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Jovens pastores e a esperança para o futuro

por Albert Mohler Jr.
Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul

Albert Mohler, presidente do Seminário Teológico Batista do Sul

Hoje passei algumas poucas horas, mas encorajadoras, com um grupo de jovens pastores – homens que estão sendo tremendamente usados por Deus para alcançar sua própria geração, e muito mais. Essa experiência me deixou muito grato, e me levou a pensar sobre o porquê dos batistas do sul [NT: dos EUA] deveriam ser realmente gratos pelo surgimento dessa geração de jovens pastores.

1. Eles estão profundamente comprometidos com o Evangelho e a autoridade das Escrituras. São homens levados por convicções e a habilidade de “ligar os pontos” teologicamente. Entendem a ameaça do liberalismo teológico e não querem nada com ela. Amam o Evangelho e se agarram fortemente a ele. São encorajados por uma teologia bíblica que os leva a alegria e os firma na verdade.

2. Eles amam a igreja. Esses são pastores resistiram à tentação de desistir da igreja ou se satisfazerem com alguma forma paralela de ministério. Amam as pessoas, amam a igreja, e vêem o Corpo de Cristo como parte do propósito redentivo de Deus. Gostam do árduo trabalho da igreja e não se intimidam. Eles entendem a alegria de uma autêntica comunidade Cristã e dão suas vidas por ela. Estão resgatando uma eclesiologia bíblica em sua totalidade. Afirmam e praticam a disciplina da igreja. Eles vêem a glória de Deus em uma congregação de várias gerações de crentes crescendo juntos em fé.

3. Eles são pregadores e professores abençoados. Eles distribuem a Palavra da Verdade de forma justa e não de desculpam por pregar a Bíblia. São dedicados à pregação expositiva e sabem, de fato, o que ela significa. Nem sempre usam o púlpito, mas tem algo importante para dizer quando se dirigem à congregação.

4. São ávidos evangelistas. São levados por uma urgência de ver pessoas perdidas se achegando ao conhecimento de Jesus para se tornarem crentes e discípulos. São inovadores em suas metodologias por entenderem o Evangelho de Jesus Cristo. Eles afirmam que Jesus é sim, o Caminho, a Verdade, e a Vida, e eles sabem que não há outro Evangelho que salve.

5. São complementaristas que acreditam nos papéis dos homens e das mulheres tanto na igreja como no lar. Amam o casamento como dom de Deus e a bênção dos filhos, e deixam claro que o discipulado Cristão requer fidelidade no casamento, na família, na educação dos filhos e na sexualidade, e abraçam os ensinamentos que a Bíblia propõe para o homem e a mulher nesses assuntos. Além disso, motivam os homens mais novos a também abraçarem esses ensinamentos de Deus para suas vidas. Falam abertamente sobre sua felicidade com suas esposas e filhos. Eles trocam fraldas.

6. São homens de visão. Usam inteligência e discernimento para levantarem igrejas e para a causa do Evangelho. Eles enxergam e aproveitam as oportunidades. Estão plantando e construindo igrejas que glorificam a Deus ao alcançar o mundo, pregar o evangelho e transformar vidas. São crentes inovadores. Amam desafios. Ficariam constrangidos se tivessem objetivos pequenos.

7. São homens de alcance global e grande paixão pela Grande Comissão. Desejam ansiosamente ver as nações exaltando a Cristo. Nunca ouviram falar de um mundo com fronteiras fixas e alvos nacionais. Com muito anseio enviam, vão, e dão. Recusam-se a deixar suas congregações se fixarem em si mesmas. Olham para os povos não alcançados e ouvem seu clamor.

8. São homens felizes. Estar com eles é sentir sua alegria e falta de cinismo. Não estão interessados em reclamar da igreja. São plantadores e edificadores. Alguns ficam em dúvida com quando vêem tantas estruturas e hábitos denominacionais, mas não desistem.

Muitas denominações olham para a nova geração e se perguntam se verão verdadeiros pastores, ou se esses novos pastores amarão o Evangelho, pregarão a Palavra e se terão comprometimento com a igreja e a grande comissão. Batistas do Sul têm a bênção de olhar para a nova geração de pastores e verem tanto disso que ficam muito satisfeitos, felizes, e ansiosos pelo amanhã. Quanto mais novo você vai à Convenção Batista do Sul, mais convicção você descobre. Esses jovens são fonte de muita alegria.

