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Eu não sou cristão, mas vou à sua igreja nesse Domingo

por Thomas Weaver
Thomas Weaver

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OK, eu não sou cristão, mas eu finalmente tomei a decisão de vir à sua igreja este domingo. Embora não espere muito de mim. Se algum programa aparecer talvez eu não vá, mas agora eu estou planejando isso.Eu sinto que tenho que ir, mas não sei o porquê. Eu quero te dizer algumas coisas sobre mim antes de você me conhecer.

1. Eu não estou indo para entender frases ou linguagem religiosa então tenha consciência disso quando nos falarmos. Eu não entendo frases como “morto no espírito”, “Deus está movendo em mim”, “coberto pelo sangue”, “eu preciso morrer para mim mesmo”, “você deve estar de acordo com a Palavra”, “o que você precisa é uma nova vida”, etc. Se nós tivermos uma conversa cheia de discurso religioso, eu provavelmente não entenderei metade das palavras… e talvez acharei você um pouco louco.

2. Quando você me perguntar como estou, saiba que eu não confio em você. Eu provavelmente mentirei e direi que estou bem. Não é que não quero te contar; é só que eu senti muita dor e não estou seguro se já confio em você. Que tal você contar a sua história primeiro? Se eu gostar de você e sentir que não está tentando capturar a minha alma ou algo assim, eu te conto a minha história.

3.Eu tenho uma linguagem muito grosseira e eu posso me tornar amargo e irritado com algumas coisas. Se eu sentir em você uma mentalidade de superioridade, eu estou fora. Se você só estiver esperando a sua vez para falar ao invés de me ouvir verdadeiramente, eu não vou me interessar. Não espere que eu seja como você.

4.Não comece a me apresentar para todos que você conheça. Eu entendo algumas pessoas, mas por favor; não crie uma linha de boas-vindas. Eu já estou lá para conferir; Eu preciso de um pouco de espaço.

5. Eu estarei procurando por interesses genuínos em mim. Eu não quero me sentir como o seu projeto de salvação pessoal ou ser uma marca “eu salvei alguém” em seu cinto. Se este Jesus é quem você fala que é, então estou procurando vê-lo em você. É assim que funciona, certo?

6.Eu vou ter dúvidas. Eu preciso da verdade, não das suas preferência ou da sua religião, portanto você pode me contar somente o que Bíblia diz?

7.Eu preciso me sentir bem-vindo. Há um tempo limite ou algo na minha visita antes que que eu me sinta indesejável?) Quer dizer, eu fui a outras igrejas e nelas parecia que havia uma pressão em mim para que eu fizesse a minha cabeça ou algo assim. O quanto vai demorar até que eu não me sinta mais bem vindo?

Obrigado por me ouvir. Eu tenho quase certeza que vou neste domingo. Mas talvez eu não vá.

Traduzido por Pedro Vilela | iPródigo.com | Original aqui

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5 comentários em Eu não sou cristão, mas vou à sua igreja nesse Domingo

  1. Eduarda Fisher

    11/06/2011, 01h11

    Sei não – Nicodemos também não podia entender a princípio, mas no entanto Jesus disse para ele que ele precisava nascer de novo – Jesus não usou a abordagem correta já que Nicodemos não entendia a “linguagem religiosa” – nascer de novo???????????????????? – A idéia – como está no post – de que é o mundo que diz o que entende e o que não entende e o que deve ou não ser falado para ele é no mínimo estranha – faremos pesquisa?????

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  2. Eduarda Fisher

    11/06/2011, 02h33

    Com a mulher samaritana Jesus também usou linguagem religiosa? – “se você beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede de novo…” – com certeza ela não entendeu a princípio o que ele estava dizendo – aqui também ele teve uma abordagem – não apropriada, “religiosa” – e deu um tiro no pé??

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  3. iPródigo

    iPródigo

    11/06/2011, 06h39

    Eduarda, entendemos o que você quis dizer e também somos contrários àquela tendência do meio evangelico atual de não querer usar termos como pecado, expiação, justificação e por aí vai.

    Mas não acho que o texto esteja propondo que não se use o discurso com termos estranhos, mas que tenhamos consciencia de que as pessoas não entenderão (como os 2 textos bíblicos que você apresentou).

