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O que procurar em uma igreja?

por R. W. Glenn
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Clareza sobre o evangelho da graça. Existem muitas falsificações, especialmente as distorções do evangelho que fazem do pecado algo de que você não precisa se afastar ou se libertar. Atente cuidadosamente para o conforto e o chamado do evangelho. Primeiramente, preste atenção em Jesus dizendo, “Eu não te condeno”. Porém, também procure por “vá e não peques mais”. Essa ordem é muito importante. A remoção da condenação vem antes do chamado à obediência. Todavia, ambos precisam estar lá para que a igreja pregue o evangelho.

Pregação centralizada em Cristo. Talvez você esperasse que eu dissesse  “pregação expositiva”, mas é possível entregar uma exposição de um texto da Escritura sem nunca chegar a Jesus Cristo. Isso é especialmente verdadeiro em pregações no Antigo Testamento. Não me lembro quem disse isso, mas se a exposição do Antigo Testamento que você está ouvindo não for rejeitada por uma sinagoga, então o pregador não está pregando a Cristo. A exposição da Escritura é o meio pelo qual chegamos a Jesus. Entretanto, este é o meio, não o fim, da pregação de Jesus Cristo e este crucificado.

Adoração pública teologicamente informada. Os elementos básicos da adoração estão presentes: leitura pública da Palavra, exortação e ensino das Escrituras, canções, orações, e os sacramentos do batismo e da Ceia do Senhor? Além desses elementos básicos, procure por músicas com letras que exaltem a Jesus Cristo e aprofundem sua apreciação e compreensão do evangelho da graça. Não estou dizendo que canções curtas como “Eu te amo, Senhor” não têm lugar na adoração pública, mas se o conteúdo das músicas para a adoração pública, como um todo, é superficial, isso deveria te levar a pensar.

Pessoas hospitaleiras. Se o evangelho está realmente fazendo a diferença em uma comunidade de cristãos, eles vão amar as pessoas desconhecidas, e não daquele jeito bajulador e falso “Estou-contente-por-você-estar-aqui-porque-eu-tenho-que-estar-contente-por-você-estar-aqui”. O que quero dizer é que você se sente genuinamente acolhido e amado pelas pessoas quando as encontra e passa tempo com elas adorando.

Disciplina da igreja. A disciplina na igreja tem recebido uma reputação desfavorável. Ela não pode ser reduzida apenas a disciplina final e punitiva, mas deve incluir também um aspecto formativo. A disciplina da igreja acontece quando os seus membros estão dispostos a voltarem uns aos outros de volta para Jesus em um chamado amoroso ao arrependimento, através do encorajamento no sofrimento, e de exortações para crescer em graça.

Compaixão para com os pobres. 1 João 3.17 diz que se nós, que temos recursos materiais, vemos nosso irmão em necessidade e não nos compadecemos dele ele, não temos o amor de Deus em nós. Assim, é um teste da fé cristã autêntica que a igreja se preocupe com os pobres. Mais do que isso, o nosso cuidado para com os pobres, embora deva dar prioridade à comunidade dos crentes, deve se mover para além da igreja, para a comunidade ao seu redor: “façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé” (Gálatas 6.10).

É um teste da fé cristã autêntica que a igreja se preocupe com os pobres

Preocupação para com os perdidos, evidenciada por uma igreja comprometida com o evangelismo pessoal.  E por “comprometida com o evangelismo pessoal” não quero dizer uma igreja que tenha programas evangelísticos, mas uma igreja em que as pessoas amam seus próximos o suficiente para lhes falar sobre Jesus. Portanto, procure por um interesse sincero em alcançar os perdidos com o evangelho da graça por parte dos pastores e das pessoas nos bancos da igreja, não como forma de obter melhores números nos gráficos, mas porque eles amam verdadeiramente as pessoas como pessoas, não como potenciais evangelísticos.

Traduzido por Cleber Filomeno | iPródigo.com | Original aqui

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6 comentários em O que procurar em uma igreja?

  1. Gerson Lucas

    30/11/2011, 19h31

    Se eu frequento uma igreja que não se encaixa em alguma dessas características o que devo fazer? Simplesmente sair?