Vou dormir essa noite após ser encorajado pelo tempo que passei com esses jovens pastores. Vejo o levantar dessa geração todos os dias no campus do Seminário Batista. Também sei que nada disso estaria acontecendo se uma geração de pastores e líderes da Convenção Batista do Sul não tivesse combatido o bom combate e recuperado essa denominação pela causa da verdade e da autoridade da Bíblia, e da inerrância do Evangelho.

Tudo isso fará certo homem aqui dormir muito tranquilamente.

Traduzido por Filipe Schulz

Jovens pastores e a esperança para o futuro
Hoje passei algumas poucas horas, mas encorajadoras, com um grupo de jovens pastores – homens que estão sendo tremendamente usados por Deus para alcançar sua própria geração, e muito mais. Essa experiência me deixou muito grato, e me levou a pensar sobre o porquê dos batistas do sul [NT: dos EUA] deveriam ser realmente gratos pelo surgimento dessa geração de jovens pastores.
1. Eles estão profundamente comprometidos com o Evangelho e a autoridade das Escrituras. São homens levados por convicções e a habilidade de “ligar os pontos” teologicamente. Entendem a ameaça do liberalismo teológico e não querem nada com ela. Amam o Evangelho e se agarram fortemente a ele. São encorajados por uma teologia bíblica que os leva a alegria e os firma na verdade.
2. Eles amam a igreja. Esses são pastores resistiram à tentação de desistir da igreja ou se satisfazerem com alguma forma paralela de ministério. Amam as pessoas, amam a igreja, e vêem o Corpo de Cristo como parte do propósito redentivo de Deus. Gostam do árduo trabalho da igreja e não se intimidam. Eles entendem a alegria de uma autêntica comunidade Cristã e dão suas vidas por ela. Estão resgatando uma eclesiologia bíblica em sua totalidade. Afirmam e praticam a disciplina da igreja. Eles vêem a glória de Deus em uma congregação de várias gerações de crentes crescendo juntos em fé.
3. Eles são pregadores e professores abençoados. Eles distribuem a Palavra da Verdade de forma justa e não de desculpam por pregar a Bíblia. São dedicados à pregação expositiva e sabem, de fato, o que ela significa. Nem sempre usam o púlpito, mas tem algo importante para dizer quando se dirigem à congregação.
4. São ávidos evangelistas. São levados por uma urgência de ver pessoas perdidas se achegando ao conhecimento de Jesus para se tornarem crentes e discípulos. São inovadores em suas metodologias por entenderem o Evangelho de Jesus Cristo. Eles afirmam que Jesus é sim, o Caminho, a Verdade, e a Vida, e eles sabem que não há outro Evangelho que salve.
5. São complementários que acreditam nos papéis dos homens e das mulheres tanto na igreja como no lar. Amam o casamento como dom de Deus e a bênção dos filhos, e deixam claro que o discipulado Cristão requer fidelidade no casamento, na família, na educação dos filhos e na sexualidade, e abraçam os ensinamentos que a Bíblia propõe para o homem e a mulher nesses assuntos. Além disso, motivam os homens mais novos a também abraçarem esses ensinamentos de Deus para suas vidas. Falam abertamente sobre sua felicidade com suas esposas e filhos. Eles trocam fraldas.
6. São homens de visão. Usam inteligência e discernimento para levantarem igrejas e para a causa do Evangelho. Eles enxergam e aproveitam as oportunidades. Estão plantando e construindo igrejas que glorificam a Deus ao alcançar o mundo, pregar o evangelho e transformar vidas. São crentes inovadores. Amam desafios. Ficariam constrangidos se tivessem objetivos pequenos.
7. São homens de alcance global e grande paixão pela Grande Comissão. Desejam ansiosamente ver as nações exaltando a Cristo. Nunca ouviram falar de um mundo com fronteiras fixas e alvos nacionais. Com muito anseio enviam, vão, e dão. Recusam-se a deixar suas congregações se fixarem em si mesmas. Olham para os povos não alcançados e ouvem seu clamor.
8. São homens felizes. Estar com eles é sentir sua alegria e falta de cinismo. Não estão interessados em reclamar da igreja. Não plantadores e edificadores. Alguns ficam em dúvida com quando vêem tantas estruturas e hábitos denominacionais, mas não desistem.
Muitas denominações olham para a nova geração e se perguntam se verão verdadeiros pastores, ou se esses novos pastores amarão o Evangelho, pregarão a Palavra e se terão comprometimento com a igreja e a grande comissão. Batistas do Sul têm a bênção de olhar para a nova geração de pastores e verem tanto disso que ficam muito satisfeitos, felizes, e ansiosos pelo amanhã. Quanto mais novo você vai à Convenção Batista do Sul, mais convicção você descobre. Esses jovens são fonte de muita alegria.
Vou dormir essa noite após ser encorajado pelo tempo que passei com esses jovens pastores. Vejo o levantar dessa geração todos os dias no campus do Seminário Batista. Também sei que nada disso estaria acontecendo se uma geração de pastores e líderes da Convenção Batista do Sul não tivesse combatido o bom combate e recuperado essa denominação pela causa da verdade e da autoridade da Bíblia, e da inerrância do Evangelho.
Tudo isso fará certo homem aqui dormir muito tranquilamente.

