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Luto, Alegria: A Morte de Osama Bin Laden

por Christopher Morgan

Christopher Morgan

Osama bin Laden está morto.

Como nós Cristãos devemos reagir?

Assistindo às notícias, várias passagens me vieram à mente – tudo desde o ensinamento de Jesus sobre amar e orar pelos inimigos até uma cena forte citada por Tiago sobre um futuro matadouro vindo sobre os opressores do povo de Deus. Quanto mais eu reflito nisso, mais me dou conta de que minha tensão interna é similar àquela outra que senti muitas vezes antes – relacionada com a doutrina bíblica do inferno.

Por mais estranho que possa parecer, o inferno é retratado na Bíblia como tragédia e vitória. O inferno é trágico, assim como é horrível que pessoas se rebelem contra Deus e persistentemente desprezam o Salvador. Deus retarda a sua cólera, é “abundante em amor e fidelidade” (Ex. 34:6-7) e não tem prazer em punir o perverso; Ele só não encontra satisfação na existência do pecado (Ez. 18:23). Jesus, da mesma maneira, ficou de luto e lamentou sobre a perdição humana, o pecado e o juízo iminente (Mt. 23:37; Lc. 19:41; Lc. 23:34). O apóstolo Paulo também partilhou sua perspectiva, sinceramente, desejando e orando pela conversão dos seus companheiros Judeus perdidos, mesmo a ponto de estar disposto a sofrer a ira de Deus por eles (Rm. 9:1-6; Rm. 10:1). O fato de pecadores irem ao inferno é trágico e deve quebrantar nossos corações.

Porém, o inferno é também retratado como o triunfo de Deus. O inferno é ligado ao Seu justo julgamento e ao dia de Yahweh, também chamado “o dia da ira de Deus” (Rm. 2:5). Como tal, o inferno responde (e não levanta) questões fundamentais relacionadas com a justiça de Deus. Através da ira vindoura, julgamento e inferno, a vitória final de Deus sobre o mal é exibida e Sua justiça é vindicada. Há um “conforto” para o inferno (2Tes. 1:5-11; Tg. 5:1-6; Ap. 18-22), como sua dura realidade oferece esperança e encoraja a perseverança nos santos perseguidos. Deus irá julgar a todos e Ele vai vingar Seu povo; Deus vai vencer no fim e a justiça irá prevalecer. E, por intermédio do Seu justo julgamento e da vitória final, Deus irá glorificar a Si mesmo, exibindo Sua grandeza e recebendo o louvor que é devido (Rm. 9:22-23; Ap. 6:10; Ap. 11:15-18; Ap. 14:6-15:4; Ap. 16:5-7; Ap´. 19:1-8).

Embora a comparação não seja perfeita e também por ser em menor escala, tenho tendência a pensar que nós podemos lamentar de forma justa que Osama Bin Laden se opôs ao Deus vivo e verdadeiro e será punido adequadamente. Mas nós também podemos nos alegrar, da mesma forma, na derrota e no julgamento que recai sobre pessoas que são más – e ele era claramente mal e merecedor de toda punição que a terra poderia dar. As danças nas ruas podem não ser meramente um nacionalismo Americano, mas uma resposta apropriada para a exibição parcial da justiça humana, enquanto aguardamos a exibição final e perfeita da justiça divina no tempo que há de vir.

Christopher Morgan serve como professor de teologia e reitor da Escola de Ministros Cristãos da Universidade Batista da Califórnia em Riverside. Ele é co-editor do livro “Hell Under Fire: Modern Scholarship Reinvents Eternal Punishment” e “Faith Comes by Hearing: A Response to Inclusivism”.

Traduzido por Dennis Nery | iPródigo.com | Original aqui

ATUALIZADO: Pessoal, segue uma entrevista do Dr. Christopher Morgan ao Christian Post, em que ele esclarece alguns pontos de seu texto. A posição é a mesma, mas talvez com essa explicação, fique mais fácil entender as ideias que ele defende em seu texto.

Também pedimos que argumentos repetidos não sejam utilizados, a resposta já foi dada – você pode discordar ou não, mas não continuaremos a responder e aceitar comentários com as mesmas objeções.

CP: Em seu post, “Luto, Alegria: A Morte de Osama Bin Laden, você discute a natureza de Deus (Aquele que não encontra prazer na punição do ímpio, e ainda triunfa por meio da punição do pecado). Como a discussão conecta-se com o ataque do governo a Osama Bin Laden?

