O que fazer quando alguém confessa um pecado a você
por Stephen AltroggeO que você faria se um amigo, cônjuge ou seu filho lhe confessasse que estava lutando contra o álcool a ponto da embriaguez? Ou vendo pornografia? Ou com raiva extrema?
Deixe-me dar algumas sugestões do que fazer e não fazer…
Responda Humildemente
Confessar um pecado para outra pessoa é uma das experiências mais humilhantes e desagradáveis. Quando uma pessoa confessa pecados a você, responda com humilde gratidão. Agradeça-o por vir a você e encoraje-o pela humildade que demonstrou. Lembre-o que Deus concede graça aos humildes e que Deus está ansioso por dar-lhe graça. Ajude-o a ver que Deus é por ele e que está ansioso para ajudá-lo.
Identifique-se com sua luta
Se possível, identifique-se com o pecado que foi confessado. Você pode não ter lutado exatamente da mesma maneira, mas é uma aposta garantida que você já lutou de jeito semelhante. Eu não luto contra o alcoolismo, mas certamente posso relacionar isso com uma batalha por autocontrole e com o desejo de fugir dos meus problemas. Quando alguém compartilha lutas com você, diga-o como você lutou e como você pode compreender as tentações dele. Além disso, conte como Deus te ajudou em meio a sua luta. É muito útil saber que não lutamos sozinhos.
Mais importante ainda, lembre que Cristo foi tentado de todas as maneiras como nós, o que faz dele o ideal para nos ajudar em meio às tentações.
Não aja como se estivesse chocado
Quando alguém confessa um pecado a você, não aja como se estivesse chocado ou surpreso. Não balance sua cabeça com sinal de descrença ou revire seus olhos. Não diga “simplesmente não posso acreditar que você faria alguma coisa assim”. Somos pecadores e nossos amigos são pecadores, e devemos esperar que cada um aja como pecador. Isso não significa que incentivamos o pecado. Significa que não devemos ficar surpresos quando alguém nos diz que está lutando contra o pecado.
E mais, quando demonstramos choque com o pecado, isso desencoraja nossos amigos a confessar pecados futuros.
Não trate como se não fosse algo importante
Se seu amigo, cônjuge ou irmão da Igreja confessa o seu pecado para você, isso significa que Deus está trabalhando nele. O Espírito Santo está convencendo-o do pecado e da necessidade de buscar ajuda em outros. À luz disso, quando ele revelar o próprio pecado, não diga simplesmente “Ei cara, isso não é tão importante. Todo mundo luta contra esse tipo de coisa”. Em vez disso, vá um pouco mais fundo. Descubra os detalhes da luta e pergunte como você pode atendê-lo melhor. Até ore por ele no mesmo instante.
Acompanhe posteriormente
Se possível, faça um acompanhamento da situação com seu amigo em uma data futura. Pergunte-o como ele está indo na área do pecado que confessou. Não espere que ele venha até você, porque pode ser que não aconteça. Como um amigo piedoso, vá atrás dele.
Lembre-o do Evangelho
Depois de uma confissão, é crucial que lembremos ao nosso amigo, cônjuge ou filho do evangelho. O evangelho é o que dá a esperança de perdão e de mudança. Não queremos apenas suprir as pessoas com estratégias para serem moralmente melhores. Queremos conectá-las com o poder de Deus. O evangelho é o que quebra o poder do pecado, e precisamos lembrar as pessoas do evangelho regularmente. Essa é a nossa única esperança de mudança.
Não queremos suprir pessoas com estratégias para serem moralmente melhores. Queremos conectá-las com o poder de Deus.
O que mais você adicionaria a essa lista?
Traduzido e gentilmente cedido por Josie Lima | iPródigo | original aqui
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Felipe Mendes
03/06/2011, 20h45Interessante,
não concordo cem por cento com o “Não aja como se estivesse chocado”, lógico que importante demonstrar apoio, mas às vezes a surpresa vem, e não vejo nela algo ruim, se ela for seguida de compaixão com a pessoa. Não consegui explicar direito, mas tudo bem.. heheh
Como sempre, ótimo trabalho!.
Abraço.
Felipe Mendes
03/06/2011, 23h19Felipe, claro que iremos ficar chocado sei lá, com um pecado confessado. Agora demostrar isso para a pessoa, acho que não devemos. Como o texto disse, não é algo surpreendente alguém dizer que pecou, pois somos pecadores.
O Texto está muito bem dito.
Parabéns iProdigo.
Airton Cláudio
03/06/2011, 23h20Hahaha, meu nome é Airton Cláudio, e não Felipe, errei ali
Daniel Chirico Oliveira
06/07/2011, 18h48Muito legal a sequência proposta pelo autor. Vejo um pequeno problema na área do “acompanhamento posterior” quando começamos a lidar com vários casos simultaneamente. É possível que Deus direcione a você não apenas uma, mas várias pessoas arrependidas. Creio que a parte do acompanhamento dos vários casos começa a ficar bem pesada quando tomamos para nós toda a responsabilidade de ir atrás de cada um de maneira discreta e eficaz sem ser abusivo. Consequentemente, o lidar com os vários pecados que os irmãos confessados também esgota nossas forças, porque não somos tão fortes como o nosso Senhor para lidar com tanta infidelidade (vem aquele sentimento de que “já bastam nossas próprias transgressões”). Tem dias que a gente volta para casa parecendo que apanhou por horas. Dá um gostinho do desgosto que Jesus sente quando a gente peca. Sugiro que as pessoas que confessam seus pecados sejam encorajadas a abrirem seus corações posteriormente e não apenas esperar para que sejam atendidas.
Leandro
12/07/2011, 21h31Muito bom esse texto.
Creio que estes passos são importantes, umas vez que somos feitos do mesmo barro e podemos cair em qualquer pecado que nossos irmãos caíram, por isso, estar sempre em contato com pecados de outros, pode nos fortalecer e permitir que não caiamos em certar áreas, que bênção. Dai entra o “acompanhamento posterior”, não que tenhamos que ligar uma pessoa sempre ao pecado que ela nos confessou, mas amar nosso próximo ao ponto de saber que ele está sofrendo com o pecado e chorar com os que choram de modo a não ficar feliz enquanto não ver nosso irmão restaurado.
Creio também que quando ficamos chocados com o pecado dos outros é porque para nós ainda há pecados mais graves do que outros, embora uma simples mentirinha que não fere ninguém também é pecado. O que importa é o que Deus pensa, é Ele quem faz as regras, nós apenas as seguimos, não contestamos e pra Ele não há pecados maiores e menores, todos ferem sua magnífica pureza.