iPródigo

iPródigo

Cara, cadê sua noiva?

por Kevin DeYoung
Kevin DeYoung

Kevin DeYoung

Tendo em vista que eu falo em diferentes lugares por todo o país, uma das perguntas recorrentes vem das mulheres, mulheres jovens em particular. A pergunta delas geralmente é algo como: “O que se passa com os homens?”

Essas mulheres não estão com raiva. A pergunta delas é mais de lamento do que petulante. Não estou bem certo por que elas me perguntam isso. Talvez porque leram Just Do Something e imaginam que eu serei um ouvido simpático. Ou talvez elas pensem que eu posso ajudar. Muitas vezes elas dão continuidade à pergunta inicial me exortando: “Por favor, converse com os homens da nossa geração e lhes diga para serem homens”.

Elas estão falando de casamento. Eu conheci muitas jovens piedosas próximas ou distantes que se perguntam: “Aonde foram os homens casáveis?”. Muitos e muitos comentadores – cristãos ou não – têm notado uma tendência nos homens jovens: a saber, que eles parecem não estar crescendo. Recentemente, um artigo da CNN de William Bennett, “Por que os homens estão em apuros” chamou atenção de todos. O argumento do texto é resumido na linha final: “Está na hora dos homens crescerem”. Soa quase bíblico (1 Coríntios 16:13).

Praticamente toda pessoa solteira que eu conheço quer se casar. Mas mesmo assim, cada vez mais casais têm contornado o casamento. Padrões de educação têm alguma coisa a ver com isso. Uma economia ruim também não ajuda. Mas há algo ainda mais intrigante acontecendo. Vá a quase toda igreja e você encontrará mulheres cristãs maduras, inteligentes e bonitas que querem se casar e praticamente não há homens que as procurem. Essas mulheres muitas vezes estão fazendo pós-graduação e podem já ter começado uma carreira. Mas não são feministas.  A maioria dessas mulheres que eu conheci não faz objeção em ser uma companheira, uma auxiliadora. Mas parece que não há muitos rapazes para serem auxiliados.

O que está acontecendo aqui? Por que há tantas jovens mulheres solteiras, graduadas, cristãs sérias, comprometidas com a igreja, pós-graduadas, que não encontraram um noivo e não vêem quaisquer possibilidades no horizonte?

Talvez as mulheres tenham critérios muito altos. Essa é uma nítida possibilidade em algumas circunstâncias. Tenho certeza que há alguns caras que estão lendo isto e pensando consigo: “Eu fui atrás dessas mulheres, Kevin! E elas me empurraram para além da linha do horizonte”. Algumas mulheres podem estar esperando muito do Sr. Correto. Mas em minha experiência, esse não é o problema principal. Critérios muito altos? Geralmente não.  Alguns critérios? Claro.

No outro extremo, algumas mulheres podem estar tão desesperadas para se casar que deixam os caras apreensivos em mostrar qualquer sinal de interesse. Há uma linha tênue entre antecipação e desespero. Homens não querem localizar a garota que eles gostam dentro de uma David’s Bridal [N. T.: loja americana de vestidos de noivas] depois do primeiro encontro. O cara vai entrar em pânico – e ficará um pouco assustado.

Esse trajeto de solteirice prolongada é uma via de mão dupla. Mas penso que o problema largamente reside nos homens. Ou pelo menos, como um cara, posso identificar os problemas dos homens mais rápido. Vejo duas questões.

Primeiro, homens cristãos que são “bons rapazes” poderiam usar um pouco de – que palavra estou procurando – ambição. Todo pastor já criticou os vídeo games em algum momento. Mas o problema não é realmente o vídeo game, não é o que jogar pode (mas não sempre) representar. É a figura de um cara de 20 e poucos ou 30 e poucos anos que parece não querer nada com a vida. Ele pode ter ou não um emprego. Pode ou não viver com seus pais. Essas coisas às vezes estão fora de nosso controle. Há uma diferença entre um cara “sem sorte” se esforçando para alcança algo para além de si mesmo e um cara que parece satisfeito em assistir filmes, ganhar o suficiente para comer pizza congelada em um apartamento de um quarto, jogar Fifa’12, assistir futebol por 12 horas no sábado, aparecer na igreja por uma hora no domingo  e ir para casa assistir mais futebol.

