Mulheres podem ser pastoras?
por Thomas R. SchreinerSe alguém me perguntar se as mulheres podem servir no ministério, minha resposta será sempre: “Sim, claro! Todos os crentes são chamados a servir e a ministrar uns aos outros.”
Mas eu responderia de forma diferente se a pergunta fosse feita mais precisamente: “Existe alguma função do Ministério em que as mulheres não podem servir?” Eu diria que o Novo Testamento ensina claramente que as mulheres não devem servir como pastores (que o Novo Testamento também chamadas superintendentes ou anciãos/presbíteros). Fica claro no Novo Testamento que os termos pastor, superintendente, e presbítero referem-se ao mesmo cargo (cf. Atos 20.17,28; Tito 1.5,7; 1 Pedro 5.1-2), e para o restante deste ensaio vou usar os termos “presbítero” e “pastor” indiferentemente para designar essa função.
A proibição de Paulo em 1 Timóteo 2.12
O texto fundamental que estabelece que as mulheres não devam servir como presbíteros é 1 Timóteo 2.11-15. Nós lemos no versículo 12: “Eu não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade sobre homem.” Nesta passagem, Paulo proíbe as mulheres de se envolverem em duas atividades que caracterizam o ministério dos presbíteros: o ensino e o exercício da autoridade. Vemos isso nas qualificações para o cargo, entre outros lugares: os presbíteros devem ter a capacidade para ensinar (1Tm 3.2; 5.17, Tito 1.9, cf. Atos 20.17-34) e liderar a igreja (1Tm 3.4-5;). As mulheres são proibidas de ensinar aos homens e de exercer autoridade sobre eles e, portanto, segue-se que elas não devem servir como presbíteros.
Essa proibição vigora ainda hoje?
O mandamento de que mulher não ensine a homens ou exerçam autoridade sobre eles foi escrito estar em vigor ainda hoje? Muitos afirmam que Paulo proibiu as mulheres de servirem como presbíteros, porque as mulheres nos dias de Paulo eram iletradas e, portanto, elas não tinham a capacidade de ensinar bem aos homens. Argumenta-se ainda que as mulheres fossem responsáveis pela falsa doutrina que estava atrapalhando a congregação para a qual Paulo escreveu a carta de 1 Timóteo (1Tm 1.3, 6.3). De acordo com essa leitura, Paulo apoiaria mulheres servirem como “pastoras”, após serem devidamente instruídas a ensinar a sã doutrina.
A proibição é fundamentada na criação e não em circunstância
Estas tentativas de relativizar a proibição de Paulo devem ser julgadas falidas. Paulo poderia ter facilmente escrito: “Eu não quero que as mulheres ensinem ou exerçam autoridade sobre os homens porque elas são ignorantes”, ou “Eu não quero que as mulheres ensinem ou exerçam autoridade sobre os homens porque elas estão espalhando falsos ensinamentos.” No entanto, qual o motivo que Paulo realmente dá para o seu mandamento no versículo 12? O raciocínio de Paulo para o mandamento está no versículo seguinte: “Pois primeiro foi formado Adão, depois Eva” (v. 13). Paulo nada diz sobre a falta de educação ou sobre mulheres estarem promulgando falso ensino. Em vez disso, ele apela para a ordem da criação, para a boa e perfeita vontade de Deus ao formar os seres humanos. É imperioso observar que a referência à criação indica que o mandamento é uma palavra transcultural, uma proibição que é obrigatória para a igreja de todos os tempos e em todos os lugares. Ao dar esta proibição, Paulo não apela para a criação caída, às consequências que dizem respeito à vida humana como um resultado do pecado. Ao contrário, ele fundamenta a proibição na criação totalmente boa que existia antes de o pecado entrar no mundo.
O argumento da criação não pode ser descartado como culturalmente limitado. Além disso, o Novo Testamento contém muitos recursos semelhantes aos da ordem da criação. Por exemplo, a homossexualidade não está de acordo com a vontade de Deus, porque é “contrário à natureza” (Rm 1.26), isto é, que viola o que Deus pretendia quando ele fez o ser humano como homem e mulher (Gn 1.26-27). Da mesma forma, Jesus ensina que o divórcio não é o ideal divino uma vez que, na criação, Deus fez um homem e uma mulher, o que significa que um homem deve ser casado com uma mulher “até que a morte nos separe” (Mt 19.3-12). Assim, também, o alimento deve ser recebido com gratidão, pois é um dom da mão criadora de Deus (1Tm 4.3-5).