Morgan: Assim como a política não tem prazer em matar um assassino, em certas circunstâncias isso ainda pode ser certo e necessário. Pode manifestar justiça parcial. E essa demonstração de justiça parcial (não a morte de uma pessoa em si) é uma causa de um bom sentimento.

CP: Como a morte de Osama bin Laden é uma demonstração de justiça parcial?

Morgan: Neste lado antes do juízo final e do céu, a justiça humana sempre será de alguma forma parcial. Não somos perfeitos e não podemos consumar a justiça celestial. Somente Deus tem a sabedoria e a prerrogativa para fazer isso. Mas os governos são chamados por Deus para promover justiça, paz e uma sociedade organizada. Passagens como Romanos 13.1-7 esclarecem isso. E governos têm o poder e a autoridade para usar a força a fim de alcançar isso. É claro, essa força deve ser medida, de acordo com o crime tratado. Assim, atirar em um pedestre imprudente é obviamente errado. Mas matar um terrorista pode apropriado, especialmente alguém como bin Laden que confessou e recebeu créditos por seus crimes.

CP: Apesar de a justiça cumprida merecer alegria, as pessoas podem exagerar nas comemorações? Como você disse em seu blog, Deus “não tem prazer em punir o perverso; Ele só não encontra satisfação na existência do pecado (Ez. 18:23)”. A nossa celebração deveria ter um tom mais sóbrio?

Morgan: Eu escrevi o texto dentro de uma hora após o anúncio do presidente. Então, quando comentei sobre a dança nas ruas, estava tratando da primeira hora. Naquele momento, creio que alguns sorrisos, alívio e alegria podem ser vistos como certos e bons.

É claro, multidões podem exagerar e algumas certamente o fizeram. Acredito que a atitude cristã é sentir a gravidade da morte de qualquer ser humano, enquanto reconhece que a morte de bin Laden resultou da justiça parcial. E que a demonstração de justiça parcial é boa e naturalmente leva pessoas a sentirem-se bem sobre isso.

CP: Algumas celebridades cristãs denunciaram a comemoração da morte de bin Laden dizendo que, fazendo isso, estamos imitando o comportamento dele. Que má compreensão têm esses que têm essa posição sobre o senso de justiça de Deus?

Morgan: Sim, como cristãos, cremos que todos somos pecadores e merecemos o inferno. Mas isso não enfraquece o pecado, o mal e a culpa, e alguns blogueiros úteis têm recentemente percebido. Podemos humildemente reconhecer que, fora da graça de Deus, também seguiríamos um caminho semelhante.

Mas isso não significa que também não notaremos e nos levantaremos contra um mal óbvio, externo e excepcional. O juiz que sentencia o culpado à prisão não é necessariamente orgulhoso, mas está fazendo seu trabalho. A família que perdeu um ente querido nas mãos de um assassino pode justamente sentir-se bem por o assassino ser apropriadamente punido. Não se deve pedir nem ao juiz nem à família para que eles gastem um tempo pensando em quão parecidos eles são com o assassino. Eles podem simplesmente alegrar-se por alguma justiça ser feita. Não há ainda justiça perfeita, ou ninguém teria sido assassinado. Porém, consideradas as circunstâncias trágicas, um assassino punido é um bom resultado.

Além disso, a não ser que as pessoas estejam cometendo assassinato em massa, elas não estão imitando bin Laden. A não ser que elas estejam dançando nas ruas porque inocentes estão morrendo aos montes, elas não estão refletindo bin Laden. Alegrar-se porque um terrorista foi trazido à justiça é apropriado, não um problema moral.

CP: Como a dificuldade das pessoas sobre comemorar a justiça da morte de Osama bin Laden assemelha-se à dificuldade das pessoas sobre a existência do inferno?

Morgan: Essa é uma questão complexa, portanto deixe-me oferecer apenas uma pequena parte de uma resposta. Uma similaridade é que, em ambos os casos, as pessoas têm uma visão do amor que é mais sentimental que bíblica. Na Bíblia, o amor de Deus tem nuances importantes e não define exaustivamente Deus. Deus é também bom, santo, soberano, etc. Hoje, muitos se esquecem disso.