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  2. Bryan

    30/11/2011, 19h46

    Minha pergunta vai extrapolar um pouco o texto. Com relação ao ponto PREGAÇÃO CENTRADA EM CRISTO, primeiro quero parabenizaar pelos vidos que vocês colocaram do projeto semear sobre pregação expositiva, é muito bom, mas parece que este texto vai meio contra o que o Rev. Emilio disse. Eu juntamente com meus colegas discutimos, existem claramente textos que de maneira ordinária não constam ou apontam para Jesus Cristo, principalmente os do AT, e mesmo assim não é desmerecendo a inspiração do mesmo.

    Devemos ou não “forçar a barra” com todos os textos para que eles apontem para o autor e consumador da nossa fé Jesus Cristo?

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  3. iPródigo

    iPródigo

    30/11/2011, 22h37

    Gerson, acredito que a primeira atitude é conversar com a liderança para ver porque esses pontos não estão sendo aplicados.

    Alguns são mais complicados, como o Cuidado com os Pobres – às vezes, é feito e não sabemos, às vezes ainda precisa de alguém estruturando (numa igreja nova, por exemplo).

    de qualquer forma, dependendo da posição que você tem, é possível aproximar-se do pastor e (em alguns casos)fazer sugestões a respeito dessas questões.

    alguns itens vejo que são mais sérios, como o primeiro. Outros precisam do cuidado da igreja educando os crentes para que eles comecem a ter atitudes corretas (por exemplo, a questão de receber bem e evangelizar). No caso de pontos mais críticos (em especial, os 2 primeiros e o 3o. se forem erros muito absurdos), se o pastor recusar a mudar sua abordagem, creio que o melhor é deixar a igreja.

    apenas lembrando que essas são orientações gerais.

    abraço

    Josa

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  4. iPródigo

    iPródigo

    30/11/2011, 22h42

    Bryan, não devemos forçar a barra. Mas é possível falar de Jesus, mesmo que o texto não faça menção direta. Vou dar uns exemplos práticos, não príncipios gerais.

    Por exemplo, o texto está dentro de um livro e esse livro num contexto maior aponta de alguma forma para o Evangelho, ou, por fazer parte da história da salvação aponta para um momento em que o povo ainda vivia em sombras. Mostrar que Jesus não caiu nessa tentação. (exemplo: compará-lo com Eva)

    Ou o texto pode não fazer menção direta a JEsus, mas o Novo TEstamento faz menção a esse texto. Você pega a referência daí, por exemplo. Ou ele trata de algum pecado, você pode expandir e falar de depravação do homem, e apresentar a solução.

    Veja a genealogia, por exemplo, elas são parte do cumprimento da promessa a Abraão, que teve seu auge em Cristo. Nos lembram que nós, gentios, fazemos parte delas porque fomos enxertados em Cristo. Lembram que Deus controla tudo – por meio do Rei Jesus.

    O livro de Eclesiastes fala do vazio (a vaidade) da vida sem Deus – podemos ligá-lo ao que Paulo diz sobre nossa fé ser vã (vaidade) se Cristo não ressuscitou. O livro de Ester fala sobre uma rainha que salva seu povo, ou fala sobre os atos de Deus na salvação do povo – daí tiramos uma referência a uma salvação maior.

    Enfim, você não precisa achar Jesus escondido em tudo (como faziam muitos), mas durante a aplicação do texto a apresentacão do Evangelho é essencial.

    um abraço

    Josa

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  5. Marcos

    02/12/2011, 21h41

    Muito bom!!!

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  6. Pr. Euclides Luiz Ferreira

    08/12/2011, 15h02

    Li atentamente este precioso artigo. A minha consciência cristã me faz concordar plenamente com o Rev. Glenn. Como pastor reformado (29 anos de ministério)me preocupa muito a grande avalanche de pessoas hoje correndo atrás somente de ôba ôba, num total descompromisso com a Palavra de Deus e, portanto, numa clara expressão de antropocentrismo. E o mais sério ainda é que boa parte dessa avalanche de pessoas se encontra em igrejas nominalmente cristãs reformadas e pastoreadas por colegas que tiveram a mesma formação teológica que tivemos. Não posso concluir outra coisa senão que estes colegas, dominados por uma vaidade passageira, tem sido cegados pelo egocentrismo e sem perceber estão tomando o lugar de Jesus Cristo.

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