Em 1 Timóteo 2.11-15, Paulo especificamente fundamenta sua proibição das mulheres de ensinar e exercer autoridade, na ordem da criação, ou seja, que Adão foi feito primeiro e depois Eva (Gn 2.4-25). A narrativa de Gênesis é cuidadosamente calculada, e Paulo, sob a inspiração do Espírito Santo, ajuda-nos a ver o significado de Eva ter sido criada depois de Adão. Críticos ocasionalmente objetam que o argumento não é válido uma vez que os animais foram criados antes dos seres humanos. Mas eles perdem o ponto de Paulo. Somente os seres humanos são criados à imagem de Deus (Gn 1.26-27), e, portanto, Paulo comunica a importância de Deus criar o homem antes da mulher, ou seja, que o homem é responsável por liderar.
Paulo dá uma segunda razão pela qual as mulheres não deveriam ensinar ou exercer autoridade sobre os homens em 1 Timóteo 2.14: “Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão.” A argumentação de Paulo aqui não é que as mulheres são mais propensas ser enganadas do que os homens, porque em outro lugar, ele elogia as mulheres como professoras de mulheres e crianças (Tito 2.3, 2Tm 1.5; 3.14-15), que ele não recomendaria, se as mulheres, por natureza, estivessem propensas a serem enganadas. É provável que Paulo estivesse pensando mais uma vez no relato da criação, pois a serpente subverteu a ordem criada ao enganar Eva e não Adão (assim subvertendo a liderança masculina), embora, provavelmente, Adão estava com Eva quando ocorreu a tentação (Gn 3:6). O versículo 14 não ensina nada sobre as mulheres serem iletradas, o engano é uma categoria moral, já a falta de educação é sanada com a instrução.
O engano de Eva não pode ser atribuído à fraqueza intelectual, mas foi devido à sua rebeldia, o desejo de ser independente de Deus. Além disso, a referência ao engano aqui não indica que as mulheres de Éfeso, desempenhavam um papel fundamental na difusão de ensino falso, pois os falsos mestres nomeado em 1 Timóteo são todos homens (1 Tm. 1.20). Na verdade, se as mulheres tivessem sido proibidas de ensinar porque eram defensoras da falsa doutrina, temos a estranha e muito improvável situação de que todas as mulheres cristãs de Éfeso foram enganadas pelo falso ensino. Pelo contrário, o ponto de Paulo é que a tentação de Satanás sobre Eva, em vez de sobre Adão, subvertia a liderança masculina, pois ele tentou e enganou a mulher, mesmo estando Adão presente com Eva quando a tentação ocorreu. Na verdade, apesar de Eva ter sido enganada pela serpente primeiro, a principal responsabilidade pelo pecado caiu sobre os ombros de Adão. Isto é evidente em Gênesis 3, pois o Senhor fala primeiro com Adão sobre o pecado do primeiro casal, e isso é confirmado por Romanos 5.12-19, onde o pecado da raça humana é atribuída a Adão e não a Eva.
Em resumo, 1 Timóteo 2.12 proíbe as mulheres de ensinar ou exercer autoridade sobre os homens na igreja. Este mandamento é fundamentado na ordem da criação e é confirmado pela inversão de papéis que ocorreu a queda. Não é, portanto, um contexto cultural ou uma proibição limitada que já não se aplicaria às igrejas de hoje.
O testemunho de outras partes da Escritura
O que aprendemos sobre os papéis do homem e da mulher na criação
O que vemos acerca dos papéis de homens e mulheres no resto da Escritura confirma esta leitura de 1 Timóteo 2:11-15. O livro do Gênesis nos dá seis elementos que evidenciam a responsabilidade dada aos maridos na liderança do casamento: 1) Deus criou Adão primeiro e depois Eva, 2) Deus deu o mandamento de não comer da árvore a Adão e não a Eva; 3) Adão foi quem deu nome à “mulher” tal como ele deu nome aos animais, significando a sua autoridade (Gênesis 2.19-23) e 4) Eva é designada como auxiliadora de Adão (Gn 2.18); 5) A serpente enganou Eva e não Adão, assim subvertendo liderança masculina (Gn. 3.1-6) e 6) Deus veio a Adão em primeiro lugar, mesmo tendo Eva pecado primeiro (Gn 3.9, cf. Rm. 5.12-19).
O que aprendemos nos ensinamentos bíblicos sobre o casamento
Tal leitura do Gênesis se encaixa perfeitamente com o que encontramos sobre o casamento no Novo Testamento. Maridos têm a responsabilidade primária de liderança, e as esposas são chamadas a se sujeitar à liderança de seus maridos (Ef 5.22-33; Cl 3.18-19; 1 Pd 3.1-7). O convite à esposa para submeter-se não está fundamentado em meras normas culturais, pois uma mulher é convidada a sujeitar-se ao marido como a Igreja é convidada a submeter-se a Cristo (Ef 5.22-24). Paulo designa o casamento como um “mistério” (Ef 5.32), e o mistério é que o casamento espelha o relacionamento de Cristo com a Igreja. O mandato para homens servirem como pastores (e não mulheres), então, se encaixa com o padrão bíblico de liderança masculina e autoridade dentro do casamento.