Não penso que as jovens estejam esperando que o Sr. Correto seja um executivo corporativo com duas casas, três carros e uma personalidade como Dale Carnegie. Elas só querem um cara com algum conteúdo. Um cara com planos. Um cara com alguma profundidade intelectual. Um cara que pode encantadoramente tomar a iniciativa e conduzir uma conversa. Um cara com consistência. Um cara que já não trabalha brincando e que não brinca com sua fé. Um cara com algum desejo de ser bem sucedido na vida. Um cara que elas possam imaginar sustentando uma família, orando com os filhos na hora de dormir, aparando a grama no sábado e ansioso para levar todos à igreja no domingo. Onde estão os caras que se tornarão homens?

A segunda questão é que podemos não ter homens o suficiente na igreja. Talvez o maior problema não seja com caras cristãos gentis que não têm ambição, maturidade e comprometimento. Talvez tenhamos muitos desses homens na igreja, mas estão todos casados e não há o suficiente de seus irmãos para todas. Não sei qual é o problema maior, a falta de homens bons ou a falta de homens em geral. Provavelmente é uma combinação de ambos. A igreja precisa preparar os rapazes que tem. E com “preparar” eu não quero dizer “purifique-os, ligue-os em um ministério de solteiros e comece a combiná-los com uma possível esposa”. Não acredito que cristãos solteiros estejam procurando uma comunidade de igreja cheia de gente intrometida. Mas uma igreja cheia de homens piedosos, envolvidos, respeitáveis, respeitados, maduros? Esse é um projeto que merece investimento.

Então, o que pode ser feito a respeito do crescente grupo de mulheres solteiras? Quatro coisas vêm à mente.

Todos: orem. Orem por uma alegre aceitação do cuidado providencial de Deus, acreditando que a piedade com contentamento é de grande proveito. Se você está solteiro, ore mais pelo tipo de cônjuge que você deve ser do que pelo tipo de cônjuge que você quer. Ore também pelos casais casados e famílias de sua igreja. Se você é casado, ore pelos solteiros de sua igreja, pelos que nunca casaram, pelos divorciados e pelos viúvos. Todas as pessoas, em todo lugar, orem pelas formas de começar a servir o Senhor agora, não importa em que etapa da sua vida você está ou queria estar.

Mulheres: não se acomodem, nem nunca deixem em exigir um sólido comprometimento cristão em um marido, mas certifiquem-se que sua lista de características não-negociáveis não exclui efetivamente todos que não são como Mr. Darcy.

Mulheres, certifiquem-se que sua lista de características não exclui efetivamente todos que não são como Mr. Darcy

Igrejas: não criem um homem de igreja bruto ou machista, mas pense se sua igreja perdeu desnecessariamente a virilidade. Vocês desafiam ou exortam? Cantam músicas para Jesus que os homens podem cantar com uma expressão séria? A “comunhão” em sua igreja sempre foca em atividades em que os homens não se dão muito bem, como sentar em uma roda e falar sobre como se sentem? Sua igreja tem como alvo específico a disciplina de homens – particularmente os jovens no Ensino Médio e faculdade? Apanhe-os jovens e os faça crescer na adolescência, não nos seus 20 anos.

Homens: vocês não têm que ser ricos e não precisam subir a escada corporativa. Vocês não têm que consertar carros e deixar crescer a barba. Mas é hora de tomar uma pequena iniciativa – na igreja, com sua carreira e com as mulheres. Parem de dar voltas e comecem a ir a algum lugar. Provavelmente é uma boa ideia serem mais parecidos com seus avôs e menos com Capitão Jack Sparrow. Menos ainda com o Peter Pan. Mostrem alguma ambição. Corram alguns riscos. Parem de procurar namoros por diversão e – a menos que Deus esteja chamando vocês para serviço maior através do celibato – comecem a procurar uma esposa.