    Jesus usou expressões estranhas, mas explicou depois aos que não entendiam o que ele queria dizer. Se simplesmente dissermos “coberto pelo sangue” sem explicar de quem é esse sangue, porque somos cobertos, o que é a expiação… realmente seremos considerados loucos. Se explicarmos também há uma grande chance de sermos considerados loucos, é claro. Mas se simplesmente jogarmos o jargão teológico sem uma exposição adequada àquele que nunca os ouviu, pode ser o caso de estarmos sendo despreocupados com a cultura ao nosso redor.

    um abraço

    Josa

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  4. Eduarda Fisher

    11/06/2011, 08h32

    Pois é Josa, mas tenho visto com tristeza que no meio reformado – (o que não seria tão estranho no arminiano ) a tendência de focar como grande problema dos nossos dias a abordagem – Quando o grande problema de nossa geração é a Verdade – Muitos dos que criticaram tremendamente “Uma igreja com propósito” de Rick Warren – com suas pesquisas para saber o que o público queria, que tipo de música, de tipo de interesse, que tipo de linguagem, uma igreja amigável… Pegaram exatamente os paradigmas do Rick Warren, o cobriram com uma ‘capa reformada’ – e apresentam isso como se fosse a grande descoberta do momento para homens serem ‘convertidos’ e blá, blá, blá…
    Bebendo em Finney, Warren acha que como o homem é que simplesmente define (já que ele não é totalmente depravado), se a abordagem ou estratégia for correta – ele tomará sua livre decisão (usando seu livre-arbítrio) e aceitará – Mas como isso pode prosperar no meio reformado sem que se veja claramente a grande contradição? – Ou seja, o homem está morto mas se tocarmos a música que ele gosta ele ressuscita? O homem está morto mas se eu usar aspectos agradáveis de sua cultura ele ressuscita? – Abordagem ressuscita um morto? – Se não ressuscita, porque tão grande importância é dada a ela como se ela fosse o diferencial na ressurreição? Por que o que se mostra com grande entusiasmo no “novo calvinismo” quase sempre está focado na abordagem, já que a doutrina reformada sempre esteve de acordo com a Palavra.
    Jesus pregou em sua cidade e em sua cultura – ninguém se converteu – Ele sentou e ficou pensando em como deveria ser sua abordagem, ou em como deveria mudá-la? Ele disse: “Naquele tempo, respondendo Jesus, disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.
    Sim, ó Pai, porque assim te aprouve”. – Cristo não diz que teria que mudar sua abordagem em Cafarnaum – mas “te dou graças ó Pai…” – Ele agradeceu e glorificou a Soberania de Deus – Ás vezes eu fico pensando – Será que Jesus seria mais eficaz se lesse os livros de missão de Finney, Warren, ou algum calvinista expert em reformissão?

    Abraço e paz!

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  5. Daniel TC

    12/06/2011, 19h30

    Oi Eduarda Fischer! É uma honra responder comentário seu aqui no blog! O seu blog é muito legal. =]

    Bom, eu que sugeri esse texto para o Pedro traduzir, então vou “defender” o texto. Mas antes quero concordar com o Josa: nosso objetivo (e creio que o do autor do texto original) não é organizar-se ao redor das preferências dos ouvintes não-crentes. O evangelho deve ser pregado. As verdades “duras” ou “difíceis” não devem ser amenizadas. Jesus sabe mais do que Mark Driscoll sobre pregação.

    Creio que a idéia aqui nesse texto é a mesma expressa por Paulo em 1 Coríntios 9:19-23 – “fazer-se tudo para com todos”. Se Paulo quisesse, ele certamente conseguiria falar e escrever de uma forma que só rabinos conseguiriam entender, mas ele preferiu usar uma linguagem que atingisse mais gente.

    Há um limite entre “o jargão cultural gospel”: aquele que é repetido – às vezes sem ser entendido pelos próprios crentes – dentro de igrejas e que às vezes é sim uma barreira para o entendimento do visitante não-crente… E a mensagem bíblica. O jargão pode ser abandonado, a mensagem bíblica (e a parte da linguagem necessária para passar – sem amenizar – essa mensagem) deve ser exaltada.

    Certamente podemos comunicar o evangelho sem fazer uso indiscriminado e não-explicado de algumas expressões comuns ao nosso meio. E é ótimo quando essas expressões são usadas e explicadas. Ainda em 1 Coríntios (em outro contexto, falando sobre dons, 1Co14.19) Paulo prefere falar cinco palavras com o entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua. Mesmo ciente de que o contexto é outro, a idéia de que a comunicação deve ser levada a sério está presente. E é disso que (creio eu) o autor estava falando.

    Até mesmo aqui no iPródigo você pode perceber que essa idéia de falar de um jeito que seja entendido não é o nosso maior foco: veja a quantidade de posts que falam sobre isso e a quantidade de posts que falam sobre o evangelho.

    Mas, de novo, sua contribuição pra fazer a gente pensar sobre o assunto foi muito boa! Por favor, continue conosco! =]

    TC.

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