É fundamental observar que um papel diferente para as mulheres não significa inferioridade das mulheres. Mulheres e homens são igualmente criados à imagem de Deus (Gênesis 1.26-27). Eles têm acesso igual à salvação em Cristo (Gl 3.28), e eles são co-herdeiros da grande salvação que é nossa em Jesus Cristo (1 Pd 3.7). Os escritores bíblicos não difamam a dignidade, inteligência e personalidade das mulheres. Vemos isso mais claramente quando reconhecemos que, como Cristo se submete ao Pai (1 Coríntios 15.28), assim as mulheres se submetem aos seus maridos. Cristo é de igual dignidade e valor com o Pai, e por isso a sua submissão não pode ser entendida como sinalização de sua inferioridade.
O que aprendemos em outras passagens sobre mulheres na igreja
O texto de 1 Timóteo 2.11-15 não é o único texto que exige um papel diferente para homens e mulheres na igreja. Em 1 Coríntios 14.33-36, Paulo ensina que as mulheres não devem falar na igreja. Esta passagem não proíbe as mulheres de falar qualquer coisa na congregação, Paulo até incentiva as mulheres a orar e profetizar na igreja (1 Coríntios 11.5). O princípio de 1 Coríntios 14.33-36 é que as mulheres não devem falar de tal maneira que se rebelem contra a liderança masculina ou tomem para si autoridade indevida, e este princípio corresponde com o ensino de 1 Timóteo 2.11-15 de que as mulheres não deveriam ensinar nem exercer autoridade sobre os homens.
Outro texto que aponta na mesma direção é de 1 Coríntios 11.2-16. Já vimos que Paulo nessa passagem permite que as mulheres orem e profetizem na assembléia. É imperativo ver que a profecia não é o mesmo dom do ensino. Estes dons são distintos no Novo Testamento (1 Coríntios. 12.28). Mulheres serviram como profetas no Antigo Testamento, mas nunca como sacerdotes. Da mesma forma, serviram como profetas no Novo Testamento, mas nunca como presbíteros. Além disso, 1 Coríntios 11.2-16 deixa claro que, ao profetizarem, elas deviam se adornar de tal maneira que demonstrasse que elas estavam submissas a uma liderança masculina (1 Coríntios 11.3). Isso se encaixa com o que temos visto em 1Tm 2.11-15. Mulheres não são as líderes da congregação, e, portanto, não devem ser reconhecidas como professoras e líderes. A questão fundamental em 1 Coríntios 11.2-16 não é o adorno das mulheres. Estudiosos não têm certeza, neste caso, se o adorno descrito representa um véu ou uma forma específica de usar o cabelo. Tal adorno era necessário na época de Paulo porque significava que as mulheres eram submissas à liderança masculina na igreja. Hoje, a forma como uma mulher usa o seu cabelo, ou se ela usa um véu, não significa que ela seja submissa à liderança masculina. Assim, devemos aplicar o princípio (mesmo não aplicando a prática cultural da época) no mundo de hoje: as mulheres devem ser submissas à liderança masculina, que se manifesta em não servir como pastores e mestres dos homens.
Conclusão
As escrituras ensinam claramente sobre o papel singular das mulheres na igreja e em casa. Elas são iguais aos homens em dignidade e valor, mas elas têm um papel diferente durante esta jornada na terra. Deus lhes deu muitos presentes diferentes com que podem ministrar para a igreja e para o mundo, mas elas não foram criadas para servir como pastores. O Senhor não deu seus mandamentos para punir as mulheres, mas para que possam servi-lo com alegria segundo a Sua vontade.
Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo | Original aqui
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Marcos Sampaio
06/07/2010, 13h54Penso que este assunto continua discutível. O ministério feminino é uma benção, entretanto, numa perspectiva bíblica, é dificil haver fundamentação para o apoio de pastoreo de mulheres. Socialmente poderíamos dizer que é um avanço, mas as Escrituras continua sendo a norma de oficialização ministerial. Assim sendo, as objeções são profundas.
Nele,
Marcos Sampaio
http://alivregracadedeus.blogspot.com
Talita
06/07/2010, 14h14que difícil. Vai faltar professor para EBD.
iPródigo
06/07/2010, 14h55Hahahaha
Acho que não. Ele entende que a mulher pode dar aula para crianças, se essa for sua preocupação, Talita. =P
Se não for, pelo menos na Terceira a gente vê mais homem como professor de adultos.