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6 comentários em Jovens pastores e a esperança para o futuro

  1. Igor

    16/03/2010, 03h30

    Em outras palavras, os jovens pastores do sul dos EUA (identificação essencial já que aponta uma ideologia tipicamente identificável) continuarão reproduzindo comportamentos, hábitos e ritos preservados há séculos sem nenhum intuito inovador.

    Desconsideram a necessidade preemente de constantes revisões acerca da prática do “ser” igreja, negligenciando um dos maiores legado da Reforma: theologia reformata et semper reformanda.

    Não estão preocupados com as transformações pelas quais a cultura “secular” tem passado e nem sequer pensam em como ela pode contribuir no aperfeiçoamento de uma abordagem (evangelística e apologética) da mensagem cristã.

    Continuarão combatendo (enfatizo o termo pois denota uma cultura bélica fortemente arraigada no discurso cristão dos estadounidenses sulistas) o “liberalismo”, categorização que remete aos desdobramentos de uma teologia do século XVIII. Não seria mais útil que os jovens pastores acompanhem as constantes mudanças da teologia (inclusive da liberal, que após reformulações pode ser denominada, hoje, de pós-liberal) para que não se preocupem tanto com a suposta ameaça ao bom, correto e absoluto evangelho dos batistas do sul?

    Parabéns Albert Mohler, mais uma geração de pastores que manterá intacta a mensagem de Deus revelada exclusivamente aos batistas do sul. Mais uma uma geração que se negará a rever sua prática cristã, temendo que a humildade necessária para a inovação seja uma arguta armadilha do Satã.

    Lamento a publicação do texto por parte do site.

    Um pouco mais calmo após o desabafo,

    Igor

    Curitiba – PR

    1
  2. iPródigo

    iPródigo

    16/03/2010, 04h41

    Igor,

    uma ideologia identificável tem suas vantagens, afinal, não precisamos temer que termos conhecidos estejam sendo usados de maneira diferente do que já conhecemos que aquele grupo usará. Não há ambiguidades.

    É o contrário do que vemos aqui, com o uso da expressão “semper reformanda” como lema para certo “intuito inovador”. Minha pergunta é: você quer dizer realmente o que os reformadores queriam dizer? Me parece que não, pois os reformadores não estavam interessados numa reforma porque achavam necessário, por si só, uma reforma constante, e por todo o tempo, na maneira de “ser” e “fazer” igreja. Pelo contrário, a reforma ocorreu pelo desejo de retornar ao padrão do primeiro século – nada mais conservador que isso! Quem estava inovando na história não eram os protestantes, mas Roma.

    (A propósito, o lema nem fala de reforma da teologia, mas de reforma da igreja).

    O pensamento reformado buscava reformar a igreja baseado no Novo Testamento. É por isso que o lema não é “theologia reformata”, mas “ecclesia reformata”, pois os reformadores entendiam que, por seguirem os padrões bíblicos, seus princípios eram inegociáveis. Esse lema procurava levar a igreja ao mais próximo possível do seu ideal, moldado nos padrões da Igreja Primitiva. Ele incita hoje a igreja a sempre se examinar e perceber se em suas fileiras não existem fugas daqueles 5 Solas que conhecemos, e que não têm nada de inovadores.

    O lema “semper reformanda” é um chamado para que a igreja desafie tradições antibíblicas e se volte a tradições bíblicas. É um chamado para que ela revise o que está se tornando mundano, secularizado e padronizado pelo mundo – e se volte ao Evangelho. Nada menos inovador!

