celebrar a Santa Ceia com os discípulos: “…Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim…” Lucas 22:19 e 20. Nascimento, vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo…nisto está revelado o maravilhoso amor de Deus por nós!