Outra questão que não sei se encaixa aqui (o que você acha, Gustavo?) é se isso vale também para pequenas classes ou grupos da igreja.
abraços
Josa
Italo
08/07/2010, 10h27Estive orando ao Senhor sobre esse assunto e quando entrei aqui logo o vi, que otimo!
Estou certo quanto a mulher não ser pastora.. mas minha duvida é a seguinte:
- Mulher pode pregar em um culto? Ser uma pregadora?
Culto mesmo? Biblicamente falando ela pode pregar?
Ai no artigo, se refere mais a ensino, e tudo mais, mas nao diz explicitamente sobre o pregar.
Agradeco (otimo artigo)
Jackson Angell
08/07/2010, 19h11A primeira analise a se fazer de um texto é quem o escreveu. (Vamos lembrar que a biblia foi inspirada por Deus, mas Deus não ditou palavra por palavra a Paulo)
Então, Paulo era machista, numa sociedade machista, falando para pessoas machistas.
O fato dele ter usado um texto da Bíblia não quer dizer que o que ele defende serve pra hoje, de maneira alguma. A mulher foi posta como ajudadora isso é Fato e foi feita depois do homem outro fato, e isso em nada contrapõe o fato dela poder ser pastora em nossa sociedade, que já foi mais machista e hoje caminha para não ser, o fato dela ser pastora não a bota em primeiro em relação ao marido, nem demanda submissão ao marido, ela é pastora e continua submissa ao marido, quem disse que não pode?
Jesus diz que só ele é Guia, Mestre e Pai.
Os pastores e presbíteros da época eram os mais velhos e mais de alguma forma entendido, pois, eles pensavam que isso vinha com a idade, pois bem, hoje nós vemos jovens maduros na Fé e velhos bebês na fé, isto é claro e evidente.
Pastor é a grosso modo quem pastoreia, independente do título atrás do nome.
Vou exemplificar meu o ponto que defendo
Uma determinada mulher fiel a Deus, exerce o papel de pastor, ensinando, pregando e, ao seu grupo de adolescentes. Até aí tudo OK. Ai essa galera cresce e vira adulto, só que alguns deles continuam a procurar tal mulher para pedir conselhos, aprender de Deus, para que ela ore por eles, para conversar. E isso é uma coisa improibível e acontece. De fato, essa mulher exerce alguma autoridade para esses rapazes, ele ensina-os.
Agora, agente está tão pedrado em achar que igreja é só a instituição batista, presbiteriana, assembleia, que ficamos cegos para ver que exite uma igreja nessa história (reunião de 2 ou 3 que convoca o Nome em harmonia ali Ele se fará presente)
Então a mulher pode ser pastora da igreja de Deus.
Estou falando da igreja de Deus, daquela invisível, sem paredes, onde o foco é Jesus, onde realmente o sal sabe que pra dar gosto ele mesmo não precisa ser visto.
Em relação a igreja instituição, aquela que precisa de placa, que tem que tem um pastor presidente (o laranja), e tem respostas a dar a sociedade em relação a tudo o que faz, que quer e precisa aparecer, em relação a ela não existe comentário a fazer. Quem faz parte dela que decida o que quiser se mulher pode ou não. Depois descubra que isso não vale de nada, que maior é o reino de Deus e sobrepassa todas essas coisas. Quando a igreja “instituição” conhecer o reino de Deus, ela perceberá uma coisa só:
“O amor é eterno. Existem mensagens espirituais, porém elas durarão pouco. Existe o dom de falar em línguas estranhas, mas acabará logo. Existe o conhecimento, mas também terminará. Pois os nossos dons de conhecimento e as nossas mensagens espirituais são imperfeitos. Mas, quando vier o que é perfeito, então o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança e pensava como criança. Agora que sou adulto, parei de agir como criança. O que agora vemos é como uma imagem imperfeita num espelho embaçado, mas depois veremos face a face. Agora o meu conhecimento é imperfeito, mas depois conhecerei perfeitamente, assim como sou conhecido por Deus. Portanto, agora existem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor. Porém a maior delas é o AMOR.”
A paz seja com vocês….
David Lima
09/07/2010, 10h41Gustavo Villa,
Há tempos acompanho o iprodigo, mas confesso que esse é meu primeiro comentário a algum texto. Fico muito feliz e até surpreso com o texto postado. Também recebo o ejornal do IXMarks e estava justamente trabalhando na tradução desse texto, ainda que meio quadrada e informal, para uso pessoal.