Provavelmente é uma boa ideia serem mais parecidos com seus avôs e menos com Capitão Jack Sparrow

Traduzido por Carla Ventura | iPródigo.com | Original aqui

Tags: , , , ,

24 comentários em Cara, cadê sua noiva?

  1. Isa

    17/11/2011, 05h46

    Muito bom! Falou tudão.

    1
  2. Fê Vilela

    17/11/2011, 16h51

    Concordo com a Isa =)

    2
  3. Márcio Carneiro

    17/11/2011, 19h19

    Muito cultural, pouco cristão. Não gostei.

    3
  4. Bryan

    17/11/2011, 19h34

    Imaginei que as primeiras a postarem seriam as mulheres e que o conteudo seria este que vcs postaram. Mas foi um bom texto a não ser na parte que sim o padrão da mulher cristã ou do mundo é um principe, semi-deus, cantor e instrumentista.

    4
  5. iPródigo

    iPródigo

    17/11/2011, 20h04

    Desculpa, Bryan, mas muitas não abraçam esse padrão. =P

    abraço

    Josa

    5
  6. Lívia Rudakoff

    17/11/2011, 22h39

    Concordo com o texto. Sou jovem (25 anos), cristã, solteira, comprometida com a Igreja e com minha comunidade, trabalho e sou pós-graduada. Existem muitas mulheres com esse perfil também na minha igreja, e o que eu percebo ( e esta é a opinião delas também) é que os rapazes parecem ter medo de nós, principalmente se não tiverem o mesmo nivel de escolaridade ou tenham um trabalho mais consolidado. O padrão da maioria das mulheres cristãs não é um principe, semi-deus, cantor e instrumentista. O texto foi muito preciso ao dizer que existem muitos rapazes (cristãos) que precisam crescer, amadurecer e se tornarem homens de fato e de verdade. Mulheres querem homens e não meninos (imaturos, indecisos que tem 20 ou 30 e tantos anos mas com a cabeça de 15), e essa maturidade independe do status, do nivel de escolaridade, economico ou social do rapaz. E é claro que tem mulheres que não colaboram também, que ao em vez de guardar, sobretudo o coração, o entregam para o 1º que lhes dá um pouco mais de atenção e depois ficam por aí, chorando pelos cantos, como se todos os homens fossem tão enganadores, quando a culpa é totalmente dela por ter se deixado levar por suas próprias carências emocionais. E claro que existem também as que sonham com um principe encatando, lindo, sem defeitos, mas isto geralmente é só até elas crescerem de verdade e verem que principes nao existem e que todos temos defeitos, mas isto não exclui a possibilidade de que a pessoa que o SENHOR tem pra nós (Pv19:14 e PV18:22) seja, com todos os seus defeitos, um príncipe para nós! Parabéns ao iprodigo pelo site e que Deus continue abençoando-os!

    6
  7. Josie

    17/11/2011, 23h32

    Como diria a Carlinha, Kevin DeYoung é como Chico Buarque, capta a alma feminina.

    E não, o padrão da mulher cristã não é um príncipe [pelo menos não esse tipo que você pensa], semi-deus, instrumentista e cantor. É um homem cristão, sério, com conteúdo e que será aquele que vai edificar a família. Como disse a Lívia Rudakoff “com todos os seus defeitos, um príncipe para nós”.

    Meninos, não é uma tarefa fácil, mas o Senhor capacita! E qualquer dúvida, perguntem pro Josa, ele é bom nisso [momento foférrimo de namorada].