    Os reformadores realizaram aquela revolução em sua época não porque se adaptaram ao público da época, e nem mesmo apenas porque confrontaram a igreja vigente. Eles transformaram o mundo porque não abriram mão dos fundamentos da fé. Quando a cultura da época dizia que era injusto conseguir algo sem trabalhar ou merecer, eles diziam para que se descansasse na obra de Cristo; quando se afirmava que a tradição e o clero tinham autoridade sobre a igreja, eles insistiram na suficiência e inerrância da Escritura; quando multidões de santos intercessores pareciam trazer mais confiança ao fiel preocupado com sua salvação, eles diziam: Somente Cristo. Não há adaptação aqui, há apenas a mesma mensagem do primeiro século. E o método? A pregação da Palavra, o ensino, a ministração dos sacramentos, a disciplina e a confiança no Espírito Santo. Evidentemente, há espaço para novos métodos, para contextualização, existe diferença no que cada época espera e como ela pode ter seu contato com o Evangelho – prova disso é a maneira como Al Mohler divulga a mensagem. Mas acho que não é desse tipo de inovação que você fala, e sim, da negação de princípios que os reformadores nunca negariam.

    Resumindo: se você entende que a Reforma da igreja deve ser feita neste tipo de espírito inovador, tem seu direito, mas não associe ao pensamento reformado.

    Infelizmente, também não posso concordar com suas críticas, ao tratar aquilo que é bíblico como mera opinião batista do sul. Nosso site é composto por presbiterianos e batistas, e visitado por pessoas de diferentes denominações, que concordam absolutamente com o que está no texto. Não se trata de um evangelho batista do sul, mas de verdades bíblicas. Mas acho curioso a crítica ao combate ao liberalismo enquanto o comentário combate ardentemente o conservadorismo (categorização surgida na mesma época). Pelo menos admitimos, sem qualquer problema: realmente, estamos combatendo o que cremos ser uma ameaça, mas não aos batistas, mas ao Evangelho.

    Acredito que os jovenes pastores estão, sim, acompanhando os desenvolvimentos da teologia liberal, e o que nos traz esperança é que, apesar disso, eles não estão bebendo daquela fonte. Existe uma grande diferença entre você não abraçar a teologia liberal (ou pós-liberal, como quiser) e você ignorá-la ou fugir dela. Posso conhecer o pensamento neoliberal sem abraçá-lo.

    Infelizmente, em sua indignação, me parece que você criou certa caricatura dos batistas do Sul que tem, em parte, seu fundamento, mas, como uma caricatura, tem muito exagero e deformação. Até tenho medo de que essa resposta seja entendinda como algum tipo de louvor ao tradicionalismo ou ao que chamam agora de “religiosidade”. Existe uma contextualização da mensagem do Evangelho, mas creio que isso é diferente da inovação que você procura.

    Agradeço a Deus por Al Mohler Jr. e sua reforma (ainda em reforma) na denominação batista. Há mais humildade naquele que não se deixa levar pela própria sabedoria, mas permanece firme na sabedoria que não é dele, mas de Outro.

    Um abraço,

    Josa

    2
  3. Igor

    16/03/2010, 16h46

    Olá Josa,

    Prometi a mim mesmo que caso houvesse uma resposta ao meu comentário (e, obviamente, haveria) não me preocuparia em responder. Mas lamento não ter conseguido honrar minha promessa ao perceber algumas distorções delicadamente induzidas a fim de ressaltar a nobreza do seu discurso em prol da manutenção do conservadorismo e da ortodoxia.

    Vamos lá. O lema por mim citado e graciosamente propagado pelos reformadores,a saber, theologia reformata et semper reformanda, faz referência à necessidade de reforma constante, por parte da teologia. Você, sabiamente, ressalta que uma das prioridades dos reformadores era o retorno a alguns dos preceitos essenciais da igreja primitiva que estavam sendo distorcidos pela igreja católica. Um olhar crítico lançado (pelos reformadores) sobre a realidade na qual estavam inseridos e a percepção cruciante da necessidade de uma reforma. Nesse caso (e, provavelmente em todos, já que como cristãos temos como base a revelação que nos foi concedida por Deus, a saber, Bíblia sagrada) o “intuito renovador” pretendeu resgatar alguns princípios que estavam sendo negligenciadas no contexto histórico em questão. E, meu amigo, pasme, alguns dos sentidos da palavra renovar são: “trazer novamente a lembrança” e “recomeçar”. Foi ingenuidade de sua parte julgar que pretendo adequar a mensagem cristã aos moldes transitórios da cultura e ideologia vigentes. Sob essa definição não fica tão difícil concordar que precisamos, sim, renovar sempre, já que renovação não significa negociar as 5 solas. O meu termo que foi utilizado por você entre aspas – intuito renovador – faz referência à constante revisão de nossa prática cristã que mudou, tem mudado e vai mudar sempre. Por favor, não entenda que sou a favor de negociar os princípios da Palavra e blá, blá, blá. Amo mais a Deus e a sua missão que nos foi outorgada como igreja, do que embates cristãos supostamente esclarecidos.