Acredito que várias igrejas vêm sendo influenciadas por todos os tipos de movimentos sociais. O Feminismo é um destes. Através da influência desse movimento podemos observar o crescente clamor pela ordenação feminina dentro de várias denominações.
Ives de ceder ao clamor sócio-cultural acredito que devemos continuar a reafirmar a autoridade das Escrituras, seus ensinos, e nos regermos por eles.
Há vários textos no ejornal do IXMarks do mês de julho/agosto de 2010, volume 7, 3ª edição. Seu título é Pastoreando mulheres, entendendo e honrando as diferenças.
Italo,
Acredito que pregar em culto público não é somente ensinar, mas exercer autoridade sobre a igreja (onde se incluem homens), coisas que como vimos no texto não próprias às mulheres.
Acredito que futuramente o pessoal do iprodigo vai postar mais algum texto falando sobre os propósitos de Deus para a vida da mulher na igreja.
Amilton dos Santos Júnior
09/07/2010, 11h03Bom dia a todos, a PAZ DE CRISTO.
Li o texto e os comentários. Penso que essa regra era para a época. Concordo quando é citado que as mulheres eram iletradas na época e tal.
Sobre a Escola Dominical, não esqueçamos que há classes para adultos. Então as mulheres não poderiam ser professoras.
E outra coisa, o IDE de Jesus foi só para os homens então?
Não penso que isso seja um assunto tão importante assim pois poderia levar a conclusões noscivas ao corpo de Cristo. Exemplo: Já que a Bíblia proíbe mulheres de serem pastoras, as que hoje são estão condenadas ao inferno? Ou desobedecer a Bíblia poderá mesmo assim levá-las aos céus?
Perder tempo com esse assunto é irrelevante.
IRMÃS: continuem a pregar, quer seja no culto de senhoras, na escola dominical ou até dirigindo uma igreja.
IRMÃOS: olhem para as pastoras e sigam esse exemplo. Numa sociedade machista, o simples fato de uma mulher tomar à frente num trabalho onde talvez muitos homens rejeitaram, é uma revolução!
IDE E PREGAI !!!
David Lima
10/07/2010, 11h31Amilton,
Se você ler atentamente o texto, verá que o Thomas Schreiner está justamente indo contra esse argumento de que as mulheres não eram instruidas. Paulo retoma à ordem da criação, não ao padrão cultural de sua época para justificar sua posição.
Para um aprofundamento recomendo a leitura dos posts do Rev. Alan Renne sobre a liderança masculina.
http://cristaoreformado.blogspot.com/2009/10/instruindo-os-homens-no-exercicio-da.html
São cinco posts, texto longo, mas traz uma boa visão sobre toda essa questão.
Moderadores, se não puder postar links perdoem, refarei o comentário.
Graça e Paz.
David Lima
Ivonete
12/07/2010, 13h19Eu concordo, a mulher não pode ser pastora, não pode ser presbítera, nao pode governar a igreja. O homem deve governar, foi estabelecido assim, desde a criação.
Minha posição é que ela pode ensinar, debaixo de autoridade masculina. Ela pode ser professora da ED, porque quem governa a Igreja, depois de Deus, logicamente, são os pastores, os presbíteros. Ela pode pregar, porque tá debaixo da autoridade da liderança masculina da Igreja.
Italo
12/07/2010, 17h28Bom, todos que defendem mulheres como pastora ou pregadora aqui nas respostas, nao mostraram nada biblico para defender sua posição. Apenas argumentos pessoais e generalização..
Esse argumento de ” é para epoca” é inutil e muito desrespeitoso pois a biblia nao tem prazo de validade!! “Tudo passa mas a palavra de Deus não passa nem jamais passará”
Obrigado pelo post..
Italo
12/07/2010, 17h37Mulher pregando, linguas estranha no culto sem interpretação, profecias dadas pra todo mundo ouvir do tipo ” Deus tem um plano na sua vida” .. é normal, virou moda e ninguem mais fala nada, oremos para Deus nos levantar jovens, faca sua parte na sua igreja ! e ore, ore muito!
David Lima
13/07/2010, 10h00Ivonete,
http://cristaoreformado.blogspot.com/2010/03/sob-autoridade-do-pastor-e-dos.html
Nesse endereço você encontra uma citação do livro Confrontando o Feminismo Evangélico da Editora Cultura Cristã, onde Wayne Grudem fala sobre a mulher ensinar sobre a autoridade dos presbíteros.
Graça e paz a todos.
Ps: Moderação, se não puder postar links, refarei o comentário, obrigado.
Cebola
13/07/2010, 14h17Jackson, se formos pensar de acordo com suas palavras:
“Vamos lembrar que a biblia foi inspirada por Deus, mas Deus não ditou palavra por palavra a Paulo)
Então, Paulo era machista, numa sociedade machista, falando para pessoas machistas.