    7
  8. iPródigo

    iPródigo

    17/11/2011, 23h40

    Só pra constar – eu só péssimo, mas Deus me capacitou e até que sou legalzinho… :P

    abraço

    Josa

    8
  9. Márcio Carneiro

    18/11/2011, 00h21

    Eu vejo como um problema no texto é como ele coloca todo o peso dos fracassos de relacionamentos nas costas do homem. Culpa a atual infantilidade comum masculina, o que não deixa de ser verdadeiro. Mas ignora que de igual medida, de suas maneiras, as mulheres também estão muito infantis.

    Perdi a conta de quantas vezes eu me aproximei em uma roda de jovens e o assunto era o esmalte da unha, o corte de cabelo ou como seus sapatos estavam combinando. Não creio que tais assuntos são demonstração de conteúdo necessário para ser interessante aos olhos de um “príncipe”.

    Outra coisa que me chamou a atenção no texto é oque ele exorta aos homens. Fala para sermos mais ambiciosos e tomarmos mais riscos. Mas não foi para ser mais ambicioso e tomar mais risco que Cristo me chamou para a igreja Dele. Ele me chamou para ser imitador Dele. E muitas vezes ser imitador Dele é justamente não ser ambicioso.

    O atual problema de excesso de solteiros nas igrejas vai muito além de uma infantilidade masculina. O que eu vejo é apenas mais um sintoma do afastamento dos cristãos a sã doutrina.

    9
  10. iPródigo

    iPródigo

    18/11/2011, 00h43

    Márcio, não vejo que ele coloca o peso apenas nos homens. Se colocasse, ele não terminaria com exortações para homens, mulheres, líderes de igreja e população em geral. Ele está citando um sintoma especial da nossa época, como nunca ocorreu antes. Por isso gasta mais tempo nisso. E como editores do site, cremos que sim, esse é um problema grave, pouco tratado na igreja e que merece mais atenção que outros atualmente. Muitos ministérios de jovens preparam seus jovens para serem eternos garotos, e muitas vezes, ainda casados eles refletem esse comportamento, destruindo casamentos e abandonando a responsabilidade.

    outro problema é você confundir a preocupação feminina com a estética com infantilidade ou mesmo superficialidade. Uma garota que gasta tempo demais nisso pode realmente ser infantil, mas o fato de conversarem sobre isso (especialmente numa roda só de garotas) não implica em infantilidade. Uma preocupação com a estética é saudável, assim como conversas que têm apenas valor de entreter. Creio até que uma preocupação com uma boa apresentação é algo bíblico. Existe o momento para isso, claro. Mas é mutio perigoso rotular todas as rodas de conversa de meninas como infantilidade

    Sobre ambição e riscos, sinto discordar. Seguir a Jesus envolve correr riscos, enfrentar desafios e desejar coisas difíceis. PArece que você confunde ambição com querer dinheiro e poder. Se for o caso, sim, Jesus nos ordena que não a tenhamos. Mas o que o autor quis dizer é o desejo de lutar pelo padrão bíblico e fazer planos que glorifiquem a Deus. Querer ser um bom marido, um bom pai, trazer uma boa vida, ter um ministério que alcance pessoas, sonhar com um ambiente de trabalho melhor, buscar conhecimento e arte – tudo isso podem ser exemplos de ambições que glorificam a Deus porque procuram cumprir os mandatos que Deus deu ao ser humano.

    Por fim, a infantilidade masculina é justamente um afastamento da sã doutrina, por negar ao homem o seu papel na casa, na sociedade, no trabalho, no sábado e na comunh˙ao dos santos. E não vejo que haja excesso de solteiros – os namorados e casados sempre são maiorias. Mas na nossa época, mais que qualquer outra, esse é um fator que pesa muito nessa questão.

    um abraço

    Josa

    10
  11. Dani

    18/11/2011, 14h31

    A mulherada comentando em peso, e os caras super revoltados comentando embaixo… chega a ser engraçado, né Josa! rs
    Deus te abençoe irmão!

