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Ei, eu não sou teólogo!

por Doug Phillips
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Todos nós somos teólogos.

Nossa teologia é essencialmente o sistema de crenças e pensamentos controladores que temos sobre Deus e sobre como nos relacionamos a ele. Portanto, novamente, todos nós somos teólogos. A diferença está em se nossa teologia é ou não intencionalmente (e crescentemente) moldada pela doutrina da Escritura.

Pensarmos ou não sobre Deus e sua vontade, da maneira fiel à sua Palavra, determina substancialmente se nos relacionaremos ou não com ele das maneiras que o agradam (cf. Cl 1.9-11). Somos o tipo de adoradores que ele realmente procura e quer? (Jo 4.22-24). Não deveria ser surpresa, portanto, que profundidade em conhecimento teológico é uma necessidade para ser um líder na igreja (p.ex.: Tt 1.9, Hb 5.11ss).

Adoração e experiência cristãs autênticas estão inescapavelmente firmadas na verdade/teologia bíblica (por exemplo, especialmente, no ensino de Jesus em passagens como Mt 5-7, Jo 17, e em todas as cartas do NT).

Você não pode chegar a um profundo e duradouro senso de certeza da salvação e paz com Deus à parte de um entendimento e apropriação de uma passagem da Escritura como Romanos 3-5.

Você não pode perseguir santidade e imitação de Cristo autênticas sem entender e aplicar passagens cruciais como Romanos 6, Efésios 4, Colossenses 3 e 1João 3-4.

290760357_01392a3f51_bVocê não pode entender corretamente a verdadeira natureza da igreja, e portanto você não pode alcançar autenticamente sua verdadeira missão sem um profundo entendimento de passagens como Efésios 2-3 e as cartas pastorais.

Transformação espiritual autêntica depende de alinharmos nosso pensar (e “teologizar”) crescentemente com as Escrituras. Somos transformados, Paulo diz, pela renovação da nossa mente. E nosso Senhor diz que santificação acontece em conexão com a verdade – a verdade da Palavra de Deus.

Portanto, aqueles que desprezam a importância do pensamento, teologia, verdade bíblica e doutrina (“ensino” – cf. a Grande Comissão, Mt 28.18ss) têm cometido um erro crítico e fundamental – e eles devem arrepender-se (isto é, mudar sua mente). E aqueles que pensam em aceitar cargos de liderança na igreja de Cristo têm um chamado especial e particular para conhecer, viver e ministrar de acordo com o ensinamento bíblico (teologia). Isto se aplica a pastores, pastores líderes, pastores mestres, líderes de adoração, pastores junto a estudantes, ministros de criança, etc. Também se aplica a todo artista, vocalista, comediante e autor cristão que coloca-se intencionalmente em uma posição que influencie pessoas sobre como pensar sobre Deus.

Como meu próprio mentor no ministério me ensinou, o segundo mandamento significa que nós não somos livres para “imagenzar” (imaginar) Deus da maneira que quisermos; nós existimos para fixar a Imagem de Si mesmo que Ele tem dado em Sua Palavra (a Palavra escrita e a Palavra encarnada).

Não me diga: “ei, eu não sou teólogo…”. Sim, você certamente é. Todos somos. Mas nem todos somos intencional e crescentemente bíblicos em sua teologia. Ainda assim, todos nós deveríamos.

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo

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2 comentários em Ei, eu não sou teólogo!

  1. Charles

    18/12/2009, 18h15

    Ei!

    O texto trata de aspectos importantes. No entanto, a respeito da vida de santidade, por exemplo, creio que alguém regenerado pelo Espírito Santo poderia agir tão “cristamente” como alguém que tenha acesso às Escrituras.

    Eu creio, por exemplo, que em lugares onde não se tenha acesso à Bíblia, ou somente a trechos, mesmo assim, é possivel ter paz com Deus e ter uma vida santa. Claro, isso é uma hipótese que estou levantando e posso estar equivocado.

    Esse assunto é complexo. Por isso “teologizar” não depende, primeiramente do acesso às Escrituras, das obra do Autor da Fé em nossas vidas. Pois é a partir dos “novos olhos e mente” que veremos o mundo. Foi só meu contraponto.

    Se cremos na soberania de Deus, a regeneração é o que nos habilita a sermos verdadeiros teólogos e as Escrituras são sempre demarcará os limites.

    Tempos atrás vi um vídeo de um irmão em Cristo, hoje pastor presbiteriano. Ele se converteu no interior do Nordeste. Conta ele que vendo um programa de TV onde Nelson Ned cantava, ele foi levado à conversão. Sem saber o que estava ocontecendo, confessou seus pecados à sua família e pouco tempo depois procurou uma igreja e hoje tem um ministério muito abençoando no nordeste.

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  2. Charles

    19/12/2009, 18h19

    Pessoal,

    Indico o texto abaixo para complementar:


    A ATMOSFERA DA BÍBLIA – M. Lloyd-Jones

    http://josemarbessa.blogspot.com/2009/12/atmosfera-da-biblia-m-lloyd-jones.html

    Nos dias do salmista o povo não dispunha da Palavra de Deus como você e eu a temos hoje. Não somente no santuário mas em toda parte ela está à mão. Busque-a em casa ou no templo, ou não importa onde, e imediatamente ela o fará pensar de modo espiritual…

    Uma das razões por que Deus nos deu esta Palavra é para ajudar-nos a tratar do problema que estamos focalizando agora… Veja um salmo (73) e a sua história. A simples leitura daquilo que este homem passou já corrige a minha atitude, e todas as histórias bíblicas fazem o mesmo… Comece a ler a sua Bíblia e suas grandiosas lições e doutrinas, e você recordará os graciosos propósitos de Deus para o homem…

    Depois ela contém ensinamentos explícitos sobre o assunto do sofrimento dos justos. Paulo escreve a Timóteo, que estava pronto a lamentar e queixar-se quando as coisas iam mal, E lhe diz: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2Tm 3.12).

    Outra vez, falando Paulo às igrejas cristãs primitivas, disse-lhes que é “por meio de muita tribulação” que haveremos de entrar no reino de Deus. Se entendermos bem o ensino que Paulo ministrou às igrejas cristãs primitivas, não ficaremos surpresos com as coisas que nos acontecem. Com efeito, em vez de ficarmos surpresos com elas, quase chegamos ao ponto de esperar por elas, condição na qual nos achamos, dizendo: “Se não estou passando por dificuldades, que há de errado comigo? Por que as coisas vão indo tão bem para mim?”

    Em outras palavras, toda a atmosfera da Bíblia é espiritual, e, quanto mais a lemos, mais livres vamos ficando do nível racional e mais nos elevamos ao nível superior onde vemos as coisas no plano espiritual.

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