O fato dele ter usado um texto da Bíblia não quer dizer que o que ele defende serve pra hoje, de maneira alguma”
Cairemos no liberalismo e no relativismo das escrituras. Se for assim, passaremos a defender o homossexualismo só porque Paulo era “preconceituoso” e vivia em uma sociedade “preconceituosa”.
Assumirmos que a mulher pode ser pastora apenas por preceitos e experiências próprias, sem a usar a Bíblia para isso – como o Italo mesmo observou, é muito pior, pois assim que nascem novas ceitas por ai que não fazem nada além de enganar os outros.
Devemos olhar para Bíblia e a partir dali acharmos nossa posição. Mesmo que isso vá de encontro com nossos pressupostos anti-machistas (aliás, o ensino de Paulo não tem nada de machista, nem o texto postado, apenas salienta a liderança do homem, isso não é machismo. Machismo é considerar que o homem é superior a mulher. Nem Paulo nem o autor do texto fazem isso).
Outra questão colocada pelo Amilton é a seguinte:
“Já que a Bíblia proíbe mulheres de serem pastoras, as que hoje são estão condenadas ao inferno? Ou desobedecer a Bíblia poderá mesmo assim levá-las aos céus?
Perder tempo com esse assunto é irrelevante.”
Bom, a questão de ir ao céu não depende da “quantidade” dos seus pecados, você é salvo mediante a Graça de Jesus Cristo através da sua fé nEle, e somente por ela. O fato de uma mulher ser pastora é apenas, na minha concepção, mais um pecado. Eu, por exemplo, vivo desobedecendo a Bíblia pois constantemente estou pecando, porém tenho certeza da minha salvação que vem de Cristo. Acharmos que nossa conduta que nos salva é cair no legalismo. Agora, defender isso como irrelevante, ao meu ver, é um erro. Pois o pecado nunca foi tratado com irrelevante, independente de qual seja. Mesmo pecando, nossa tentativa deve ser de nos assemelharmos à Cristo, que não pecou.
Enfim, achei muito bom o texto e concordo com o autor.
Grande abraço
Que Deus os abençoe.
Vinícius
13/07/2010, 19h23Na minha igreja eu nunca vi um culto com uma mulher pregando. Já teve uma pastora pregando no grupo de jovens e tambem tem as meninas que dão AD mas nunca vi um culto com uma pastora… pelo que eu sei nossa igreja até aceita mas é muito difícil.
Mas o texto bíblico é muito claro e não admite nem precisa de interpretação:
11 A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição.
12 Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio.
Por isso também entendo que mulher não pode ser pastora. E quem diz que era “só para aquela época” então tem que começar a relativizar toda a bíblia também.
Abraços irmãos
João Carlos
19/07/2010, 20h50Queridos e queridas
Este assunto é polêmico, mulheres devem exercer liderança na igreja?
Li os comentários e gostaria de deixar meu parecer, segundo meu entendimento bíblico:
A evolução do mundo tende a ir de encontro à palavra de Deus, pois são muitas as pessoas que entram no mundo e manifestam sua vontade, sempre defendendo seus direitos segundo seu ponto de vista, mas e o ponto de vista espiritual, onde fica?
Segundo a bíblia a mulher não pode exercer autoridade sobre os homens, poderia enbtão uma pastora ou presbítera impor as mãos sobre a cabeça de um varão?, poderia um pastora ou presbítera dar ordens a diaconos?
Na questão do casal, a mulher é ajudadora, o líder é o homem, a inversão deste valor em uma familia é o principal vilão da separações, o senso de igualdade sobre o aspecto de liderança coloca duas pessoas exercendo a mesma função dentro de casa, vocês já viram alguma coisa dar certo quando tem dois mandando?
O exponecial crescimento de evangélicos no Brasil, traz a tona uma falha que é o crescimento desordenado, e busca a Deus de acordo com a conveniência pessoal, mulheres que não acatam a liderança do homem, ou marido, vão em busca de igrejas onde podem tem cargos não recomendados, ou melhor proibidos pelo apóstolo Paulo, enão se contamtam em ocupar o espaço designado poe Deus, o que não é nenhum demérito, pois é o espaço abençoado por Deus para as mulheres na igraja.
Podemos exemplificar um questão de busca a Deus onde são colocado os imteresses pessoais em detrimento a verdadeira vontade de Deus, citando um igraja evangélica para Gays, irão lá as pessoas que querem Deus da sua maneira e não da forma que Deus propõe, estão na igraja, é evangélica, e buscam salvação, mas vivem declaradamente fora dos preceitos critãos.