    11
  12. Patricia

    18/11/2011, 21h30

    Parabéns para o Josa, se posicionou muito bem. A maior responsabilidade está sobre os homens, e isto é bíblico, pois Deus elegeu o homem para ser o cabeça, o que inclui uma série de responsabilidades que se inicia no namoro. Um casamento de sucesso começa com um namoro de sucesso, namoro segundo os princípios da Palavra. A escolha do parceiro(a) se vincula com o propósito que se pretenda para o relacionamento. O que se espera de um namoro cristão? Que venha ocorrer um provável casamento. Acaso o casamento não seja o propósito do namoro então poderíamos afirmar que nossos jovens aderiram o padrão secular, longe do evangelho. Creio que a Igreja deverá estar alerta e em oração!!!!! Creio que nossos jovens precisam entender e se posicionarem mais cedo como homens de Deus que serão os cabeças de seus lares, formando famílias fortes que formarão igrejas fortes e que honram ao Senhor.

    12
  13. Allysson

    18/11/2011, 22h04

    Amei a ideia do texto. Realmente reflete o que estamos vivendo dentro da maioria das igrejas. Vcs estão de parabéns!

    13
  14. glaucia

    19/11/2011, 00h22

    Então…
    Gostei muito do texto, e me deixa um pouco assustada o fato de essa “geração Peter Pan” – dos meninos que não querem crescer – seja um fenômeno global… Será o fim do projeto mais interessante de Deus que é a família? Espero sinceramente que não.
    Sou mais uma do grupo das mulheres cristãs que já possui estabilidade financeira, alguns títulos acadêmicos, uma missão em Deus, mas ao mesmo tempo, só mesmo com os olhos da fé pra vislumbrar um matrimônio,… mas creio que Deus honrará nossa fé!!!

    14
  15. iPródigo

    iPródigo

    19/11/2011, 17h18

    Um aviso da administração do iPródigo – estamos recebendo alguns comentários masculinos sobre uma suposta falta de mulheres piedosas. Queremos dizer algumas coisas:

    1) Sua experiência particular não pode ser base para dizer que não existam garotas maduras e piedosas na igreja. Não conhecemos todas as meninas que comentaram esse post (algumas sim!), mas elas parecem bons exemplos que negam esse tipo de comentário. Pessoas piedosas são sempre minoria, mas não quer dizer que não existam.

    2) Lembrem-se que o texto foca a questão da falta de homens maduros, mas termina com recomendações a todos. Ouçam com autocrítica a parte que toca os homens ao invés de apenas acusar a outra. Existem textos no iPródigo que exortam as garotas, mas não há uma multidão de mulheres comentando sobre os homens nele.

    3) O texto foca em especial mulheres que já têm emprego, pós-graduações e coisas assim. Ou seja, moças que já têm uma “vida adulta” estável, condições de sustentar-se, mas não encontram um homem em condições semelhantes. Usando um exemplo bem comum: pode acontecer de você ser um adolescente mais maduro que a média ou um rapaz terminando o seu curso universitário e realmente ter problema com as garotas da sua idade. O texto não foca esse tipo de situação.

    4) Se o comentário não colaborar com a discussão ou não procurar um esclarecimento que já foi exposto acima, mas apenas reclamar das mesmas coisas, nos damos ao direito de não aprová-lo.

    um abraço

    Equipe iPródigo.

    15
  16. Gabriele B. Amaral

    19/11/2011, 20h32

    O texto me ajudou a esclarecer dúvidas para a escolha de um “bom partido”. Confesso que muitas de nós, ás vezes, nos iludimos à espera do Mr. Darcy. As mulheres também precisam amadurecer suas vontades. Não digo abrir mão de coisas fundamentais que irão te ajudar na escolha de um homem de acordo com seu jeito, mas sim deixar os requisitos que estão de acordo com os padrões da mídia e do mundo.
    Como igreja, precisamos nos preocupar mais com a formação dos jovens e adolescentes (convertidos ou não). Nessa fase são feitas as grande escolhas da vida. Por exemplo, seguir Jesus. Se os ‘novos” convertidos não forem instruídos de forma correta, o que poderemos esperar das futuras famílias? Não podemos simplesmente dizer o que NÃO fazer. Mas precisamos ensinar COMO fazer as escolhas certas.
    Acima de tudo, creio que um relacionamento íntimo com o Senhor é fundamental para o nosso crescimento. Desta forma, despertaremos para ouvir o que realmente está no coração de Deus e estaremos dispostos a fazer o que Ele mandar!
    Um grande abraço a todos!
    Fiquem com Deus