Similarmente, Jesus nos diz que amar nossos inimigos é importante e, ainda assim, não é o único princípio no relacionamento cristão com os inimigos. Muitas passagens tratam disso. Além disso, a ética pessoal cristã não é idêntica à ética governamental. Um governo, por exemplo, deve punir o culpado; mas os cristãos deixam a vingança ao Senhor. E as duas verdades são encontradas em Romanos (12.19-13.7)! É também comum focar em apenas uma verdade ou princípio e não pensar como tantos outros princípios relacionam-se a isso e o esclarecem.

CP: Em sua opinião, por que tantos cristãos prontamente aceitam uma visão unidimensional de Deus que exclui a justiça e a punição do pecado?

Morgan: Eles podem não ter dado atenção suficiente à abundância de passagens bíblicas que mostram a bondade da justiça. Êxodo 15, 2 Tessalonicenses 1.5-11, Tiago 5.1-6, Apocalipse 18-20, para listar algumas.

CP: Por favor, exponha o que é “bondade da justiça” e porque os cristãos deveriam estar prontos a aceitá-la. Como um Deus que não executa justiça ao que merece afeta nossa fé cristã?

Morgan: Deus é bom, reto e justo. Ele é justo e administra justamente. Ele exige justiça, bondade, retidão dos seres humanos e julga de acordo. Todos os homens são pecadores e estão justamente sob o justo juízo de Deus. Somos condenados no pecado (Jo 3.16-18; Rm 3.9-20, 5.5-21; Ef 2.1-3, etc), estamos diante dele como culpado, merecedores de castigo. Felizmente, a boa notícia é que Jesus veio para morrer por nós – em nosso lugar (e como resgate). Mas não há necessidade de morte substitutiva de Cristo se Deus não é justo e não exige justiça. Jesus morre em nosso lugar porque Deus é amor e porque Deus é justo. Ele leva o pecado e a culpa de maneira tão séria que Jesus morre para pagá-los.

CP: Afirmações de efeito como “o amor vence no final” são adequadas para ajudar a entender mais o tratamento divino da justiça? Por que ou por que não?

Morgan: “O amor vence” e frases de efeito teoricamente são boas, mas frequentemente manipuladas. Tem sido usada ultimamente para promover o universalismo, a ideia de que todas as pessoas são salvas no fim – incluindo bin Laden, Hitler, Satanás.

A igreja tem consistentemente reconhecido que o universalismo é antibíblico e falso. Jesus falou claramente sobre o inferno – inferno como um lugar real de punição, banimento e destruição eternos – e também todos os autores do Novo Testamento. Alguns exemplos incluem Marcos (9:42-48); Mateus (5:20-30; 24-25); Lucas (16:19-31); Paulo (2 Ts 1:5-10); o autor of Hebreus (10:27-31); Tiago (4:12; 5:1-5); Pedro (2 Pe 2:4-17); Judas (13-23); e João (Ap 21:8; 22:15).

CP: Voltando à sua descrição da natureza de Deus, como Deus pode tanto lamentar o pecado e punir o ímpio sem comprometer-se? Como podemos fazer o mesmo em nossas vidas diárias?

Morgan: Precisamos ir além dos slogans de adesivo de carro e perceber que existe uma variedade de questões importantes que se relacionam a esses assuntos. Podemos lamentar corretamente sobre as pessoas que rebelam-se contra Deus, corretamente esperar pela conversão deles, e corretamente chorar sua morte. Mas também podemos estar corretamente indignados contra o mal deles, corretamente defender aqueles a quem eles oprimem e corretamente apreciar quando eles são punidos por suas atrocidades. O justo castigo do mal é justo, bom e apropriado – mesmo se parcial, incompleto e imperfeito em nossa situação. Pensamos assim sobre paz e amor, e tendemos a esquecer disso quando pensamos em justiça. Por exemplo, quando há alguma paz no mundo, celebramos isso, mesmo sabendo a paz é imperfeita, parcial e incompleta. Mas ainda é boa, uma prévia da demonstração final da reconciliação cósmica de Deus. Alguma justiça na terra ainda mostra fagulhas da justiça final e futura que virá. Sim, a versão de hoje, a versão humana, é sempre frágil e fragmentada. Mas ainda é boa e digna de nossa apreciação.