    Acredito inclusive que o preciosíssmo legado histórico reformado – a necessidade constante da revisão de nossa teologia – possibilitou que reformadores (por favor, não se incomode com o empréstimo de um termo tão caro) como Luther King corajosamente combatessem o racismo irascível dos norte americanos. Prática cristã que, graças a vigilância de pessoas que amam a Deus e à igreja, foi revisada. Apenas um adendo: o racismo em questão foi defendido intensamente pelos batistas do sul sob argumentos bíblicos, inclusive.

    A próposito, o seu (A propósito, o lema nem fala de reforma da teologia, mas de reforma da igreja) é bastante questionável. Meu amigo, o que será da teologia se for desvinculada da prática eclesiástica? Não podemos separar uma coisa da outra. A teologia existe em função da igreja. Dê autonomia a teologia e a desvincule da igreja, e você certamente criará nada mais do que um esforço hermenêutico estéril e insosso. Ouso dizer, inclusive, criará uma teologia concebida nos moldes do liberalismo. Não imaginava que eu fosse apresentar objeçoes ao bicho de sete cabeças preconizado por Schleiermacher e por Tillich, certo? Embora, meu amigo, considero essencial a leitura de autores como estes. A percepção de que existem outras formas de entender a proposta cristã é essencial para que nós, discípulos ocidentais privilegiados pelo esforço sulista norte americano de formatação ideológica, não nos consideremos detentores do absoluto.

    Por fim, irmão, expresso aqui uma tentativa sinóptica do que venho tentando dizer: o processo de reforma a partir da perspectiva reformada não é algo definitivo e que apela a perpetuidade como a posição “verdadeiramente reformada”. Nas palavras de Moltmann (teólogo da esperança, como é comumente chamado) a reforma não é “um ato isolado para o qual um confessionalista poderia apelar e sobre cujos eventos um tradcionalista poderia descansar”. Lutero nos alerta “o coração do homem é como o mercúrio, tanto está aqui agora, como logo a seguir está noutro lugar, hoje assim, amanhã a pensar de outra forma”. Nós somos os homens (e mulheres) a que o reformador se refere e somos nós que precisamos tomar cuidado com nossas práticas cristãs de forma a nunca nos contentarmos, pois seremos sempre inclinados a distorcer a proposta do nosso mestre, senhor e salvador Jesus. Precisamos, sim, de um intuito inovador cuidadosamente lapidado, não para compactuarmos com o mundo, mas para honrarmos a Deus.

    Por fim, dou-me ao direito de expressar uma dúvida: o pop Mark Driscoll a que vocês recorrem no site não tem um discurso contrário à exortação do ilustre presidente do seminário do sul acerca “da tentação de desistir da igreja ou se satisfazerem com alguma forma paralela de ministério”?

    Encerro e peço perdão pela já minha reconhecida agressividade. No final, acredito ter encontrado muito mais da cultura beligerante e defensiva em sua resposta, caro Josa, do que no escrito de Mohler.

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  4. iPródigo

    iPródigo

    16/03/2010, 22h11

    Igor, me perdoe se você percebeu algum clima de agressividade na resposta. Acredite, não estava irritado com o comentário.

    Nossos pressupostos são bastante diferentes, acredito que dificilmente chegaremos a algum consenso. Por isso, ao responder da primeira vez, de maneira semelhante a você, me prometi que não gastaria muito tempo com essa questão. Quem sabe, se um dia o tempo permitir, volto aqui.

    Espero que Deus te abençoe em sua busca.

    Josa.

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  5. Lucas Sabatier

    23/11/2010, 16h38

    Realmente, tenho notado Deus levantando jovens comprometidos com a doutrina verdadeiramente expressa na Palavra de Deus. Pelo menos é o que tenho visto aqui em Atibaia. Em que pese muitas igrejas (com letra minúscula mesmo) pregarem “evangelhos” diferentes, Deus tem preservado os seus, e continuará fazendo.

    Continuemos orando por essa geração que se levanta, para que sejamos fiéis a Deus, amando-O mais que nossas próprias vidas.

    Lucas

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  6. André

    04/05/2012, 18h56

    é muito bom ver jovens pastores indo a esse mundo a fora levando a palavra de Deus…logo logo serei mais um jovem pastor em nome de Jesus…

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