    16
  17. Gilberto Weber

    19/11/2011, 22h29

    Gostei das questões que o texto levantou. O problema existe, em maior ou menor grau nas igrejas. Tenho 49 anos, 27 de casado, uma filha e 2 filhos. Trabalhamos com casais em nossa igreja. Vejo que uma parte da causa da situação está também em nós pais (me incluo). Em algum momento deixamos de ser um exemplo aos nossos filhos nessa area. Também tivemos falta de exemplo do nosso pai. É o que se tem chamado de ferida paterna. No fundo, essa ferida tem origem naquele que quer nos destruir, o diabo. Nossas lutas são parte de uma luta maior. Sugiro aos homens que leiam o Livro Coração Selvagem, uma inspiração, ou melhor, instigação a que busquemos, com a ajuda de Deus, a essência da nossa masculinidade. Há que lembrarmos também que o masculino é diferente do femimino. Uma parte do nosso problema é que a masculinidade tem sido abafada. Dai as consequencias…

    17
  18. Leandro

    21/11/2011, 07h13

    Talvez não seja um problema no texto em si, antes nas possíveis leituras do mesmo, mas atenção para não se deixar levar pelo exterior.

    Na Informática há um dito que o melhor programador não é o que programa mais rápido, mas o que entende o problema para descobrir como programar menos.

    Analogamente, o mundo quer que façamos cada vez mais e mais rápido. Antigamente os evangélicos chamávamos isso de ativismo. Mas isso não é sábio. Sábio é, entre outras coisas, saber o que importa e, por outro lado, o que é apenas superficial.

    As mulheres têm mais facilidade de atender expectativas, desde a escola. Notas na escola, desempenho no emprego, títulos… e isso conta a favor delas. Entretanto, importa saber que expectativas se deve atender.

    Títulos, por exemplo. Fica difícil valorizar alguém ter um título quando se sabe que a grande maioria dos diplomas no Brasil é efetivamente vendido, mesmo que tenha havido freqüência e produção acadêmica, pela absoluta falta de padrões de qualidade. Mais que título, importa saber concedido por quem, e como edificam a vida de quem os obteve. Emprego, analogamente, é um instrumento de vida, não a vida. Mais que um emprego, importa saber como ele edifica a vida do empregado e de sua família e igreja.

    Sim, os homens estamos destruídos e pouco valemos para a sociedade. Pudera, a escola há tempos, no Brasil e nos EUA, é feita por mulheres para mulheres; a baixa fertilidade nas últimas gerações nos torna protegidos das mamães por tempo demais (e, revertendo milênios judaico-cristãos, aceitamos a contracepção sem crítica); nossa confiança em, e temor de, situações sócio-econômicas nos rouba a confiança em e temor de Deus, e nos coloca um peso que não temos como suportar. E o carreirismo acadêmico-empregatício feminino nos rouba do suporte que precisamos, que não é o da mamãe mas o da companheira idônea. Até a escolha da mesma está torta: queremos um romance, não uma família. Deus sabe que o que um homem precisa para viver fora do lar e alimentá-lo é de um lar que ‘funcione’, por assim dizer, não que seja a n-ésima prioridade dos cônjuges.