Traduzido por Josaías Jr | iPródigo | original aqui

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14 comentários em Luto, Alegria: A Morte de Osama Bin Laden

  1. Heloisa Lima

    03/05/2011, 15h34

    será que só Bin Laden é uma pessoa má? A Bíblia fala que todos nós somos maus (Mt 7.11)e todos nós carecemos da misericórdia divina. Festejar e dançar não me parecem atitudes apropriadas diante da morte de Bin Laden… me parecem mais uma reação de nacionalismo e de vingança de uma nação ferida em seu orgulho.
    “Quando cair o teu inimigo, não te alegres e não se regozige o teu coração quando ele tropeçar, para que o Senhor não veja isso e lhe desagrade”. Pv 24.17

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  2. iPródigo

    iPródigo

    03/05/2011, 16h36

    Heloisa, há sempre o risco de exagerar em dos lados da questão. podemos simplesmente rir e nos alegrar da situação ou taxar a vitória americana como fruto de vingança.

    é importante lembrar que na Bíblia as vitorias militares de Israel são comemoradas com danças e festa, e não há qualquer menção de erro ou imoralidade naquilo, mesmo com a morte do ímpio – porque havia a consciência de que um julgamento foi realizado.

    precisamos separar o nosso relacionamento com o próximo da função do Estado em relação ao mal. Como instrumento de Deus, cabe ao Estado refrear e punir os atos maus, sem levar tanto em consideração questões teológicas como a depravação total, perdão, entre outros.

    é verdade que há muito orgulho norte-americano nessa situação (duvido que muitos ali estejam sequer pensando na questão do inferno, tratada no texto), mas tambem há o senso de injustiça sofrida, pois eles foram atacados de maneira traiçoeira. Somos maus, mas mesmo os não-regenerados têm senso de bem e mal, e uma consciência, o que lhes dá uma certa noção (não-salvífica) de justiça, que provoca indignação em relação a injustiças e alegria em relação a justiças.

    um abraço

    Josa

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  3. Bryan

    03/05/2011, 20h54

    O que eu entendi deste texto é que quando olhamos por uma perspectiva de Deus, devemos glorifica-lo pois o mesmo triunfa sobre o mau. Quando nos vemos de uma perspectiva humana vemos como somos maus e carecemos ou dependemos de Cristo.
    Esta história humana como qualquer outra é rodeada de conspirações, não sabemos quem são bandidos e “heróis”. Portanto devemos nos basear no texto muito polêmico de 1 Tm 2:1-4, esta é a aplicação que eu retiro do texto que Paulo fala que é da vontade de Deus que todos se livrem, por enquanto.
    Portanto temos um grande conflito de atitudes mas sempre devemos procurar a gloria de Deus, por meio do triunfo de Cristo sobre todo mau, e quando olharmos para nos pedir que o Senhor nos sonde.
    Bom texto galera do iprodigo.
    Shodástico, XD.

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  4. Caio

    04/05/2011, 06h08

    Ele está defendendo toda essa festa nas ruas. Discordo dele. Devemos ficar satisfeito com a justiça feita. É diferente de pular de alegria.

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  5. iPródigo

    iPródigo

    04/05/2011, 06h28

    Acho que não podemos entender o sentimento dos norte-americanos para simplesmente dizer como eles deveriam reagir. Eu não vibrei de alegria, e apenas me satisfiz, mas não vejo pecado em comemorar uma vitória de guerra.

    abraços

    Josa

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  6. Bryan

    04/05/2011, 19h47

    Os norte-americanos são um povo movido por um mundo que eles ainda acham que são donos. Mesmo em meio a tantas conspirações expostas no mundo inteiro depois do atentaso de 11 de setembro, os mesmos ficam mergulhados em sua ilusória cultura decaida. Matar um homem nunca foi de longe vencer uma guerra, no maximo um estopim para mais e mais terror. Mas é isso que fazem eles sobreviverem atualmente, então fazer o que, né!
    abraços

    Bryan

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  7. André

    04/05/2011, 20h44

    Preciso concordar com a Heloísa. Me parece que nas entrelinhas da questão está, de certa maneira, o mesmo discurso de Bush: os EUA são o bem e lutam contra o mal que é o terror árabe. É uma ideia maniqueísta bem ao gosto de uma potência “imperial”. Afinal, os terroristas que explodiram as torres em NY – terrível tragédia – tinham em mente uma retaliação pelas cidades bombardeadas pelos americanos ao longo de muitos e muitos anos.