Cabe ainda ressaltar que as mulheres tem maior disponibilidade de tempo que os homens e portanto mais tempo para participar de questões da igraja, o que leva a alguma denominações a abrir estes espaços para aumentar seu rebanho, só que de forma repreensível.
Não escrevo como preconceito às mulheres, mas para que seja observado o que ensinam as escrituras.
Alexandre Trindade
22/07/2010, 12h12É convincente o artigo, contudo é difícil ver que as pessoas ainda crêem que mulheres podem exercerem ‘Autoridade” sobre homens, infelizmente o feminismo no Brasil, afetou não somente nossa cultura , mas também nossas igrejas, a questão não é se a mulher é capaz de pregar ou ensinar é claro que elas são capazes, pois o espírito santo foi derramado em toda a carne que Crê que Jesus é o Senhor e nasce de novo, a questão é se a mulher tem autoridade sobre uma Igreja para pastoreá-la dada por Deus.
Tiago
18/08/2010, 12h20Bom dia a todos.
Ao ler o post, confesso que percebi um “shock” nas minhas ideias, pois sempre acreditei na igualdade entre homens e mulheres, ou seja, entre os seres humanos. No entanto, verifico que os argumentos bilbicos apresentados pelo autor são contundentes e precisos, não só por esta escrito na biblia, mas por sua interpretação se da no proprio texto da biblia e não interpretações alheias. Aos que são contra o artigo, POR FAVOR, utilizem argumetnos biblicos, pois argumentos baseados no “eu acho”, “eu entendo assim”, ou “era uma sociedade machista”, etc, não é insipirado. Lembrem-se de Jesus “Está escrito” e nada mais. Parabens ao autor do artigo e principalmente pela interpretação dos textos biblicos se darem neles mesmos. É assim que se interpreta o texto das sagradas escrituras: nelas mesmas…
Talvany
06/12/2010, 19h02Caros, aceitos as diretrizes do Rev. Thomas Schreiner quanto a posição das mulheres. Porém, devemos observar algo que não estrou nas discussões: crise do homem. Creio que essa crise se deve ao descompromisso em que o homem esta envolvido no mundo e na igreja. Os homens não tem assumido as suas reponsabilidades nem como pais, maridos e lideres de casa ou igreja. É responsabilidade de nós homens mas estamos nos esquivando das mesmo. E isso precisa de uma solução urgente, que pena que essa solução tem vindo de uma maneira que está fora dos padrão bíblicos, como esposto acima!
Victor
10/12/2010, 16h28Alguém disse lá em cima:
“Vamos lembrar que a bíblia foi inspirada por Deus, mas Deus não ditou palavra por palavra a Paulo”
Ora! Se a bíblia não foi totalmente inspirada, e Deus não ditou “palavra por palavra a Paulo”, então poque pau diz em 2Tm 3:16 que “toda a Escritura é divinamente inspirada…”???
Se a bíblia não foi totalmente inspirada, e Deus não ditou “palavra por palavra a Paulo”, quando paulo disse a palavra “TODA”, ele falava pelo Espírito Santo ou por ele mesmo?
Como ter certeza?
Em muitas outras passagens, que falam quanto ao comportamento que os cristãos deveriam ter. Como saberemos se Paulo falava por seu “machismo” ou pelo Espírito Santo?
As pessoas não querem seguir certos ensinamentos bíblicos claros, porque vivem para elas mesmas.
Para ser um Cristão, é necessário negar a si mesmo, morrer para mundo e viver para Cristo.
As pessoas discutem sobre coisas “desnecessárias”, se esquecendo que a principal a se ter é a obediência.
Alexandre
21/12/2010, 23h57Sempre que leio esse tipo de texto, em especial sobre esse assunto, fico com a sensação de que o autor está fazendo uma “conta de chegada”, ou usando uma exegese para reafirmar um ponto de vista previamente estabelecido.
Antes de exempleficar o que estou dizendo, quero apenas deixar claro que concordo com o ponto de vista do autor, ainda que não milite por ele nem ache que ele seja o mais importante para a igreja. Mas continuando…
No quinto parágrafo, o autor usa combate a inferência do sentido do texto dizendo que Paulo teria deixado claro, se essa fosse a sua intenção, dizendo “Eu não quero que as mulheres ensinem ou exerçam autoridade sobre os homens porque elas são ignorantes”.
Já quando cita 1 Tm 2:11-15 ele faz exatamente o que combateu, inferindo um sentido claramente diferente do texto quando diz “Esta passagem não proíbe as mulheres de falar qualquer coisa na congregação”. Essa passagem é problemática nesta discussão, pois os que defendem a posição tradicional, se pautam no atendimento criterioso ao texto bíblico, mas são mais “interpretativos” com relação a 1 Tm 2.11.