    Estamos, sim, doentes, e nossas igrejas estão doentes. Um dos sinais duma igreja saudável (o que não significa de maneira alguma que uma igreja possa ‘se curar’ tentando reverter o sintoma) é um equilíbrio de gêneros, onde uma geração de homens discipule a seguinte e a suporte à maturidade, em vez de se acomodar passando as responsabilidades masculinas de ensino e pastoreio às mulheres, geralmente mais dispostas e, amiúde, também mais disponíveis. Onde as mulheres possam criticar, apóiem, mas não emasculem. E isso não mudará enquanto continuarmos a seguir não nosso Mestre mas os cuidados deste mundo…

    18
  19. Vinícius S. Pimentel

    21/11/2011, 07h15

    Posso dizer, pelo que vejo em minha própria igreja local, que o problema apontado pelo DeYoung é real. É assustadora a quantidade de homens, em seus vinte e poucos anos, completamente incapacitados para desenvolverem um relacionamento sério, saudável e biblicamente orientado na direção do casamento.

    Trata-se de um sintoma da grande influência que a mente mundana de nosso tempo exerce sobre a igreja. Como cristãos, cumpre-nos não nos conformarmos a este século, mas sermos transformados pela renovação da nossa mente, para que experimentemos a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.

    19
  20. Antonio Carlos

    22/11/2011, 03h39

    O artigo é bastante realista e creio que o problema deveria ser entendido de forma mais ampla.
    1) A falta de segurança, principalmente nas grandes cidades, faz com os jovens vivam cada vez mais, dentro de casa, desenvolvendo atividades como jogar video-games, que não necessariamente necessita parceiro.
    2) A educação cristã (e eu creio é correta), faz com que ensinemos nossos filhos a não começar a namora muito cedo, sem perspectiva de casamento a vista (sobretudo para evitar a tentação sexual), empurrando para frente os relacionamentos com o sexo oposto. Evidentemente, os jovens buscarão sociabilidade com os próprios rapazes, não priorizando as relações que visem a união conjugal.
    3) Casamentos aos montes (dentro das igrejas inclusive)que são mal sucedidos e tornam muitos casais infelizes, “assustam” um pouco alguns que logo percebem que é melhor continuar sendo o “bebezinho” da mamãe, com roupa lavada e passada, comidinha na boca e conforto, do que arriscar um relacionamento onde, em alguns casos fica evidente, poderá não haver esse conforto.
    4) Notóriamente, as meninas amadurecem bem mais cedo e é fácil perceber como a maioria dos rapazes, se assustam um pouco com a postura de algumas meninas que “partem pra cima” e mostram-se mais preparadas para um relacionamento do que os rapazes. Para exemplificar isso, recentemente com minha esposa em uma festa, nós ouvimos que enquanto meninas adolescente falavam e reparavam nos rapazes o tempo todo (com conotação até certo ponto sexual), os rapazes falavam de video-games e riam, não se apercebendo das meninas ao seu redor.
    Poderíamos citar outros fatores, mas com todo esse elenco de coisas, em minha modesta opinião não dá para ficar com esse “esqueminha” de supercrente falando o tempo todo “é mundanismo”, “é o diabo”, “é problema espiritual”. A questão é complexa, multifacetada com conotações espirituais sem dúvidas, mas também socilógicas, educacionais, culturais e trata-se de um grande desafio para nós, reverter esse quadro, quem sabe investindo nos pequeninos, alertando os pais e ainda tratando de forma séria e aberta desse tema com nossos jovens de hoje.
    É claro que falta espaço para aprofundar mais, porém ficam aqui minhas impressões.
    Fiquem na paz do Senhor
    Pr. Antonio Carlos

    20
  21. Leandro

    22/11/2011, 17h56

    O outro lado da moeda: _Que las mujeres aprendan en silencio en la comunidad: reflexiones bíblicas en cuanto al liderazgo femenino en la obra estudiantil y en la iglesia_, Angelit Guzman (psicóloga, membro da equipe regional da IFES para a América Latina, coordenadora da equipe de Hermenêutica) , arquivado do antigo sítio da ABU, Aliança Bíblica Universitária.