    Ou seja, a comemoração americana na morte de Bin Laden é apenas a outra face da mesma moeda da comemoração dos radicais islâmicos quando as torres ruíram. E essa moeda tem nome: ódio.

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  8. Giselle Martins

    04/05/2011, 21h31

    Estou de olho nos acontecimentos mundiais e não creio que essas coisas sejam como estão sendo divulgadas, porém vejo que o único motivo de alegria aos cristãos é que as profecias estão se cumprindo.

    Quanto ao governo americano estar fazendo “justiça”, é bastante relativo. Pois se contarmos o número de mortes de inocentes, os EUA mataram MUITO mais que qualquer outra nação ou grupo terrorista no planeta e isso mesmo antes de se iniciar essa tal de “guerra contra o terror”.

    Os EUA nunca foram os inocentes que estavam distraídos e foram atacados de maneira traiçoeira. O governo americano respira guerra, promovendo e patrocinando guerras no mundo inteiro a séculos. Verifique a história, eles estiveram diretamente ligados a TODAS as grandes guerras que aconteceram no mundo, e ainda financiaram diversas guerras civis. Mas quando é atacado sua mídia o transforma no “injustiçado” e é retratado como herói nos filmes.

    É muita hipocrisia dizer que eles estão cumprindo a vontade de Deus, ou como disse nosso irmão no texto: “promovendo uma resposta apropriada para a exibição parcial da justiça humana, enquanto aguardamos a exibição final e perfeita da justiça divina no tempo que há de vir..”

    E as centenas de mortes que o governo americano promove e promoveu através do fornecimento de armamentos a países em guerra, ou lançando bombas nucleares sobre cidades, quem se importa? E os que ainda vão morrer como resposta a esses acontecimentos?

    Não há o que se comparar dessas guerras com as guerras ordenadas por Deus no passado, que foram feitas de maneira a preservar a nação de Israel para preparar a vinda do Messias. Penso que nas guerras do Antigo Testamento o povo de Israel comemorava mais a misericórdia de Deus por eles, do que a eliminação de seus inimigos.

    Não consigo ver motivos de alegria nessas coisas.

    Irmãos, leiam Romanos 12…

    Fiquem na Paz do Nosso Senhor Jesus, que em breve cumprirá sua promessa.

    Giselle Martins

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  9. Filipe Guerra

    04/05/2011, 23h31

    Entendi perfeitamente o texto e não discordo do autor. Não comemorei a morte do Bin Laden porque a guerra não era minha. Mas fiquei muito feliz e satisfeito. Deu pra ter um vislumbre de justiça feita. Acho perfeitamente razoável os americanos comemorarem. É quase o que aconteceu na rendição do Japão e da Alemanha na 2ª guerra mundial. Muita gente morreu, gente inocente inclusive, mas a justiça foi feita. Isso por si já é motivo para festa. Creio que aquilo que a equipe do iProdigo explicou nos comentários está perfeitamente dentro dos padrões bíblicos (assim como o texto principal). Devemos lembrar sempre que o Estado é o responsável por executar a justiça nesses moldes, e isso provém de Deus. Oremos para que tenhamos governantes sábios e festejemos a execução da justiça.

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  10. iPródigo

    iPródigo

    05/05/2011, 00h47

    Irmãos, não gastarei muito tempo respondendo a todos os questionamentos.
    Só algumas coisas:

    1) atenham-se à questão do Bin Laden. Os EUA entraram em guerras justas e injustas. Seria uma irresponsabilidade o país com aquele poderio militar não se intrometer na 2ª Guerra, por exemplo.
    2) cuidado com o sentimento anti-americano que muitas vezes é ensinado por nossas escolas e universidades, além de algumas escatologias catastróficas.
    3) vejo muitos comentários movidos por preconceito e mesmo por vingança. não coloquem todos os americanos no mesmo saco. o governo toma decisões, mas existe um povo ali que passou anos com medo de outro ataque.
    4) ninguém é ingênuo de considerar os EUA o bem em tudo, nem herói ou salvador do mundo ou personificação do Israel do AT (as citações ao AT são usados como exemplo de atos que não tiveram sua moralidade questionada). As guerras não vao acabar. Essa foi apenas uma vitória militar.
    5) Não se pode considerar uma facção terrorista com os mesmos direitos políticos de um estado soberano. Assim, um ataque aos EUA – como foi o 11/setembro – é diferente de um ataque às “propostas do Talibã”, ao Islã ou a qualquer coisa que o grupo levante para atacar um país.