E é esse tipo de interpretação de dois pesos e duas medidas, que dá a sensação de “conta de chegada” na exegese. Como disse, não sou contrário à posição, mas há que se ter humildade. Recomendo a exegese do tema realizada pelo Rev. Augusto Nicodemos, que se encontra no site da IPB, que é mais completa e profunda.
Henrique
27/12/2010, 21h54Penso assim…
Princípio Regulador: o que não for diretamente ensinado nas Escrituras ou necessariamente inferido do seu ensino, ou evidenciado em um exemplo bíblico-histórico, é proibido no culto.
LITURGIA PURA, DOUTRINA PURA, RELIGIÃO PURA, GOVERNO PURO, VIDA PURA…
Aline Ramos
28/03/2011, 09h44É sempre excelente ver textos sobre este assunto (ainda tão mistificado e combatido pelo pensamento feminista, mesmo evangélico) sendo compartilhado! Parabéns!
Concordo com todos os pontos expostos pelo pastor e, inclusive, já postei uns 3 textos, ou mais, a respeito do assunto em meu blog [Mulheres Virtuosas], o que gerou, assim como aqui, uma grande discussão.
Porém, tenho algumas dúvidas de cunho prático no quesito liderança:
Em atividades como Redes ou Pequenos Grupos de Jovens e Adolescentes, em que há exposição da palavra ou reflexões de assuntos gerais, com base nas Escrituras, poderiam as mulheres estar à frente? Estas passagens bíblicas se refeririam a essas situações?
Estou, ainda, um pouco confusa a esse respeito e gostaria de saber o que os autores do blog, e demais irmãos de fé reformada, entendem sobre o assunto à luz das Escrituras.
Agradeço se puderem ajudar! Paz!
Leila Cordeiro
24/05/2011, 06h58EU ACREDITO NA CRIAÇÃO DE DEUS POIS ELE FEZ DA MULHER A AUXILIADORA DO HOMEM.O HOMEM PASTOREA AS OVELHAS E A MULHER AUXILIA.A FUNÇÃO DE PASTOR É DO HOMEM .
Leila Cordeiro
24/05/2011, 07h01ESSE TIPO DEBATE É MUITO BOM.QUE DEUS NOS ABENÇOE.
Neide
01/07/2011, 01h07Tenho lido muito sobre o assunto e não conseguir chegar a nenhuma conclusão plausivel, mas tenho uma única certeza, de que vou estudar muitoe, quando estiver convencida vou gritar para o mundo todo saber a verdade que vem de Deus!
Tiago
19/08/2011, 14h37Olá, irmãos.
Depois de ler alguns comentários, percebi a necessidade de fazer algumas observações. Primeiro: toda a bíblia é “divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça;”(II Tim. 3:16), além do mais “Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”(II Ped. 1:20 e 21). Realmente os autores bíblicos falaram suas palavras, mas os textos que fazem parte das escrituras os quais temos acesso, foram, primeiramente, inspirados e depois selecionados pelo nosso Criador. O argumento utilizado para elevar o nível de um bom debate, deve ser pautado no “está escrito” e não em conjecturações. Em nenhum momento a mulher deve ser tratada como sendo menos importante que o homem, mas cada um no “seu quadrado”. Na igreja, a mulher tem papéis, muitas vezes, tão importantes quanto os do homem, mas existem algumas posições em que o homem deve ocupar, apenas por uma questão de “ESCOLHA DO SENHOR”. Mas em momento algum a mulher deve ser considerada menos superior que o homem.
A benção dos céus a todos.
Mariana Aleixo
02/12/2011, 19h05Ótimo texto! A Bíblia deve ser nossa única regra de fé e prática! Ela é muito maior que a modernidade e a cultura!
carlos
06/05/2012, 07h16e tudo isso ai que a Ivonete falou.
eu diria até que, Paulo não foi machista, certamente quando escreveu eta parte das escrituras, esta tomado pelo espirito santo, ou Deus pensaria com cabeça de homem para que permitisse que paulo escrevesse algo que viesse acarretar problemas futuros?.
Existiu grandes mulheres na Biblia mas Deus não deu autoridade a nem uma delas.
antes disse em Gênesis 3-16 que seria submissa e sua vontade seria de seu marido.
pode se dizer que grandes mulheres marcaram a historia cristã mais não há relatos que Deus tenha colocado alguma mulher a frente de um exercito ou ministério, ou algo parecido.
a mulher realmente tem uma grande inportancia historia e na vida de todos, porem cada um na sua função, e todos servindo a Deus.
vejam vocês mesmos a que é licito, fazer a vontade dos homens(a)ou a vontade de Deus?