    Amostras: ‘…luché con este pasaje y por la gracia de Dios, de una actitud inicial de rechazo pasé a una actitud similar a la que tuvo Jacob cuando luchó con el ángel y le dijo: no te dejaré hasta que me bendigas. Del mismo modo, le dije a Dios: no dejaré este pasaje hasta que me bendigas con él y hasta que nos bendigas como comunidad. […] La salvación de la mujer está en recuperar este sentido de maternidad bajo el marco de una vigorosa espiritualidad: si permanecemos en fe, amor y santificación. Es decir cuando su vocación maternal tiene como finalidad fundamental la gloria de Dios. Y hacerlo con toda modestia es la condición para no caer en la presunción. La reserva, el gozo íntimo y no presuntuoso, la vergüenza que es gemela de la dignidad y que nos libra de la necedad.’

    Não sei qual a prática para essas coisas, mas já tentei achar a autora para pedir permissão para republicar e para traduzir, sem sucesso…

    21
  22. Leandro

    22/11/2011, 18h38

    Pastor Antônio, discordo que nossa educação esteja correta. Eu mesmo me casei relativamente tarde (29 anos de idade), e pedi minha esposa em casamento menos de um ano antes, pulando a fase de namoro. Sempre quis namorar para casar, e isso me impediu de namorar antes que me visse em situação viável de casamento.

    Entretanto, essa longa espera é muito sofrida e tentadora. Não gostaria que meu filho passasse por ela.

    Descobri que a instrução paulina (e divina) que nos diz que é melhor casar que abrasar-se é praticada ainda hoje pelas comunidades judaicas ortodoxas, onde se preparam os jovens para casarem-se cedo. Lembro que, em 1998, o filho de um dos supremos rabinos israelenses casou-se com 19 anos de idade. A noiva tinha 17. E são casamentos estáveis e férteis, o que os nossos não tem sido. Não creio que a idade aí seja chave, mas que a igreja não seja mero ponto de encontro dos crentes, mas uma comunidade que forme suas crianças para se casarem assim que tiverem tanto a maturidade quanto o apoio familiar e comunitário para tal.

    Instruir os jovens a não namorarem cedo é uma medida protetiva, mas a direção está errado. Não se tem de adiar o namoro, antes tem-se de antecipar o casamento. Isso é bíblico, e temos um bom exemplo moderno.

    22
  23. Leandro

    22/11/2011, 22h27

    O ſítio comeu o endereço, aqui vai novamente: http://web.archive.org/web/20010421224814/http://www.geocities.com/SoHo/7170/text15.htm

    E, aproveitando, mais um trecho: ‘Creo que valió la pena no eludir la lucha con este pasaje. Por supuesto que quedan pendientes muchas cuestiones. Lo que queda claro es que el centro de nuestra lucha, si queremos una verdadera liberación, no está en buscar la responsabilidad del otro sino empezar por la nuestra. La búsqueda central de la mujer tiene que ser la sabiduría y no las posiciones de poder. También se desprende de esta reflexión que el aprender en silencio es una invitación a una actitud de vida y no un impedimento al ejercicio de la enseñanza en la mujer. En todo caso, este pasaje nos abre a nuevas posibilidades de enseñanza que rompen los esquemas opresores que conocemos. Nos alegra ver una salida, una luz en el túnel para cambiar no sólo nuestro vestido o nuestro aroma sino también nuestra piel y nuestras entrañas y ser recreadas con el poder de la fe como este pasaje de la Biblia nos propone. Siempre tendremos que arriesgarnos a que esta nuestra lucha sea o aprovechada o malentendida. Pero eso no debe desanimarnos. Y es más, invitemos y entusiasmemos a los hombres, sólo que esta vez hagámoslo con una fruta de verdad deliciosa y permitida: la búsqueda de su propia reconstrucción como hombres. Sólo así, en comunión y cada uno asumiendo su propia responsabilidad ante Dios, ante la creación y ante sí mismos seremos “verdaderamente libres”.’

    23
  24. Fernando

    09/12/2011, 05h31

    Livia,
    Onde é sua igreja? :)

    24

Deixe um comentário