    um abraço

    Josa

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  11. Dilson

    05/05/2011, 04h24

    Ainda lembro daquele 11 de setembro, como poderia esquecer… Quantas pessoas inocentes morreram ali, filhos, pais, mães, irmãos, homens que foram lá salvar vidas, como os bombeiros, lá mesmo perderam as suas vidas… Nada justifica aquele 11 de setembro. Não sou a favor de fazer justiça com a morte de ninguém, mesmo que seja o Bin Laden, mas, não fazer nada seria uma injustiça com todos os que morreram naquele dia… Tudo aquilo que plantamos nós colhemos cada um o fruto da árvore que plantou, não importa o tempo que levar, alguns colhem logo, outros demoram a colher, mas, no tempo de Deus as coisas são reveladas e resolvidas conforme a sua vontade.

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  12. Tiago

    05/05/2011, 16h54

    Sinceramente discordo muito desse texto, acho q ele apresenta uma visão bem deturpada do Senhor e da Palavra. Comemorar a vitoria de uma guerra, é uma coisa, comemorar a morte de um ser humano é doentio. Tentar justificar isso com a Bíblia nem sei…

    “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;

    Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.”

    Não esperava isso aqui, sério. Por favor leiam esse texto aqui:
    http://goo.gl/EHNqb

    12
  13. iPródigo

    iPródigo

    05/05/2011, 17h21

    Novamente: há uma confusão entre alegrar-se com a morte de alguém e alegrar-se com a justiça feita e vitória militar (como foi comentado aí em cima). Existe um relacionamento entre um Estado e o praticante do mal, e entre o cristão e seu inimigo (que é o assunto do texto do Resurgence, que está correto e certamente não foi ignorado pela gente). O fato de nos indignarmos com a impunidade em nosso país não mostra exatamente o que esperamos que um governo faça? É claro que aqui entra a questão da pena de morte, outro assunto, mas a ideia por trás é essa.

    Tentar simplificar uma situação somente com um verso isolado e uma faceta da questão, sem levar em consideração a complexidade de tratamento que a Bíblia dá em relação à morte do ímpio, é diminuir o assunto. É igual simplesmente colocar um verso sobre pena de morte ou o “não matarás” pra tratar da questão da pena de morte – seja qual for a posição da pessoa. Uso de textos dessa forma são problemáticos porque 1) perdem parte do ensinamento bíblico, 2) e tratam todos os casos como iguais. Certamente muitos americanos estavam comemorando o assassinato de um homem, mas o texto tenta responder qual a nossa reação – simplesmente luto ou alegrar-se com um relance da justiça de Deus sendo feita – não pensar nas motivações de todos os americanos ou mesmo justificá-las. Notem o “podem ser uma reação apropriada”.

    Lembrem-se que o mesmo Deus que lamentou o julgamento que viria sobre Jerusalém é aquele que o realizará, pois sem ele sua justiça não seria satisfeita e sua glória não seria completa. E é ele que diz: Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas; porque já Deus julgou a vossa causa quanto a ela. (Apocalipse 18:20). É duro e difícil, mas é a realidade.

    sobre reações complexas, sugiro o texto de John Piper: http://voltemosaoevangelho.com/blog/2011/05/bin-laden-justica-e-emocoes-divinas-e-humanas/p

    uma opinião parecida (e brasileira) sobre o assunto (com um gigantesco debate também): http://tempora-mores.blogspot.com/2011/05/osama-bin-laden-poucos-pensamentos.html

    abraços

    Josa

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  14. iPródigo

    iPródigo

    05/05/2011, 19h18

    Pessoal,

    muitos comentários são repetidos e apresentam os mesmos argumentos. Cremos que as objeções mais importantes foram respondidas, e o textos auxiliares no comentário acima (do Piper no Voltemos e do Mauro Meister) podem esclarecer melhor a posição do autor. Além disso, para aqueles que voltam ao post, atualizamos com uma entrevista em que o autor explica melhor seu texto e o que está por trás disso. Assim, pedimos que não se façam novos comentários que ignorem nossas respostas ou não apresentem novos pontos de vista para a discussão.

    atenciosamente,

    Equipe iPródigo

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